ψ Eu! Vampira ψ

13 jul 2010 | By

Eu,
Objeto de desejos contidos,
Fruto suculento instigando furores libidinosos.
Eu, animal.
Eu, instinto.
Eu… Fatal.
Aparentemente bela,
Superficialmente frágil,
Tal qual um frasco de veneno
Que, quebrando, esvai-se pelos solos, tornando-os inférteis,
E, se ingerido,
Torna-se sem soluço.
Veneno do qual vários seres imploram antidoto.
Porém, um mórbido prazer me faz negá-lo.
E a crueldade em mim presente torna-me irresistível
a incansáveis seguidores masoquistas.
Só ditos suplicando migalhas do meu amor,
As quais prefiro lançar aos ventos, aos mares,
a Natureza, alcova dos meus segredos,
Que a mim empresta os seus mistérios,
E me faz encantadora sugadora de energias
A seu serviço,
A serviço da bola incandescente.
Do inicio do Universo,
Do ápice da existência.
Eu, energia… Eu, bela… Eu, fatal…
Arrasando corpos e colecionando almas,
a procura do encontro supremo,
O encontro com a minha própria existência…

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Mariliz Marins

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