Elvis Presley, um Black Angel

14 jan 2011 | By

Elvis Presley,  teve sua vida e carreira marcadas pela fé evangélica

Para quem não viveu fora do planeta Terra nos últimos 50 anos, o nome de Elvis Presley é referência obrigatória em música. Astro maior do showbiz mundial numa época em que celebridades não eram fabricadas pela mídia, o mítico cantor americano foi um dos principais protagonistas da revolução de costumes que marcou as décadas de 1950 e 60. Elvis, que completaria 70 anos em 2005 – ele morreu em 1977, em condições até hoje insuficientemente esclarecidas –, é uma das mais conhecidas personalidades da história contemporânea. O que nem sempre é dito é que Elvis Aaron Presley era também um evangélico, ao menos por formação. E crente pentecostal, para ser mais exato, já que foi criado pela família na igreja Assembléia de Deus. Ele passou toda a infância e adolescência ouvindo hinos de louvor e aprendendo as Escrituras. Aparentemente paradoxal para alguém que foi tido como ousado, transgressor, rebelde e profano, a fé protestante foi um traço que marcou a vida e a trajetória do ídolo.
Dono de carisma inigualável e voz de timbre inconfundível, Elvis Presley arrebatou milhões de fãs com seu talento fora de série. Arquétipo do jovem transgressor, ele distribuía beijos entre as mocinhas histéricas e seus belos traços físicos lhe valeram a inevitável imagem de símbolo sexual.

Extravagante no visual e nos gestos, seus rebolados no palco, que lhe valeram apelido de “Elvis, o Pélvis”, aterrorizaram a conservadora família americana de meados do século passado. Contudo, sua vida pessoal guardava nítida influência da fé que ele nunca escondeu. Em quase todas suas aparições públicas, o artista fazia questão de enfatizar sua confiança em Deus, expressa nas canções religiosas que marcaram os melhores momentos de sua carreira. Esse lado evangélico de Elvis Presley, muito conhecido mas pouco compreendido, é o pano de fundo de Tocou-me .

A espiritualidade do rei do rock até hoje é alvo das mais diversas especulações. Seria Elvis um homem genuinamente convertido ao Evangelho? Teria mantido uma vida aos pés de Cristo, apesar de seu envolvimento com as coisas do mundo, como se diz no jargão dos crentes? São perguntas que até hoje, passados 28 anos de sua morte, ninguém consegue responder. O fato inegável é que a experiência evangélica marcou a carreira do rei do rock. Sua discografia registra onze trabalhos de conteúdo exclusivamente sacro, com destaque para os álbuns His hand in mine (“Sua mão sobre mim”), How greath thou art (“Quão grande és tu”) e He touched me (“Tocou-me”). Alguns dos mais famosos hinos do cancioneiro protestante acompanharam Elvis durante toda sua carreira. E que carreira – a indústria que se formou em torno de seu nome não pára de crescer. Especula-se que a venda de seus discos já ultrapassou casa de um bilhão de cópias, feito jamais alcançado por outro artista em toda a história da indústria fonográfica. Segundo a revista americana Forbes, especializada em negócios, Elvis ainda hoje é o artista morto que mais vende discos no mundo.

21 RAZÕES QUE MOSTRAM COMO ELVIS ERA VIP,  DA REVISTA VIP

1. Se não fosse pelo rebuliço que ele causou nos anos 50, nem se falaria em rock e cultura pop hoje. Como disse o rolling stone Keith Richards: “Antes de Elvis, tudo era em preto-e-branco”.

2. Por causa dele, uns caras chamados John, Paul, Dylan, Roberto, Erasmo e Raul, entre muitos outros, quiseram se meter a fazer música.

3. Tinha estilo e personalidade no visual. Quase tudo ficava bem e meio mundo imitava.

4. Tinha topete nos tempos do corte reco.

5. Era generoso e sem ganância. Até demais. Tanto que sustentou um monte de “amigões”.

6. Curtia a cultura negra numa época em que a Ku Klux Klan ainda fazia a festa.

7. O sorriso de canto de boca. Debochado, provocador e sedutor.

8. A lista de gatas com quem ele teve rolo é loonga…

9. Seu olho era infalível. Sua esposa Priscilla era linda quando novinha e mostrou-se uma bela coroa nos filmes Corra Que a Polícia Vem Aí nos anos 90. Depois do divórcio, quase só namorou misses.

10. Seus genes deram para nossos dias uma neta gatíssima: Danielle Riley Keough, é top model.

11. Era maluco por carrões e colecionava Cadillac.

12. Comprou um avião e mandou transformá-lo numa mansão voadora. Como ia demorar, comprou outro enquanto esperava.

13. Cantava rock como ninguém e baladas, gospel, country e blues como poucos. Gravou de tudo, até bossa nova ( Almost in Love, do brasileiro Luis Bonfá).

14. Tinha senso de humor. Amava ver e rever Monty Python.

15. Foi muito macho para encarar umas cenas absurdas de seus piores filmes. Como fazer ioga trajando blusa de gola rulê, calça justa e botas. Ou nocautear um tigre no deserto com um cruzado certeiro.

16. Quando detestava um programa, desligava a TV para sempre com um tiro na tela. Pode não ser muito seguro nem econômico. Mas quantas vezes você não quis fazer isso?

17. É o artista com mais imitadores no mundo. Estima-se que sejam uns 100 mil. Existem Elvis de todo tipo: negros, orientais, transformistas… e Homer Simpson!

18. Quantos têm um fã alucinado governando um país? Junichiro Koijumi, ex-primeiro-ministro do Japão, botou uma estátua de Elvis no Centro de Tóquio, lançou um CD com suas músicas favoritas e obrigou o e-x-presidente americano Bush a levá-lo para passear em Graceland, a casa de Elvis.

19. Era faixa preta e quis fazer um filme de caratê nos anos 70. Não rolou. Mas só a idéia já é bem legal.

20. Sua dança no filme Jailhouse Rock (no Brasil, O Prisioneiro do Rock) é uma das imagens pop fundamentais do século 20.

21. Fez o filme Garotas! Garotas! Garotas!. Quer coisa mais VIP?


Discografia gospel
Elvis Presley gravou 11 discos de música gospel ao longo de sua carreira, entre compactos e LPs, além das dezenas de álbuns produzidos após a sua morte.

Peace in the valley (1967) – Compacto duplo
His hand in mine (1960) – Álbum
Criyng in the chapel /I believe in the Man in the sky (1965) – Single
Joshua fit the battle/Know only to Him (1966) – Single
Milky White way/Swing down Sweet Chariot (1966) – Single
How greath thou art (1967) – Álbum
You’ll never walk alone/ We call on Him (1968) – Single
His hand in mine/How great thou art (1969) – Single
He touched me (1972) – Álbum
He touched me/Boson of Abraham (1972) – Single
If you talk in your sleep/Help me (1974) – Single


Fontes pesquisadas:

www.youtube.com
www.eclesia.com.br
elvisbyme.blogspot.com
www.google.com.br

Edição: Rick Reymond

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