O prazer do sentir de uma vítima

07 maio 2014 | By

Talvez o segundo de muitos ainda, talvez o ultimo…Imaginação não me falta, mas é preciso ter paz, e sonhar para escrever e sentir o que escrevi.Quando escrevi este conto eu estava no ápice da paixão, do amor, da loucura por amor, a flor da pele com meus sentimentos o meu eu interior.

Talvez não seja o momento certo para publicar um conto desse porte , mas aqui está tudo o que senti naquele momento foi tão real, tão verdadeiro que me doe até hoje em saber que de repente  posso não senti mais da mesma forma e aqui está , espero que gostem…

O prazer d0 sentir de uma vítima 

mulherEnquanto eu perambulava pela cidade, com roupas esvoaçantes mas presa a correntes e algemas , além de um cinto de castidade, tentando encontrar uma forma de me libertar, algo ou alguém sobrevoava e me observava, senti um vento forte tocar.

Para ele que estava à caça de uma bela vítima eu era a perfeição a deusa intocável que ele sempre procurou,  que desde adolescente havia sido severamente guardada pelo pai que colocara tudo à disposição, mas mantendo-me presa para que jamais fosse tocada por ninguém, um amor paternal doentio que me transformou em uma eterna virgem.

Sem esperar ele chegou sorrateiro, de mansinho embriagou-me com um cheiro só dele e mesmo sentindo medo e pavor, eu sabia que era algo diferente, deixaria me levar pela louca situação em que eu podia sentir o coração latejando no peito, foi quando ele chegou se pôs na minha frente rapidamente de forma que não teria escapatória, aproximou-se, deu-me um beijo e acariciou meu rosto, tocou meu corpo de um modo diferente que jamais havia sentido antes, deixando-me segura e ao mesmo tempo saliente cheia de desejos, corpo fumegante ardente de paixão. Foi o primeiro toque que me despertou prazer, com um olhar terno, em seus braços me levou dali para uma local próximo totalmente desconhecido (por mim), onde o negro e o mistério vampiro 2imperavam.

Ao longe com um único feixe de luz em meio a toda aquela escuridão havia um pequeno altar, onde ele me conduziu e lá deitou-me, era seu leito onde repousava de suas caçadas noturnas, me senti uma deusa sendo velada enquanto ele me olhava, viu mais de perto as correntes e algemas que me prendiam, tratou de arrebentar com uma força superior, livrou-me de tudo assim como o cinto de castidade.

Vendo que eu respirava aliviada e o olhava agradecida ele aproximou-se roçando seu peito másculo contra o meu , apoiando-se sobre mim fazendo sentir a rigidez de seu membro cheio de desejo  incontrolável de me possuir. Passou as mãos em meus seios apertando-os, levantou a minha blusa de tecido leve acariciando e deixando-os marcados pelos seus dedos, aproximou-se ao meu ouvindo e com  sussurros de sua voz disse-me que seria dele, no mesmo instante uma série de arrepios percorreram meu corpo deixando-me em transe, um êxtase total pronta para ser possuída mesmo em meio ao medo do desconhecido que já se fazia brando naquele momento pois ele me desacorrentou.

Calmamente ele se posicionou sobre mim, eu já estava com pernas entre abertas por um ato instantâneo, levantou minha saia emvampiro um movimento único e de forma arrebatadora olhou pra minha face tocando meu rosto virando levemente deixando o meu pescoço à mostra, encostou os seus lábios beijando e encravando seus dentes sugando meu sangue e deixando-me sem forças para reagir, um único sussurro que dei  e ele possuiu ao mesmo tempo meu corpo e minha alma, com o gosto de meu sangue em sua boca , levou-me ao paraíso eterno, ele furou o seu próprio pulso e deu-me seu sangue para beber fazendo-me sentir diferente, uma sensação agradável e mansa percorreu o corpo deixando-me entrelaçada a ele com insaciável desejo carnal, estremecida de volúpias, uma escrava do amor. Terna, suave e branda e ao mesmo tempo uma vampira com sede de sangue e desejos de mulher, sabendo que tudo em mim a partir desse momento será sentir na pele o poder absoluto dele, a única coisa que me alivia e fortalece é saber que ele é meu dono  e foi o  primeiro homem que me tocou, me fez sentir e é meu único amor.

08Não satisfeito com tal ato marcou-me a ferro fazendo em meu seio esquerdo a primeira letra do teu nome abrindo e selando finalmente um pacto de sangue e de almas eternizando esse momento, escolhendo-me para seguir tuaao lado. Marcou em meu pulso a figura que representa o doce veneno dessa relação em meu corpo, para que eu o sinta ainda mais a cada vez que pensar estar longe dele.

Fecho os olhos e posso sentir cada gemido, cada palavra dita naquele instante, cada ato de amor e ternura daquele momento, desejos únicos,  um amor imortal a certeza que serei dele para toda a eternidade e que o seguirei por onde quiser me levar.

Guardar-me-ei como uma virgem para ele, sempre que me desejar estarei aqui para saciar sua sede de sangue e fome de carne, tendo ELE apenas como único homem a ter me tocado pela primeira e ultima vez.

Me transformei em uma bela imortal!transAntonella Barcelos

Antonella Barcelos

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