A evolução dos vampiros

18 jun 2010 | By

Ao longo dos séculos, a imagem do vampiro foi renovada várias vezes. De monstro violento a agradável, de aristocrata de coração frio a encarnação simpática de hoje em dia de um herói amaldiçoado.

A evolução do vampiro normalmente reflete a cultura da época. Mas mesmo que a imagem do vampiro possa mudar, uma coisa que não muda: eles estão constantemente sendo ressuscitados (piadinha intencional) na cultura popular.

  • Tempos Antigos

Até as primeiras civilizações, como os Sumérios, tinham histórias de vampiros como seres sugadores de sangue e demônios, de acordo com um artigo no American Chronicle. Muitos dos primeiros contos, se não todos, descrevem os vampiros como seres sem alma, e em alguns casos, como assassinos irracionais.

1450: O Drácula da vida real

A figura histórica em que o personagem de Drácula baseia-se é Vlad III, o príncipe da Wallachia, ou como você provavelmente conhece, Vlad, o Empalador, de acordo com Eric Nuzum, autor de “The Dead Travel Fast: Stalking Vampires from Nosferatu to Count Chocula”. Ele não era um vampiro, nem bebia sangue, mas ele assassinou milhares dos seus compatriotas. Ele escolheu “Drácula” como sobrenome, como uma referência a uma ordem religiosa fundada por seu pai e significa “filho do diabo”, segundo Nuzum.

1872: A Vampira

Em um romance gótico escrito por Joseph Sheridan Le Fanu intitulado “Carmilla”, é introduzida no mundo literário a primeira vampira do sexo feminino. A história é sobre uma jovem solitária que é seduzida pela vampira Carmilla.

1897: Walt Whitman inspira o Dracula de Bram Stoker

Acredite ou não, o Drácula original, pelo menos na mente de Bram Stoker, era mais do que Walt Whitman do que Bela Lugosi, de acordo com Nuzum. No romance, o personagem é descrito como tendo um espesso bigode, um nariz grande e cabelos brancos que cresceram muito. Whitman também passou a ser apenas um herói pessoal de Stoker.

1931: O Vampiro Aristocrático

Foi durante este período que Bela Lugosi tornou-se o Dracula por excelência, de acordo com Nuzum. Com o cabelo penteado para trás e roupas finas, com um olhar e atitude (e ainda um poderoso fascínio), ele se tornou o padrão visual dos vampiros nos anos seguintes.

1958: O Vampiro da Guerra Fria

Com as tensões internacionais correndo alto, o Conde Drácula virou um super-vilão durante a Guerra Fria, de acordo com Nuzum. Seus motivos não eram importantes e ele foi visto como puro mal. Na verdade, no filme de 1966 “Dracula: Prince of Darkness”, o personagem não fala muito, só resmunga.

1970: O Dracula das discotecas

Em 1979 no remake do original “Drácula”, o vampiro foi atualizado com um penteado anos 70 e uma vibração abertamente sexual, de acordo com Nuzum. Ele não estava tão mal como já havia sido.

1990: “Buffy : A Caça Vampiros ” e “Entrevista com o Vampiro”

A série Buffy criada por Joss Whedon foi a grande pioneira do “vamp-emo”, que pensa muito, medita muito sobre os agradáveis mas perigosos vampiros, segundo o escritor de ficção científica Charlie Jane Anders. Dos dois vampiros principais no programa de TV, Angel tinha uma alma e passou a maior parte do seu tempo se arrependendo dos pecados de seu passado e Spike passou a maior parte do seu tempo definhando depois de Buffy e ajudando os mocinhos.
Anders atribui parte da culpa a Anne Rice por sua invenção do vampiro Louis, que também passou a maior parte do seu tempo meditando.

  • Hoje

Graças às séries Twilight, True Blood, Vampire Diaries, livros e filmes recentes centrados em vampiros, a imagem atual dos vampiros é que eles estão totalmente integrados na sociedade. Alguns até mesmo vão para a escola e quase todos eles fazem amor com um ser humano. Na série True Blood, eles bebem uma bebida de sangue sintético, mas terminam cedentos à necessidade de morder o pescoço das vítimas inocentes.

2 comentários em “A evolução dos vampiros

  1. Haaa, de todos eu sou mais o Brad Pitt, e ainda faltou a foto do Antonio Bandeiras de Vamp, ui Vampirão!!!

    Dilicia

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: