Os switchers no Universo BDSM

14 jan 2013 | By

coleira3Quero neste texto fazer uma reflexão sobre o que é ser switcher e o papel que ele representa no universo BDSM. Os papeis de Top e botton são reconhecidos legitimamente no meio, onde o Top assume a postura de controle, posse e domínio e botton de entrega a esse domínio na relação. Já a pessoa que vive o papel de switcher é alguém que participa das atividades BDSM ora na condição de Top (Dominante / Sádico), ora como botton (submissa / masoquista).

Assim como a figura do Top ou botton assumem diferentes facetas, com gostos e formas diferenciadas, os switchers também não são iguais. Existem os que assumem papeis de domínio e submissão numa mesma cena ou sessão, outros diferenciam os papeis em situações distintas com o mesmo parceiro, ou ainda com parceiros diferentes. Há quem serve um Dono e domina escravos, há quem domina escravas e serve outra Dona, e ainda quem domina e serve o mesmo parceiro e vice-versa, o que é menos comum, mas pode acontecer.

Ser switcher não é ser volúvel e se apresentar com este ou aquele papel de acordo com a conveniência. Ser switcher é ter em essência a natureza dominante-submissa e/ou sadomasoquista. É comum se observar nas salas de chat um indivíduo que se apresenta como Dominador e por ser mal sucedido na sua abordagem logo já muda de papel para não perder a conquista. Isto é oportunismo e atribui-se a pessoas com fraqueza de caráter ou ausente de informações. Ninguém escolhe ser switcher, ou é, ou não é. Pode ser que a descoberta desta vertente aconteça em momentos diferentes da vida, mas por princípio esta natureza é inata.

Embora a existência de um(a) switcher seja uma realidade, não há consenso quanto a sua aceitação no meio BDSM. Ainda existe preconceito quando alguém se assume switcher, sobretudo quando esta figura é masculina. Os 1 a 1 a a a b cordapreconceitos mais comuns são: do homem switcher, geralmente está associado, de forma pejorativa à bissexualidade, ou questionam a sua capacidade de dominar, uma vez que “quem se submete não sabe dominar”. Já a mulher switcher é vista como aquela que domina seus escravos(as) e até mesmo o seu ou sua Dono(a). Esta rejeição já foi pior em anos passados, observa-se uma evolução no sentido de aceitar melhor esta forma de se viver o SM. No entanto, o preconceito acaba por coibir muitas pessoas a se assumirem na condição de switcher.

Existe um ditado muito certo que diz: o que é acordado não sai caro, por isso, um switcher vai sempre desempenhar o papel que foi combinado, nada mais que isso, caso haja descumprimento do acordo, é muito simples, a relação se rompe e pronto. Não vejo porque tanta relutância em aceitar um(a) switcher para viver o papel de submisso(a) ou de Dominador(a). Pessoas com e sem caráter existe em todo tipo de relacionamento, não só SM, o que há de avaliar é a pessoa em si e não o papel que escolheu viver.

Eu tenho escrava switcher e não a considero menos submissa por ser assim, nem tão pouco os escravos que ela teve, subestimaram a sua dominação por ela ter um Dono. Ela se descobriu switcher pela minha fantasia que passa por ver uma escrava se submeter à outra. A partir desta experiência ela assumiu esta condição com seriedade e compromisso. Acredito que todos os que desejam viver esse tipo de experiência, não deve se esmorecer por conta de estereótipos, mas assumir-se sem temores, buscando relacionamento com pessoas sérias e evoluídas.

Fonte: Switcher

Antonella Barcelos

Antonella Barcelos

Um comentário em “Os switchers no Universo BDSM

  1. VictorNo Gravatar disse:

    Oi alguem sabe onde posso encontrar algum local onde adptos se reunem em sp?

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