Herança cultural – Brasil, Japão

14 jul 2010 | By

A troca entre as línguas: do português para o japonês e vice-versa

Andō Hiroshige (Japão, 1797-1858)

Xilogravura policromada

O contato que durante 96 anos uniu portugueses e japoneses a partir de meados do século XVI ainda hoje se faz sentir, no campo das palavras.  Segundo o filólogo japonês Tsujiro Koga, a língua portuguesa penetrou largamente em Nagasaki onde os vocábulos lusos chegavam a contar quatro mil.  Armando Martins Janeira fez o apanhado das palavras portuguesas introduzidas no vocabulário nipônico.  São aproximadamente 400.

  • No campo dos doces e das comidas estão as palavras:

Pão – ”pan”

Amêndoa — “amendô”

Marmelo — “marumero”

Vaca — “waka”

Pão de ló — “pandoro”

Biscoito — “bisukouto”

  • Na indumentária:

Botão — “botan”

Capa — “kappa”

Saia — “saya”

  • Termos religiosos – introduzidos pelos missionários jesuítas:

Cristo — “Kirishito”

Diabo — ” jiabo”

Evangelho — “ewanzeryo”

Jesus — “Zesus”

Missa — “misa”

Padre — “bateren”

  • Outras:

Álcool — “arukoru”

Sabão — “shabon”

Varanda — “beranda”

  • Mas a língua portuguesa também sofreu influência nipônica:

“biobo” — biombo

“bozu” — bonzo

“kaki” — caqui

“katana” — catana

“chawan”  — chávena

“chá”  — chá

“haikai” — haikai

“kamikaze” — camicase

“karate” — caratê

“kara-okê” — caraoquê

“ninja” — ninja

“tatami”  — tatame

Há entre elas também as palavras de origem japonesa, nomeando hábitos, costumes, esportes, aspectos da vida japonesa,  que entraram para o português, mas que ainda se reportam quase que exclusivamente a hábitos e costumes japoneses:

Gueixa, Judo, Quimono, Origami, Bonsai, Samurai, Saquê, Iquebana, Mangá, Sushi, Sashimi, Yakisoba

Você conhece mais alguma palavra que tenha origem no Japão e seja usada em português?

Sobre o artista da xilogravura:

Hiroshige (1797-1858), também conhecido como: Andō Hiroshige (安藤広重) (uma forma irregular de combinar o nome da família com o nome artístico ou como  Ichiyūsai Hiroshige (一幽斎廣重) seu nome artístico.  Pintor e gravador japonês, conhecido sobretudo por suas xilogravuras de paisagens. Foi o último grande professor de Ukiyo-e, ou escola de gravura popular, e converteu as paisagens cotidianas em cenas líricas de grande intimismo que lhe proporcionaram um êxito comercial ainda maior que o de seu contemporâneo Hokusai. Sua obra-prima é a série de gravuras Tokaido gojusan-tsugi (As Cinqüenta e Três Estações do Tokaido).

2 comentários em “Herança cultural – Brasil, Japão

  1. Elvira SLNo Gravatar disse:

    Achei legal o modo deles falarem o Biscoito kkkkkkkkkkkk

  2. kkkkkkkkkkk fui verificar kkkkkkk interessante kkkk

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