Você não é mais criança. E daí?

18 set 2010 | By

Percorrendo alguns blogs pela internet me deparei com um muito interessante, é de uma psicóloga do Paraná, meu estado; Curitiba, minha cidade; ela se chama Ana Luisa Testa é psicóloga (CRP-08/13389) clínica e atua na cidade de Curitiba – PR. É formada pela Universidade Estadual de Londrina, com especialização em psicoterapia corporal. Tem artigos publicados na área, assim como trabalhos divulgados em congressos e aulas ministradas na UEL sobre a psicologia corporal para o curso de artes cênicas. Em 2010 iniciou sua especialização em Psicologia Analítica e Religião Ocidental e Oriental. Tem como principal abordagem a teoria junguiana.
Trabalha com adolescentes, adultos e idosos, e-mail: analuisatesta@gmail.com e tomei a liberdade de transcrever alguns trechos de um dos post de seu blog, por serem, instrutivos, relevantes e servirem de alerta comportamental, vale a pena ser lido.
A capacidade de tolerar frustrações está diretamente ligada ao grau de amadurecimento do indivíduo. Observe como uma criança se comporta quando o ambiente frustra seu desejo. Ela chora, faz birra e até mesmo odeia quem antes era seu objeto de amor… quase como se o mundo estivesse ali para servi-la. Esta é uma posição muito egocêntrica (o mundo gira em torno do indivíduo) e tipicamente infantil. Mas enquanto esse comportamento for de uma criança não tem nada de errado… o problema é que essas crianças envelhecem mas não deixam o padrão pueril para trás. Esse padrão é o arquétipo do Puer e você pode ler mais sobre ele no post A maior lição de Antoine de Saint-Exupery.

O adulto infantil (puer aeternus) é aquele que não abandonou o paraíso de ser criança. De ser cuidado por terceiros, de não ter responsabilidades e nem compromissos sérios. Esse adulto se pergunta “Por que isso acontece comigo?”. Isso ilustra claramente o quanto sente-se especial em relação ao “resto” do mundo, igual a uma criança. Bem, que tal mudar a pergunta para “Por que não comigo?”

Socialmente vemos essa postura descompromissada, egocêntrica e imatura se transformando numa epidemia. Nossos valores são muito mais individualistas do que coletivos. Queremos que alimentem nossos desejos instantaneamente e eu digo que pouco ou nenhum crescimento pode vir dessa dinâmica. Lutar, começar por baixo, sofrer, se sacrificar são inerentes à vida adulta. Se pegarmos os rituais de iniciação à vida adulta que os povos primitivos fazem todos incluem o sacrifício e o sofrimento e um menino só se transforma em adulto quando consegue suportar o ritual.

Aqui não temos rituais mais… e ficamos e ficamos e ficamos reclamando quando o mundo não nos dá o que queremos, sem no entanto corrermos atrás daquilo que precisamos.

“O mundo não é seu pai, as pessoas à sua volta não são sua mãe. E você já não é mais criança. E aí?

E aí tem que deixar de ser filho! Psicologicamente dizemos que o ego deve deixar de se identificar com o todo-poderoso self e perceber que é menos divino e mais humano do que pensava ser…”

Fonte de pesquisa.

http://www.terapiaemdia.com.br

Um comentário em “Você não é mais criança. E daí?

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