Ciúmes

16 jul 2010 | By

Ciúme é a emoção usada pelo seu psiquismo como reação ao medo de perder. Tem gente que gosta de sentir ciúme, pois todas as emoções geram neurotransmissores e seu cérebro fica viciado neles da mesma forma como fica viciado em álcool, nicotina, cafeína, etc.

Ciúme nada mais é do que o instinto de posse que ainda não foi educado. Em outras palavras, ciúme é a mesma reação instintiva que seu cachorrinho tem quando você por brincadeira ameaça tirar-lhe seu osso.

Se você entender o porquê de seu medo, seu progresso e amadurecimento emocional serão levados a outro patamar. E afinal de contas o que é mais sábio, sair brigando com todo mundo, fazer beicinho, ou aprender mais sobre você? Qual das respostas você acha que um yôgin deve usar?

Uma briga sempre entra em termos emocionais. Emoção não é razão e como tal é desprovida de lógica. Uma briga sempre terá estes termos:

Você algum dia terá que lidar com seus medos e inseguranças. É inevitável e isso é autoconhecimento na prática, no dia-a-dia. De nada adianta você fazer pránáyámas lindos, ásanas perfeitos se na hora que o bicho pega você corre. Já diz o ditado:se ficar o bicho come, se correr o bicho pega, mas se enfrentar o bicho foge.

Pergunte-se:

  • Estou com medo de perder o que?
  • Se eu estou sofrendo tanto, por que eu não largo mão deste realacionamento? (não vale a resposta manjada de “aaahhhhh! porque eu amo tanto ele(a)”)
  • Insegurança é o que você tem, não importa a história, não importa o que aconteceu, no final das contas a insegurança é sua. Por que você gosta de ser inseguro?
  • O que você irá fazer para resolver as suas inseguranças? Lembrando que trancafiar o seu amor em uma gaiola não é uma solução válida.
  • Você realmente entendeu o que escrevi? Então por que quer me contar uma história que eu já sei de cor e salteado…

Contar a sua história em 1.000.000 de linhas sem nenhum parágrafo só cansa a vista e não resolve o problema. Resolva suas inseguranças ou aprenda a separar a sua história em parágrafos. Pelo menos uma das duas coisas!

Pense um pouco, menos emoção e mais lucidez, vamos lá criatura. Você consegue.

Dicas de leitura:

Alternativas de Relacionamento Afetivo

Introdução do livro

Todos traem, todos sabem, todos negam, todos fingem que acreditam. E assim caminha a humanidade. Aos trancos e barrancos, em direção a um nível maior de lucidez e de honestidade que deve estar em algum lugar lá no fim do túnel. Tudo o que buscamos é a felicidade. No entanto, nada pode ser mais contrário à felicidade que os constantes embates entre parceiros afetivos, os quais se verificam em praticamente todos os relacionamentos. Basta ver alguém chorando e poderemos apostar que a pessoa em questão esta nesse lamentável estado emocional justamente por causa de quem deveria ser a fonte de sua felicidade. Então há algo errado aí. Há algo equivocado no conceito de relacionamento afetivo. Alternativas de relacionamento afetivo analisam e colocam em discussão alguns modelos de relacionamento já consagrados e propõe uma reflexão sincera sobre novas possibilidades.

  • Editora: Nobel
  • Autor: MESTRE DEROSE
  • ISBN: 8521312725
  • Origem: Nacional
  • Ano: 2004
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 108
  • Acabamento: Brochura
  • Formato: Médio

O lado positivo: protege o amor

Nos relacionamentos onde os sentimentos de ciúme são moderados e ocasionais, ele lembra ao casal que um não deve considerar o outro como definitivamente conquistado. Pode encorajar casais a fazer com que se apreciem mutuamente e façam um esforço consciente para assegurar que o parceiro se sinta valorizado.

Ciúme potencializa as emoções, fazendo o amor se sentir mais forte e o sexo mais apaixonado. Em doses pequenas e manejáveis, ciúme pode ser um estímulo positivo num relacionamento. Mas quando é intensa ou irracional, a história é bem diferente.

O lado negativo: prejudica o amor

Às vezes sentimentos de ciúme podem ficar desproporcionais. Por exemplo, quando um homem provoca uma cena embaraçosa numa festa porque sua mulher aceita um convite para dançar com um velho amigo ou quando uma mulher é tomada de ciúmes excessivos pelo fato de o marido ter uma mulher como chefe no trabalho.

Este tipo de reação pode afetar gravemente uma relação, levando o outro parceiro a sentir-se constantemente pisando em ovos para evitar uma crise de ciúme. O parceiro ciumento, muitas vezes ciente de seu problema, oscila entre sentimentos de culpa e auto-justificação.

Ciúme patológico

O ciúme patológico é visto pela psiquiatria como uma espécie de paranóia (distúrbio mental caracterizado por delírios de perseguição e pelo temor imaginário de a pessoa estar sendo vítima de conspiração). Para o ciumento, a fronteira entre imaginação, fantasia, crença e certeza se torna vaga e imprecisa, as dúvidas podem se transformar em idéias supervalorizadas ou delirantes.

Quem sente ciúme a esse nível tem a compulsão de verificar constantemente as suas dúvidas, a ponto de se dedicar exclusivamente a invadir a privacidade e tolher a liberdade do parceiro: abre correspondências, bisbilhota o computador, ouve telefonemas, examina bolsos, chega a seguir o parceiro ou contrata alguém para fazê-lo. Toda essa tentativa de aliviar sentimentos, além de reconhecidamente ridícula até pelo próprio ciumento, não ameniza o mal estar da dúvida, até o intensifica.

A pessoa ciumenta apresenta na sua personalidade um traço marcante de timidez e sentimentos de insegurança, problemas que costumam ter raízes na infância. Nesse caso, o tratamento passa por aplicação de técnicas de psicoterapia para melhorar a confiança do paciente em si mesmo. O processo deve envolver sua família, pois o apoio no lar é imprescindível nesses casos. Reduzido o sentimento de insegurança, é esperado que diminua a aflição do ciúme. Só quem confia em si mesmo pode confiar em outros, de modo que parece lógico começar o tratamento pelo fortalecimento da autoconfiança.

Não menos importante é atacar os sintomas físicos que o ciúme patológico provoca. O desequilíbrio no sistema nervoso aumenta o nível de adrenalina, interfere na dinâmica dos neurotransmissores e está na origem de muitas doenças psicossomáticas. Por isso, é fundamental apurar as causas desses sintomas e gastar a energia negativa em atividades como os exercícios físicos, meditação e trabalho que traga gratificação

Ciúme entre irmãos

Ciúme entre irmãos: desafio para os pais

Muitos pais consideram que o ciúme, raiva ou inveja não são sentimentos nobres e que não podem conviver com outros sentimentos assim considerados. Ciúme e amor,no entanto, não se excluem, irmãos podem sentir ciúmes um do outro e ao mesmo tempo amarem-se. Neste ponto, não diferem dos adultos.

Alguns pais ficam receosos quando decidem ter o segundo filho, por não se considerarem preparados para dividir a atenção entre eles. Outros temem causar qualquer tipo de sofrimento ao primogênito. É comum os pais se reportarem a suas próprias experiências infantis e lembrarem como se sentiram com relação aos irmãos e ao afeto de seus pais.

Um recém-nascido demanda uma atenção mais intensa e imediata e o que acaba acontecendo é o primogênito sentir-se prejudicado por não ter mais a atenção exclusiva dos pais.

Ciúme em cães

Apesar de o ciúme ser uma emoção humana, muitos proprietários de cães nota que seus animais de estimação parecem exibir comportamentos aparentemente ciumentos. Geralmente isso ocorre quando uma nova pessoa entra na casa do dono e passa um longo período de tempo com ele. Exemplos clássicos são novos parceiros e a chegada de um novo bebê. São intrusos, invasores do território familiar, que tomam o tempo precioso e exclusivo que o cão passava com seu dono e, por conseqüência, eles se sentem negligenciados. Bem parecido com o que sentem as crianças humanas quando ganham um irmão.

O cão nessas circunstâncias desenvolve comportamentos depressivos como recusa ao convívio social, inatividade e perda de apetite e, no limite, agressividade.

O processo que desencadeia essa reação no cão é instintivo, somente na aparência parecendo-se com o sentimento do ciúme. O cão, por instinto, é cioso de seu espaço, que logo delimita comportamento repetido de seus ancestrais que viviam na natureza. Quando o espaço é invadido por outro animal, a reação é, por instinto, agressiva. É a mesma reação que ocorre quando cães de guarda atacam quem invada o local guardado.

Mas quando o animal pressente que o intruso é pessoa ligada a seu dono, se vê impedido, pelo adestramento, a reagir de forma agressiva, e daí, forçado a contrariar seus instintos, desenvolve atitudes ciumentas.

Termino minha postagem deixando aqui uma reflexão, leia e analise:

Quanto mais se fala do próprio ciúme, mais os lugares que desagradaram aparecem de todos os lados; as menores circunstâncias os mudam, e fazem sempre descobrir algo de novo. Essas novidades fazem rever sob outros aspectos o que se acreditava ter visto e pesado o suficiente; tenta-se apegar a uma opinião e não se apega a nada; tudo o que é mais oposto e está mais apagado apresenta-se a um só tempo; quer-se odiar e quer-se amar, mas ama-se ainda quando se odeia, e odeia-se ainda quando se ama; acredita-se em tudo, e duvida-se de tudo; tem-se vergonha e despeito por ter acreditado e duvidado; trabalha-se incessantemente para deter a própria opinião, e nunca ela é conduzida para um lugar fixo. (…) Não se é feliz o bastante para ousar crer no que se deseja, nem mesmo feliz o bastante também para ter a certeza do que se teme mais. Fica-se sujeito a uma incerteza eterna, que nos apresenta sucessivamente bens e males que nos escapam sempre“.

La Rochefoucauld, in ‘Máximas’

Fonte: spaceblog.com.br

Fonte: citador.pt/pensar

9 comentários em “Ciúmes

  1. RickReymondNo Gravatar disse:

    Rainha rsrsrrsrsr
    Ainda bem que não é nosso caso …hehehehhehehhe

  2. Verdade Meu Rei Somos bem decididos nesse assunto, atitudes e opiniões formadas, sem problemas rsrrs bjuss meu reii..

  3. Elvira SLNo Gravatar disse:

    Gostei disso, até twitei:

    “Todos traem, todos sabem, todos negam, todos fingem que acreditam. E assim caminha a humanidade. Aos trancos e barrancos…”

    Putz, será que sou paranóica? kkkkkkkkkkk
    Eu já acho que meu caso é diferente (todos devem dizer isso kkkkkkk), sabe, gato escaldado tem medo até de água fria… E se estou com um parceiro que já me traiu e já me trocou até pela vadia da esquina, porque deu um sorriso pra ele, tenho meus motivos pra não permitir que ele converse com NINGUÉM do sexo feminino ^^

    Quanto ao assunto “insegurança”, como confiar em alguém que toda vez que “apronta”, vem chorando e falando que mudou, que foi um imbecil, um idiota que teria feito tudo diferente e repete 5x o mesmo erro e em todas as vezes é mais convincente ainda nas desculpas para voltar?

    Já que matar é contra a lei, eu faço as regras.

  4. Elvira SLNo Gravatar disse:

    Até que ponto chega a violência feminina? O ciúmes pode levar a isso? :shocked:

  5. AntonellaNo Gravatar disse:

    Verdade Elvira Afffssssssss é um absurdo chegar a esse ponto.
    Se não guenta pressão , quanto a ciumes da um tempo , some da vida da pessoa , mas VIOLÊNCIA NUNK affssssssssssss…. :angry: :alien:

  6. RickReymondNo Gravatar disse:

    Putz Elvira agora so ta pegando som funk? :sick:

    Po mata, po come, po entortá ma não pode funkar kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk :alien:

  7. Elvira SLNo Gravatar disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  8. Elvira SLNo Gravatar disse:

    Antonella, as imagens estão off… [revisar]

  9. Elvira SLNo Gravatar disse:

    Imagens off removidas

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