Você sabia? Aromaterapia e Óleos Essenciais

28 jun 2015 | By

aromaterapia é uma medicina natural baseada no uso de plantas aromáticas com fins terapêuticos. O aroma e a essência extraídos de diferentes plantas medicinais exercem um papel essencial nesta abordagem de cuidados.

Os princípios básicos da aromaterapia
aromaterapia
A aromaterapia, como o próprio nome indica, «aroma» + «terapia» , consiste em aproveitar as virtudes curativas dos perfumes difundidos pelas essências das plantas aromáticas (em geral, óleos essenciais). Ela também recorre aos benefícios dos óleos essenciais, vegetais e do hidrolato aromático para tratar algumas doenças. O modo de tratamento de cada planta varia em função do tipo de substância desejada. De acordo com o objetivo do tratamento, os óleos essenciais podem ser utilizados em uso interno, externo, em complexo ou loção.

O complexo é uma mistura de vários óleos essenciais extraídos de diferentes plantas, a loção resulta de uma mistura de óleos essenciais com outros óleos vegetais. Apesar de serem utilizados como medicina alternativa, os óleos essenciais devem ser levados a sério e é preciso consultar um especialista antes de cada tratamento.

Os óleos essenciais 
Os óleos essenciais são especialmente conhecidos na aromaterapia, são substâncias secretadas diretamente pelas plantas ou obtidas por compressão da planta. De acordo com o tipo de planta, o óleo essencial pode ser obtido a partir das raízes, da casca, dos frutos ou ainda da flor. A quantidade e as virtudes do óleo variam em função da parte que ele for extraído. Vários métodos podem ser utilizados para obter o óleo essencial contido em uma planta, entre os mais comuns estão a destilação, a extração mecânica, a infusão e a extração por solvente.

Os óleos essenciais das plantas medicinais são o coração da aromaterapia. Podemos citar alguns exemplos como: o óleo de argânia, que é conhecido por suas virtudes dermatológicas e a hortelã, que é eficaz no alívio dos problemas digestivos. As pessoas que sofrem com distúrbios respiratórios podem tirar proveito dos benefícios de algumas plantas como o limão, o louro ou o alecrim. Em caso deestresse ou ansiedade, o manjericão é indicado por suas virtudes apaziguadoras.

A aromaterapia na prática
Na aromaterapia, a aplicação propriamente dita é feita por três vias: interna, externa e aérea. No primeiro método, o paciente ingere osromarin-(1) óleos essenciais misturados com óleo vegetal e mel. A absorção do óleo puro é proibida pois ela pode provocar irritações na região das mucosas. Para um uso melhor, determinados produtos são apresentados em forma de cápsulas prontas para ingerir ou em supositórios. O método externo consiste em penetrar os óleos essenciais através das camadas cutâneas. A aplicação é feita com o auxílio de uma massagem profunda com uma mistura de óleos e ungüento.

Por fim, quando utilizados por via aérea, os óleos essenciais devem ser conduzidos ao sistema respiratório. Anteriormente, a difusão dos óleos essenciais era efetuada com uma cerâmica porosa, porém o rendimento da evaporação do aroma necessário à terapia era fraco. A utilização de uma lâmpada ou uma vela também não é recomendada pois elas podem alterar as virtudes terapêuticas do produto. Os meios mais eficazes de aromaterapia por via aérea são os ventiladores sem filtros e os difusores equipados de um túnel de vento. Com esses dois meios de difusão, as propriedades dos óleos são conservadas e há uma maior cobertura do tratamento.

Os benefícios da aromaterapia
As virtudes relaxantes da aromaterapia possibilitam o tratamendo da maioria das doenças provocadas pela ansiedade ou pelo estresse. Aliás, é graças a esta propriedade que a aromaterapia é indicada para aliviar os distúrbios depressivos em pacientes com câncer. Ao mesmo tempo, ela ameniza os sintomas relacionados à demência, como os distúrbios do comportamento. Utilizada por via externa, na massagem do couro cabeludo, ela impede a alopecia areata. Ela pode também aliviar os fenômenos de ferimentos causados pelo prurido.

Método terapêutico de grande eficácia, a aromaterapia também pode acabar com os distúrbios do sono, como a insônia. Fonte de energia e bem-estar, ela dá mais vitalidade às crianças prematuras. Apesar de não haver uma conclusão científica concreta, após terem sido submetidas a um tratamento aromaterápico, várias mulheres testemunharam uma redução dos sintomas relacionados à menopausa.

Contra-indicação da aromaterapia
Apesar do efeito terapêutico dos óleos essenciais não precisar mais ser comprovado, estes podem gerar alguns inconvenientes em caso de má utilização. Devido à sua concentração, os óleos essenciais podem irritar a superfície cutânea, por isso é preciso evitar a aplicação dos óleos essenciais que não foram misturados com um pouco de óleo vegetal. Os óleos essenciais são produtos naturais, mas isso não impede que pessoas sensíveis sofram com alergias após o seu uso.

Em algumas pessoas, os óleos essenciais à base de cetonas desencadeiam distúrbios neurológicos. O mesmo ocorre com os óleos essenciais de alecrim ou cânforas, que podem até mesmo provocar crises de epilepsia. Aplicados sobre apele, alguns óleos essenciais ,sob o efeito da fotosensibilização, deixam a epiderme menos resistente aos raios UV. Por fim, estudos estão sendo feitos para estabelecer se é preciso proibir o uso de óleos essenciais em grávidas e recém-nascidos.

O que são óleos essenciais ?

óleo essencial é o líquido obtido de uma planta, através de destilação ou extração química por solventes. Apesar do nome, ele nem sempre é um líquido gorduroso ou oleoso. Muito utilizado na medicina alternativa como a aromaterapia, o óleo essencial possui várias virtudes e exerce inúmeros benefícios para a saúde que nem precisam mais ser comprovados.

Estima-se que 10% das plantas possam produzir óleos essenciais.

A aromaterapia pertence à Fitoterapia. A aromaterapia é a medicina complementar que utiliza óleos essenciais.

Os óleos essenciais (OE) podem ser utilizados na medicina complementar funções de curativas (tratamento) ou preventivas.

Os óleos essenciais são frequentemente muito eficazes no tratamento de doenças infecciosas, como a acne, a bronquite, a cistite, resfriados, etc.

oleos-essenciaisOs óleos essenciais já eram utilizados ​​há milhares de anos, como no caso dos egípcios que usavam para embalsamar seus mortos. No entanto, é somente a partir do século 20 que os óleos essenciais começaram a ser estudados, incluindo ao nível químico e biológico. É importante saber que cada OE tem um grande número de moléculas (mais de 200). As técnicas avançada de química, como a cromatografia, são necessárias para identificar e classificar cada óleo essencial.

Cada OE apresenta um dado número de moléculas. Falamos de quimiotipo, para simplificar chamamos de “impressão digital” do OE. Graças aos avanços, a aromaterapia está se tornando mais sistemática e apresentando fundamentos científicos. Note, no entanto, que existem duas ressalvas: ainda faltam estudos clínicos em grande escala (como é o caso para os chamados medicamentos convencionais) para validar ou não a eficácia do OE para uma determinada doença, além disso, a concentração de substâncias químicas do OE pode variar. Esta variação se dá devido ao fato do OE ser proveniente de plantas e, portanto, estão sujeitos a variações sazonais ou de localização. Pode-se imaginar que uma planta que cresce no norte da França tem um quimiotipo diferente da mesma planta que cresce perto da linha do Equador, na Guiana Francesa. A mesma planta, submetida a muito ou pouco sol também pode ter um quimiotipo diferente. É provavelmente, devido a esta falta de reprodutibilidade, que algumas instituições médicas estão relutantes em fornecer a aromaterapia e a fitoterapia como primeira escolha. Em alguns casos, usar aromaterapia pode ser mais barato e tão eficaz quanto os medicamentos ditos químicos.

O conceito de quimiotipo também permite propor para cada OE uma molécula principal, por exemplo. carvona. O quimiotipo é geralmente indicado no frasco do OE.

Ao contrário da medicina convencional ou química que utiliza geralmente uma molécula (por exemplo, paracetamol), a aromaterapia utiliza um conjunto de moléculas, um único OE pode conter mais de 200 moléculas. Estes podem agir individualmente, mas mais frequentemente, de forma sinérgica. Isso às vezes faz o OE mais eficaz do que algumas moléculas usadas individualmente, mas complica a análise e compreensão do mecanismo farmacológico. Ou seja, uma única molécula pode atuar sobre um determinado receptor ou uma enzima com um mecanismo bioquímico claro e conhecido, mas para compreender a ação de 250 moléculas sobre um ou mais receptores, é muito mais complexo.

Óleo essencial: Quais são os diferentes métodos de extração?

Os métodos para extração de óleos essenciais são numerosos: a extração através do vapor de água, conhecida por destilação (o método preferido); o método mecânico adequado sem aquecimento, também chamado de prensagem fria; e a extração com solventes voláteis, tais como água ou álcool, ou destilação seca.

O óleo essencial é obtido a partir da planta inteira ou, geralmente, de uma parte da planta (flores, folhas, …), na maioria das vezes por meio de destilação a vapor.

A extração por destilação a vapor de água: consiste no processo de submeter a planta seca ou fresca ao vapor de água para obter o óleo essencial. Também se fala de hidrodestilação.

Os óleos essenciais extraídos por este método são de excelente qualidade. Neste tipo de destilação é passado o vapor de água pela planta, em seguida, separa-se a mistura resultante para obter o OE. O insolúvel OE se separa claramente da água, este último também é chamado destilado. Os destilados são por vezes utilizados, mas eles têm uma concentração muito baixa de moléculas ativas, como é o caso da fração de OE.

A destilação a vapor é o melhor método para obter OE para uso terapêutico e preventivo. Lembre-se que o OE é um composto volátil que pode ser facilmente extraído pelo vapor de água.

A prensagem também é utilizada muitas vezes, neste método a planta (a parte da planta contendo OE) é pressionada para extrair o OE.

A extração pela prensagem a frio: este método envolve a prensagem das plantas à frio sem aquecimento. Este método é geralmente usado para casca e frutos.

A extração com solventes voláteis: através desta técnica, o óleo essencial é extraído usando solventes orgânicos voláteis.

É difícil obter uma quantidade significativa de óleo essencial. Na realidade, o seu conteúdo é muitas vezes fraco ou pequeno, de modo que pode ser muito caro.

Os óleos essenciais podem ser extraídos de quais partes da planta ?

Os óleos essenciais podem ser extraídos de diferentes partes das plantas. A laranjeira, a lavanda ou a rosa têm o seu óleo extraído das flores.lavande O eucalipto, o tomilho, a menta ou o pinheiro têm o óleo extraído das folhas. Mas os órgãos subterrâneos como as raízes ou os rizomas também podem fornecer os óleos essenciais, como ocorre com o vetiver e o gengibre. Os frutos e os grãos também podem fornecer o óleo, como o da erva-doce, do funcho ou da noz moscada. Já no caso do óleo da canela, de pau rosa ou sândalo, são a madeira e as cascas que constituem a matéria-prima que fornece o óleo.

Pra que servem os óleos essenciais ?

O uso dos óleos essenciais é bastante popular nas áreas farmacêutica, terapêutica e cosmética. A fitoterapia e a aromaterapia devem a sua fama ao uso das substâncias odorantes. Alguns óleos essenciais são muito conhecidos por suas propriedades medicinais, o óleo de cravo-da-Índia é um analgésico muito poderoso, bastante utilizado na área dentária, o de lavanda serve como anti-séptico em aromaterapia e em algumas utilizações médicas, assim como o da árvore-do-chá.

Os óleos essenciais são também muito solicitados nas perfumarias e até mesmo na gastronomia, devido ao seu aroma e às vezes pelo sabor que podem dar aos alimentos. Não se surpreenda se observar o uso dos aromas dos óleos essenciais em chás, cafés, alguns pratos ou vinhos.

No campo da cosmética, eles servem para perfumar produtos como xampús, sabonetes, cremes entre outros, e também estão presentes em dose moderada em produtos de cuidados. Os óleos essenciais estão em todos os lugares, até mesmo em detergentes e produtos de limpeza, que recorrem às suas virtudes aromáticas e suavizantes .

Óleos essenciais: precauções que devem ser tomadas?

Apesar de serem produtos naturais, os óleos essenciais podem ser agressivos para a pele, portanto devem ser utilizados com uma grande precaução. A aplicação do óleo essencial puro sobre a pele é proibida, assim como a aplicação nas mucosas ou no contorno dos olhos. O ideal é diluí-lo com a ajuda de algo como o óleo vegetal ou o álcool, antes de utilizá-lo. Os mais utilizados são o óleo de amêndoa doce, de semente de uva, de avelã e de girassol, contanto que de boa qualidade. Atenção, eles não são solíveis sem água!

Existem pessoas que não suportam os alérgenos que podem estar contidos em alguns óleos essenciais como o dotomilho, portanto é necessário tomar cuidado e se informar direito para evitar qualquer ação irritante ou alergizante. Você pode fazer um teste e aplicar uma gota de óleo diluído na dobra do cotovelo e esperar 24 horas, se houver irritação você deve evitar o uso do óleo. Além disso, se expôr ao sol após aplicar um óleo essencial pode trazer o aparecimento de manchas pigmentadas sobre a pele. Alguns óleos essenciais podem ser fotossensibilizantes e aumentar a penetração dos raios U.V, como é o caso dos óleos cítricos.

Os óleos essenciais não são aconselhados em grávidas, crianças com menos de 3 anos ou pessoas idosas.

É bom saber

No uso medicinal deve sempre comprar óleos essenciais 100% naturais e, se possível, com um selo de qualidade. Na maioria das vezes, os OE vendidos em farmácias têm excelente qualidade e são preferíveis em relação aos de vendas pela Internet (com exceção de alguns sites de qualidade muito boa, de preferência para sites com sede no Brasil, com um endereço claramente identificado).

Os óleos essenciais podem penetrar na pele ou nas mucosas?

Sim, óleos essenciais aplicados sobre a pele podem atravessar e entrar na corrente sanguínea. Os OE passam para a corrente sanguínea em minutos, tornando-se um medicamento, às vezes com um efeito muito rápido. Portanto, é particularmente por isto que temos que usar o OE com cautela.

Por exemplo, em casos de cistite recomendamos a aplicação para uso externo no baixo-ventre de OE de tea tree (árvore do chá). Este OE vai penetrar na pele, entrar na circulação sanguínea e agir neste caso no nível da bexiga e do sistema urinário.

Quando usado na forma de inalação, o OE também pode ir ao nariz (ou boca) e penetrar pelas mucosas e pulmões, para finalmente alcançar a corrente sanguínea.

Para uma difusão com inalação no trato respiratório superior, o uso de um óleo essencial através de um difusor elétrico (inalador elétrico) é um excelente método.

O uso de óleos essenciais por via oral

A ingestão por via oral não deve ser feita por absorção direta do OE, salvo exceção médica. Em geral, para tomar o OE é preciso depositar algumas gotas em um pouco de açúcar ou em um óleo comestível (por exemplo, azeite).

* (OE) – Óleo Essencial

Fonte: Aromaterapia e Óleos essenciais 

Edição: Raphaella

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