Voce pode mentir mas seus olhos NUNCA

16 ago 2012 | By

Seus olhos não mentem – pelo menos em relação ao sexo

Estudando a sexualidade humana, cientistas se depararam com um problema digno do Housetodo mundo mente. Como entender os hábitos das pessoas entre quatro paredes se, quando alguém é entrevistado, pode contar o que quiser? Algo compreensível, afinal quando um cientista desconhecido te pergunta quantas vezes por semana você costuma se masturbar, por exemplo, ou se você tem algum fetiche estranho, você pode se sentir desconfortável em responder.

Monitorar a variação de batimentos cardíacos ou o fluxo de sangue que vai para os genitais também não foram métodos aprovados pela ciência – afinal, muitas pessoas podem, conscientemente, suprimir seu estado de excitação. O ambiente de um laboratório de pesquisa também pode contribuir para a confusão de resultados, por ser sexualmente opressor.

Então como estudar a sexualidade humana? Cientistas levaram a sério o poético ditado popular que diz que seus olhos são as janelas da alma e passaram a analisá-los. Pesquisadores da Universidade de Cornell afirmam que a dilatação das pupilas é  à prova de falhas na hora de indicar excitação sexual de grandes massas, por ser uma resposta completamente subconsciente de seu organismo.

Para chegar a essa conclusão o psicólogo Ritch Savin-Williams recrutou 165 homens e 160 mulheres – homossexuais, bissexuais ou heterossexuais – e mostrou a eles imagens de rapazes se masturbando, moças se masturbando e de paisagens da natureza completamente neutras. Enquanto isso, suas pupilas eram examinadas de perto.

A conclusão:  homossexuais ficavam com as pupilas dilatadas com imagens de pessoas do mesmo sexo, bissexuais mostravam sinais de atração com os dois tipos de foto ehomens heterossexuais ficavam atraídos com imagens de mulheres. As mulheres heteros são um caso diferente – suas pupilas mostravam sinais de excitação tanto com imagens de masturbação feminina quanto masculina. Isso quer dizer que não existem mulheres heterossexuais?

Calma lá. Elas ficavam excitadas com as duas imagens, mas afirmavam que preferiam ver homens. E pesquisas anteriores já haviam documentado este fenômeno e o associado, mais uma vez, com a nossa amiga evolução. A ideia é que as mulheres ficam excitadas com as duas situações porque, no passado, foram vítimas de sexo forçado. Oi? Em outras palavras, elas precisavam se sentir excitadas mais facilmente para evitar se machucarem durante o sexo. E, para não sentir dor durante o ato, seu canal vaginal precisa estar lubrificado, coisa que só acontece quando elas estão excitadas.

Então se o novo método não funciona direito para mulheres heterossexuais, as pupilas mentem e todo este estudo é uma bobagem? Na verdade não. O método pode ser usado para revelar tendências sobre a sexualidadede grandes números de pessoas – mas não pode ser usado para determinar a orientação sexual de cada indivíduo.

Revista Galileu

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