Bactéria assassina produzirá combustível renovável

09 set 2011 | By

E. coli, a bactéria que ganhou fama de assassina, pode produzir combustível renovável e diagnosticar doenças

Mês passado, um organismo bem familiar ao corpo humano espalhou terror na Europa. A bactéria E.coli, presente em nosso intestino, matou cerca de 50 pessoas e contaminou milhares, principalmente na Alemanha. O surto foi causado por um tipo raro da bactéria encontrado em vegetais crus. No entanto, a maior parte das variações da E.coli é inofensiva. Com alguns upgrades genéticos, elas podem até ser bem úteis às pessoas. Conheça dois projetos que prometem salvar a reputação da bactéria.

COMBUSTÍVEL VERDE
Cinco doutores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) pesquisam a produção de combustível por bactérias E.coli reconstruídas geneticamente. Os cientistas elaboram moléculas de DNA a partir de genes cadastrados em uma base de dados online e as inserem na bactéria, que passa a sugar dióxido de carbono do ar. Com o acréscimo de energia elétrica, o organismo seria capaz de produzir isooctano, principal composto da gasolina. “Seria uma nova fonte de combustível carbono neutro e renovável”, diz a doutora em bioengenharia Reshma Shetty, do MIT.

DIAGNÓSTICO EM CORES
Ao inserir genes de bactérias sensíveis a toxinas na E.coli, estudantes de biologia da Universidade Cambridge, Inglaterra, a tornaram capaz de detectar a presença de substâncias tóxicas na água que bebemos. Batizado de E.chromi, o material produz pigmentos: em contato com arsênico, por exemplo, fica azul. Os cientistas pretendem usar a tecnologia no diagnóstico de doenças. Quem tomasse um iogurte à base de E.chromi poderia ter fezes coloridas se tivesse úlcera. Mas a ideia ainda é só uma ideia – só deve sair do papel ali por 2040.

 

 

Revista Época

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