Fábula O moleiro, o menino e o burro.

14 set 2010 | By

Na Grécia antiga, originou-se este apólogo contado por Malherbe, poeta invulgar, a Racan, também poeta, quando este lhe pediu sugestão sobre uma decisão a respeito da vida.

Perguntou Racan a quem deveria ele satisfazer: deveria satisfazer às suas vontades, satisfazer às vontades da corte ou às do povo?

Malherbe pensou um pouco e disse:

– Não sei se é prudente contentar toda a gente. Eis um conto que poderá ajudá-lo a encontrar a resposta:

Um velho moleiro e seu filho, que já tinha os seus quinze anos, foram vender seu burro, um dia, no mercado.

O moleiro e seu filho levavam o animal e, a fim de não cansá-lo e alcançarem bom preço, resolveram conduzi-lo, desde o começo, com as patas amarradas e presas num varal carregado pelos dois.

O primeiro que os viu quase morreu de rir.

O moleiro, então, colocou o animal no chão, mandou seu filho montar e continuou andando. Nisso, passaram três comerciantes e, horrorizados com  a cena, comentaram:

– Onde ja se viu? O rapaz, robusto, montado no burro, e o velho, a pé.

O moleiro, então, pediu que o filho descesse e cedesse o lugar para ele. Passaram três moças e uma delas disse:

– Que falta de vergonha! O marmanjo vai sentado como um rei e o pobre menino a pé.

O moleiro, embora soubesse que sua idade permitia que ele seguisse montado, colocou o filho na garupa e continuou o seu caminho.

Nem bem o burro deu trinta passos, passou um outro grupo e um deles comentou:

– Vocês não tem dó do seu animal doméstico? Como podem sobrecarregar assim o pobre burrico? Se vão vendê-lo na feira, ele vai chegar lá no puro osso!

– Por Deus – diz o moleiro -, sofre da moleira quem quer agradar gregos e troianos!

E mais uma vez o moleiro procurou agradar ao caminhante. Os dois desceram do burro e seguiram pela estrada: o burro na frente e eles atrás. Alguém os viu e fez chacota:

– Dois burros andando, enquanto o outro trota!

Quem tem um cão não precisa ir à caça com gato; quem tem burro não gasta a sola do sapato. Que queiram ir a pé é natural. Então, para que trazer o animal? Belo trio de burros!

Pensou o moleiro:

– Certamente, como um burro eu agi, mas daqui para frente farei como achar melhor, sem escutar ninguém.

E assim ele fez.

Quanto a vós, quer sigais Marte, o amor ou o rei?

Quer fiqueis na província ou sejais viajante?

Quer prefirais casar ou vos tornar abade?

Todos hão de falar, falar, falar…

Nunca conseguiremos agradar a gregos e troianos, isso é totalmente impossível.

Se voce fizer algo ou deixar de fazê-lo sempre terá alguém que fará uso da ironia e de expressões de duplo sentido para usar de escárnio e te maldizer ou através da sátira difamar e atingir uma outra pessoa que é o seu desafeto.

Tentou dar o seu melhor e não foi compreendido? Não se importa, porque errar é humano, e para os amigos que te conhecem não precisara se justificar nunca, porque eles conhecem sua capacidade, agora , não perca tempo tentando se justificar a seus desafetos, porque os inimigos não acreditam em sua palavra.

Agradar é relativo, impossivel atingir ao todo, mas faça o seu melhor, se acaso seus inimigos tentarem te derrubar, lembre-se que existem olhos a sua volta e, que  estão prestando atenção em seus esforços.

Agora um conselho de amiga, agrade a você, porque você sabe o que você é realmente. O que dizem?

Que importa? Enquanto os cães ladram, a caravana passa…

Fonte de pesquisa

Fábulas de La Fontaine.

Um comentário em “Fábula O moleiro, o menino e o burro.

  1. amandaNo Gravatar disse:

    adorei o texto era bem o que eu precisava para estudar para prova “o moleiro o menino e o burro de la fontaine´´

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