Como manter uma relação instável com um parceiro bipolar

04 jun 2011 | By

Um assunto me chamou a atenção esta semana e vou dar dicas de como  manter uma relação instável com um parceiro bipolar.

Cerca de 2 milhões de Brasileiros sofrem de Transtorno Bipolar  pessoas com quem convivemos aparentemente normais, que só percebem que estão com este mal devido há algum trauma sofrido, quem tem como consequência os sintomas da bipolaridade, veja na postagem anterior sobre este assunto.

Difícil mesmo é para quem convive com essas pessoas, pois a mudança de humor e talvez de personalidade repentina acabam assustando e fazendo com que as pessoas se afastem do doente.

Como lidar com um namorado bipolar?

Segundo um comentário o parceiro bipolar tem exatamente este perfil.

  • Joga ‘frio e quente’. Um dia te ama e outro não sabe nem se gosta de você e porque esta no relacionamento.
  • Falta de responsabilidade pelo que diz e o que faz. Negação de coisas que disse e fez. Um exemplo: nega até que está em um relacionamento.
  • Tratar mal, gritar, crises de mau humor, geralmente por pouquíssima coisa que uma pessoa normal não se importaria.
  • Colocar a culpa na outra pessoa por todos os problemas do relacionamento.
  • Abandono, quebra do relacionamento sem motivo e geralmente de um dia para o outro. Depois de um pouco geralmente volta.
  • Mudança de planos sem razão, nem a pessoa sabe por quê.
  • Sente que tem algo errado em sua vida, mas não sabe o que, costuma magoar as pessoas e dizer que tem problemas.
  • Não consegue se expressar emocionalmente muitas vezes, emoções são rasas, não consegue amar, não consegue demonstrar afeto exteriormente como andar de mãos dadas ou beijos. (isso pode variar um pouco de pessoa pra pessoa)
  • Altamente sexual nas fases ‘altas’. Pode ser promiscuo ou gostar de pornografia.
  • Quando está na fase baixa da doença emocionalmente se transforma e não quer ninguém por perto, pois acha constantemente que as pessoas sentem pena.

Têm essas atitudes:

“Vou te tirar da minha vida”. Cinco minutos depois uma musiquinha qualquer avisa que há uma nova mensagem no celular: “você é muito especial, não quero que termine assim”. De tarde um almoço agradável se encerra com um “obrigado por me devolver a calma”. De noite, algumas horas depois, a calma é tanta que você é ignorado em todos os meios de comunicação virtuais e não virtuais existentes. Em um dia você ganha um presente fofo, no dia seguinte você sequer ganha a resposta a um “bom dia”. Em um mês você recebe um convite, algumas horas depois um bolo (não do comestível, que desce pela garganta e sacia a fome, mas do que te engasga pelo desprezo e te deixa com um vazio, no peito, não no estômago).Dá para entender?

Pessoas leigas no assunto chegam a denominar esse tipo de gente como frio, calculista, sem noção, lunático e outros mais, não sabem elas é que o apoio o carinho e principalmente a paciência é o que vai ajudar o doente a se recuperar.

Mas observe, a pessoa que sofre deste mal precisa entender que necessita de ajuda médica e psicológica, não adianta dar murros em ponta de faca como se diz em ditado popular, pois se a pessoa não aceita ajuda você vai ter um relacionamento muito desgastante tanto para você quanto para o parceiro.

Quando nos relacionamos com alguém nessas condições e damos nosso feedback de que a pessoa deve procurar ajuda, alguns nos frustram porque não respondem. E ficamos com a impressão que falamos ao vento. Outros, pelo contrário, acatam nossas observações e de fato seguem tratamentos e buscam o médico quando apontamos a necessidade. Esses são muito mais capazes de manter um relacionamento porque consideram o outro e querem melhorar.

Procure conversar, ser calmo e tranquilo o bastante, estar preparado para as reações verbais do parceiro é essencial, pois você nunca sabe se vão concordar ou discordar do que você fala. Na verdade Ninguém pode lhe dizer o que fazer nesta situação, infelizmente, você deverá ver como se sente e a partir de seus sentimentos saberá como agir.

Porém pense, pondere e avalie. Veja se quer essa responsabilidade, pois há muitos altos e baixos nessa relação mesmo que com tratamento, sempre existe a possibilidade  de  recaídas.

O que falará mais alto a razão ou o coração?

O que é a doença Bipolar do Humor?

É uma enfermidade na qual ocorrem alterações do humor, caracterizando-se por períodos de um quadro depressivo, que se alteram com períodos de quadros opostos, isto é, a pessoa se sente eufórica (mania). Tanto o período de depressão quanto da mania podem durar semanas, meses ou anos. O termo mania não significa “repetição de hábitos”, mas sintomas de euforia. O Transtorno do Humor pode ocorrer, ao longo da vida, dentro de um curso bipolar ou unipolar. O curso unipolar refere-se a episódios somente de depressão e, no bipolar, depressão e mania (euforia). O Transtorno Bipolar do Humor atinge de igual maneira homens e mulheres em torno de 1% a 2% e, geralmente, entre os 15 e 30 anos de idade. O transtorno bipolar também pode atingir as crianças, manifestando-se com sintomas predominantes de humor ansioso e irritável.
O humor da pessoa oscila de muito eufórico (agitado), para muito triste (com desesperança, desmotivação e desvalia). Como em outras doenças, o Transtorno Bipolar do Humor afeta não só quem o tem, como também, o cônjuge, familiares, amigos e empregadores.
Se depressão, mania forem acompanhadas de alucinações (ouvir, ver, sentir o que não existe) e delírios (pensamentos irreais à realidade) trata-se do subtipo psicótico. As pessoas que sofrem de Transtorno Bipolar levam, em média, 8 anos antes de serem diagnosticadas ou receberem tratamento adequado, o que pode causar grande sofrimento e perdas.

Tipos de Transtorno Bipolar do Humor

Existem quatro formas de Transtorno Bipolar do Humor:

Transtorno Bipolar Tipo I – Períodos de mania (euforia) com humor elevado e expansivo, grave o suficiente para causar prejuízo no trabalho, relações sociais podendo necessitar de hospitalização contrapostos por períodos de humor deprimido, sentimentos de desvalia, desprazer, desmotivação, alterações do sono, apetite, entre outros. Geralmente, o estado maníaco dura dias ou pelo menos uma semana, e períodos de depressão de semanas à meses.
Transtorno Bipolar Tipo II – Períodos de hipomania, em que também ocorre estado de humor elevado e agressivo mas de forma mais suave. Um episódio de tipo hipomania, ao contrário da mania, não chega a ser suficientemente grave para causar prejuízo em atividades de trabalho ou vida social.
Transtorno Bipolar Misto – Períodos mistos, em que em mesmo dia haveria alternâncias entre depressão e mania. Em poucas horas a pessoa pode chorar, ficar triste, com sentimentos de desvalia e desprazer e, no momento seguinte, estar eufórica, sentindo-se capaz de tudo, falante e agressiva.
Transtornos Ciclotímicos – Períodos em que haveria uma alteração crônica e flutuante do humor marcada por numerosos períodos com sintomas maníacos e numerosos sintomas depressivos que se alterariam. Contudo, não seriam suficientemente graves nem ocorreriam em quantidade suficiente para se ter certeza de se tratar de depressão e mania. Isto é, pode ser facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa, “de lua”.

Principais teorias etiológicas

Apesar de se desconhecer a base causal, existe uma interação complexa entre fatores biológicos, genéticos e psicossociais para tentar explicar o Transtorno:

Fatores Biológicos – As teorias dos neurotransmissores, no sistemas noradrenérgico, seratonérgico e dopaminérgico, que tem características semelhantes, pois todos se originam em núcleos localizados no tronco cerebral e se projetam para amplas áreas do pró-encéfalo, têm sido admitidas na etiologia dos Transtornos Bipolares. Além destes, outros neurotransmissores, incluindo o glutemato, neuropeptídeos, como a colecistocinina e o hormônio liberado de corticotrofina, têm sido implicados assim como anormalidades no eixo hipotalâmico – pituitário – tireóide são comuns no Transtorno Bipolar.

Fatores Genéticos – Quando um dos pais apresenta Transtorno Bipolar, existe de 25 a 50% de chance de o filho adquirir Transtorno Bipolar. Quando maior a distância de parentesco, menor a possibilidade de ter um Transtorno Bipolar. Os estudos de gêmeos tem mostrado que a taxa de concordância em gêmeos monozigóticos é de 33 a 90% e gêmeos dizigóticos cerca de 5 a 25%. As associações entre o Transtorno Bipolar I e marcadores genéticos têm sido relatadas para os cromossomas 5,11 e x.

Fatores Psicossociais – Os acontecimentos vitais estressores precedem, mais freqüentemente, os primeiros episódios de Transtorno do Humor e poderiam provocar alterações nos estados funcionais de vários sistemas neurotransmissores e sinalizadores intraneurais. Dificuldades financeiras, doença na família, perda de uma pessoa importante, uso de drogas, entre outros, podem contribuir para o desencadeamento da doença.

Achados clínicos – como identificar:

Mania:
– humor para cima, exaltação, alegria exagerada e duradoura; irritabilidade (impaciência, “pavio curto”);
– agitação, inquietação física e mental;
– aumento da energia, da produtividade ou começar muitas coisas e não conseguir terminar;
– pensamentos acelerados, tagarelice;
– achar que possui dons ou poderes especiais de influência, grandeza e poder;
– otimismo e autoconfiança exagerados;
– aumento dos gastos, endividamentos;
– distração fácil: tudo desvia a atenção;
– maior contato social e desinibição, comportamento inadequado e provocativo, agressividade física e/ou verbal;
– erotização, aumento da atividade e necessidade sexuais;
– insônia, redução da necessidade de sono;
– quando grave, ocorrem delírios e/ou alucinações. estressores precedem, mais freqüentemente, os primeiros episódios de Transtorno do Humor e poderiam provocar alterações nos estados funcionais de vários sistemas neurotransmissores e sinalizadores intraneurais. Dificuldades financeiras, doença na família, perda de uma pessoa importante, uso de drogas entre outros, podem contribuir para o desencadeamento da doença.

Depressão:
– humor para baixo, tristeza, angústia ou sensação de vazio;
– irritabilidade, desespero;
– pouca ou nenhuma capacidade de sentir prazer e alegria na vida;
– cansaço mais fácil, desânimo, preguiça, falta de energia física e mental;
– falta de concentração, lentidão do raciocínio, memória ruim;
– falta de vontade, falta de iniciativa e interesse, apatia;
– pensamentos negativos repetidos amplificados, pessimismo, idéias de culpa, fracasso, inutilidade, falta de sentido na vida, doença, morte (suicídio);
– sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, medo;
– interpretação distorcida e negativa do presente, de fatos ocorridos no passado e no futuro;
– redução da libido e vontade de ter sexo;
– perda ou aumento de apetite e/ou peso;
– insônia ou dormir demais, sem se sentir repousado;
– dores ou sintomas físicos difusos, sofridos, que não se explicam por outras doenças: dor de cabeça, nas costas, no pescoço e nos ombros, sintomas gastrointestinais, alterações mentruais, queda de cabelo, dentre outros;
– em depressões graves, alucinações e/ou delírios.

Para fazer o diagnóstico, bastam sintomas dos três primeiros itens e, pelo menos, dois dos demais.

Diagnóstico Diferencial:

A – Doenças Médicas:
– distúrbios metabólicos (exemplo: tireóide);
– doenças neurológicas (exemplo: esclerose múltipla);
– doenças infecciosas (exemplo: HIV, neurossífilis);
– neoplasias (exemplo: tumores, metástases).

B – Doenças Psiquiátricas:
– dependência química (exemplo: cocaína). OBS: embora 41% dos pacientes com Transtorno Bipolar abusam e são dependentes de drogas e 46% abusam e são dependentes de álcool e 61% abusam e são dependentes de outras substâncias;
– esquizofrenia;
– THDA, delírio, demência, entre outros;
– transtornos de personalidade.

Tratamento do Transtorno Bipolar
O tratamento envolve manejo nas fases agudas e na terapia de manutenção. Os quadros agudos demandam contenção imediata dos sintomas através da farmacologia: estabilizadores do humor, antidepressivos (se necessário), antipsicóticos (se necessário) e, muitas vezes internação hospitalar para proteção do paciente. Os episódios de depressão aguda são tratados, preferencialmente, com antidepressivos inibidores da recaptação da serotonina, pois são maiores indutores de “virada” maníaca (eufórica) ou hipomaníaca, mais comuns com as ADT (tricíclicos). As fases maníacas podem ser controladas com Carbonato de Lítio, Ácido Valpróico, Carbamazepina, lomotrigina, gebapentina e topiramato.
Se sintomas psicóticos estiverem presentes, é necessário o uso de antipsicóticos ou benzodiazepínicos. Muitas vezes, é necessária a combinação de drogas, isto é, mais de um estabilizador do humor associado, antidepressivos, mesmo na fase de manutenção.
Existem substâncias que propiciam a desestabilização do quadro do humor e que devem ser identificados (tricíclicos, esteróides, álcool e os estimulantes).

 Dr. Adriano Rosendo Haubert

Fonte: Transtorno, Afetivo, Bipolar

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Diagnóstico cientifico sobre Bipolaridade  em  relacinamentos comportamentais

PSICÓLOGO ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO– C.R.P. 31341/5-

TERAPIA DE CASAL E INDIVIDUAL-

RUA ENGENHEIRO ANDRADE JÚNIOR

154- TATUAPÉ SÃO PAULO -SÃO PAULO TELS: 26921958 /93883296

Desvendando a bipolaridade

É interessante a invenção de novos nomes ou diagnósticos para descrever velhas patologias conhecidas. Assim como a síndrome de pânico foi uma mera derivativa das chamadas fobias, a bipolaridade é o nome moderno para o chamado transtorno maníaco-depressivo. A renomeação de moléstias segue o princípio da maquiagem moderna farmacológica, dando certa ilusão de um instrumento mais efetivo e poderoso no combate à doença. Como todos sabem, a bipolaridade é definida principalmente pela constante e repetitiva oscilação do humor e comportamento do sujeito; ora um estado depressivo, melancólico, ou a euforia, alegria e uma energização que deixa perplexo todos que convivem com a pessoa. A primeira coisa interessante para se notar é que ao contrário do que muitos pensam, o fenômeno da agressividade não se encontra no pólo maníaco, mas justamente na fase depressiva. A explicação é simples, a agressividade permeia dito pólo como uma reação à frustração da pouca durabilidade da fase maníaca e também como uma forma de contaminar completamente o ambiente ao seu redor, “como nunca irei superar tal situação, desejo que sintam a mesma angústia”. Claro que neste ponto entram elementos poderosos de inveja e vingança contra o meio. Infelizmente o bipolar sempre irá comemorar o insucesso ou infortúnio do outro, a projeção é seu mais puro e doce alimento. (claro que não estou emitindo um juízo de valor sobre o caráter de ninguém, apenas relatando uma manifestação comportamental frente ao transtorno)

O que mais chama atenção em tal enfermidade é quando da passagem depressiva para a maníaca, como disse anteriormente, há um vigor ou paz de espírito quase que sobrenaturais, causando uma total frustração no acompanhante ou familiar da pessoa, que não se conforma que o indivíduo não consiga se estabilizar em tal estágio, pois teria amplos recursos para tal empreitada. Mas neste ponto, o leitor irá indagar que é justamente a bipolaridade que não permite tal fato. O que desejo concluir é que a lamúria, tendência ao auto-sofrimento, autocomiseração é incrivelmente mais potente do que qualquer princípio da realidade que traga satisfação ou estabilidade. A mensagem máxima de todo esse processo mórbido, é a insistência numa ingenuidade ou infantilidade, achando que o meio ao seu redor deve ter eterna paciência e compreensão perante todos os mecanismos confusos e difusos apresentados. O bipolar reclama um amor incondicional, ao mesmo tempo em que tenta condicionar os outros para a aceitação de sua estrutura neurótica de personalidade. A bipolaridade não deixa de ser um fenômeno psicológico que denuncia com exatidão o espírito sociológico de nosso tempo: “tenho pleno potencial para o amor, afeto e harmonia, mas, repentinamente me lembro de meu contrato quase que vitalício assinado com o caos ou perturbação nos relacionamentos, tudo isso oriundo de um mimo não resolvido perante uma suposta rejeição das figuras parentais. O bipolar apela o tempo todo, forçando seu direito ao amor que não obteve, sendo que não resgata em hipótese alguma suas falhas pessoais nesse histórico de convívio.

A instabilidade histórica do bipolar se origina em sua angústia pessoal de identificar quem é o modelo afetivo que irá lhe proporcionar segurança; ora é o pai, a mãe, ou o ódio contra ambos, nunca havendo uma linha linear. Parece não existir uma vontade interna para a superação do problema. A medicação é vista como uma espécie de império absoluto, sendo que na maioria dos casos a psicoterapia é encarada com total desconfiança. O fato é que a manifestação mórbida possui um caráter muito forte de sedução, seja pela pena ou compaixão, exigindo uma resposta constante de pleno cuidado por parte do meio ao redor da pessoa. A insistência da psicoterapia passa a ser fundamental, pois acima de tudo, o bipolar deve a si mesmo uma explicação para todo o seu excesso. Gostaria neste ponto de colocar uma tese talvez estranha, mas que na minha concepção é bastante inovadora. E se determinado transtorno mental for um derivado de um protesto familiar ou social reprimido? Antes que alguém ache tal tese absurda, pensem que o maior medo em nossos dias é em relação à opinião alheia, coisa que o bipolar dribla com a máxima maestria, se utilizando da descompensação como escusa de suas atitudes. Este é exatamente o ponto chave, sendo que a doença é o que sobrou de certa forma de uma mitigação política e ideológica; a rebeldia ou protesto social é totalmente convertido para o pólo psicológico. Obviamente não estou querendo inferir que determinada pessoa avessa à política irá desenvolver a bipolaridade, mas, apenas ressalto o transporte de um fenômeno social para uma área privada da personalidade. A mente parece que capta qualquer aspecto importante de algum derivativo social, sendo que o mesmo jamais se apaga, apenas adquire novo molde ou formato. O bipolar encena num microcosmo toda uma esfera política e histórica da humanidade, de luta pela atenção, poder, compaixão, sedução e diversos outros fenômenos sociais. Nunca podemos pensar num modelo individualizado de tratamento sem a compreensão paralela que a doença é criativa ao adquirir determinados formatos dos moldes econômicos e sociais de nossa era.

A grande questão que se coloca é quando realmente estaremos plenamente motivados a atacar de frente determinado problema, pois parece que sempre o estamos mascarando ou rodeando. O desequilíbrio psicológico nunca é por acaso, é principalmente uma seqüência histórica de frustração e desilusão. Uma reflexão vital que todos devem fazer é sobre o tipo de poder que tentam adquirir durante a vida: criatividade, poder econômico, político, sedução e beleza ou através da doença. A necessidade de ser notado é praticamente um correlato das necessidades fisiológicas do ser humano, seja de uma forma saudável ou em tons bizarros. Nomeando de bipolaridade ou psicose maníaco-depressiva, como devemos interpretar a fundo tal fenômeno? Tanto a ascensão ou o famoso pico, quanto à queda ou depressão, remetem ao famoso conceito do psicólogo ALFRED ADLER acerca do complexo de superioridade e inferioridade. A bipolaridade nada mais é do que este intercâmbio psicológico. Na mania, a euforia, certeza da vitória, autoestima em elevação e sensação de auto-suficiência, e ainda tentativa de destaque tendo ou não os recursos para tal empreitada; na fase depressiva o choro, culpa, lamúria, necessidade de projeção do caos pessoal para outras pessoas, e insistência no mecanismo da sedução, através da pena ou solidariedade do meio enquanto a pessoa permanecer recaída.

Será que vale a pena, digamos assim, chamar a atenção ou atuar algo psicossomático constantemente? A resposta novamente nos remete ao complexo de poder. Se não temos uma vaga cativa na cena política, social ou econômica, resta o uso do corpo ou enfermidade da alma para sermos lembrados. É interessante como sempre notei o aspecto mais do que ambicioso do bipolar. Assim como no começo do estudo, faço um alerta quanto a qualquer concepção reducionista; sem sombra de dúvida, pessoas abastadas e com poder também podem descarregar suas frustrações nas enfermidades mentais, apenas estou salientando a existência do fenômeno em determinadas pessoas onde impera um vazio de poder pessoal. Quando determinado sujeito começa a notar que seu espírito talvez seja estéril, começa a manipular ou até brincar com os conteúdos psicossomáticos citados, visando uma diversificação deformada ou amplificação corrupta de seu self ou sentido de existência. Ao contrário do obsessivo, o bipolar rejeita qualquer tipo de ordem ou organização de sua conduta diária de vida. Tudo é sempre através do improviso ou impulsividade, sendo que o resultado é bastante óbvio; uma perda em todas as esferas: econômica, pessoal e afetiva. Pensemos neste ponto na questão do dinheiro; igualmente ao maníaco-depressivo de antigamente que perdia sua casa em jogo de azar, o bipolar traça o mesmo caminho de forma talvez resumida ou dissimulada; dívidas bancárias, protestos contra seu nome, perda de objetos comuns, esquecimento ou falta de cuidado com seus bens, enfim, jamais consegue cuidar efetivamente de seu patrimônio, pois se sente eternamente miserável ou dependente, atuando como uma criança que não tardará a estragar algo valioso que lhe foi fornecido ou conquistado, o consumismo é apenas uma fachada contra a terrível ansiedade que se abate sobre a pessoa.

Outra característica notável no bipolar é que o mesmo se dá plena autorização para vivenciar o egoísmo sem nenhum remorso ou culpa; faz uma matemática singular; todo o sofrimento de seu passado terá de ser pago e aceito sem reclamações acerca de sua conduta narcisista, egóica e individualista. Seus disparates são vistos pelo próprio indivíduo como uma excentricidade criativa e louvável; dando a entender que o sinal de estar vivo é sempre o comportamento de risco ou tensão. O bipolar manipula um palco para a apresentação quase eterna de uma personalidade neurótica que não dá quase nenhum sinal ou vontade de mudança. O que temos de perceber é que o desafio extremo contra a civilização ou moralidade saudável não é apenas a conduta agressiva ou marginal, mas, como FREUD pontuou com maestria, a neurose se incumbe de dita tarefa de uma forma onde não será achada ou combatida. Recalque não é apenas energia sexual ou afetiva parada, é antes de tudo um combate violento e quase que invisível às regras e normas instituídas, principalmente às que dizem da normalidade e saúde psicológica. Como estou dizendo neste estudo, a tarefa básica é colocar seu mundo de caos e lamúria pessoal acima de qualquer conceito racional de prazer ou satisfação. Novamente falando do passado o maníaco-depressivo usava sua doença ou regressão como uma fuga de sua realidade insuportável; o bipolar insiste em obter mais alguma dose de mimo ou proteção, mesmo que há muito já tenha passado de tal fase, o saudosismo será sua marca no transcorrer da vida. Sobre a questão comportamental é interessante notar alguns sintomas adjacentes em tal moléstia, um deles é a neurose obsessivo-compulsiva ou o moderno “toc” (transtorno-obsessivo compulsivo), mais uma vez um novo nome para um velho problema conhecido. Mas o curioso é que sua obsessividade é totalmente restrita a certa área, ou círculo de atuação bem reduzido: mania de limpeza apenas em um cômodo da casa, em seu corpo também, citando dois exemplos. A análise deste círculo diminuto de poder ou preocupação é simples; é uma denúncia ou reprodução de sua carência ou sensação de ter obtido pouca atenção afetiva de seu meio, ou seja, reproduz sua miserabilidade emocional em determinadas manias.

Fato é que determinadas pessoas famosas ou célebres, como observei também desenvolvem os sintomas citados, o que refutaria todas as colocações anteriores, porém, em defesa de meio argumento deixo claro que o bipolar utiliza determinado estratagema em virtude de sua imensa carência ou baixa estima, já determinadas pessoas notórias desenvolvem todo o comportamental descrito pela culpa ou a famosa neurose de êxito, tão bem descrita por ALFRED ADLER, como sendo uma solidariedade neurótica para os não afortunados, destruindo seu próprio potencial pessoal para tal finalidade. Mas tal fenômeno não entraria em choque com o egoísmo de nosso modelo social? A resposta é não, porque o destaque também irá cobrar um preço, e o mesmo pode vir a ser a vulnerabilidade para todo o tipo de crítica do meio. A diferença entre a descrição dessas pessoas notórias e o bipolar, é que este último lida, desvia ou contém muito bem o sentimento de culpa, pela obrigação da dívida do meio para seu afeto reduzido. Três coisas o ser humano jamais conseguirá, pelo menos até o presente; imortalidade, sentimento de segurança, e blindagem contra a vergonha ou crítica da sociedade, mesmo que tenha obtido sucesso ou poderio econômico. O bipolar segue o mesmo traçado da problemática das drogas, ou melhor dizendo, uma total insensibilidade perante as pessoas que o acompanham, principalmente na esfera econômica, obrigando gastos excessivos para o tratamento sem nenhum remorso ou senso do sacrifício para cobrir tal necessidade. É valioso dizer que esta questão que estou discutindo se assemelha novamente à questão da medicação psiquiátrica em nossos dias, num primeiro momento há uma melhora, para depois, o remédio se tornar um ícone por si só, independentemente se produz ainda ou não resultados. É como se uma determinada substância química cobrasse o preço de seu efeito muito além do que o indivíduo está habilitado a pagar, não é esse o problema central do drogadicto? Se pensarmos em termos estruturais a coisa se torna até um pouco mística ou paranormal, como se algumas pessoas tivessem um convite especial para usufruírem de todo sofrimento sem nenhum limite ou prazo de validade. Um passe livre permanente ao caos desenfreado ou até sem propósito se fizermos uma análise profunda pelo lado racional.

Retomando o aspecto da infantilização do bipolar, tal fenômeno é uma reação pretérita, presente e futura contra a terrível angústia da morte, pois a partir do momento que jamais aceito o crescimento ou evolução, simbolicamente estarei adiando o triste fim de todo ser humano. O problema é que tal conduta tem sérios efeitos colaterais, pois mescla fases de desenvolvimento que geram conflitos internos poderosos, e o resultado é a insatisfação crônica acerca de si própria, nada o satisfaz, sendo que até o lado positivo ou determinado ganho é encarado com queixas ou desconfiança. Mas se o bipolar lida muito bem com a culpa, já não o consegue com a questão do arrependimento. E qual seria a diferença entre os dois? A culpa é um processo rígido, crônico, estabelecido ou extremamente embasado na personalidade do sujeito, é uma espécie de estilo de vida ou traço marcante de seu self. O arrependimento se assemelha mais a um estratagema infantil para a comoção ou evitar a agressividade ou vingança do outro por alguma falta cometida. A prova disso tudo é que se pensarmos na culpa, a mesma tem raízes históricas, pois na maioria das vezes imputa no semelhante uma fragilidade inexistente, sendo que a pessoa acha que o outro será destruído por determinado comentário ou ação, a culpa reduz plenamente a capacidade de absorção do outro, sendo que o arrependimento quer motivar a compaixão. Um fenômeno curioso que noto há algum tempo é que parece que determinadas pessoas vivenciam ou atuam problemáticas que não são verdadeiramente de seu íntimo, mas que são emprestadas de seu meio circundante, como se fosse uma terceirização do sofrimento como brincou um de meus colaboradores dos meus textos. Tal situação novamente se remete à culpa ou solidariedade com o caos alheio, um acordo mais do que mórbido para a pessoa adiar a resolução de seu problema íntimo, sentindo que o mesmo é quase que insuperável; obviamente fica mais fácil depositar as energias na consecução da resolução do problema do outro.

Voltando a questão da medicação, novamente faço um alerta para o extremo cuidado ao ser ministrada, pois a química tem o simbolismo da emergência, sendo tudo que o espírito do bipolar está acostumado e não consegue afastar. Acho que está claro até o presente ponto que fica quase que impossível o estabelecimento de limites comportamentais em tal enfermidade, o que seria a cura se tal ato fosse possível. O problema é que qualquer tentativa externa é sempre inócua e só produz mais rebelião e protesto, dado que o bipolar ama com paixão a extravagância, rebeldia infundada ou o protesto inútil. A essência do desvio comportamental é exatamente se alimentar da preocupação ou esforço para sua extinção ou cura, esta é sem dúvida alguma a contradição máxima jamais resolvida pela psicologia ou psiquiatria. A coisa é tão clara que na experiência clínica noto que o bipolar apenas faz uma reflexão de suas atitudes na extrema perda ou rompimento, quando não consegue mais ser o centro do palco através de sua neurose, sentindo que a pessoa ao lado desistiu literalmente de todo o esforço para uma melhoria da condição em que o sujeito se encontra. Nesse momento respinga no mesmo um ar adulto ou consciência de sua responsabilidade seja afetiva, profissional ou social, porém, não tardará a se utilizar novamente de sua arma preferida para que as coisas permaneçam do mesmo jeito que outrora, apelando incessantemente para a compaixão ou piedade de seu infortúnio. Notem que todos detestam o termo piedade, pois se refere a uma pessoa totalmente despotencializada ou desprovida de capacidade de gerir sua existência. Porém, o bipolar sempre arruma uma forma genuína de transformar aquela piedade vergonhosa num triunfo de suas expectativas ou atos desajustados a fim de perpetuar os mesmos.

Tal tese coloca na encruzilhada talvez quase que toda a história da psicologia, acerca do fenômeno da escuta. Este muitas vezes passa a ser uma espécie de sonífero contra a percepção da dificuldade de mudança ou transformação verdadeira. Não estou tampouco defendendo nenhuma abordagem comportamental ou imposição de regras, o que seria totalmente infrutífero, ressalto apenas o lado pouco prático da psicoterapia, pois a resistência se acha na própria queixa do paciente ou na escuta passiva do terapeuta, sendo a missão máxima do mesmo desvendar todo o rol de mentiras que o sujeito interpreta acerca de seu problema. Nunca uma queixa é isolada, nem mesmo os chamados fenômenos psicossomáticos, ou orgânicos, tudo forma um palco nebuloso de continuar na mesma, mesmo com todas as perdas de tal escolha. Mas então se trataria de uma espécie de masoquismo e a psicoterapia apenas seria uma desculpa para dizer que se tentou algo novo? FREUD, ADLER, JUNG, todos tocaram no chamado mecanismo da compensação que a doença produz, desde a atenção até evitar a humilhação de um teste real caso a pessoa não se escondesse atrás de determinado infortúnio. Retomando minha velha idéia, o distúrbio neurótico se torna uma espécie de vírus ou entidade com inteligência própria e sentido de sobrevivência, não é a toa que os antigos confundiam doença mental com possessão, e ao invés da psicanálise ir a fundo nisso, se escondeu atrás de preconceito ou um falso senso científico dos fatos. Uma prova dessa tese toda é a característica do neurótico se cercar de pessoas tão ou mais problemáticas, mascarando por completo todo o seu dever de evolução psíquica ou melhor dizendo, zerando sua dívida para com a saúde. Tudo o que estou falando serviria para diversas moléstias; depressão, compulsão, paranóia dentre outras e obviamente bipolaridade. A neurose nunca foi criativa por natureza ao contrário do que podemos pensar, mas tal fato nunca serviu de atenuante para seu alto poder destrutivo na pessoalidade do ser humano. O bipolar é apenas uma variação um pouco mais moderna, tomando todas as características de chantagem emocional num patamar extremamente potencializado, onde a diferença de outrora é o perigo real, pois nunca mede conseqüências. Não chega a ser um suicida, mas sabe como ninguém matar todo um equilíbrio emocional, familiar e afetivo.

Se todos os filósofos e grandes pensadores destacaram a necessidade da descoberta do sentido da vida, cabe a psicologia descobrir a causa do real e verdadeiro sofrimento que abala a estrutura psíquica. Antigamente a doença mental levava certamente ao óbito; hoje em dia, seguindo a tendência da medicina no tocante ao prolongamento da expectativa de vida, notamos que o abalo psicológico tenta se eternizar sem destruir a vida biológica da pessoa. Retomando as diferenças ou semelhanças entre bipolaridade e transtorno obsessivo-compulsivo, é interessante a falha na recomendação da conduta sobre o tratamento. Muitos avaliam que a terapia comportamental é a melhor solução para ambos os casos, se esquecendo que o esforço para eliminar tais moléstias, já é sem sombra de dúvida o combustível para a perpetuação das mesmas, pois ambas se alimentam de uma atenção consciente e inconsciente sem precedentes no âmbito psicológico. Na verdade o transtorno obsessivo compulsivo não deixa de ser a loucura da segurança ilimitada transportada para todo o tipo de mania (“não admito em hipótese alguma perder as coisas conquistadas em meu suposto reino pessoal”), já a bipolaridade tocando novamente na diferença é justamente o inverso, uma espécie de esporte radical da mente, levando a mesma a todo tipo de excesso ou desajuste pessoal e social. Se pensarmos no próprio complexo de Édipo ou a clássica noção do trauma em termos da psicologia, veremos que ambos remetem sempre à canonização do passado, seja revivendo o sofrimento ou o saudosismo de um prazer que foi real ou imaginado pelo sujeito, o fato é que no distúrbio da bipolaridade as coisas são semelhantes, regredir, necessidade constante de ser cuidado e amparado.

O bipolar assim como a maioria dos drogadictos não vislumbra nem de longe a hipótese de uma tomada de decisão para a resolução de seu caos pessoal; as conseqüências são mais do que conhecidas, perda de oportunidades em todas as esferas: profissional, social e afetiva. No decorrer deste estudo, venho salientando um paralelo pouco notado pela medicina e psicologia entre bipolaridade e infantilismo. Todas as armas serão usadas para a manutenção deste último, e é neste ponto que a bipolaridade irá se confundir quase que totalmente com o fenômeno da loucura ou esquizofrenia, pois não medirá nenhum esforço em qualquer manifestação mórbida para a consecução de tal objetivo, seja através da histeria, compulsão ou toxicomania. Todo profissional experiente já notou há muito tempo que tal transtorno talvez seja o maior desafio da saúde mental das últimas décadas, pois assim como a drogadicção, parece que qualquer esforço sempre acaba em desilusão ou fracasso. Por acaso alguém tinha a ilusão de que numa sociedade que potencializa toda esfera negativa o tempo todo, o distúrbio mental não iria mimetizar da mesma forma? O fato é que estamos nos deparando com desafios mentais extremamente amplificados, e parece que só estamos narcotizando ou mascarando os nefastos efeitos de nossa vida cotidiana permeada pela competição, disputa de poder e inveja. Infelizmente em tais pecados capitais ninguém ousa adentrar, conseqüência de um puritanismo maléfico para qualquer espírito que deseje alguma evolução na alma humana.

Enfim, cabe uma reflexão científica acerca do que é realmente constituída a doença mental ou distúrbio psicológico? Desequilíbrio hormonal, variações do sistema límbico ou do hipotálamo, instabilidade nos níveis da serotonina; creio que tudo isso é mais do que verdadeiro se analisado por equipamentos eletrônicos ou de última geração da medicina contemporânea, mas se desejarmos uma análise meramente humana veremos que seu início sempre ocorre na recusa do avanço ou desenvolvimento interpessoal; sabotagem da criatividade visando reviver uma etapa de vida totalmente ultrapassada e não condizente com a atualidade do indivíduo. Que imensa mentira aquele provérbio que todos almejam a felicidade ou satisfação; FREUD provou as barreiras morais para a consecução do prazer genital genuíno, e hoje em dia vemos barreiras totalmente dissimuladas que limitam um sentido de vida saudável ou frutífero para a pessoa. A diferença é que no começo do século vinte a fala era praticamente proibida, daí o advento da psicanálise como socorro de uma alma torturada pela tirania moral, e hoje o discurso do sujeito é totalmente alienante e sem sentido, pois a maioria procura um prazer que jamais foi seu, apenas imitação de símbolos impostos pela sociedade de consumo que está pouco se importando com a saúde mental das pessoas, e sim, o quanto as mesmas estão dispostas a gastar ou se endividarem; sofrimento é uma solidão incurável por se buscar algo totalmente imaginário ou irreal, e é isto que se faz neste mundo há muitos séculos, embora com mais virulência nas últimas décadas. Todos se esqueceram que há nítida diferença entre satisfação, prazer e felicidade; o primeiro fenômeno é quase que totalmente corrompido pela inveja e competição, levando o indivíduo para caminhos distantes de se verdadeiro self; o segundo tão estudado por FREUD é plenamente contaminado pela estrutura e histórico familiar do sujeito, fazendo com que o mesmo seja solidário ou repita o sofrimento dos pais em todos os contextos dos relacionamentos; o terceiro não diz de ausência de sofrimento, nem de se viver numa ilha ou paraíso artificial, mas de uma mente capaz sempre de fazer leituras profundas e verdadeiras e é isto que está em total escassez em nossa sociedade, uma capacidade verdadeira de análise pessoal e social, e como o indivíduo se enquadra nesse processo e quais serão suas reais escolhas, sem o vício ridículo de culpar alguém por determinado infortúnio ou insucesso. Felicidade é a capacidade eterna de reação, mesclando elementos de ódio e amor, mas nunca caindo na armadilha da destrutividade ou vingança, apenas exigir para si próprio a retomada da energia exaurida ou perdida, quando digo ódio, não é aquele fomentado diariamente pela mídia ou a sociedade insensível em que vivemos, mas o apelo para a reação do sujeito, que o mesmo fique com rancor de seu vício de sofrer e tente algo criativo, que possa lhe abrir o horizonte para uma conquista verdadeira, esse é sem dúvida o paraíso do prazer e preenchimento da alma.

PSICÓLOGO ANTONIO CARLOS ALVES DE ARAÚJO

PSICÓLOGO: Terapeuta de casal e individual há 24anos, atende e desenvolveu estudos inéditos sobre: Infidelidade e traição, Timidez, Solidão, Ciúmes, Insegurança, Interpretação de Sonhos e Pesadelos dentre outros, atendimento em toda área de Sexualidade(impotência, ejaculação precoce e frigidez)

Pagina da Web http://antonioaraujo_1.tripod.com/

Antonella Barcelos

25 comentários em “Como manter uma relação instável com um parceiro bipolar

  1. RickReymondNo Gravatar disse:

    O transtorno de personalidade, especialmente o borderline pode em alguns momentos se confundir com o transtorno afetivo bipolar. Essa diferenciação é essencial porque a conduta com esses transtornos é bastante diferente
    -- Borderline é um transtorno de personalidade que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo “fronteiriço” não se refere ao limite entre um estado normal e um psicótico. Ele se refere a uma instabilidade constante de humor.
    borderline pode ser desencadeada por um trauma de infância, um estupro, p.ex.
    bipolar não.
    bipolar só é agressivo na fase maníaca severa da patologia quando contrariado/a, border mete o tápa em lugares públicos.
    border se machuca, auto-mutila, bipolar raramente.
    bipolar pode oscilar humor em meses ou semanas, border em minutos ou horas.
    border mais inconstante, apaixonam-se e despaixonam-se.
    border desfaz planos e amizades.
    border leva risco a ser bipolar.
    ambos podem ter sintomas psicóticos.
    border pode ser causada por sentimento de abandono, vazio, sentir-se órfão/ã.
    border tenta se matar, na segunda vez vai perdendo a chance e a tentativa, bipolar na fase depressiva severa pode ter idéias suicidas e várias tentativas.
    border não planeja, bipolar sim.
    bipolar pode ter origem genética ou induzido por antidepressivos.
    border pode ter causa no ambiente, família, stress, pressão psicológica e/ou física.
    border é classificado com Distúrbio de Personalidade, Bipolar um distúrbio de humor. :devil:

  2. AntonellaNo Gravatar disse:

    É um pouco complicado , mas se existe amor na relação companheirismo e confiança tudo se resolve vale a pena investir :smile: :biggrin: :devil: :wink:

  3. Comecei a ler a extensão do assunto porém é muiitttttttttttoooooooooooo , grande … mas termino de ler tudinhooooooo… :smile:

  4. jadeNo Gravatar disse:

    convivo com alguem bipolar eu o amo muito mas nao sou feliz com ele pq em momento algum ele me faz dar um sorriso de felicidade me olho no espelho e imagino quem eh a doente eu o ele um minuto me trata bem em e outro me xinga de coisas que machucar e depois nao lembra do que falou.

    1. marcNo Gravatar disse:

      comigo acontece o mesmo, estou com uma pessoa que gosto muito mas ela nao acha que terapia ajuda. o humor tem oscilado muito estou já perdendo as forças de tentar resolver as coisas.

      1. RaphaellaNo Gravatar disse:

        Sds Marc Boa tarde
        É uma característica da pessoa bipolar ter uma visão distorcida das coisas , ou até mesmo distorcer uma situação em prol dela , porém isso não quer dizer que a pessoa é má(mau) entende? é uma forma de defesa que a mesma tem para si mesma , por que as vezes ela tem consciência que aquilo machuca , que o problema é dela mas ela não quer admitir .
        Quando a pessoa com esse transtorno passa a admitir o problema que está passando e procura ajuda é uma boa tanto para a pessoa quanto para o parceiro que na maioria das vees é quem sofre com essas oscilações de humor e comportamento.
        Mas se você a ama, vá com calma , procure ter paciência , sei que é difícil manter o controle muitas vezes , mas tipo o sofrimento será bem menor , quando você tem consciência da situação. Tente ::: quando aparecer mais uma crise tente ficar neutro, deixe que ela fale é uma forma de soltar tudo que sente no momento, não seja contra , não bata de frente com ela, uma hora essa fúria passa a situação. Espero ter ajudado com minha opnião, sorte e sucesso pra você e seu amor… Bem vindo ao site Black Angel …. :D

  5. De fato é complicado, uma hora eles te amam ,outra hora eles te odeiam.
    ´Como diz a postagem é preciso haver muito amor , dedicação e confiança entre o casal, porém quando isso acaba é melhor acaba o relacionamento pois sofre os dois lados , ele por não estar mais feliz por que passa a vê-lo de maneira diferente e ala passa a não ter liberdade nem consigo mesma , é uma prisão instantânea pelas correntes da culpa , da pena e da insegurança , pois jamais você saberá o que se passa na cabeça de um bipolar.

  6. Sou casada com um bipolar que acabou de ser diagnosticado. Ele esteve internado por trinta dias, nesse período ele me ofendeu e magou muito.hoje não sei se quero continuar nessa relação, pois eu faço tudo certo trabalho, cuido dos filhos, da casa e da vida dele. Sendo que meus esforços não vale nada, estou cansada de sofrer. Pois o bipolar que não aceita mudanças no estilo de vida, e não seguem o tratamento fazem da vida do parceiro e da familia um inferno.

  7. AgathaNo Gravatar disse:

    eh sóda ser bipolar kk …. mas tem o lado bom

  8. Descobri que convivi alguns meses com um bipolar e somente agora descobri o diagnóstico. Desconfiei e iniciei uma pesquisa na net, procurei por uma pessoa que ele conviveu por anos e hoje sei a verdade. Precisei procurar ajuda médica e psicológica para mim. Hoje , não sei se vou suportar continuar com a relação. Fico entre a razão e a emoção. Existiu momentos maravilhosos , mas também momentos difíceis. Um dia recebo flores, no outro , nem mesmo um bom dia.

  9. marcNo Gravatar disse:

    minha parceira coloca a culpa em mim de tudo, tem uma visao distorcida das coisas. O tempo todo sou a culpada por isso ou aquilo e é tão convincente em suas falas que até eu mesmo fico sem saber que o problema todo sou eu. Eu não sabia o quanto é dificil conviver com um bipolar, agora já estamos ha um pouco mais de 1 ano juntos e tem amor envolvido. confesso que sofro por cada vez que as crises dela aparece. Tenho me anulado muito por causa da visão distorcida que ela tem das coisas.

  10. MateusNo Gravatar disse:

    Iniciei um relacionamento com uma bipolar e minha vida virou uma montanha russa de sentimentos, quando ela está alegre é uma euforia sem fim, e quando está amável não tem igual, mas basta um detalhe, uma palavra errada, um objeto fora do lugar, para as crises começarem, ai as acusações , críticas, ofensas, e toda forma de hostilidade tomam conta, parece que falam exatamente o que mais me atinge, sabem magoar com precisão. Importante saber sobre a doença porque era levado a pensar que aquilo era culpa minha, ou que realmente havia algo errado, quando na verdade é parte desta enfermidade esta alteração de humor. É um convívio muito difícil e desgastante, com altos e baixos, de manhã frases de amor, á tarde, gritos, acusações, humilhações, depois começa de novo. Perto dela fico sempre com o pé atrás, nunca se sabe o que pode acontecer.

    1. VeronicaNo Gravatar disse:

      Eu estou em um relacionamento já faz 11 meses vamos pra 1 ano dia 21 de fevereiro.
      Não sei se ele é bipolar, mas ele um dia me ama fala coisas lindas para mim e no outro dia quer terminar e fala muitas coisas q me humilha.
      E no outro dia fala q foi tudo da boca pra fora .
      Como eu posso lidar com isso??😣😟

  11. VanessaNo Gravatar disse:

    É complicado ambos os relacionamentos mas tudo tem limite, é difícil amar alguém que tenha essa bipolaridade ao extremo. Tudo depende muito de cada parceiro se você acha que vale a pena se desgastar mentalmente,moralmente e pisicologicame pra viver ao lado de quem te ama e te odeia em segundos vá em frente mas tendo a convicção de que será muito difícil, apenas uma coisa irá sustentar esse tipo de relação o amor incondicional.
    Boa sorte

  12. SandraNo Gravatar disse:

    Eu acredito que só o amor pode nos ajudar, nesta situação tão dolorosa para ambas as partes.

    Muita paciência tambem!

    O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
    Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
    Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
    Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
    1 Coríntios 13:4-7

    Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.
    1 Coríntios 13:13

    1. ClaudiaNo Gravatar disse:

      Escreva para claudiamoraes85@hotmail.com e mande seu whatsapp, temos um grupo de namoradas e esposas de bipolares. Nos ajudamos e trocamos experiencias.

      1. Mim adicionem nesse grupo rou numa relação com um bipolar e ele agora ta com odio de mim e mim blokiou de tudo 08496916450 mim ajudem tou sem entender nada pois nao mim fala porque ta assim comigo,parece com nojo de mim chamo ele aqui so fala ,que nao vem e pronto nao sri o que eu fiz

  13. Não sei como agir. Me sinto um zero a esquerda e por mais que eu tente por mais que eu ache que estou fazendo o que consigo, parece que tá tudo errado. Também tenho depressão e tá difícil ficar ouvindo que sou imprestável, insuportável, que vai embora e momentos depois me chamar de amor como se nada tivesse sido falado. Tá cada vez mais difícil aceitar tudo calada. Já temos que conviver com o fato de sermos duas mulheres vivendo juntas sem apoio da família. Não sei mais o que fazer…

    1. Leila SobralNo Gravatar disse:

      Boa noite Luciana , seja bem vinda . Compreendo o que você sente e também sei o quanto é difícil a sua situação porém se você a ama de verdade tem que ter paciência e tentar ajuda-la pois não é fácil esse tipo de coisa até mesmo para quem convive com ela, a bipolaridade confunde ate mesmo os pacientes e faz eles sofrerem também, pois no fundo no fundo eles sabem o quanto podem magoa as pessoas que estão ao seu redor, com essa mudança de humor constante, porém hoje em dia já existe tratamentos e até remédios para ajudar a combater os sintomas da bipolaridade, mas o paciente tem que aceitar ser ajudado e procurar um profissional pois isto é um problema, e o paciente tem que ter consciência disso para que possa ser ajudado, já você leia mais sobre o assunto e verá que ha formas de ajudar a sua parceira a passar por esta fases tão complicada e também se poupar um pouco. Agradecemos a sua visita .
      Leila Sobral

  14. Queria so saber porque eles se afastam e nem elea falam o porque,a gente pergunta e eles nao tem resposta,o.meu ex falou so que eu.parasse de enxeer o saco com.perguntas bestas

  15. RickReymondNo Gravatar disse:

    Tudo passa, fique linda bela e confiante , mas nunca pense em trair ou deixar duvidas que possa estar dando muita atençao a outro cara ou …que possa o estar traindo , apenas se mostre tranquila e linda confiante e forte , fique na sua que entao ou ele volta ou ele nao quer nada mesmo com vc , apenas esta te usando , . Fica tranquila e linda mais linda que nunca e se mostre linda e amavel a ele , como se fosse uma mãe carinhosa se assim ele estiver carente , mas se vc sente q ele nao quer papo deixa ele a ver bela e distante mesmo sorridente mas distante como assim ele quer . Nunca pegue no pé, nem corra atraz, nem seja ‘a chata’ Apenas demostre que tem mais oq fazer do que ficar paparicando ele. Deixe ele tambem se preocupar com sua distancia.

  16. Samuel SantosNo Gravatar disse:

    Artigo extremamente útil e interessante. Sobretudo, no desvendar das motivações ocultas do bipolar resultantes de conflitos internos relativos á família.
    Cumprimentos

  17. GabrielNo Gravatar disse:

    Já eu gosto de uma pessoa que tem depressão e ansiedade e ela me deixou alegando que não quer me machucar por ela ser assim,eu sempre aceitei ela assim é cuidava dela..
    Hj eu tento me aproximar a dias que ela tá receptiva e tem dias q nem quer nem saber q eu existo…

    1. RickNo Gravatar disse:

      Meu amigo , tudo isso se concerta conversando com um psiquiatra , Depressao é doença …e vc nao tem culpa se ela e assim, se …ela se afastou é pq ela nao ama vc como vc a ama , entao nao a deixe de lado mas encara outros olhares deixe ela pensar q esta te perdendo mas nao abandone ela jamais , fique amiggo dela e comece a falar q ta curtindo outra pessoa e se afaste um pouco …
      se ela apoiar e for mesmo so amizade que quer com vc , ela vai ate dar a festa de casamento

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