Leituras de Gor (Christian Sword)

31 jul 2010 | By

Traduzido por:
Christian Sword of GOR

Livro I – Tarnsman of Gor, capitulos 01-03 para todos
Categoria: Livros
Gênero: Literatura & Ficção
Autor: John Norman

Tal Goreanos.
Resumo das “Crônicas da Contra-Terra”.

Obra de John Norman

Serão discutidos não somente o conteúdo explícito dos livros como também aspectos da filosofia e sua aplicação na vida diária e no estilo de vida goreano.

Estes resumos, de autoria de Socrates, foram, e continuam sendo, publicados mensalmente na coluna “Book Notoes” pelo “The Gorean Voice” que pode ser encontrado em http://www.pantheus.com/TGV.shtml.

Christian Sword recebeu autorização por escrito para publicar a tradução destes resumos e eles não devem ser reproduzidos sem a autorização desta.

Esperamos que este trabalho seja de grande utilidade para os goreanos brasileiros e outros interessados na cultura e na filosofia goreana.

É importante ainda esclarecer que a leitura dos resumos não substitui a leitura dos livros completos que recomendamos enfaticamente.

O local oficial para debates sobre estes textos é o grupo gorbrasil no yahoogrupos onde também será postado um informe quando cada novo conjunto de capítulos for publicado. Para se juntar ao grupo basta enviar um e-mail para:
subscribe-gorbrasil@yahoogrupos.com.br .

É extremamente importante que os interessados em Gor tenham claro que existem muitos falsos goreanos (ou posers, ver o artigo “Uma introdução a filosofia goreana ou ao goreanismo”) e que a única forma de saber quem representa verdadeiramente a filosofia goreana é através da comparação com a obra de John Norman e com artigos sérios que analisam tal filosofia.

O primeiro livro da série apresenta muitos dos conceitos e das bases da filosofia goreana mas o faz de maneira muito superficial e rudimentar. Desta forma recomendamos também que se leiam os artigos sobre a filosofia goreana neste mesmo site (http://christiansword.multiply.com).

Sem mais atraso passemos então aos primeiros capítulos de Tarnsman of Gor.

Christian Sword of GOR

Livro I, O Tarnsman de Gor

Capítulo 1

Como se pode esperar, não vamos aprender muito da filosofia goreana nos primeiros livros. Tarnsman foi publicado em 1966. A ficção científica e fantástica não era, naquela época, o que é hoje. Apesar de eu acreditar que, já naquela época, John Norman tinha uma imagem na sua mente de o que seria o universo goreano, eu creio que ele só viria a amadurecer alguns anos depois. Tarl Cabot é um exemplo claro disso. O Tarl que nos encontramos nos primeiros livro é muito diferente do Tarl dos livros finais.

Norman tem o hábito de apresentar seus personagens sob uma ótica particular para depois desenvolvê-lo em direções opostas. Cada uma das mulheres dos livros narrados por mulheres (Livro VII, Captive of Gor; Livro XI, Slave Girl of Gor ; Livro XIX, Kajira e Livro XXII, Dancer of Gor) começaram como mulheres manipuladoras que negavam absolutamente que qualquer homem pudesse fazê-las escravas. Os leitores já sabiam que ao final dos livros cada uma delas estava destinada a tornar-se uma deliciosa escrava. Da mesma forma Tarl é apresentado inicialmente na série de uma modo que contrasta um tanto com o que ele vira a se tornar.

No capítulo 1 lemos uma breve descrição da infância de Tarl criado por uma tia atenciosa mas não particularmente amorosa. A cor vermelha viva do seu cabelo e o seu nome diferente bastaram para levá-lo desde cedo a aprender os rudimentos da arte do combate desarmado. Ele recebeu uma educação britânica típica de um Inglês da sua classe social, mas nunca se distiguiu. Uma sede por uma existência diferente daquela a qual ele estava destinado o leva aos Estados Unidos para se tornar o que ele chama de “curiosidade acadêmica” em uma pequena faculdade no estado de New England (a faculdade descrita por Norman não é como as faculdades comumente encontradas na região, eu imagino se o jovem John Lange já teria realmente estado em uma faculdade como a descrita).

Tarl é brilhante e está em excelente forma física mas parece que ele não pertence a lugar algum. Ele não tem vínculo familiar, tem uma capacidade intelectual para se destacar como acadêmico mas não o faz, antes desempenha minimamente suas funções e tem poucos amigos. Eu me pergunto se, sendo também professor universitário, o próprio Dr. Lange não teria se descrito parcialmente em Tarl. De qualquer forma Tarl é mostrado como um estranho na terra. O próprio Tarl ainda não sabe mas isso se deve a ele ser Goreano. Para escapar a própria vida, pelo menos por poucos dias, Tarl vai para as montanhas acampar sozinho.

  • Capítulo 2

Tarl é abduzido e levado para Gor. A primeira pessoa que ele encontra é Matthew Cabot seu pai. E a segunda é sana, a escrava. Matthew fala dela de forma casual, dizendo a Tarl que pode “tê-la” se o desejar. Esta cena é muito breve mas significante. Tarl viu pela primeira vez uma escrava, e o tratamento dado a ela por seu pai. Neste momento há coisas mais importantes para Matthew e Tarl discutirem. sana é somente uma escrava. A implicação disto é que ela, e outras como ela, são somente objetos. Desta cena inicial pode-se extrair o princípio do modo de Norman ver a escravidão. Mas tarde, é claro, sana terá um papel importante na trama. Isso indica características do primeiro período da obra de Norman (eu vou adotar o uso de pseudônimo quando me referindo ao autor e o nome real quando me referindo à pessoa) isso é, os primeiros seis livros, onde ele tinha o incômodo hábito de libertar as escravas para que elas fossem estimadas e amadas por seus homens. Mas sigamos com a história.

Matthew discute muitas coisas com Tarl. A discussão cobre temas sobre as Home Stones, a natureza do Priest-Kings e as suas imposições de limitações tecnológicas sobre os gereanos, algumas teorias sobre a existência e origem do planeta Gor e como ele é ocultado da terra. Em poucos parágrafos Norman cuida da tarefa de explicar Gor do ponto de vista da ficção científica e lança as bases do universo goreano. Eu, como leitor, nunca me preocupei muito com estes detalhes. Quem se preocupa se o planeta Gor é realmente possível? Vamos aproveitar a história e seguir em frente.

  • Capítulo 3

Tarl começa a sua formação como goreano. Nos conhecemos Torm o scribe e Matthew Cabot fala sobre os Ubars. O sistema de castas é discutido brevemente e nos aprendemos que apesar da relativa imobilidade do sistema ele não é completamente travado, que alguém pode ter a permissão, ou mesmo ser forçado a mudar de casta, ascendendo ou declinando socialmente dependendo de suas habilidades ou pela falta delas.

Aprendemos que as free woman (mulheres livres) também são sujeitas ao sistema de castas. Na página 45 Tarl retorna ao tema do sistema de castas e esclarece que ele considera tal sistema eficiente mas eticamente questionável. Mas de forma mais aguda ele afirma que considera a instituição da escravidão “deplorável”. Na página seguinte encontramos:

“A menina que eu vi inicialmente era uma escrava… Eu imaginei o que foi feito dela mas não perguntei. Uma das primeiras coisas que eu aprendi em Gor é que preocupação por uma escrava é algo inadequado. Eu decidi esperar. Eventualmente eu ouvi de um Scribe, não o Torm, que às escravas não se permitia ensinar os homens livres pois isso os colocaria em débito com elas, e nada deveria ser devido às escravas. Eu decidi então que faria o que me fosse possível para abolir o que me parecia uma condição degradante. Uma vez eu falei com meu pai sobre este tema e ele me disse que haviam muitas coisas piores em Gor que o destino da escravidão, particularmente o de uma Tower Slave (escrava doméstica).”

Este é o “jovem” ou “incipiente” Tarl que se vê. Ele ainda não enxerga a escravidão como ele virá a entendê-la posteriormente. Posto de forma mais simples, ele ainda não entendeu o que significa ser Goreano. Será que quando Norman escreveu este capítulo ela já tinha claro os caminhos que Tarl iria seguir? Eu não sei (Eu adoraria discutir isso com o Dr. Lange um dia. Não gostaríamos todos?).

A seguir Tarl começa a receber o seu treinamento com armas e combate e conhecemos o outro Tarl, conhecido como “Older Tarl” (Tarl mais velho). John Norman faz questão de dizer que os Guerreiros goreanos devem ter a mesma habilidade de combate com ambas as mãos. Eu não sei porque Norman insiste neste ponto que, até onde eu sei, não aparece mais na obra.

Nós acompanhamos o combate entre Tarl e o Older Tarl enquanto o primeiro é treinado nas habilidades com a espada. O comentário “você está morto!” é ouvido como que para lembrar ao guerreiro que ele está lidando com a morte. Finalmente Tarl consegue “matar” o Older Tarl.

Neste capítulo Norman apresenta algumas de suas idéias sobre a Casta dos Guerreiros e o seu código de honra. O capítulo se encerra quando Tarl é apresentado ao seu tarn.

Traduzido por:
Christian Sword of GOR

Reedição: Rick Reymond

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OBS: Bom aqui temos um resumo de como se trata o inicio da filosofia Goreana e como ela foi criada!

Foi por esse motivo que trouxe aqui esta leitura, para que entendam a origem de Gor.

Seguindo a isso foi se criando mundos em volta do comando masculino, sempre colocando em evidência e poder supremo nas mãos masculinas.

“Na minha real opinião, as fantasias de planetas, animais e escravidão, não são de meu interesse, porém a filosofia de vida sim. Lembrando que isso não é machismo mas sim parte natural que nasce no homem pelo instinto de proteger os seus (familiares, amigos e dependentes) e de ver a mulher pela sua essência verdadeira, a delicadeza, a pureza e a feminilidade natural”. (Rick Reymond)

Um comentário em “Leituras de Gor (Christian Sword)

  1. LaraNo Gravatar disse:

    Há algum lugar onde se possa ler os capítulos na íntegra? Existe alguma publicação traduzida desses livros?

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