hipotensão: Tipos, causas, sintomas e tratamento

07 jul 2011 | By

Pressão baixa ou hipotensão
Tipos, causas, sintomas, tratamento


 

O que é pressão baixa ou hipotensão

A hipotensão é a pressão baixa. A pressão arterial é a força do sangue contra as paredes das artérias à medida que é bombeado pelo coração. Pressão arterial é medida como sistólica e diastólica. A pressão arterial sistólica é aquela quando o coração bate bombeando o sangue. Pressão arterial diastólica é aquela quando o coração está em descanso entre as batidas. Geralmente a pressão arterial é mostrada com a sistólica na frente da diastólica, como por exemplo 120/80 mmHg. A hipotensão é definida como pressão mais baixa que 90/60 mmHg.

Visão geral da pressão baixa ou hipotensão

A pressão arterial muda durante o dia. Ela cai quando a pessoa dorme e sobe quando acorda. A pressão arterial também pode subir quando a pessoa está excitada, nervosa ou ativa. O corpo é muito sensível a mudanças na pressão arterial. Células especiais nas artérias podem sentir se a pressão começa a subir ou cair. Quando isso acontece, as células acionam o corpo para trazer a pressão de volta ao normal. A maior parte das formas de hipotensão acontece porque o corpo não consegue trazer a pressão de volta ao normal, ou não faz isso rápido o suficiente.

Algumas pessoas têm pressão baixa todo o tempo e podem não apresentar sinais ou sintomas. Em outras pessoas, certas condições ou fatores podem baixar a pressão abaixo do normal. Hipotensão é uma preocupação médica somente se causar sinais e sintomas, como tontura, desmaio ou, em casos extremos, choque.

Tipos de pressão baixa ou hipotensão

Há vários tipos de hipotensão. As pessoas que sempre têm pressão baixa sofrem de hipotensão assintomática crônica. Elas não apresentam sinais e sintomas e não precisam de tratamento. Outros tipos de hipotensão ocorrem somente as vezes, quando a pressão cai muito e subitamente. Os sintomas e efeitos variam de moderados a severos. Os três principais tipos de pressão baixa são hipotensão ortostática, hipotensão neuralmente mediada, e hipotensão severa ligada a choque.

Hipotensão ortostática

Esse tipo de pressão baixa ocorre quando a pessoa levanta depois de estar sentada ou deitada. Ela pode fazer a pessoa se sentir tonta ou mesmo desmaiar. Hipotensão ortostática ocorre se o corpo é incapaz de ajustar a pressão e fluxo sanguíneo rápido o suficiente para a mudança de posição. Esse tipo de pressão baixa geralmente dura apenas alguns segundos ou minutos depois de levantar. A pessoa pode precisar sentar ou deitar um pouco enquanto a pressão retorna ao normal.

Hipotensão ortostática pode ocorrer em pessoas de todas as idades, porém é mais comum em idosos, especialmente aqueles com saúde debilitada. Hipotensão ortostática também pode ser um sintoma de outra condição médica. Algumas pessoas têm hipotensão ortostática, mas também sofrem de pressão alta quando deitadas. Uma forma de hipotensão ortostática se dá com uma queda súbita na pressão depois de uma refeição.

Hipotensão neural mediada

Na hipotensão neural mediada a pressão cai depois de ficar em pé por longo tempo. Como resultado, a pessoa pode ficar tonta, nauseada ou desmaiar. Esse tipo de pressão baixa também pode ocorrer se a pessoa tiver uma experiência desagradável ou aterrorizante. Hipotensão neural mediada afeta crianças e jovens mais freqüentemente.

Hipotensão severa ligada a choque

O choque é uma condição médica que pode ser fatal na qual a pressão cai tanto que o cérebro, rins e outros órgãos vitais não conseguem sangue suficiente para trabalhar apropriadamente. A pressão cai muito mais em choque do que em outros tipos de hipotensão. Muitos fatores podem causar choque, como perda de muito sangue, certas infecções graves, queimaduras severas, reações alérgicas e envenenamento. Choque pode ser fatal se não tratado imediatamente.

Causas da pressão baixa ou hipotensão

Fatores e condições que atrapalham a capacidade do corpo de controlar a pressão podem causar a hipotensão. Os diferentes tipos de pressão baixa têm diferentes causas.

Causas da hipotensão ortostática

A hipotensão ortostática tem muitas causas. Algumas vezes a combinação de dois ou mais fatores pode causar esse tipo de pressão baixa. Desidratação é a causa mais comum de hipotensão ortostática. Algumas condições médica que aumentam o risco de hipotensão ortostática incluem:
* Condições cardíacas como ataque do coração, doença de válvula cardíaca, bradicardia e insuficiência cardíaca.
* Anemia.
* Infecções graves.
* Condições endócrinas.
* Desordens do sistema nervoso central como Mal de Parkinson.
* Embolia pulmonar.

Hipotensão ortostática pode ocorrer durante a gravidez e geralmente desaparece depois do parto. Idosos também estão mais propensos a ter hipotensão ortostática, principalmente um tipo que acontece depois de refeições. Alguns remédios podem aumentar o risco de hipotensão ortostática.

Causas da hipotensão neural mediada

A hipotensão neural mediada ocorre quando o cérebro e coração não se comunicam apropriadamente. Por exemplo, quando a pessoa fica em pé por muito tempo o sangue começa a se acumular nas pernas. Isso faz a pressão cair. Na hipotensão neural mediada o corpo erroneamente informa ao cérebro que a pressão está alta, e como resposta ele diminui o batimento cardíaco. Isso faz a pressão cair ainda mais causando tontura e outros sintomas.

Causas da hipotensão severa ligada a choque

Muitos fatores e condições podem causar hipotensão severa ligada a choque. Alguns desses fatores também causam hipotensão ortostática. Porém, na hipotensão severa ligada a choque a pressão fica muito baixa e não retorna ao normal por si mesma. O choque é uma emergência médica que deve ser tratada imediatamente. Certas infecções graves podem causar choque. Isso é conhecido como choque séptico, o qual pode ocorrer quando bactéria entra na corrente sanguínea e libera uma toxina que ocasiona queda perigosa na pressão. Uma perda grande de sangue ou fluidos também pode ocasionar choque. Isso é conhecido como choque hipovolêmico. Outra causa de choque é uma diminuição grande na capacidade do coração bombear sangue (em decorrência de ataque cardíaco, arritmia ou embolia pulmonar), o que é conhecido como choque cardiogênico. Outro tipo de choque é decorrente de alargamento extremo das artérias.

Sinais e sintomas de pressão baixa ou hipotensão

Sinais e sintomas da hipotensão ortostática

Os sinais e sintomas da hipotensão ortostática podem acontecer em pouco segundos ou minutos de pé depois que a pessoa estava sentada ou deitada. A pessoa pode sentir como se fosse desmaiar, ou pode de fato desmaiar. Sinais e sintomas incluem:
* Tontura.
* Visão turva.
* Confusão.
* Fraqueza.
* Náusea.

Esses sinais e sintomas vão embora se a pessoa sentar ou deitar por alguns minutos até que a pressão ajuste ao normal.

Sinais e sintomas da hipotensão neural mediada

Os sinais e sintomas da hipotensão neural mediada são similares aos da hipotensão ortostática. Eles ocorrem depois de ficar de pé por muito tempo ou em resposta a uma experiência desagradável ou aterrorizante. A queda de pressão geralmente não dura muito e normaliza depois da pessoa sentar.

Sinais e sintomas da hipotensão severa ligada a choque

No choque não há fluxo de sangue suficiente para os órgãos principais, incluindo o coração. Os primeiros sinais e sintomas de redução de fluxo sanguíneo ao cérebro incluem tontura, sonolência e confusão. Em idosos o primeiro sintoma pode ser somente confusão. Com o tempo, à medida que o choque piora, a pessoa perde a consciência. Choque é geralmente fatal se não for tratado imediatamente.

Tratamento da pressão baixa ou hipotensão

O tratamento depende do tipo de hipotensão e gravidade dos sinais e sintomas. O objetivo do tratamento é aliviar os sintomas e controlar qualquer condição médica por trás da pressão baixa. Em pessoas saudáveis, a pressão baixa que não apresenta sintomas geralmente não requer tratamento. Caso a pessoa comece a sentir sinais e sintomas de pressão baixa ela deve sentar ou deitar imediatamente. Deve-se procurar elevar os pés acima do nível do coração. Se os sintomas não forem embora rapidamente, deve-se chamar atendimento médico imediatamente.

O desmaio (síncope) é uma perda súbita e breve da consciência.

É um sintoma devido ao afluxo inadequado de oxigénio e de outros nutrientes ao cérebro, geralmente causado por uma diminuição temporária do fluxo sanguíneo. Esta diminuição pode verificar-se sempre que o organismo não possa compensar rapidamente uma descida brusca da pressão arterial. Por exemplo, se um doente tiver um ritmo cardíaco anómalo, o coração pode ser incapaz de aumentar suficientemente o volume de expulsão de sangue para compensar a diminuição da pressão arterial. Estas pessoas em repouso não terão sintomas, mas, em contrapartida, sofrerão desmaios quando fazem algum esforço porque a procura de oxigénio pelo organismo aumenta bruscamente: é a denominada síncope de esforço. O desmaio ocorre, com frequência, depois de se efectuar um esforço porque o coração não é capaz de manter uma pressão arterial adequada durante o exercício; quando o exercício se interrompe, a frequência cardíaca começa a diminuir, mas os vasos sanguíneos dos músculos permanecem dilatados para eliminar os produtos metabólicos de resíduo. A combinação da redução do volume de expulsão do coração com o aumento da capacidade dos vasos sanguíneos faz com que a pressão arterial desça e a pessoa desmaie.

Obviamente, o volume de sangue diminui em caso de hemorragia. Mas isto também acontece quando a pessoa se desidrata por situações como diarreia, sudação excessiva e micção exagerada, o que acontece frequentemente na diabetes não tratada ou na doença de Addison.

O desmaio também pode verificar-se quando os mecanismos de compensação sofrem interferências pelos sinais enviados através dos nervos a partir de outras partes do organismo. Por exemplo, uma dor intestinal pode enviar um sinal para o coração, através do nervo vago, que retarda a frequência cardíaca o suficiente para causar um desmaio. Este tipo de desmaio denomina-se (síncope tussígena). Muitos outros sinais (como outras dores, o medo e o facto de ver sangue) podem provocar este tipo de desmaios.

O desmaio motivado pela tosse (síncope tussígena) ou pela micção (síncope miccional) produz-se, habitualmente, quando a quantidade de sangue que volta ao coração diminui durante o esforço. A síncope miccional é particularmente frequente nos idosos.  A  síncope tussígena,  desmaio motivado pela tosse ,uma síncope durante a deglutição pode aparecer em pessoas com doenças do esófago ou até durante um esforço em momentos de atos sexuais ou  esforços fisicos.

A causa do desmaio também pode ser uma diminuição no número de glóbulos vermelhos (anemia), uma diminuição na concentração de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou uma diminuição nos valores do anidrido carbónico no sangue (hipocapnia) por uma respiração rápida (hiperventilação). Às vezes, a ansiedade acompanha-se de hiperventilação. Quando a concentração de anidrido carbónico diminui, os vasos sanguíneos do cérebro contraem-se e pode surgir uma sensação de desmaio sem que se chegue a perder a consciência. A síncope do levantador de pesos é consequência da hiperventilação antes do exercício.

Em casos raros, sobretudo em idosos, o desmaio pode fazer parte de um icto ligeiro no qual o fluxo de sangue para uma parte do cérebro diminui de forma brusca.

Hipotensão. Como ajudar o doente

O facto de levantar as pernas pode ajudar a recuperação dos episódios de hipotensão, ao aumentar a irrigação ao coração e ao cérebro.

Quando a pessoa está de pé, previamente ao desmaio, pode notar vertigens ou enjoos ligeiros. Quando cai no solo, a pressão arterial aumenta em parte porque a pessoa está estendida e, muitas vezes, porque a causa da síncope já passou. Levantar-se demasiado rapidamente pode provocar um novo desmaio.

Quando a causa é uma arritmia, o desmaio aparece e desaparece bruscamente. Há casos em que se experimentam palpitações (percepção dos batimentos cardíacos) justamente antes do desfalecimento.

A síncope ortostática produz-se quando uma pessoa se senta ou se põe de pé demasiado rapidamente. (Ver secção 3, capítulo 23) Uma forma semelhante de desmaio, chamada síncope «das paradas militares», acontece quando uma pessoa está de pé imóvel durante muito tempo num dia de calor. Como nesta situação os músculos das pernas não estão a ser utilizados, não empurram o sangue para o coração e, como consequência, este imobiliza-se nas veias das pernas e a pressão arterial desce repentinamente. A síncope vasovagal ocorre quando um indivíduo está sentado ou de pé e é precedida frequentemente por náuseas, astenia, bocejos, visão turva e sudação. Observa-se uma palidez extrema, a pulsação torna-se mais lenta e o indivíduo desmaia.

O desmaio que começa gradualmente, que é precedido de sintomas de alarme e que desaparece pouco a pouco sugere alterações nos compostos químicos do sangue, como uma diminuição da concentração de açúcar (hipoglicemia) ou da taxa de anidrido carbónico (hipocapnia) causada por uma hiperventilação. A hipocapnia é, muitas vezes, precedida por uma sensação de formigueiro e mal-estar no peito.

O desmaio histérico não é uma verdadeira síncope. A pessoa só aparenta estar inconsciente, mas não apresenta anomalias na frequência cardíaca ou na pressão arterial e não sua nem se torna pálida.

Diagnóstico

Em primeiro lugar, é necessário determinar a causa subjacente do desfalecimento, uma vez que algumas causas são mais graves que outras. As doenças do coração, como um ritmo cardíaco anómalo ou uma estenose aórtica, podem ser mortais; outras perturbações são muito menos preocupantes.

Os factores que facilitam o diagnóstico são a idade de começo dos episódios de desmaio, as circunstâncias em que se produzem, os sinais de alerta antes do episódio e as manobras que ajudam a que uma pessoa se recupere (como deitar-se, conter a respiração ou beber sumo de laranja). As descrições feitas pelas testemunhas sobre o episódio podem ser úteis. O médico também tem necessidade de saber se a pessoa tem qualquer outra doença e se está a tomar algum fármaco, sob prescrição médica ou não.

É possível reproduzir um episódio de desmaio em condições seguras, por exemplo, indicando ao doente que respire rápida e profundamente. Ou enquanto se supervisa o ritmo cardíaco com um electrocardiograma (ECG) o médico pode pressionar suavemente o seio carotídeo (uma parte da artéria carótida interna que contém sensores que controlam a pressão arterial).

Um electrocardiograma pode indicar uma doença cardíaca ou pulmonar subjacente. Para encontrar a causa da síncope, utiliza-se um monitor Holter, um pequeno dispositivo que regista os ritmos cardíacos durante 24 horas enquanto o doente realiza normalmente as suas actividades diárias. Se a arritmia coincide com um episódio de desmaio, é provável (mas não seguro) que seja a causa do mesmo.

Outros exames, como o ecocardiograma (uma técnica que produz imagens utilizando ultra-sons) , podem pôr a claro anomalias cardíacas estruturais ou funcionais. Por outro lado, as análises ao sangue podem detectar uma baixa concentração de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou um número reduzido de glóbulos vermelhos (anemia). Para diagnosticar uma epilesia (que em algumas ocasiões se confunde com um desmaio), pode realizar-se um electroencefalograma, um exame que mostra os padrões das ondas eléctricas cerebrais.

Tratamento

Habitualmente, é suficiente o facto de estar deitado para recuperar o conhecimento. A elevação das pernas pode acelerar a recuperação, uma vez que aumenta o fluxo de sangue ao coração e ao cérebro. Se a pessoa se levanta demasiado rapidamente ou é apoiada ou transportada numa posição erguida, pode produzir-se outro episódio de desmaio.

Nos jovens que não têm doenças cardíacas, os desmaios, em geral, não são graves e não necessitam de exames de diagnóstico extensos nem tratamento. No entanto, nos idosos, as síncopes podem ser motivadas por vários problemas inter-relacionados que impedem que o coração e os vasos sanguíneos reajam perante uma diminuição de pressão arterial. O tratamento depende da causa.

Para corrigir uma frequência cardíaca demasiado lenta, pode implantar-se cirurgicamente um pacemaker, que consiste num dispositivo eletronico que estimula os batimentos. Para retardar um ritmo cardíaco demasiado rápido podem utilizar-se fármacos. Se o problema for uma alteração do ritmo (o coração bate irregularmente de vez em quando), pode recorrer-se à implantação de um desfibrilhador. Também se podem tratar outras causas de desmaio (como hipoglicemia, anemia ou um baixo volume de sangue). A intervenção cirúrgica deve ser considerada quando a síncope se deve a uma valvulopatia, independentemente da idade da pessoa

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HIPOTENSÃO ARTERIAL  O mesmo que PRESSÃO BAIXA. A pressão arterial numa pessoa saudável varia entre 12 a 14 (máximas) e 6,5 a 9 (mínimas);se a pressão sanguínea do paciente estiver abaixo destas medidas, é considerada baixa.
Aproximadamente 25% das pessoas sofrem de hipotensão, causada por infecções agudas, insuficiência cardíaca, nutrição deficiente, HEMORRAGIA, traumatismos, carência de potássio etc.
sintomas: tontura, debilidade geral, enjôo, sensação de cansaço, sonolência etc. Identifique o agente responsável pela queda da pressão arterial e use alimentos ricos em potássio abundantemente.

TRATAMENTOS alternativos

Hortaliças
Couve • Suco diluído em água. Tomar 250 ml de manhã em jejum.
Pepino • Suco diluído em água. Tomar 250 ml, 2 vezes ao dia.
Tomate • Suco puro. Tomar 250 ml, 2 vezes ao dia.

Frutas
Abacaxi • Refeições exclusivas 3 vezes por semana. Veja no link.
Banana • Refeições exclusivas 3 vezes por semana. Veja no link.
Coco • Água de coco. Tomar 250 ml, 3 vezes ao dia.

Plantas
Canela • Chá da casca (20 g para 1 litro de água). Tomar 4 xícaras ao dia, adoçado com mel de abelhas.

Outros Tratamentos
Geléia Real e Mel de abelhas • Diluir 0,5 g em 1 colher das de sopa de mel. Tomar 3 colheres após as refeições.
Mel de abelhas • Tomar 4 colheres (sopa) diariamente.

Aproximadamente 3% da populaçáo apresenta valores de pressão arterial inferiores aos normais, de acordo com a sua idade, sem que exista uma causa evidente que o justifique e sem que se conheça o motivo da sua origem, presumivelmente de índole constitucional – nestes casos, fala-se de hipotensão arterial primária, essencial ou idiopática (termo aplicado às doenças de causa desconhecida). Na verdade, não se trata realmente de uma doença, mas sim de uma condição que, em determinadas ocasiões, pode provocar algumas manifestações consequentes a uma deficiente circulação sanguínea. É mais comum nas mulheres, sobretudo nas que tenham tido vários filhos, e de um modo mais geral, nas pessoas de constituição fraca e tórax estreito, com um reduzido desenvolvimento muscular.

A hipotensão essencial não costuma provocar sintomas, especialmente ao longo das primeiras décadas de vida, e apenas se manifesta em alguns casos através de sinais e sintomas pouco precisos: por exemplo, cansaço, sensação de debilidade, sonolência, tendência para se suar muito, digestões pesadas e obstipação, náuseas ou vertigens, dores de cabeça (normalmente situadas na nuca), palidez e falta de sensibilidade cutânea (sobretudo nas mãos e nos pés). Estes sinais e sintomas podem ser mais ou menos permanentes em qualquer situação, mas normalmente manifestam-se ou acentuam-se em circunstâncias que só por si provocam uma certa diminuição da pressão arterial: caso se permaneça num lugar muito quente (por dilatação da rede vascular), se se estiver muito tempo de pé (pela acumulação do sangue nos membros inferiores) ou quando nos levantamos bruscamente (situação em que pode ocorrer hipotensão ortostática).

A evolução da doença não costuma provocar complicações, à excepção de episódios de descidas abruptas da pressão arterial, que dificultam a chegada do sangue ao cérebro, provocando uma síncope, ou seja, um desmaio ou perda de consciência de curta duração. Nestes casos, o perigo depende do momento e do lugar onde se produzem estes episódios. Em relação ao tratamento, normalmente não é preciso efectuar qualquer terapia específica, embora seja aconselhável a adopção de certas precauções e medidas que evitem as descidas bruscas de pressão e activem a circulação (observar o quadro). Por vezes, para melhorar o estado do paciente ou como precaução, o médico pode optar por prescrever algum medicamento que provoque a contracção das pequenas artérias, o que contribui para aumentar os valores da pressão arterial.

Hipotensão secundária

Existem inúmeras doenças que podem alterar os parâmetros que determinam a pressão arterial, nomeadamente o débito cardíaco e a resistência periférica, ou alterar algum dos mecanismos reguladores, provocando como efeito secundário a hipotensão. O débito cardíaco (a quantidade de sangue que o coração envia para a rede vascular) pode diminuir, por exemplo, perante uma doença cardíaca (enfarte do miocárdio, miocardite, doenças das válvulas cadíacas, arritmias) ou devido à diminuição do volume de sangue circulante (hemorragias, desidratação, queimaduras extensas e varizes). A resistência periférica, que depende do grau de contracção das artérias pequenas do organismo, pode descer perante circunstâncias que provoquem uma vasodilatação: problemas neurológicos (polineuropatias), alterações endócrinas (doença de Addison, hipotiroidismo), intoxicação por diversas drogas (álcool, canábis) e devido à administração de determinados medicamentos (anti-hipertensivos, antidepressivos, neurolépticos, etc.). Por vezes, a causa de uma hipotensão secundária é evidente, mas noutros casos pode ser necessário realizar vários tipos de exames para confirmar o diagnóstico. Todavia, o seu tratamento tem como objectivo, sobretudo, solucionar o problema de fundo e não directamente a hipotensão, embora como é óbvio, tenha que se dar a devida atenção a quem apresente, como nos casos de síncope ou choque, uma descida acentuada dos valores de pressão arterial.

Hipotensão postural

A hipotensão postural ou ortostática consiste na brusca descida da pressão arterial no momento em que nos levantamos, depois de termos permanecido na posição sentada ou deitada. Quando estamos deitados, o volume de sangue está distribuído igualmente por toda a rede vascular. Quando nos colocamos de pé, grande parte do sangue passa a acumular-se nos membros inferiores. Inicia-se, então, um mecanismo de vasoconstrição com a finalidade de permitir o adequado aporte de sangue à metade superior do corpo, o que acaba por contrariar a força da gravidade. Quando este mecanismo não decorre rapidamente ou não é eficaz, podem surgir os sinais e sintomas sugestivos de hipotensão ortostática.

A origem do problema é variada. Em alguns casos, desconhece-se o motivo (hipotensão ortostática primária), mas noutros é possível identificar causas bem definidas (hipotensão ortostática secundária), tais como alterações neurológicas, o consumo de alguns medicamentos utilizados no combate à hipertensão ou medicamentos contra a depressão e perturbações psiquiátricas.

O tratamento de um episódio de hipotensão postural é o mesmo que é indicado para a síncope, ou seja, colocar a pessoa em causa numa posição horizontal, elevar as pernas e desapertar-lhe os botões da roupa, mantendo-a nesta posição até à sua total recuperação. Caso os episódios se repitam, o médico pode receitar medicamentos hipertensores ou outros e recomendar outras medidas como, por exemplo, a utilização de meias elásticas.

obs- Comer Chocolate Preto Reduz a Pressão Arterial ( atenção Hipotensos , cuidado)

ChocolatesPesquisadores da Universidade de Adelaide (Austrália) dizem que as pessoas com hipertensão pode reduzir “significativamente” a sua pressão arterial por comer chocolate preto, como foi publicados na última edição da revista BMC Medicine.

Os pesquisadores analisaram 15 estudos sobre os efeitos de flavonóides, compostos de chocolate que causam a dilatação dos vasos sanguíneos, mostrando que eles aumentam a formação de óxido nítrico sintase, que promove a vasodilatação e, portanto, pode reduzir a pressão arterial.

Assim, foi observado que conseguiram reduzir a pressão sistólica por 5 milímetros de mercúrio (mmHg), uma diminuição significativa em comparação com os efeitos de 30 minutos de exercícios para emagrecer (entre 4 e 9 mmHg), que, teoricamente, poderia reduzir o risco de um evento cardiovascular em 20% em cinco anos.

Além disso, como explica Karin Ried, diretor da pesquisa, ver como ele conseguiu reduzir a pressão arterial em hipertensos, mas não naqueles com pressão arterial normal. Os pesquisadores, em qualquer caso, elas são cautelosas e asseguram que “a viabilidade de chocolate ou cacau,com o tratamento a longo prazo ainda é questionável”, acrescentou Ried.

Existem muitos tipos de medidores de pressão arterial, atualmente simples e facil de ser adquirido em lojas de sua cidade , se vc  tem problemas de pressão procure e adquira um para nao ser mais um nas filas hospitalares.

 

Fontes:       “Medicina Alternativa de A a Z“, Carlos Nascimento Spethmann.
medipedia /   Copacababa Runners

 

Mistério A+

(síncope tussígena)
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