Chips que podem transformar qualquer objeto em um computador

16 abr 2013 | By

Chips minúsculos podem ser o passo definitivo para consolidação da “internet das coisas”

Chips minúsculos, fabricados em impressoras 3D e podem ser utilizados para transformar qualquer objeto do dia a dia em um computador em potencial. Batizados de chiplets, esses dispositivos recém-criados e ainda em estágio

Cada grãozinho desse é uma micro revolução na computação doméstica e na impressão 3D

Cada grãozinho desse é uma micro revolução na computação doméstica e na impressão 3D

de desenvolvimento, podem ditar o ritmo de boa parte daquilo que costumamos chamar de “futuro da tecnologia”.

Do tamanho de um grão de areia, os chiplets podem funcionar como microprocessadores, memória e até sistemas microeletromecânicos, também chamados de MEMS, dispositivos capazes de sentir movimento, calor e pressão. A tecnologia está sendo estudada pelo PARC – Palo Alto Research Center – da Xerox e o dinheiro investido vem da Darpa, a agência de desenvolvimento tecnológico do Pentágono.

Cientistas e investidores têm motivos para estarem tão animados com os chiplets. Em 1965, o fundador da Intel, Gordon Moore, criou uma lei que leva o seu nome e diz o seguinte: a quantidade de transistores em cada microprocessador dobra a cada 18 meses. Na prática, isso significa que a cada dois anos nós temos computadores duas vezes mais velozes. Essa lei resistiu à quase 50 anos de avanços científicos espetaculares, mas os chiplets podem subvertê-la de maneira até então impensável.

Em vez de empilhar transistores nos chips de silicone, a evolução dos computadores agora pode passar pela ideia de uma máquina imprimindo milhares de chiplets espalhados por uma superfície: eles são colocados no local exato e já programados para cumprir a função desejada. Com a vantagem que essa superfície pode ser uma camiseta, um boneco, uma mesa.

Se os chiplets se tornarem realidade, eles significarão um grande avanço na área tecnológica da vez: as impressões 3D. Com mini-processadores embutidos, qualquer objeto impresso entraria na era digital assim que fosse concebido. Como em pouco tempo a Humanidade vai ver a “internet das coisas”  se consolidando e unindo de uma vez por todas o off e o online, dá pra imaginar a importância dos desdobramentos dessa descoberta.

Revista Galileu

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