Top 9 de Livros de Vampiros

21 out 2010 | By

1. As Crônicas Vampirescas (The Vampire Chronicles) – Anne Rice
Livro 1 – Entrevista com o Vampiro
As “Crônicas Vampirescas” era para ser uma trilogia e acabou rendendo 10 livros. Este teve uma excelente adaptação para o cinema (Vide Top 10 filmes de vampiros), embora a história tenha sido alterada para a versão cinematográfica, em 1994. O conflito básico de Louis está presente tanto no livro como no filme, mas os motivos de sua transformação, entre outras coisas, tem uma diferente base. Se puderem achar a excelente tradução de Clarice Lispector, recomendo altamente. Só tem a versão importada daquelas mais simples no submarino. Em português, vale a pena conferir a tradução da Clarice Linspector
Livro 2 – O Vampiro Lestat
Lestat é o principal anti-herói (ou herói, dependendo do ponto de vista) das “Crônicas Vampirescas” de Anne Rice. Ele é perverso, mau, sádico e sedutor. Tudo ao mesmo tempo.
Segundo livro das “Crônicas Vampirescas”, um dos grandes clássicos de Anne Rice, este livro narra a história do carismático vampiro Lestat de Lioncourt, a partir de seus dias como humano vivendo no castelo de seu pai, passando por seu encontro com o vampiro que o transformou, até o encontro com Akasha, a “Rainha dos Condenados”. A partir daí a história continua no livro A Rainha dos Condenados.
Infelizmente, o filme “A Rainha dos Condenados” destruiu toda a profundidade destas duas partes da obra de Anne Rice, ao contrário do filme “Entrevista com o Vampiro”. Muita coisa se perdeu e eu aconselho distância deste filme. Não digo o mesmo quanto ao segundo livro nem o terceiro, do qual falarei mais a seguir, que são obras imprescindíveis na biblioteca e no “currículo literário” de qualquer bom fã destes seres carismáticos e complexos a que chamamos de vampiros.
Encontramos uma versão importada hardcover, só que um pouco mais cara que o Rainha dos Condenados.
Livro 3 – A Rainha dos Condenados
Em “A Rainha dos Condenados”, Anne Rice, com maestria, nos leva a conhecer a história por trás do surgimento dos vampiros – ao menos no universo por ela criado. Este é o livro com mais suspense e mais denso das Crônicas Vampirescas, confesso que não conseguia parar de ler, acabei devorando o livro em muito touco tempo. As descrições são extremamente minuciosas, levando-nos realmente a visualizar os locais em que se encontram os personagens. Há diversos tipos de vampiros, desde os jovens e opositores ao status quo, como Baby Jenk, os românticos como Armand e Daniel,  entre outros. A organização Talamasca estuda a história destes seres.  Reunidos em torno de Lestat, mortais e imortais respondem ao chamado de sua música quase hipnótica, levando-os a um final surpreendente. O som de Lestat desperta a rainha Akasha, a mãe dos vampiros, a encarnação da força maléfica feminina, como no arquétipo, uma espécie de Lilith – disposta a escolher os justos, entre os vampiros, por meio de um banho de sangue. Atreva-se a não seguir hipnoticamente a leitura até que chegue à última página.

2. Drácula – Bram Stoker
“Drácula” é um romance de 1897, de autoria do irlandês Bram Stoker, tendo como principal personagem e antagonista, o vampiro Conde Drácula. A obra serviu de inspiração ao famoso filme de Francis Ford Coppola (vide Top 10 filmes de vampiros). No entanto, a obra de Coppola, apesar de espetacular, não é uma reprodução fiel do romance original. Para aqueles que tiverem a curiosidade de ler a obra original, seguem um pouco mais de informações sobre o livro.
Este livro é a gênese do vampiro no imaginário ocidental. Desde seu lançamento, em 1898, tornou-se num êxito comercial. Drácula foi imortalizado por Bela Lugosi e por Cristopher Lee e, como mencionei acima, revisitado por F.F. Coppola.
Em termos estruturais, Drácula de Bram Stoker é uma obra epistolar, ou seja, contada na forma de uma série de cartas, entradas em diário, diários de bordo, etc. Há diversos temas filosóficos e sociais na obra, como, por exemplo, o papel da mulher na cultura Vitoriana, a sexualidade convencional e conservadora, imigração, colonialismo, pós-colonialismo e folclore. O livro de Bram Stoker não inspirou apenas o filme homônimo de Coppola, como também uma série de filmes considerados clássicos, como aqueles estrelados por Christopher Lee. Muito do arquétipo do vampiro como o conhecemos através das eras foi instituído nesta que é uma obra fundamental na biblioteca de qualquer aficionado pelos vampiros.
3. Vampire the Masquerade (RPG) – Mark Rein Hagen
Para o pessoal “das antigas” de RPG ou aqueles que tiveram contato com esse pessoal ou a obra em si, um clássico!
Na tradução para o português, “Vampiro: A Máscara” é um cenário de RPG de horror pessoal, com base no sistema Storyteller da White Wolf e centrado nos vampiros em um mundo Punk-Gótico. Publicado originalmente em 1991 por Mark Rein Hagen (mesmo ano em que saíram os livros originais de “Vampire Diaries”), chegou a ter uma segunda edição em 1992 e uma edição revisada em 1998. O subtítulo “A Máscara” tem dois sentidos: sendo o primeiro relativo à tentativa da Camarilla de esconder os vampiros da humanidade, de seus governantes e da mídia; e o segundo, o esforço dos vampiros de convencer a si mesmos de que eles não são os monstros que se tornaram.
Em 1992, “Vampiro: A Máscara” ganhou o Origins Award por Melhores Regras de RPG de 1991. A linha do jogo foi descontinuada em 2004, e foi substituído por regras revisadas e um novo cenário em Vampire: The Requiem. Uma perda! Ainda bem que existem os sebos…
4. Vampiros em Nova York – Scott Westerfeld
Os dois livros (“Primeiros Dias” e “Os Últimos Dias”) seguem uma narrativa em primeira pessoa, contada por Cal Thompson, um universitário que descobre estar com um parasita. Ele não desenvolve a doença que os outros infectados sofrem, virando apenas um portador. Ganha todas as vantagens e habilidades que o parasita cede para ele e quase nenhum dos pontos de negativos da doença que costuma transformar as pessoas em canibais sedentos, em outras palavras, o parasita o transforma em um vampiro. O primeiro livro fecha um arco, o segundo, embora um pouquinho diferente do primeiro, introduz novos personagens e adiciona mais elementos à história. Cal tenta buscar mais detalhes de quem o infectou, sobre sua linhagem e se depara com diversas coisas inesperadas.
Os vampiros do livro, chamados de Peeps, são contextualizados em um cenário urbano atual. Westerfeld usa fatos históricos, de biologia e medicina para suportar sua versão de vampiros, mostrando uma visão mais decadente, embora também poderosa dos seres da noite, com ambientes sombrios que lembram as vielas escuras de Watchmen e Blade Runner, refletida nas descrições dos bandos de ratos que acompanham os vampiros, os túneis sombrios e imundos. O mais interessante é pensar que tudo isso é apenas ao cruzar um prédio abandonado, uma viela escura ou um alçapão enferrujado bem no meio da cidade. Ele intercala tudo isso com o dia-a-dia da investigação de Cal para evitar que outros infectados espalhem a doença por toda a cidade.
A história é recheada de descrições, ora sarcásticas, ora tristes, com divisões de capítulos com detalhes nojentos, porém nada menos que a verdade, de algum parasita, para provar que os humanos e os parasitas coexistem desde o início dos tempos e não podem viver separados.
Dessa série realmente vale a pena comprar as versões nacionais, extremamente inovadora em sua proposta, portanto merece estar no top 10. Em breve faremos uma resenha mais detalhada dos dois.
5. 30 Dias de Noite – Edição nacional – Devir
Outro conjunto de lançamentos nacionais que merece destaque é a do 30 Dias de Noite. Ao contrário do fiasco da adaptação para o filme (que pretendem corrigir com o segundo), os quadrinhos são muito bem feitos. Escritos pelo talentoso Steve Niles, escritor de histórias de terror qe também chego a adaptar Eu Sou A Lenda. As artes são o ponto alto, assinada por Ben Templesmith, fugindo do tradicional formato americano com ilustrações que saltam aos olhos, inundando as páginas com muito sangue e suspense. São sombrias e muito bem coloridas, com acabamento e também uma editoração primorosa da Devir.
A perseguição faz com que o sangue fique mais doce.
Em resumo, conta sobre uma pequena cidade no Alaska onde o Sol não dá as caras por trinta dias. Tratando-se de vampiros isso é o equivalente a um open bar. A história mostra a tentativa de sobrevivência dos habitantes, do casal Eben e Stella que são os policiais locais e tentam proteger a população local de virarem parte do banquete. O tom dos quadrinhos foi definido com talento em poucas palavras por nada mais nada menos que Clive Barker, criador dos famosos Cenobitas.
6. Série House of Night P.C. Cast e Kristin Cast
As autoras fazem uma história que vai muito além de uma simples história de vampiros para adolescentes. A leitura prende, os elementos da cultura cherokee, além da crítica ferrenha à religião monoteísta e ao fanatismo que estámarcada com o Povo de Fé, de uma hipocrisia sem tamanho!
Zoey Redbird, a personagem principal no primeiro livro da saga, tem ascendência cherokee, não tanto quanto sua avó, mas ao contrário de sua mãe, “convertida” para o Povo de Fé, Zoey parece ter sido a verdadeira herdeira do sangue e do espírito cherokee. E esse é um elemento que fará diferença em sua vida de vampira. Bem, neste livro, ela foi Marcada, ainda não é vampira… mas Zoey é diferente…
A ligação com o paganismo, os rituais que nos remetem aos antigos Celtas, também não é só mais um elemento aglutinado à história para criar um Best-seller.
Algum dia todos nós retornaremos para o seio da Deusa.  – Neferet
Prós e contras: A versão brasileira contém alguns deslizes como “A Próxima Geração” em vez de “A Nova Geração” (Star Trek – Jornada nas Estrelas) e algumas expressões da cultura pop não tão precisas assim. Quem tiver a oportunidade e manjar de inglês, pode ler a saga no idioma original que é vendida em boxes também – como na imagem acima – (embora eu ache as capas da versão nacional muito melhores). Como é uma série em andamento, recomendaremos apenas os dois primeiros que já lemos. Não deixe de avisar a editora (não somente deste livro, mas de qualquer um) sempre que encontrar erros como esses para que a sua saga preferida fique impecável
7. Universo dos Vampiros – Jonathan Maberry
Um livro do autor ganhador de diversos Bram Stoker’s Awards, Jonathan Maberry, não pode faltar na biblioteca daqueles que curtem não apenas a parte romance (e por romance quero dizer o gênero literário e não o substantivo ligado ao adjetivo romântico) deste universo dos vampiros. (Vide resenha aprofundada com fotos e detalhes sobre o livro).
8. A Enciclopédia dos Vampiros – Dr. J. Gordon Melton
A “Enciclopédia dos Vampiros” aborda um grande número de tópicos históricos, literários, mitológicos, biográficos essenciais sobre os vampiros. A edição inclui mais de trezentos verbetes, extensamente ilustrados, abordando de Bram Stoker Arquivo X, passando pela Londres de Drácula, Nosferatu, Stephen King e A Ghotic Society.
9. As Aventuras da Liga Extraordinária – Alan Moore (HQ)
No final do século XIX, ambientada no ano de 1898, na escura Londres, repleta de becos e vielas sujas, espreme-se uma casta, a classe operária pós-Revolução Industrial. Cenário ideal para a história desenvolvida por Alan Moore com famosos personagens criados por Júlio Verne, H.G. Wells, Bram Stoker, Edgar Allan Poe e outros.
Do romance “Drácula”, de Bram Stoker (1847-1912), vem Wilhelmina Murray.  De Júlio Verne (1828-1905), o Capitão Nemo e seu famoso submarino Nautilus, de “20.000 Léguas Submarinas”. De Robert Louis Stevenson (1850-1894), Dr. Jekyll e Mr. Hyde, de “O Médico e o Monstro”, Allan Quatermain, de “As Minas do Rei Salomão”, de H. Rider Haggard (1856-1925), e Hawley Griffin, o anti-herói de “O Homem Invisível”, de H. G. Wells (1866-1946) são reunidos por um misterioso homem na missão de reunirem seus “poderes” para recuperar uma nova invenção que caiu em mãos erradas e que pode por em risco o império britânico. A idéia básica na obra de Moore é mostrar o que ocorreu, em uma versão que poderia ser considerada não-canônica, claro, com os personagens após o final de suas histórias originalmente contadas. A obra também é recheada com diversas citações de autores como Edgar Allan Poe e Arthur Conan Doyle.
A obra ainda ganha o mérito de reunir personagens literários famosos, podendo ser lida também por quem não leu as obras originais, além de incitar a curiosidade e à leitura destas obras originais. Não posso dizer o mesmo do filme, o que parece ser um carma de Alan Moore, com poucas exceções, temos mais uma péssima adaptação de sua obra. Recorram à HQ se tiverem interesse na história, é o que sugiro.
Linda Rosenstar
Equipe Black Angel


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