Soneto da Exposição

30 jul 2010 | By

Soneto da Exposição

Já não me sinto trêmula ao teu toque, como no início

Sei que não coro mais ao teu olhar de intensidade

Estranho que a concessão transforme-se em vício

E que eu me sinta cada vez mais suja e mais à vontade

O ninho da tua cama agora abriga minha exposição

E antes, bem o sabes, abrigava meu pudor

Despia-me, se me despia, fugindo de tua inspeção

Hoje, quando me olhas, agradeço teu favor

E peço mais, e imploro ao teu lado mais pervertido

Que me obrigue a ser cada vez menos recatada

Que me deixe transformar em grito o meu gemido

E se a vizinhança inteira me disser que estou errada

Chorarei e direi “nunca fui como tenho sido”

E os acordarei de novo a cada madrugada.

Autor Desconhecido

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