Deusas Gregas

15 nov 2010 | By

O perfil das mulheres no relacionamento amoroso tem mudado ao longo dos anos. Isto é o que mostram pesquisas que tratam do comportamento humano. Um estudo realizado pela psicóloga Márcia Portazio em seu doutorado no Instituto de Psicologia da USP (Universidade de São Paulo) analisou o perfil de 224 mulheres entre 17 e 55 anos da cidade de São Paulo utilizando como instrumento os arquétipos descritos por Jung, um dos desenvolvedores da Psicologia analítica.
Os arquétipos, segundo a Psicologia, são padrões pré-moldados de comportamento que os seres humanos desenvolvem ao longo do tempo e que podem se alternar no decorrer da vida. “Quis verificar se as características dos padrões arquetípicos estão presentes no comportamento da mulher contemporânea”, explica Márcia. Para a análise, a pesquisadora selecionou a descrição das principais deusas gregas: Hera, Afrodite, Deméter, Coré, Perséfone, Atena e Ártemis.
A partir de afirmações baseadas em características de cada uma destas deusas, as mulheres estudadas davam notas de 3 a 0 para cada frase, interpretando se esta se aplicava totalmente à sua personalidade, em partes, ligeiramente, ou se não se aplicava de forma alguma. “Dependendo da pontuação que a mulher fez em cada um desses padrões arquetípicos, houve uma classificação, considerando o arquétipo com o qual ela mais se identificou”, explica a pesquisadora.
Em ordem decrescente, cada padrão apareceu na amostra na seguinte porcentagem:
1)Atená – 24,4%
Esta é considerada a fundadora da civilização. “É a deusa da metrópole”, afirma Márcia. É o perfil da mulher executiva, independente, guerreira e que não se casa. A pesquisadora acredita que se o estudo tivesse sido feito em outras capitais brasileiras, esta deusa também seria a principal apontada, devido ao estilo de vida das mulheres. E que o mesmo não aconteceria se a pesquisa fosse repetida na zona rural, por exemplo.
2)Coré -20,3%
É o estereótipo da “filha”, a eterna adolescente que quer ser cuidada por alguém. “Ela representa na pesquisa um percentual grande de mulheres que são jovens. É um arquétipo muito ativado em mulheres com menos de 25 anos e aparece especialmente em 25% da população nesta faixa etária”, explica a pesquisadora.
3)Deméter – 18,3%
Empatada com Afrodite, é o perfil da mulher que busca um marido provedor, o papel tradicional do homem. Ela é maternal e quer o pai ideal para sustentá-la e à prole.
4)Afrodite – 18,3%
Deusa do amor e da beleza. É sensual e representa o amor físico, com maior liberdade sexual, sem necessariamente o compromisso do casamento. “Este é o conflito que temos hoje. A mulher ainda vive o modelo antigo de casamento (Deméter) e as demandas atuais. É uma fase de mudança. O casamento tradicional e o relacionamento, de forma geral, não está mais agradando como antes”, afirma Márcia.
5)Perséfone – 6,6%
Rainha e guia do inferno que, no grego, não tem conotação negativa. Era apenas o local onde as almas moravam após a morte, representando o inconsciente. São mulheres introspectivas e que estão ligadas ao mundo interior, reflexão e auto-conhecimento. Teve pouca identificação entre as mulheres até 25 anos. Apenas 5% delas apontaram este perfil.
6)Ártemis – 6,1%
Deusa da caça, da Lua e da natureza. São mulheres ligadas à natureza, que lidam com animais e plantas. “Acredito que se a pesquisa tivesse sido feita em Fernando de Noronha, por exemplo, este perfil teria sido fonte de identificação de maior número de mulheres”, diz a pesquisadora.
7)Hera – 6,1%
Deusa do casamento, é o protótipo da relação patriarcal. “Este é o padrão menos freqüente, provavelmente porque a maioria da amostra era composta por mulheres com atividade profissional fora de casa, distanciando-se do papel de esposa tradicional”, afirma Márcia.
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Fonte: Universia
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Agora me diga, qual Deusa você é? Ou sua companheira é?
Linda Rosenstar
Equipe Black Angel.

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