Dicas e cuidados para a prática do Impact Play (Gor/BDSM)

29 ago 2014 | By

Impact play é uma área de atividades no BDSM, mais ligadas ao SM, mas também intimamente ligadas ao Bondage, à Disciplina e à D/S. Consiste no ato do Top atingir o bottom com as mãos, acessórios específicos ou até mesmo objetos improvisados, como mãos, luvas, réguas, escovas de cabelo, paddles, palmatórias, canes (varas ou bengalas), talas, chibatas, açoites, cintos, chicotes, cordas, sapatos, chinelos, jornais e revistas enrolados ou basicamente qualquer coisa que se possa imaginar que cause impacto ao atingir.

spanking

Envolve basicamente 6 áreas mais comuns, definidas basicamente pelo instrumento – ou a falta dele:

Spanking – Paddling – Caning – Whipping – Flogging – Cropping

Spanking –Termo generalista, mas cuja essência consiste, geralmente, em aplicar golpes com as mãos (nuas ou com luvas), braços e  em casos mais raros e extremos, pés e pernas. O termo será utilizado daqui pra frente no lugar de Impact play, por uso comum.

Paddling- Impact play onde são adotados objetos planos como Paddles, palmatórias, talas, partes côncavas e convexas de colheres de pau, tábuas de carne, réguas, chinelos e sapatos.

Caning- Consiste na utilização de objetos compridos e finos de rigidez média a alta, como varas, bengalas, bambus, cabos de utensílios domésticos, canos, tubos, vergalho de boi, etc.

Whipping- Consiste no uso de chicotes de tira simples. Os mais comuns são os bullwhips (chicote do Indiana Jones), Dragon tails, Dragon tongues, cordas e chicotes de adestramento equestres.

Flogging- Semelhante ao whipping, diz respeito à utilização de instrumentos mais longos e flexíveis, porém, neste caso, com muitas tiras. Trata-se de açoites e rebengues, podendo estes ser feitos de couro, tecido, cordas, fios, arame, borracha ou qualquer material que permita o uso.

CroppingEsta é a definição menos usada, e bastante confundida com o Paddling. No entanto, esta é definida pelo uso exclusivo de chibatas equestres. São, a grosso modo, uma vara entre 50cm e 80cm – de fibra, bambu, ou qualquer material ligeiramente flexível, porém extremamente fino – e uma tira de couro dobrada ou esticada na ponta.

COMO PRATICAR?

Instrumentos

Para a prática, podem ser utilizados quaisquer um dos intrumentos citados acima, ou apenas as mãos nuas.

Vestimenta

Geralmente o bottom está completamente nu ou apenas com as áreas a serem espancadas nuas.

Existem saias consideradas específicas para Spanking, que possuem uma abertura na parte posterior, cuja função é expor as nádegas (estas também são bastante utilizadas por exibicionistas).

Aparatos

Bancos de spanking ou cavaletes são peças de mobília utilizadas para que o spankee (bottom no Spanking) fique posicionado banco de spanking, cruz de Santo Andrédurante a prática. Este pode estar atado à mobília ou não. Existem inúmeras variações, as mais simples,  de complexidade mediana e extremamente complexas.

Podem também ser utilizadas Cruzes de Santo André (O famoso X) que podem ser verticais ou horizontais.

Posições

O Spanking pode ser praticado basicamente em qualquer posição, mas algumas são clássicas e favorecem uma boa visão e melhor controle para o Spanker (Top no Spanking) poder praticar sem provocar danos acidentais no spankee.

As mais comuns são:

-OTK (Over the Knee): Literalmente “Sobre os joelhos”: o bottom deita de barriga pra baixo no colo do Top, ficando com as nádegas completamente expostas e em pleno alcance do Top.

-Deitado de bruços na cama

-Curvado com as mãos nos joelhos (A famosa “posição que Napoleão perdeu a guerra”)

-Posição da troca de fraldas (onde a exposição  pode aumentar a sensação de humilhação)

-Sobre o Cavalete (tanto cruzado quanto ao longo)

– De joelhos em um banco e corpo apoiado em uma mesa (ou móvel equivalente)

-Em pé, com o corpo curvado e apoiado em uma mesa (ou móvel equivalente)

-Curvado sob o braço do Spanker

-Curvado tocando os pés

COISAS DIVERTIDAS E BÁSICAS PRA FAZER DURANTE UMA SESSÃO DE SPANKING

– Avise ao bottom sobre um momento específico para a punição e deixe-o esperando por isso. A antecipação vai gerar uma tensão sexual interessante e aumentará a receptividade.,

– Ordene que o bottom se prepare para o spanking. Isto pode significar desde tomar um simples banho e estar bem limpo até um tipo de vestimenta específica. Informar que a duração da sessão dependerá de acordo com a qualidade e pontualidade é um ponto interessante também.

– Leve quanto tempo quiser para inspecionar o bottom quando este se apresentar para o spanking. Comentários sobre detalhes que podem aumentar ou reduzir a punição aumentam a tensão.

– Comece devagar e avance gradualmente ao Spanking mais pesado. O Spanking pode começar por cima da roupa, depois da lingerie e então na pele nua.

– Faça o bottom executar um ritual antes de iniciar o spanking. Pode ser desde se ajoelhar na sua frente até implorar por piedade e perdão por alguma transgressão.

Cada instrumento provoca um nível de dor diferente.

Os curtos provocam menos dor e os longos, mais.

– Quando o bottom estiver em posição, leve o tempo que precisar antes de começar. Brincar e apertar as nádegas ou outras partes, averiguar a firmeza e o tônus são ações bastante válidas, assim como verificar os sinais de excitação. Pode-se também informar verbalmente o que irá fazer com o corpo do bottom e como o corpo ficará ao acabar.

– Use a técnica certa. Cada instrumento requer uma técnica específica e até mesmo para bater com as mãos existem variações que alteram a sensação e produzem efeitos diferentes. Variações no ritmo também podem aumentar ou diminuir a tensão. Lembre-se: não é a quantidade de golpes ou a força destes que provocam a excitação, mas sim a profundidade e a duração da sensação de submissão (em sentido amplo, não só em D/s) que o bottom sofre.

ONDE ATINGIR? Onde bater

Não existem muitas maneiras de explicar onde atingir e onde não atingir.

O que pode ser dito é que todas as juntas do corpo devem ser evitadas, mas PRINCIPALMENTE as partes internas dos cotovelos e joelhos.

A melhor maneira de explicar, é com imagens:

POR QUE PRATICAR O SPANKING?

O Spanking sexual, apesar de muitas vezes ser efetuado com os mesmos instrumentos, difere bastante dos castigos físicos sofridos por nós quando crianças. Para um bottom, a chave da excitação está na sensação de fragilidade e vulnerabilidade, assim como a atenção dirigida às nadegas – que são uma região altamente erógena – e a sensação do toque das mãos do parceiro, bem como a antecipação ou a lembrança dos prazeres sexuais que virão ou já vieram. Para um Top, tem a ver com a sensação de poder e controle, a excitação de brincar com um bottom atraente e produzir um nível de excitação neste.

O Impact play pode ser uma forma de disciplinar e pode ser aplicado em neste conceito com brats. Pode também servir como punição em um contexto D/s, onde o bottom desobedece, descumpre ou é incapaz de atingir os objetivos esperados pelo Top.

Pode ser também aplicado em sessões de sadomasoquismo onde o bottom recebe os golpes por necessidade de relaxar e aliviar tensões, passando por toda uma gama de motivos possíveis, incluindo aliviar sentimentos de culpa, até mesmo por puro prazer, pois quando se trata de jogos de dor, o Spanking é o que permite um maior contato físico entre Top e bottom, sem deixar muitas marcas.

Outra razão pode ser a intenção de dar prazer ao Top que gosta de produzir marcas no corpo do bottom, visto que em outras práticas como Paddling, Cropping e Flogging, o contato físico é entre parceiros reduzido, e existe a maior possibilidade de marcas avermelhadas mais intensas e duradouras por alguns poucos dias. Caning pode produzir hematomas profundos de cores escuras e que perdurarão por quase uma semana. Whipping, por sua vez, pode produzir desde marcas ligeiramente avermelhadas e de rápida recuperação (algumas poucas horas) a cortes provocados pelo impacto em alta velocidade com o material abrasivo do estalador dos chicotes maiores.

AFTERCARE

Um detalhe essencial: O cuidado posterior. Aftercare

Após a sessão  seja ela de bondage, spanking, pet, ou qualquer outra prática, é altamente recomendado e praticamente mandatório que se pratique o Aftercare. É a hora onde um cuida do outro e o ajuda a “voltar para a realidade”. É a hora de se acariciarem, de se confortarem. De cuidar dos hematomas e dos possíveis cortes que possam ter surgido durante a sessão. É a hora de sentar e conversar. De comer ou beber alguma coisa agradável e suave, que acalme e relaxe.

Algumas pessoas podem incluir até mesmo atos sexuais “baunilhas” como parte do aftercare.

Vale lembrar que não só o bottom necessita do Aftercare, mas o Top também necessita, podendo ser em menor, igual ou até mesmo em maior quantidade que o bottom.

 Dilemas de um dominador

 

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