Guitarra / Cecília Meireles

09 jul 2010 | By

Punhal de prata já eras,
punhal de prata!
Nem foste tu que fizeste
a minha mão insensata.

Vi-te brilhar entre as pedras,
punhal de prata!
— no cabo, flores abertas,
no gume, a medida exata,

a exata, a medida certa,
punhal de prata,
para atravessar-me o peito
com uma letra e uma data.

A maior pena que eu tenho,
punhal de prata,
não é de me ver morrendo,
mas de saber quem me mata.

Cecília Meireles

Minhas considerações quanto a este poema: Me lembro claramente, eu estava na sétima série do primeiro grau, com meus 12 anos de idade, quando a professora de Português exigiu que lêssemos algum livro da autôra Cecília Meireles… E coincidentemente, eu tinha um em casa, cheio de poemas e histórias, intocado, que eu nunca tinha tido a curiosidade de ler… Comecei a ler e me apaixonei por poemas e poesias, e este poema, que o título não tem nada a ver com o conteúdo foi o que mais me chamou a atenção, gostei tanto deste poema que o decorei e nunca mais o esqueci, espero que gostem! :)

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