Montando um quebra-cabeça.

12 set 2010 | By

Em Second Life, usamos avatares, outros não se contentam em serem avatares e escondem sobre máscaras, seu verdadeiro eu avatariano, ( inventei agora essa palavra para designar uma origem), ja escondido sobre a máscara do avatar criam sobre elas outras máscaras, e outras e outras e outras, e junta daqui e dali, encaixe aqui outra peça ali e chega um dia que, fatalmente ele se completa e ai, algo se revela, algo se descortina, levantando o véu de Maia, alguém é descoberto, e foi o que eu fiz, e descobri, um rosto perdido debaixo de um outro rosto…


Disfarces.

Eu não me importo.
não reporto,
não copio e colo,
não choro
nem peço colo,
mas eu sinto…

Sinto o frio da indiferença…
Sinto a maldade  do pouco caso…
Sinto o frio do coração marcado…
Sinto as dores de um amor  mal acabado…

Sinto a alegria de um novo dia…
Sinto a pureza de um sorriso,
Nos labios de uma criança…
Sinto toda a punjança de um sonho vivido,
repartido e compartilhado,
por corações, que se amam
que se querem bem,
que se sentem amados.

Sinto a esperança renascendo,
no brilho dos olhos,
de quem se sente novamente,
nascendo…
Despertando de longa agonia,
prevendo a felicidade novamente,
em seus dias, dias de luz
reluzindo, fulgaz,voraz
punjente, latente.

Sinto, eu sinto!!
O amor escondido na mentira,
encoberto sobre várias faces,
Carregando a dor no disfarce,
Tentando, lutando,
para ser descoberto,
Revelado, para se sentir
novamente amado.

versos by Cristhal Zimberman.

Estes versos fiz te sentindo aqui bem perto, são para te dizer em todas as linhas que a vida se aninha em seu peito, que escondido sobre vários disfarces não  se vai a canto algum, anda metido em um disfarce de frieza e indiferença, mas esconde um coração que sangra, que sente ciumes, que protege, vigia, usa de artimanhas para se aproximar, é hora de máscaras cairem, de revelações serem feitas.
Tudo tem sua hora, e a hora é agora, nesse quebra cabeça não ha mais peças a serem colocadas em seu lugar, todas ja encaixaram,em seu lugar comum, e nele um rosto surgiu, o seu.
Por detras da máscara, por detras da cortina, a mão que sai é a sua, por detras de um avatar, voce, escondido em um disfarce, voce, absolutamente todo voce, inegavelmente, voce, puramente voce.
E voce sabe que é de voce que estou falando, sem pieguices, sem falsas “descobertas”.
Ergui a cortina, e la achei voce.


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