As tecnologias que podem transformar o mundo em 2014

21 jul 2014 | By

2014 é um ano que marca a melhoria na detecção e no estudo de doenças, graças aos avanços tecnológicos que já estão ocorrendo em todo o mundo.

Parte dessa ajuda vem das impressoras 3D, que produzem materiais em microescala, usados para reproduzir tecidos artificiais e funções biológicas de órgãos.

Ainda em relação aos estudos científicos que envolvem a Medicina, já existe a possibilidade de se editar o genoma. Isso já é uma realidade, tanto que dois macacos gêmeos nasceram com mutações predefinidas no final de 2013.

Em 2014, na agricultura, o uso de drones se popularizou. Dotado de sensores especiais, esse aeromodelo aumenta a produtividade do agricultor ao mesmo tempo em que reduz os danos às plantações.

E, se você acha que o que aconteceu no filme “Exterminador do Futuro”, no qual os robôs dotados de inteligência artificial se rebelam contra os humanos, é algo distante da vida real, é melhor rever os seus conceitos. Atualmente, os pesquisadores buscam uma maneira de melhorar ainda mais a “IA” das máquinas reais, e o resultado é animador (ou assustador, dependendo do ponto de vista).

Enfim, esses são apenas alguns exemplos do que está por vir. A seguir, você pode saber mais a respeito das tecnologias citadas e também de outras que vão impactar a sua vida

Drones

1. Drones ajudando na agricultura

Desenvolvidos inicialmente para uso militar, os drones mudaram a maneira de se fazer guerras, já que eles servem para vigiar inimigos e até atacá-los a distância. Contudo, nos últimos anos, esses equipamentos se mostraram úteis em outras funções.No final de 2013, a Amazon divulgou alguns testes nos Estados Unidos para realizar entregas em até 30 minutos com o uso de drones. Ao mesmo tempo, o uso desse tipo de aeromodelo não tripulado parece ter uma utilidade ainda maior, inclusive na agricultura.

Os drones “agricultores” são relativamente baratos, possuem sensores avançados e recursos de imagens que estão dando aos agricultores novas formas de aumentar a produtividade e reduzir os danos às plantações, pois eles varrem a vegetação com luz infravermelha para exibir os níveis de clorofila. Esse tipo de drone já está sendo usado nos Estados Unidos.

Com a popularização desses robô, os fazendeiros já podem supervisionar milhões de hectares e poupar muito dinheiro nesse processo. Isso ocorre pois as operações agrícolas abrangem grandes distâncias e são, em sua maioria, livres das preocupações de privacidade e de segurança, que exigem o uso de aviões pilotados, sobretudo em áreas mais povoadas, por exemplo.

 2. Edição do genoma

macacos Mingming e LinglingEm Kunning, na China, existe uma central de pesquisa genômica na qual os cientistas realizaram um experimento intrigante:
deram vida a dois primatas com mutações genéticas pré-estabelecidas.

Em novembro de 2013, os macacos Mingming e Lingling nasceram após serem concebidos por fertilização em vitro. Durante o processo, os pesquisadores utilizavam um método novo de engenharia de DNA, conhecido como CRISPR. Os óvulos fertilizados tiveram três genes editados e foram implantados em uma mãe macaco.

Com o nascimento saudável dos macacos gêmeos, o CRISPR foi usado pela primeira vez com sucesso para realizar modificações genéticas específicas. Assim, iniciou-se a era da Biomedicina, na qual as doenças complexas poderão ser estudadas e modeladas a partir de macacos.

 O CRISPR, que havia sido desenvolvido há algum tempo por desenvolvedores da Universidade da Califórnia, também modificou o modo como os cientistas pensam a respeito da engenharia genética. Através dele, também é possível alterar o genoma de maneira precisa e sem muito trabalho.

A ideia por trás dos macacos alterados geneticamente é auxiliar no estudo de doenças humanas que são mais complexas. No entanto, a questão envolve alguns dilemas éticos, já que tecnicamente a modificação de óvulos de primatas sugere a possibilidade também da alteração de óvulos humanos fertilizados através do CRISPR.

3. Impressão 3D em microescala

A impressora 3D ainda gera muitas dúvidas, afinal ela não é um produto tão acessível para o público em geral. Assim, são poucas as pessoas que já a testaram na prática. Atualmente, essas impresImpressora 3Dsoras já criam formas mais elaboradas, mas trabalham somente com poucos tipos de materiais.

Apesar dessa limitação para o público em geral, já existem alguns estudos para o uso dessas impressoras com diferentes tipos de materiais, incluindo células vivas combinadas. Jennifer Lewis, uma cientista da Universidade de Harvard, está produzindo essa máquina.

Esse tipo de impressão conta com materiais que são úteis para a mecânica, por conta da condutividade elétrica e de suas características óticas, por exemplo. Dessa forma, o objeto criado pode perceber e responder ao seu ambiente. Um grupo da Universidade de Princeton também imprimiu um ouvido biônico, combinando tecido biológico e eletrônicos. Sim, o resultado foi uma espécie de ciborgue! Enquanto isso, alguns cientistas da Universidade de Cambridge imprimiram algumas células de retina para formar um tecido ocular completo.

O grupo de Lewis já produziu uma impressora 3D equipada com um microscópio que pode imprimir estruturas tão pequenas quanto um micrômetro. Para se ter uma ideia do tamanho minúsculo, um glóbulo vermelho humano conta com 10 micrômetros de diâmetro.

Com a ajuda de outra impressora, que conta com saídas múltiplas, já é possível imprimir uma microestrutura desejada em pouco tempo. Todo o segredo está nas propriedades das tintas que realizam o processo de fabricação do objeto. Cada uma é composta por um material diferente. No entanto, alguns tipos deles ainda são difíceis de serem trabalhados. Por exemplo, as células são muito frágeis e se quebram à medida que são forçadas no bocal de impressão.

Essa tecnologia ainda está no começo, mas a impressão em micro escala de vasos sanguíneos já é algo que aponta para a produção de tecidos artificiais que realizem algumas funções biológicas em órgãos. No entanto, segundo Lewis, “trabalhar com células é complexo e ainda há muito a ser feito antes de podermos imprimir um rim ou um fígado”.

Veja tambem – http://www.blackangelsl.net/2014/as-tecnologias-que-podem-transformar-o-mundo-em-2014/parte 2

TecMundo

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