Humanidade conhece apenas 30% dos seres vivos que habitam a Terra

27 fev 2013 | By

 

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O Murina Beelzebub, que vive nas florestas do Vietnã, só fio ser descoberto no fim do ano passado

Estimativa é uma das mais otimistas, nossa ignorância pode ser ainda maior: exploração desenfreada da natureza e falta de investimento em pesquisa são as principais causas

Você já parou pra pensar quantas espécies de seres vivos existem na Terra?Uma estimativa mais ou menos bem aceita entre a comunidade científica é a de 1,75 milhão de espécies diferentes. Um número alto, mas certamente inferior ao que existe fora das enciclopédias e catálogos: pesquisadores acham que esse cálculo representa apenas 30% dos seres vivos existentes. O resto ainda é puro mistério.

O número foi apresentado durante o Ciclo de Conferências 2013 da FAPESP – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Há quem diga que 12 milhões de espécies ainda vagam desconhecidas por aí. Há quem diga que esse número ultrapassa a marca dos 100 milhões, o que faria com que o nosso conhecimento de hoje não chegue a dar conta nem de 2% da realidade. Para medir o tamanho da nossa ignorância, os cientistas comparam os grupos de organismos mais estudados com aqueles menos conhecidos. Estatísticas sobre novas descobertas também são levadas em conta na hora de fazer a estimativa.

No ritmo atual, levaria algo em torno de 2 mil anos para que conseguíssemos catalogar todos os seres vivos que de fato habitam nosso planeta. Se houvesse um investimento de 500 milhões a 1 bilhão de dólares por ano nesse setor, o tempo necessário poderia cair para 50 anos. Mas é sempre bom lembrar que isso são hipóteses e nada mais: por se tratar de seres vivos desconhecidos, a prática pode ser completamente diferente da teoria, por mais embasada e tecnologicamente avançada que ela seja.

Quando o assunto é biodiversidade, não dá pra deixar de lado as agressões humanas contra a natureza – é por causa delas que um grande número de seres vivos some da face da Terra antes mesmo de ser descrito pela ciência formal. A fragmentação e a perda do habitat são os efeitos colaterais mais nocivos para o meio ambiente: quando um bioma é fragmentado, suas subdivisões ficam muito mais frágeis e as taxas de extinção costumam ser bem maiores nesses ambientes.

Revista Galileu

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