Na pele de uma vampira

21 fev 2011 | By

NA PELE DE UMA VAMPIRA…


Quando  a  noite  vem  só  e  fria

Eu  fico  a  imaginar o infinito

Desta  minha  curta  vida

Que  promete  ser distante

A  fome  por  um  ser  fresco

Apodera-se  da minha  mente

Mas  a  pena de  tirar uma vida

Instala-se  neste  meu  coração  ainda quente

A  necessidade  choca  com  a  ética

A solidão mórbida  submerge

Tenho em minhas mãos

O poder de dar vida eterna

Mas será justo dar vida já morta?

A eternidade  é  sedutora

Mas o poder de sentir amor  é  vida

E esta vida  insanguina que  levo  é já morte

Muitos são aqueles que me pedem vida

Mas que vida pode eu dar se  já sou cinza?

O desejo de  ter alguém  para partilhar o mundo

É grande, forte  , mas egoísta

Estas  noites de  cinza  fúnebre

Que  assombram  e seduzem olhares curiosos

Saciam meu ser com  sede  de  vida fresca

Mas  a vitima  prefeita ainda não encontrei

Alguém  com o mesmo  sentimento atroz

Que  tenha sede  de infinito…

Tenho  a eternidade para  o procurar

Mas tenho a incerteza  se  ele  existirá….

Autor:

Ana  Patrícia  Diogo

Fonte: Vampiro

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