Cientistas anunciam ter ressuscitado animais

08 nov 2014 | By

Americanos agora querem aplicar a técnica em seres humanos vítimas de tiros


Estados Unidos – Parece filme de cinema, mas não é. Cientistas americanos causaram espanto ao anunciar que podem ressuscitar os mortos. “Quando seu corpo está com temperatura de 10 graus, sem atividade cerebral, batimento cardíaco e Rescucitando pessoassangue, é um consenso que você está morto. Mas ainda assim, nós conseguimos trazer você de volta”, afirmou à rede BBC o professor Peter Rhee, da Universidade do Arizona, Estados Unidos, que trabalha com Samuel Tisherman, da Universidade de Maryland.

O procedimento é radical e já foi testado com porcos. Agora, a dupla foi autorizada pela Justiça a fazer a experiência com seres humanos, vítimas de tiros, em Pittsburgh, na Pensilvânia. Serão pessoas cujos corações já tenham parado de bater e que não teriam chances de sobreviver por técnicas convencionais.

O método consiste em retirar todo o sangue do corpo e resfriá-lo até 20 graus abaixo da temperatura normal. No lugar do sangue, é injetada solução salina que ajuda a rebaixar a temperatura corporal para algo como 10 a 15 graus.

Após procedimentos para tratar o ferimento ou outro problema que o paciente tenha, o sangue volta a ser bombeado para seu corpo, reaquecendo lentamente o ‘sistema’. Quando a temperatura do sangue chega a 30 graus, o coração volta a bater. “É uma das coisas mais incríveis de se observar: quando o coração começa a bater de novo”, diz Rhee.

Os porcos tiveram poucos efeitos colaterais ao despertarem. “Eles ficam um pouco grogues por um tempo, mas no dia seguinte já estão bem”, garante Tisherman. A técnica é baseada na ideia de que baixas temperaturas mantêm o corpo vivo por mais tempo, retardando a morte em até duas horas.

Tratamento para enfarte

Se a técnica der certo em humanos, os médicos acreditam que poderia ser aplicada não só em vítimas de lesões, como tiros e facadas, mas também em pessoas com ataque cardíaco. Um dos problemas a ser contornado é o de como os pacientes se adaptarão com o sangue de outra pessoa. Os porcos receberam o próprio sangue congelado, mas no caso dos humanos será necessário usar doações.

“As pessoas pensam que estamos falando de viajantes espaciais congelados, acordando em Júpiter. É importante que todos saibam: não é ficção científica”, afirma Tisherman.

O Dia.

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