10 dicas que você precisa saber antes de viajar ao Japão

25 nov 2011 | By

1. Ao encontrar alguém, faça uma reverência.

No Japão, a reverência é uma forma de arte, respeito este ensinado desde que a criança entra na escola. Para os turistas, uma simples inclinação da cabeça ou uma tentativa de um arco ao nível da cintura normalmente será o suficiente.

A duração e a inclinação da reverência são proporcionais ao nível da pessoa a quem você está dirigindo a reverência. Por exemplo, um amigo pode receber uma reverência-relâmpago de 30 graus; uma estância superior poderá obter uma reverência lenta, prolongada, de 70 graus. É uma questão de posição e circunstância.

Além disso, para reverenciar, o ponto fundamental é direcionar adequadamente.

Assim como um “Dr. Dráuzio” pode se sentir um pouco ofendido se você referir-se a ele como “Dráuzio”, assim também sentir-se-á um japonês se você não atribuir o sufixo “san” ou “sama” para o seu sobrenome.  O que ele identificará como sua tentativa de ser respeitoso.

Normalmente as crianças são tratadas apenas pelos seus prenomes, mas você pode adicionar o sufixo “tyan” para as meninas e “kun” para os meninos,  se quiser.

2. Boas maneiras.

Aqui vão alguns pontos bem simples:

Se você estiver em uma festa / jantar e receber bebidas aguarde antes de levar o copo para seus lábios.  Depois que todos estiverem servidos, alguém terá de assumir a liderança, fazer um discurso, levantar o copo, e gritar “kampai!” (brinde).  Nunca diga “tin-tin”, que significa ‘pintinho’.  Isso mesmo, uma gíria infantil para aquele membro masculino que fica no meio das pernas.

Você receberá um pequeno pano umedecido (oshibori) na maioria dos restaurantes japoneses.  Use-o para lavar as mãos antes de comer e, em seguida, dobre-o cuidadosamente e deixe-o sobre a mesa.   Não use-o como um guardanapo, ou para limpar qualquer parte de seu rosto durante a refeição.

Chupar o macarrão ou fazer ruídos altos enquanto está comendo está OK!  Na verdade, chupar alimentos quentes como “lamen” (tipo de sopa de macarrão) é educado, para mostrar que você está desfrutando-o.

Pouco antes de comer, independente de você estar num jantar formal ou provando uma amostra de supermercado, é educado dizer “itadakimasu” (vou me servir).

3. Não dê Gorjetas

Não existe qualquer gorjeta em qualquer que seja a situação no Japão – táxis, restaurantes, serviços pessoais…

Dar gorjeta é, na verdade, um pouco insultuoso, ofensivo; pois os serviços que você pediu estão no preço determinado, então porque pagar mais?  Eles não estão mendigando.  Este é o raciocínio.  O preço é justo.  Por isso, não barganhe.

Se você estiver em uma região metropolitana, como Tóquio e não fala japonês, um garçom ou garçonete ou recepcionista até pode receber o seu dinheiro extra (gorjeta), só para não precisar lidar com a situação embaraçosa de explicar-lhe o conceito de gorjeta, falando num inglês macarrônico.

Basta lembrar: o preço é o preço.

4. Pauzinhos orientais.

Dependendo do restaurante que você escolheu ir à noite, você poderá ser obrigado a usar os “hashi” (talheres em forma de dois pauzinhos).

Se, por algum motivo, você não esteja acostumado com os hashi, tente aprender antes de passar pela alfândega.  Não é difícil de aprender.

Um falso pressuposto japonês que eles estão dissipando com o tempo é sobre a “singularidade” do Japão: O Japão é uma nação insular; Japão é o único país que tem quatro estações; estrangeiros não podem compreender Japão; só japoneses podem usar chopsticks corretamente.

Eu perdi o número de vezes em que me disseram que uso os hashi com habilidade e graça, apesar de eu já ter visto uma criança de três anos de idade manusear tão bem quanto eu.

Se você estiver jantando com um japonês, não se surpreenda se você receber um olhar de espanto pela sua habilidade em comer como um japonês.

5. Limite da soleira da porta

Tire seus sapatos na entrada de toda e qualquer casas, e na maioria das empresas e hotéis.

Normalmente será mostrada uma sapateira para guardar os seus sapatos, e um par de chinelos-para-visitas será colocado perto; muitos japoneses trazem um par de chinelos por precaução.

Nunca use chinelos quando você precisar pisar um tatami (utilizado na maioria dos lares japoneses e hotéis; o tatami também é uma unidade de medida de área padrão utilizada ainda hoje), e tome cuidado para tirar o chinelo que você usou no banheiro (deixe-os no banheiro mesmo).

É extremamente ruim, por exemplo, entrar novamente na sala principal de uma casa usando chinelos que pisaram em locais sujos.

6. Máscaras

A SARS passou há muito tempo, mas vemos muitos “Kits Prevenção contra SARS” em muitos hospitais japoneses.

No entanto, máscaras esterilizadas, como os que você vê na sala de emergência, são comumente usadas por engravatados, executivas, trabalhadores e outras pessoas para proteger as outras pessoas de seus germes.

Bastante razoável quando se pensa, as máscaras não protegem tanto o usuário, mas sim as pessoas que o rodeiam.  A razão para usá-las pode ser qualquer coisa, desde um rápido resfriado, mas eles estão preocupados a não expor as outras pessoas; não deixe de considerar isso, em suas próximas férias no Japão.

7. Conformidade

Fazendo uma pesquisa com grupos de estudantes do ensino médio no Japão foram perguntado quais seriam os perigos que as crianças de hoje enfrentam e a maioria concordou com uma ameaça número um: individualismo.

A sociedade japonesa está centrada no conceito de GRUPO. Culturas ocidentais estão centradas no indivíduo.

Quer isto dizer que os japoneses não são nada mais que abelhas-operárias em uma grande colméia de aço e concreto? Claro que, mas a apresentação de qualidades individuais são cuidadosamente calculadas e administradas em doses.

Chamar a atenção para si mesmo como um indivíduo é uma enorme falta de educação: não soprar o nariz em público, não coma em movimento, e não falam em seu celular em áreas públicas como trens ou ônibus.

O principal problema com isto é que os estrangeiros não podem simplesmente ficar de fora; somos como um peixe fora d’água, não importa quanto tempo já estamos aqui, ou o quanto nós sabemos sobre a cultura japonesa e da sociedade.

Como resultado disso, como estrangeiros no Japão, temos status de pequenas celebridades: você recebe olhares, grita por atenção, pedem para tirar fotos com as pessoas, pedidos de autógrafos (que pode acontecer), que é um pouco mais do que ser um “peixe fora d’água”.

8. Banhos coletivos

Os banhos públicos ainda estão bem vivos no Japão.

Sento, ou banhos públicos, podem ser encontrados desde em regiões metropolitanas como Shinjuku até em uma pequena cidade na ilha de Shikoku.

Onsen, ou fontes termais, são muito populares em excursão de fim de semana em resorts.

Ao contrário das culturas ocidentais, no Japão, o banho de imersão é utilizado depois de se ter lavado e enxaguado, e a pessoa fica imersa em uma água super quente para 10, 20, 30 minutos. É preciso aprender a gostar, mas pode ser muito relaxante. Se acontecer de ser convidado para um lar japonês, você terá a honra de tomar o banho primeiro, geralmente antes do jantar. Tenha o máximo de cuidado, de modo a não sujar a água para imersão, de forma alguma, pois a santidade do ofurô (banheira), é de extrema importância.

Tire um tempo para visitar um sento se você tiver a oportunidade. Estes são locais sem barreiras referentes à cor, idade, ou linguagem… bem, eles são separados por sexo, com excepção de algumas regiões onde encontramos banhos mistos.  Mas não há problemas, pois o povo japonês não interpreta nada de erótico no fato de se estar nu para banhar-se.

Deitado na água quente e lentamente a ouvir o seu batimento cardíaco acalmar-se é um momento em que se sente mais sintonizado com a cultura japonesa.

9. Falando Inglês

Um japonês geralmente vai imaginar que você é fluente em inglês, até que você consiga provar o contrário.

Mesmo durante uma curta visita, você verá:

Um grupo de alunos atravessando um cruzando ordenadamente dentro de uniformes da marinha inglesa, que vão gritar “Olá!” ou “Herro!”, que é como eles falam com acentuação estrangeira.

Pessoas que, aleatoriamente simplesmente caminham até você e perguntam “Where are you from? (de onde você é?)”.  Amigável? Sem dúvida. Mas podem ver como uma celebridade como nós podemos ficar confusos ou frustrados se não falarmos inglês?

Embora você possa ser fluente em japonês ou falar alguma coisa, o idioma padrão de escolha deles para falar conosco será o inglês. Muitos japoneses irão insistir em usar suas próprias habilidades na língua inglesa, mesmo que limitada, para conversar com os estrangeiros, mesmo que este estrangeiro tenha mais conhecimentos da língua local.

10. Segurança

Todo japonês que eu encontrei alertou-me para tomar cuidado em minhas viagens, para cuidar dos meus pertences.
Todos os estrangeiros me disseram para não me preocupar, pois nada poderia dar errado, nada seria roubado.
Isso pode ser baseada na experiência individual, mas há outras questões:

O medo da criminalidade no Japão é elevado, especialmente entre os cidadãos japoneses.

Assassinatos acontecem.  Repito, assassinatos acontecem.

Pessoas são atacadas, roubada, assaltada, estuprada, espancadas e enganadas.

No entanto, a baixa taxa de criminalidade do Japão é evidente, principalmente quando você vê empresários que perderam o último trem dormindo em um banco da praça, ou um grupo de crianças de 5 anos de idade, andando sozinhas, uma cuidando da outra, por mais de um quilômetro para chegarem à escola.

Fonte: Japão 

Antonella Barcelos

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