Atenção agora é criado retratos a partir do DNA das pessoas que jogam lixo na rua

08 maio 2013 | By

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Norte americana recolhe de chicletes mascados a bitucas de cigarro para recriar o rosto das pessoas que jogaram os objetos na rua

Fio de cabelo, bituca de cigarro, chiclete mascado, pedaços de unha cortada. Parece receita de bruxa, mas é a lista das matérias-primas que compõem um dos projetos artísticos mais interessantes da atualidade. Batizado de Stranger Visions (Visões Estranhas ou Visões de um Estranho, em português), ele se resume a tentar adivinhar o rosto de estranhos que jogam lixos – e com eles vestígios de seu DNA – pelas ruas de Nova York.

Todas as amostras são subprodutos das calçadas de Nova York: Heather Dewey-Hagborg, uma jovem de 30 anos que estuda Artes Eletrônicas no Rensselaer Polytechnic Institute, realiza a coleta no trajeto entre sua casa e a faculdade.

O processo todo funciona da seguinte maneira: cada amostra é cortada em pedacinhos pequenos, centrifugada algumas vezes e sequenciada por um laboratório que manda 400 pares de bases com todo tipo de informação genética. Propensão a obesidade, sexo, cor do olho…ao juntar essas e outras 40 características, um software joga na tela uma imagem com o provável rosto daquele transeunte mal-educado.

Mas a brincadeira não para aí. Heather ainda imprime o rosto em uma impressora 3D e o pendura em paredes de galerias de arte, naquele estilo de caçador americano que orgulhosamente coloca a cabeça do urso que ele caçou em cima da lareira.

Por motivos de higiene pessoal, a artista dispensa camisinhas usadas e aquelas pequenas poças de saliva e catarro disparado que não raro passam por debaixo dos nossos pés. Bitucas de cigarro, por outro lado, costumam estar encharcadas de DNA e são o tipo preferido de amostra de Heather.
Mas mesmo uma bituca repleta de DNA não é capaz de dar as coordenadas exatas para a formação do rosto de alguém que é, essencialmente, um anônimo. Esse tipo de limitação faz com que todas as esculturas criadas sejam da pessoa quando tinha (ou quando terá) 25 anos.

Revista Galileu

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