O despertar dos desejos de um Vampiro.

21 fev 2014 | By


Foi em uma noite que sai em busca de  distração e sangue, que  voei até um cais abandonado onde havia um galeão, que a séculos pertenceu a minha família. Hoje um local frequentado por humanos tristes e desesperançados da vida, que sobrevivem as margens do submundo, à espera de que algo aconteça: um milagre ou que a morte os venham buscar rapidamente… Em verdade eu sou o que eles buscam, mas  desconhecem.
Entrei sorrateiro, como vento gelado. Uma sombra. E entre todos passei meu olhar escolhendo quem seria a vítima para aquela noite.
Havia no local mais de 20 pessoas empilhadas. O cheiro era  forte e a morte já  andava por lá mas ninguém se importava  com o companheiro do lado.
Para mim estava perfeito, aquela noite eu queria  algo especial, precisava saciar minha sede  e também testar meu corpo de modo mais sutil.
Então para isso procurei uma mulher bela e saudável, a qual eu abreviaria as situações mais tristes que passava naquelas condições desumanas em que vivia.

Meus olhos fixaram-se em uma jovem de pouca idade (teria ela 20 e poucos anos) corpo perfeito, pele alva, olhos azulados, cabelos loiros e cacheados, quadris de menina, corpo pequeno. A alça de seu vestido caia e deixava um seio a mostra: rijo e belo. Estava sentada no chão, uma perna erguida e outra caída. Seu olhar era perdido, sem nada em pensamentos.
Aproximei me fazendo visível em sua frente. Imediatamente ela ergueu a cabeça e me olhou. Nesse instante estendi minha mão em sua direção. Ela segurou e a corrente telepática aconteceu. Dominei sua mente com poder  e posse. Assim  me comuniquei. Primeiramente convidei-a para sair daquele local. Ela obedeceu, caminhando a minha frente e  pedi que fosse a um local deserto. Então  me conduziu a uma gruta próxima, onde o vento assobiava entre as pedras e o mar adentrava, formando  pequenos alagados com águas cristalinas.
Ordenei que ali se banhasse e assim fez, retirando os trapos que vestia e mostrando a silhueta do corpo escultural. Desejei aquele corpo, precisava bebê-la, mas me contive.
Mergulhou feito  sereia, deixando-me atônito vendo tanta beleza em um ser tão frágil. Uma vontade atroz invadia meu ser   sem conseguir  definir se era de matá-la sugando todo seu sangue ou de devorá-la com  minha boca e  corpo .
Deixei que brincasse nas águas como menina-mulher, até que por vontade própria ela veio ate onde eu estava.
Senti então o aroma de carne feminina e aquilo fez minhas presas saltarem involuntariamente da boca e pensei como seria bom um pouco de romance. Mas o instinto animal que habita meu ser logo estaria incontrolável, mesmo assim  tentei ser o máximo gentil e humano que ainda poderia ser: fiquei parado, apenas sentindo as reações de meu corpo com a aproximação daquele ser magnífico e puro de aroma  embriagante e quente.
O sangue que ainda restava em mim de caçada anterior, aquecia, meus olhos foram avermelhando, as veias que percorrem meu ser latejaram e inflaram, meu sexo vampiresco  avolumou-se, um brilho começou a emanar de  meu corpo  como a muito tempo já não acontecia. Despi-me num instinto imediato em um rápido movimento com minha capa, perante aquela criatura humana fiquei nu.
Ela olhou-me com espanto e temor, meu corpo inteiro  estava inflado, grande  e com um brilho de luar, sobrenatural aos olhos  humano.
Então minhas mãos tocaram aquela mulher suave e frágil, levemente, desejei vorazmente cravar minhas garras e ver seu sangue jorrar em meu corpo e lábios e outra vez me contive.
Ao deslizar minhas mãos ela olhou-me e sussurrou num gemido – “Tome a mim, serei tua se quiser, toque-me, porque jamais alguém me tocou.”
Um ego animal tomou-me de modo e forma  desproporcional e eu me senti um ser extremamente poderoso que com certeza a sacrificaria em prol de meus mais profundo e sanguinário  prazeres…
Ordenei que deitasse em uma pedra plana que ali se encontrava e assim  fez.
Aproximei-me, olhei-a deitada e toda minha, deixei meu corpo cair ao lado de joelhos como um homem, porem sedento, passei minhas mãos e  unhas afiadas como laminas naquele corpo alvo como neve. Um fio de sangue acompanhava cada passada ao ferir vez por outra sua pele.  Aquela boca  gemia, sussurrava, não sentia dor, mas prazer  ao ser machucada por mim, ofegava, respirava seguindo o ritmo dos meus movimentos e toques .
Segui minhas garras ventre à baixo sempre riscando-lhe a pele, feri-lhe então o sexo. Entre carne macia cortei-lhe, mergulhei minha boca sedenta, suguei o sangue entre sabores e êxtase que ela já sentia e delirava. Bebia  mas não era suficiente para a minha sede e suas pernas tocavam meu rosto e desejando mais, virei, busquei  e encontrei   a fonte  de sangue puro e quente, mas logo parei  para não drená-la ate a morte pois ainda  a hora não era chegada. Precisava saciar prazeres que já tomavam meu ser inteiro.
Ergui-me  entre  suas pernas ajoelhado, puxei-a contra meu corpo viril e animal adentrando naquela menina que até então não havia sentido o que seria um homem  e , a possui em um único golpe. Estremeceu até a alma. Cortei-lhe a carne, rompi seu tempo e um grito saiu daquela boca carnuda e macia. Por impulso do momento a calei com minha boca e língua. Sufocando o som a penetrei  totalmente e profundamente.
Meu corpo aqueceu como um vulcão  prestes a explodir,  com vontade imensa  de arrebenta-la ao meio.  loucura cega  tomou todo meu ser e com  o  corpo rijo em movimento acelerado, batia nas entranhas delicadas daquela carne extremamente quente e macia a ponto de fazê-la sangrar. Sua voz enfraquecia  e seus gemidos já não eram mais palavras pois lagrimas acompanhavam a emoção e dor que sentia.
Estes momentos para mim foram segundos  de  prazer imensurável, porem para ela não sei quanto tempo se passou (meu tempo não é o mesmo que o tempo humano). Verdadeiras lavas vulcânicas  foram expelidas de meu corpo em cor de sangue. Após este ato consumado ao retornar minha sanidade vampírica a bela jovem  quase sem vida, sangrava desacordada.
Sentia  uma sede animal  pois  havia esgotado toda energia num ato sobre-vampírico com aquela mulher. Afastei de seu pescoço os belos cabelos cacheados e loiros e proferi um golpe fatal perfurando e tomando dela todo o sangue que ainda poderia restar-lhe. Embriaguei-me novamente e saciei todos os instintos  físicos e necessários para me manter mais forte e feroz.
A vontade de repetir o ato agora esta mais presente na minha vida imortal e fez renascer uma espécie de desejo que ha muito tempo havia esquecido. Aquela menina doce e linda já não está neste mundo. Libertei a alma aprisionada pela inconveniência sub-humana em que vivia. Deixou de ser um cordeiro inocente, despertou  desejos  mortais neste ser imortal e acabou vagando na eternidade de uma outra dimensão, o mundo dos mortos.

Autor: Rick Reymond

Edição: Rick Reymond

6 comentários em “O despertar dos desejos de um Vampiro.

  1. AnaNo Gravatar disse:

    “Quem escreve constrói um castelo e quem
    lê passa a habita-lo.” :happy:

  2. Nossa :blink: Que instinto selvagem :devil:
    Parabéns pelo conto, como sempre magnífico :wink:
    Muita sede de sangue,emoção, desejo e prazer habitam o corpo e mente desse rei vampiro vampiro :devil: :wink:

  3. Morreria assim como a jovem sem ao menos relutar pela vida, só para ter o prazer de ser possuída por este ser sedento e saber que saciei suas vontades carnais e tão masculinas de vampiro que nos leva a pensar e fazer loucuras com tanta sedução e sensualidade. :devil:

  4. AnabelaNo Gravatar disse:

    Adorei esse conto

  5. Boa tarde
    Parabéns pelo conto , andei lendo outros mas este em especial me chamou atenção.
    Me fez literalmente viajar no tempo.
    Deixo aqui uma musica talvez possa usa-la em um de seus videos quem sabe mas achei bem o perfil deste vampiro que é você. Namastê!
    http://www.vagalume.com.br/apoptygma-berzerk/love-never-dies-traducao.html

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