A Semana Farroupilha no Rio Grande do Sul.

17 set 2012 | By

O Minuano sopra suave na segunda quinzena de setembro. Alem de anunciar a chegada da estaçao das flores, embala mansamente os galhos e parece acariciar as ramadas de árvores, num afago primaveril.

Mas nem sempre foi assim.

O vento dos pagos gaúchos soa lento e traz consigo o compasso de um tempo de antigamente, relembrando os irmãos da mesma gente que cambateram até a morte.

Desmereceram a sorte, numa luta idealista.

Republicanos e imperialistas ungiram a terra com sangue, para fazer, o que é hoje, o estado do Rio Grande.

Os ares de tempos passados homenageiam os tombados que tomaram este solo sagrado.

A defesa do couro e do charque foi o motivo da luta.

Bravura, respeito e amor, sustentaram por quase dez anos uma revolta em prol do valor.

O vento farrapo é testemunha de um passado de glória. De homens, mulheres, da história. De conquistas que o tempo não apaga, de vencedores com ponta de adaga e de vencidos com o fio da degola.

Este vento que sopra soberano por sobre as coxilhas, imponente no planalto e na serra, é majestoso e demarca esta terra, dede a fronteira até o litoral. Ainda ressoa nas matas e trilhas entoando o valor Farroupilha, relembrando de nossos heróis.

O sopro intenso que corta as querencias e sustenta a bandeira gaúcha, nos dá a consciência de que a paz so se fez com a luta.

Minuano dos tempos antigos, das batalhas forjadas a mão, venta hoje na roda de mate, pra lembrar o valor deste chão.

Flavio Gonçalves- Jornalista.

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