Conheça a história de Cleópatra a Rainha do Egito

14 abr 2011 | By

A história de Cleópatra e das mulheres  egípcias,  completa em vídeo  veja aqui.

Os hieróglifos, mostram os progressos obtidos, ao longo do tempo, pelas mulheres na sociedade egípcia. As egípcias conheceram um mundo em que a mulher não era rival do homem, onde lhes era permitido exercerem papéis de esposas, mães, trabalhadoras e iniciadas nos mistérios do templo sem a perda da identidade feminina.

A situação das mulheres no Egito é claramente resumida no papel que lhes é atribuído na decoração mais antiga de túmulos. No cimo da hierarquia está a esposa, ou, por vezes, a mãe, do proprietário do túmulo, vestida de forma simples mas elegante, sentada comodamente com o marido a uma mesa de oferendas, numa estátua de grupo ou numa porta falsa. Por vezes, ela acompanha o marido quando este observa cenas de trabalho, mas é com mais freqüência representada quando o casal apresenta oferendas, podendo esta distinção indicar que o lugar dela era em casa. No outro extremo encontram-se cenas ou estatuetas de ervas e de mulheres ocupadas em trabalho servis, fazendo pão e cerveja, fiando ou tecendo. Também estas são atividades sedentárias, provavelmente levadas a cabo nos aposentos domésticos de uma casa ou propriedade. A cor da pele das mulheres, amarela, indica, entre outras coisas, uma menor exposição ao sol do que o vermelho dos homens e, por isso, uma existência mais fechada – como acontece com burocratas masculinos de sucesso.
É possível que não fosse seguro às mulheres aventurarem-se a sair. Num texto póstumo, Ramsés III afirma: “Tornei possível à mulher egípcia seguir o seu caminho, podendo as suas viagens prolongar-se até onde ela quiser, sem que qualquer outra pessoa a assalte na estrada”, o que implica não ter sido sempre este o caso.

Nos túmulos mais antigos as mulheres estão ausentes dos trabalhos mais importantes e das diversões mais agradáveis, mas também não têm de realizar as tarefas mais duras. os homens, por exemplo, fazem vinho, o que é mais árduo do que fazer cerveja. Para além das cenas de tocadoras de instrumentos e de dançarinas muito acrobáticas, o papel das mulheres nos períodos mais antigos parece ter sido muito modesto, embora isso possa ser devido a não podermos interpretar integralmente as fontes. No Império Novo as mulheres passaram a ter uma importância muito maior, o seu vestuário a ser mais esmerado e o conteúdo erótico das cenas em que são representadas mais definido, se bem que ainda muito codificado. O período tardio regressa praticamente ao antigo decoro.

As mulheres não tinham quaisquer títulos importantes e, à exceção de alguns membros da família real e das rainhas reinantes, tinham pouco poder político. O título que detinham mais vulgarmente era o de “senhora da casa”, termo de respeito que talvez signifique pouco mais do que “Sra. Dona”. Quase todas eram analfabetas e, portanto, excluídas da burocracia  a que é, de qualquer modo, pouco provável que tivessem aspirado – e da maior parte das áreas intelectuais da cultura. Fato sintomático do atrás referido é o de a idade a sensatez serem qualidades respeitadas nos homens, representados como estadistas idosos e corpulentos, mas não as mulheres. Nas representações dos túmulos não se distingue sequer a mãe de um homem da sua mulher, sendo ambas figuras jovens. O modo como são representadas as mulheres é, obviamente, parte da interpretação que os homens faziam delas e evidência um estado de coisas ideal. Na realidade, a influência das mulheres talvez não fosse tão circunscrita e podem ter desempenhado papéis muito mais variados do que as provas parecem sugerir.

As estruturas familiares, por exemplo, parecem extremamente simplificadas. As normas da decoração de túmulos e estelas não deixam qualquer espaço para a viúva ou viúvo, o divorciado, os homossexuais ou para qualquer desvio em relação à monogamia – e, no entanto, sabe-se que todos eles ocorreram. Há uma história que conta o romance entre um rei e um oficial do exército e há episódios homossexuais no mito de Hórus e de Seth. Nos Impérios Antigo e Médio havia alguma poligamia e o rei podia ter muitas mulheres, embora apenas uma – para além da mãe, se ainda fosse viva – tivesse o título de “grande esposa do rei”.

Existiram mulheres  importantes rainhas imortais egípcias, como a rainha Ísis, Hetep-Herés (mãe de Quéops), Meresankh, Nitócris, Iah-Hotep (libertou o Egito dos hicsos em 1570 a.C.), Nefertiti a Bela, e a mais famosa delas, Cleópatra. É inegável que as egípcias se beneficiaram de condições de vida muito superiores à vida que milhões de mulheres conhecem hoje.

 

Assista o filme  Cleopatra tambem

Fonte: Wikipédia.

 

Edição: Rick Reymond

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