Um Vampiro levou minha alma, eu deixei…

29 jan 2011 | By

Sou de uma época em que magias e seres místicos eram mais comuns.
Vivia em um pequeno vilarejo aos pés de um imponente castelo. Castelo este pertencente a um poderoso clã de vampiros descendente  do Drácula de Bram Stoker. Existíamos por eles e para eles.
Nunca entendi como funcionava a coisa, mas me fascinava ser possuída por um deles e alimenta-lo.
E assim fui crescendo, aos olhos dos meus algozes, e tornei-me uma linda jovem.
Sabia o significado desse desejo, mas não me importava. Conheceria a plenitude antes de ser sugada para a escuridão da morte eu seria feliz. Era feliz só com a esperança de ocorrência.
A primavera chegou e a semana de comemorações anuais, com ela, festivais  e os sacrifícios, eram feitas  entregas voluntária ou involuntárias   de vidas ao clã. Na verdade, penso eu, eles alimentavam-se conforme a necessidade, o objetivo destes vampiros não era a morte de seus humanos e sim os faze-los fonte eterna para ele,   tínhamos esses momentos e eu adorava. Torcendo para fosse eu  entre os escolhidos.
Era o terceiro dia das comemorações e nada de especial tinha acontecido. Resignada a minha falta de sorte fui aproveitar os festejos.

Então, aconteceu…
Perto do tablado da banda, embaixo de uma grande árvore esta o meu sonho em pessoa. Um imponente vampiro, lindo, de longos cabelos negros, pele alvíssima, tanto quanto o luar, olhos faiscantes num vermelho vivo, todo de preto e com um esplendoroso sorriso sarcástico nos lábios, deixando a mostra as brilhantes presas.
No instante em que meus olhos posaram sobre ele senti uma enorme descarga de adrenalina, que fez com que meu coração disparasse e uma grande onda de desejo de ser possuída plenamente, corpo, sangue, alma, queria tê-lo em mim e ele leu meus pensamentos.
Noutro instante senti minha pele queimar, um fogo me consumia a partir do meu sexo, e isso fez com que eu me imaginasse rasgando minhas vestes e me encaminhando para o belo ser que esperava com volúpia no olhar e salivando de vontade. Mas não foi o que aconteceu, não literalmente.


Aquele belo ser mítico, olhou-me e estendeu a sua mão em minha direção. Eu senti em cada fibra do meu ser que era para mim. Sorri e caminhei em sua direção.
O fim não me interessava, nem o perigo, nem morrer, nada mais importava. Simplesmente desejava pertencer a ele. Ser possuída por ele, tê-lo em mim, suas mãos me segurando, seus lábios em minha pele, suas presas me perfurando. Necessitava ser penetrada, ser possuída, ser dele completamente.
Ao chegar junto dele, pegou a minha mão e a beijou, sem tirar o olhar dos meus. Puxou-me mais para perto e com a mão livre tirou meu cabelos do caminho da curva do meu pescoço, aspirou a pele passou a língua lenta e suavemente, deu um pequeno beijo. Roçando o nariz até o queixo, virou-me e beijou-me.
Já não via mais nada, a não ser o paraíso encarnado na minha frente.
Fomos caminhando, ele me levando, e encostou-me em uma parede e novamente beijou-me. Um beijo desejoso, desejado, molhado, doce. Um valsar de línguas. Os sentidos não eram os mesmo para mim.
Beijou o pescoço, rasgou-me o vestido descobrindo-me parcialmente. Olhou para meus seios, tocando-os. Olhou para mim, sorrindo apertou-os, beijou-os. Senti uma pequena mordida, um passar de língua e uma risadinha de aprovação.

A minha respiração estava irregular e o desejo me torturava e isso o fascinava, penso, pois continuou com as mordidinhas e as passadas de língua. Pelo comprimento do tronco, barriga, virilha. Bruscamente aconteceu a tão desejada  busca, firme, certeira e almejada.
Mais beijos, línguas e mãos, apertões e arranhões, mordidas e línguas novamente. Eu era completamente dele, pertencia a ele.
Suor, lágrimas de satisfação e sereno misturavam-se, acho que sangue também, meu sangue, não sei se desperdiçaria.

Foi perfeito, estava realizada, poderia morrer se ainda não estivesse morrido.
Não sei em que momento tive a jugular perfurada e o meu sangue drenado. Não senti frio, nem medo, nem vi a escuridão se aproximar.
Só tinha o gozo pleno e o belo ceifador de minha alma. Eu pertencia a ele.

Melly Saphira

10 comentários em “Um Vampiro levou minha alma, eu deixei…

  1. anaNo Gravatar disse:

    Que postagem! É de arrepiar,sabe onde encontro um sonho como este? :wub:

  2. RickReymondNo Gravatar disse:

    Estes sonhos e muitos outros vc vive em SL :devil:

  3. Katia RaynierNo Gravatar disse:

    Estou gostando
    a parte de contos vampirescos
    nota 10
    Mara!!!

  4. anaNo Gravatar disse:

    Espero que encontrando um sonho ceifador ,ele seja bem lento quero saboriar este momento fatal. :heart:

    1. Katia RaynierNo Gravatar disse:

      Video recomendado pela ana

  5. JhullyNo Gravatar disse:

    Perfeito tudo. :-).

    1. Katia RaynierNo Gravatar disse:

      Sim agora esta deslanchando, clima verdadeiramente gotico vampirico.
      Bem vindas as novidades.

  6. KBetoNo Gravatar disse:

    wow…belo texto.

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