Nasa adverte sobre possíveis interferências de tempestade solar na Terra

08 mar 2012 | By

 


Redes de eletricidade, comunicações via rádio e sistema de satélite podem ser afetados
A Nasa, agência espacial americana, advertiu que as comunicações na Terra podem ser afetadas nesta quinta-feira (8) pela tempestade solar que deve chegar ao planeta.
Duas enormes labaredas solares irromperam no espaço na última terça-feira (6), conforme detectou o Observatório de Relações Terrestres (Stereo) e o Observatório Solar e Heliosférico (Soho), as duas principais missões da Nasa que estudam o Sol.
A primeira erupção, que foi catalogada como a maior desse ciclo de atividade solar e a segunda maior detectada desde 2006, viaja a mais de 2.000 km por segundo enquanto a segunda, um pouco mais lenta, cerca de 1.770 km por segundo.
A Nasa espera que a tempestade eletromagnética originada pela atividade solar alcance nesta quinta-feira (8) a Terra e Marte por volta das 15h25, no horário de Brasília, e em seu percurso passará por várias naves da Nasa como Messenger, que estuda Mercúrio, o telescópio Spitzer e Stereo-B.
O Sol passa por ciclos regulares de atividade e a cada 11 anos, aproximadamente, acontece um pico máximo na atividade quando costumam acontecer tempestades que às vezes deformam e inclusive atravessam o campo magnético da Terra. Este é um desses anos.
A agência espacial advertiu que apesar de não temer por suas naves, como consequência do aumento dos níveis de radiação recebidos podem ser registrados problemas na rede de alimentação elétrica nas rádios de alta frequência e nos dispositivos GPS.
Os analistas calculam que o efeito da tempestade solar poderia se estender durante três dias, mas terá especial impacto nas próximas 24 horas.
As labaredas se originaram em uma região ativa chamada AR 1429, que aumentou sua atividade nos últimos dias, e onde, além disso, aconteceram duas erupções de massa solar, que viajam a 482 km por segundo e poderiam alcançar a terra nos próximos dias.
O plasma da erupção solar criará uma severa tempestade geomagnética que também pode afetar as comunicações, provocar a mudança na rota de voos da região polar e deve causar auroras que poderão ser vistas em latitudes baixas.

noticias.r7.com

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