Krav Maga – Arte de defesa pessoal

26 fev 2012 | By

Vídeo de demonstração do Krav Maga 

A  Arte

A concepção do Krav Maga revela um caminho que permite qualquer um exercer o direito à vida, mesmo no cenário violento que nos rodeia. É a única  luta reconhecida mundialmente como arte de defesa pessoal e não como arte marcial.

 Não há regras ou competições, pois sua técnica visa à legítima defesa em situações de perigo real. Com respostas simples, rápidas e objetivas para situações de violência do dia a dia, mostra ao cidadão comum como se defender, independentemente de condicionamento físico, idade ou sexo.  Com origem militar, sua aplicação nas forças de segurança já foi adotada por corporações do mundo inteiro por sua eficiência em combate.

A Técnica

Sua técnica visa impedir que o ataque atinja o alvo e ao mesmo tempo simplifica e aumenta a força dos movimentos do contra-ataque. Racionaliza matematicamente os movimentos de ataque e defesa, utilizando a transferência de peso e a força de explosão; potencializando a ação independentemente da força física.

Como a Física nos diz, força é igual à massa multiplicada pela aceleração. O golpe leva para o alvo o peso do corpo (aproximadamente 2/3 do peso), que certamente é muito maior que a força muscular do membro de qualquer pessoa que está aplicando o golpe.

O movimento do golpe funciona como uma mola contida que é liberada: a velocidade não vai aumentando durante o percurso, ele já sai com velocidade máxima. É a força de explosão. Os golpes visam a atingir pontos sensíveis do corpo, o que iguala qualquer adversário, independentemente de sua força física.

O Auto-controle
O auto-controle é essencial em uma situação de agressão, tanto da mente quanto do corpo.  Através do treinamento, o aluno aprende a controlar seus seis sentidos (aguça os cinco sentidos e desenvolve o sexto, a capacidade de pressentir os movimentos antes de serem esboçados, percebendo o mundo à sua volta). Vários tipos de exercícios tornam o aluno capaz de controlar qualquer músculo do corpo. Se pensarmos no movimento como uma seqüência de fotos passando rapidamente de uma para outra, no Krav Maga desenvolvemos a percepção do movimento em sua primeira foto.
O movimento instintivo é exaustivamente trabalhado e essencial em situações de perigo, pois, além de ser muito rápido, independe do estado emocional: o cérebro ordena o movimento por reflexo.

Os Movimentos

Todos os movimentos do Krav Maga são montados sob a motricidade natural do corpo humano; e são muito simples, o que facilita a ativação de uma reação em situação de perigo e surpresa. Os movimentos são curtos e, por conseqüência, rápidos.

Graduação
No processo pedagógico do aprendizado do Krav Maga, utilizamos um sistema de graduação por cores de faixas e em cada graduação encontramos diferentes exercícios com níveis gradativos de dificuldade. Já os cursos para o ramo de segurança, não obedecem a este sistema; seguindo uma divisão em módulos, específicos para cada tipo de trabalho.

Em suma, é uma defesa pessoal simples, rápida e objetiva, acessível a qualquer pessoa.

A criação do Krav Maga

Um humanista é aquele que por causa do ambiente ao qual foi exposto, se interessa pelo futuro da humanidade. É aquele que não descansa com os louros conquistados para si e que evita a inércia e o comodismo, e afirma que qualquer pessoa pode transcender o ambiente com coragem, porque, em outras palavras, tem liberdade de escolha. Imi, por toda a vida lutou em guerras e conheceu todas as faces da violência.

Enfrentou inimigos, liderou batalhas e mostrou que todos temos a opção de sobreviver à luta, seja ela qual for. Ensinou a homens simples como utilizar o próprio corpo, transformando-os em soldados imbatíveis. A eficácia de seus ensinamentos surpreende e sua obra é reconhecida no mundo todo. Sua criação torna-se a filosofia de defesa do Estado de Israel e unidades militares de elite ao redor do mundo utilizam suas técnicas. O ensino a civis devolve ao cidadão comum a autonomia, mostrando que qualquer um é capaz de defender sua integridade de qualquer situação de violência do dia a dia. Imi idealizou, realizou e doou à humanidade seu exemplo, sua postura, seus ensinamentos e sua força.

Seja bom o suficiente para evitar o conflito.”
    “Resposta simples e natural para situação complicada.“
    “Mínimo de movimento de defesa contra máximo movimento de ataque.”
    “Faça: mas faça certo.”
    “Reaja na proporção da necessidade.”

Quem teve o privilégio de conviver com Imi, ouviu frases como essas. Costumava sentar-se com seus alunos em uma cafeteria chamada “Ugati” na cidade de Natanya, Israel, e podia falar por horas sobre Krav Maga e suas técnicas. Acreditava na essência do ser humano, e que todos podiam ter suas vidas melhoradas pelo caminho de vida correto. Uma pessoa que tinha a grandiosidade de ouvir diferenças e divergências como pequenas e insignificantes questões diante uma hierarquia de valores onde a relação pessoal de boa convivência está acima de tudo e deve ser preservada.  Via a vida com simplicidade, recebia a todos com coração aberto e sempre tinha uma mensagem a transmitir. Quem se sentava ao seu lado, percebia imediatamente que se tratava de uma pessoa diferente; iluminada, e com grande força de espírito.

Sua postura e atitude diante às situações que a vida lhe proporcionou, mostram o caminho que o levou a criar sua obra. Ir além; enfrentar injustiças, ameaças, armas, guerra e a morte. E ensinar a todos como fazê-lo também. E não parou por aí. Se preocupou em chegar mais longe ainda, formando discípulos que formariam outros discípulos e assim fazendo com que as técnicas de sobrevivência que formulou pudessem chegar ao maior número de pessoas possível, e assim continuando nas futuras gerações.

Imrir Lichtenfeld (Sdeor), nasceu em 26 de maio de 1910 em Budapeste, centro do império austro-húngaro. Cresceu e se criou em Bratislava, capital da Eslováquia.

Seu pai, Samuel, foi chefe do serviço secreto local e instrutor de defesa pessoal e técnicas de imo-bilização da polícia secreta; condecorado e conhe-cido como o detetive que mais prendeu criminosos perigosos. Imi acompanhava seu pai, sugerindo movimentos e técnicas que quando utilizadas pelos policiais funcionavam com grande eficácia

Seu tio era médico e isso garantia acesso aos livros e ao conhecimento sobre o corpo humano. Incentivado por seu pai, Imi começou a praticar várias modalidades de esportes e já em 1928 e 29 venceu vários campeonatos europeus de luta livre greco-romana e no mesmo ano se tornou campeão de boxe. Na década seguinte, Imi se concentrava na luta-livre greco-romana como atleta e instrutor conquistando várias medalhas em competições nacionais e internacionais. Sua formação tinha como base a lei, a medicina e o esporte.

A partir de meados dos anos trinta a vida em Bratislava já não era a mesma. Pouco a pouco, grupos fascistas e anti-semitas ganhavam espaço e transformavam a vida do país. Confrontos de rua, perseguições e morte eram a nova realidade. Imi tornou-se líder de um grupo de resistência que lutava contra os grupos fascistas. Entre os anos 1936 e 40, participou de inúmeros e violentos confrontos, sozinho ou em equipe. Imi e seus companheiros enfrentaram centenas, milhares de inimigos em uma guerra cruel e desigual. Todos esses acontecimentos e vivências pessoais de Imi trouxeram como conseqüência o fortalecimento de seu corpo e espírito, preparando-o para os acontecimentos que ainda estavam por vir, e plantaram as sementes que germinaram resultando na criação do Krav Maga.

Em 1940, Imi deixou sua terra natal, família e amigos e ingressou na última embarcação que conseguiu escapar das garras nazistas.

Não passava de uma simples balsa, chamada “Pentcho”, que foi adaptada para conseguir transportar centenas de pessoas que deixavam a Europa rumo a Israel. As histórias desta balsa e seus passageiros ficaram famosas e são descritas no livro “A Odisséia” de John Birman.

A “Odisséia” de Imi durou dois anos, onde, por várias vezes, pulou na água para salvar a vida de passageiros ou um valioso saco de comida percorrendo o rio Danúbio congelado. Estas “aventuras” lhe causaram uma forte inflamação no ouvido que quase o levaram à morte. E após uma explosão no tanque de pressão da embarcação, que aconteceu ao lado das Ilhas Gregas, a sua ajuda foi requisitada e depois de quatro dias e noites de grande esforço, chegou à terra firme e então foi capturado e levado para a Alexandria em grave estado de saúde, onde se submeteu a várias cirurgias.

Em 1978, fundou a Associação de Krav Maga em Israel.

Imi Lichtenfeld foi até seus últimos dias, assessor e conselheiro das forças armadas de Israel, além de treinar os faixas pretas mais graduados de Krav Maga e estar presente nos encontros e seminários de praticantes de todo o mundo que aconteciam em Israel, supervisionando e transmitindo pessoalmente suas experiências, descobertas e o significado prático de sua criação, o Krav Maga.

Em carta oficial de “Honra ao Mérito”, o chefe do Estado Maior das forças armadas escreve que desde a época da Haganah e Palmah, passando por todos os anos do Tzahal, a capacidade de guerrear e o potencial pessoal de Imi, que foram os alicerces da qualidade do guerreiro israelense, e não houve ninguém mais responsável por este resultado, por esta conquista, que Imi Lichtenfeld.

Na mesma carta é dito que a qualidade do Krav Maga é resultado do valor humanitário de Imi que é estruturado na simplicidade, objetividade, auto-controle, segurança máxima no treinamento e no combate, honestidade e respeito para com o adversário, mesmo ele sendo um inimigo.

Em carta escrita pelo Ministro da Educação e Cultura, Zvulum Amer, é reconhecida a importância da preparação da juventude israelense para enfrentar a violência do dia a dia e, por este motivo, o Ministério da Educação apóia o ensino efetivo de Krav Maga em todas as escolas.

O Ministro então agradece a Imi pela criação de técnica tão eficiente, qualificada com o “mérito azul e branco”. “Azul e branco” é um termo usado em Israel para pessoas que honram o país. Azul e branco são as cores da bandeira de Israel.

O Primeiro Ministro Yitzhak Rabin Z”L declarou em carta que Imi Lichtenfeld é sinônimo de “tornar um soldado ou comandante israelense capaz”, sendo estes “dois” uma parte em evidência do sucesso das operações do Tzahal.

A trajetória de Imi foi marcada com inúmeros conflitos, mas em todos eles, Imi sempre procurou o respeito pela vida humana. Para seus alunos, sempre tentou passar a sensação de família, a importância da verdade, a força do comprometimento.

Seus maiores compromissos foram firmados em simples conversas com xícaras de café na mão, na Cafeteria Hugati, onde, nos últimos 20 anos de sua vida, tomou suas mais importantes decisões, confiou aos seus alunos as mais importantes missões, e assim fez com que o Krav Maga se tornasse conhecido no mundo inteiro.

Para a tristeza de toda a família Krav Maga, Imi Lichtenfeld faleceu no dia 9 de Janeiro de 1998.

Mas sua obra vive. Seu sonho de vida atravessou fronteiras e já chegou a mais de 40 países. Aqueles que nunca o conheceram pessoalmente ou os horrores das guerras que ele enfrentou, abraçam seu caminho de vida. Suas palavras de sabedoria e simplicidade ainda são ditas nas salas de aula do mundo inteiro. A opção de ser autônomo, romper barreiras, de defender-se de qualquer ameaça; se ainda não sabe qual o caminho, conheça o Krav Maga.

 Técnicas Especiais

A utilização do bastão no Krav Maga começou já no início da década de 40, pelos grupos de defesa que lutavam pela independência do estado de Israel.  O uso de armas de fogo era proibido pelo mandato britânico que dominava a região nesta época, o que transformou o bastão em instrumento de defesa.

Diante deste quadro, foi criado no Krav Maga uma ramificação específica para o uso de bastão; técnicas de ataque e defesa para todas as circunstâncias; ataque desarmado contra bastão; bastão contra bastão; bastão contra fuzil e outros.

Na época, este conjunto específico de técnicas dos segredos do bastão dentro do Krav Maga foi chamado popularmente de “Kapap” . Os anos passaram e com a independência do estado de Israel, os bastões foram trocados por metralhadoras e os mesmos exercícios de bastão foram adaptados para o uso de fuzil. Em meados da década de 70, até o final da década de 80, o bastão reapareceria, desta vez nas mãos de cidadãos civis israelenses que precisavam se defender de terroristas armados com facas e armas de fogo pelas ruas que costumavam parar os carros nas estradas e matar os motoristas e todos os passageiros. Os cidadãos passaram a andar com cassetetes, bastões e até mesmo tacos de beisebol dentro dos carros.

Era a volta da época do “Kapap”. Por mais estranho que isso possa parecer, dada a sofisticação das armas de fogo atuais, o bastão ainda é eficiente em várias situações do nosso dia-a-dia. Sua figura ainda intimida agressores, pois ainda apresenta a imagem de força e poder nas mãos do usuário.

A Técnica de Uso de Bastão  

A técnica do Krav Maga para a utilização de bastão foi elaborada com os mesmos princípios que deram base à criação da arte, o corpo humano, as leis da física, a objetividade e eficácia do golpe, a segurança do usuário e a simplicidade dos movimentos, tudo sendo acessível e eficiente para qualquer pessoa. As técnicas de bastão foram divididas em três fases.

Na primeira se aprende a defesa de ataque de bastão vindo de toda e qualquer direção, estando a vítima de mãos nuas, sentado, deitado ou de pé.

Na segunda fase, já com o bastão nas mãos, se aprende como atacar e adquire-se intimidade com a arma, onde corpo e instrumento se integram e o bastão passa a ser uma extensão do braço. Aprende-se então como aumentar a resistência deste membro quando for necessário defender-se.

A terceira fase é dedicada ao combate bastão contra bastão e o combate com o auxílio de bastão. Com base na física, os movimentos de ataque e defesa levam em consideração as linhas de força, como ela é transmitida, como absorver a força e o impacto na defesa e como aumentar o impacto no alvo a ser atingido. Seu comprimento é estudado para encurtar a distância no ataque e ampliar a área de defesa quando necessário, dirigindo o impacto sofrido para longe do corpo.

Estas técnicas se duplicam, dada a utilização de dois tipos de bastão: o curto, com cerca de 60cm, e o longo, variando de um metro a um metro e vinte, cada um com suas características próprias.

MESTRE KOBI LICHTENSTEIN – INTRODUTOR DO KRAV MAGA NA AMÉRICA LATINA

 Kobi Lichtenstein nasceu em 1964, na cidade de Rechovot, Israel. Aos três anos de idade, iniciou-se nos treinamentos de Krav Maga ministrados pelo criador da arte, Imi Lichtenfeld.

Aceito na turma apenas por um período de experiência devido a pouca idade, foi rapidamente aprovado por seu mestre, que logo o “adotou”.

Destacando-se como um “prodígio”, recebeu notoriedade já aos 6 anos pela imprensa. Sua vida foi dedicada ao Krav Maga, sua motricidade e instintos foram moldados pela técnica desta arte e aos 15 anos começou a dar as primeiras aulas.

Integrou o primeiro e único grupo especial que foi selecionado para ser treinado e preparado pelo criador para dar continuidade à sua criação, com a missão de difundir e divulgar a arte por todo o mundo e para as próximas gerações.

 Deu aulas a vários grupos específicos, como autistas, onde obteve resultados surpreendentes, grupos de mulheres vítimas de estupro, adolescentes considerados delinqüentes juvenis e outros. Após servir 3 anos ao exército israelense, estava diplomado como faixa preta pela Associação de Krav Maga em Israel e instrutor pela Universidade Wingate, a maior universidade de Educação Física em Israel e considerada como uma das melhores do mundo, com cursos de extensão em Fisioterapia, Primeiros Socorros, Alimentação Especial para Atletas na mesma universidade.

Foi responsável pelo ensino de Krav Maga nas regiões centro-sul de Israel, somando milhares de alunos. Ex-combatente na guerra 1982, participou de inúmeras missões especiais do exército israelense, trabalhou em serviços de segurança nacional e concluiu MBA em Segurança Nacional e Terror pela Universidade Hod Hasharon em Israel, em parceria com a Newport University na Califórnia.

 Em 1989, recebeu de Imi a mais nova e importante missão, que abraçou como objetivo de vida:

Introduzir o Krav Maga no continente sul americano, desenvolvendo a obra de Imi com integridade e fidelidade. E assim, chegou ao Brasil em 18 de janeiro de 1990.
Estabeleceu-se na cidade do Rio de Janeiro e fundou a Associação Brasileira de Krav Maga, reconhecida pela Secretaria de Esportes e Ministério de Educação. Como primeiro faixa preta a sair do Estado de Israel para cumprir a missão a ele confiada, deu início ao trabalho e com muito sucesso. Surpreendeu a todos, até mesmo a elite do exército e polícia pela objetividade e eficiência do Krav Maga e sua inquestionável competência como instrutor e entendedor do assunto.

Toda a mídia – imprensa, televisão e rádio – documentou passo a passo o trabalho desenvolvido; a difusão e divulgação do Krav Maga na América do Sul, desde as primeiras aulas, em clubes e academias, até a fundação da Associação Brasileira e posteriormente da Federação Sul Americana, a inauguração do Centro de treinamento nacional (Top Defense), os vários cursos em diversos estados brasileiros, o lançamento de 3 livros de Krav Maga na língua portuguesa.

Ao longo destes anos no Brasil, vem formando dezenas de instrutores que hoje lecionam em várias academias em vários estados brasileiros.

Supervisiona a prática e divulgação do Krav Maga, mantendo o alto nível ético e técnico dos instrutores e alunos, seguindo os passos ditados por seu mestre e criador do Krav Maga.

Como mestre em Krav Maga e especialista em segurança, já ministrou módulos de cursos para diversas entidades militares, policiais e de segurança privada. O treinamento para o ramo de segurança tem alcançado excelentes resultados e os cursos vêm sendo requisitados em todos os estados brasileiros e por países da América Latina.

Em março de 2009 foi condecorado com a maior honraria do Estado do Rio de Janeiro, a Medalha Tiradentes.

Em maio de 2009 foi condecorado com a maior honraria da cidade do Rio de Janeiro, o conjunto de medalhas Pedro Ernesto.

Em dezembro de 2010, recebeu a Medalha Mérito Legislativo no Palácio do Congresso Nacional.

Recebeu a última graduação do Grão-Mestre Imi em janeiro de 1996, a faixa preta 6º Dan.

Em maio de 2011, recebeu a graduação de honra 8º dan do presidente da Federação Israelense de Krav Maga.

Fonte: Krav Maga 

Antonella Barcelos

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: