A origem e os beneficios da Pimenta para a saúde

06 mar 2017 | By

 

O que são as pimentas?
Ervas, especiarias, vegetais, condimentos, decoração? É tudo isso. Depois do sal, é o condimento mais utilizado no mundo e encontrado em quase todos os lugares atualmente.
As pimentas são originárias das Américas e foi no tempo do Descobrimento que elas foram introduzidas no resto do mundo: Europa, Ásia e África.
Os espanhóis e portugueses foram os primeiros, fora os nativos, que mantiveram contato com esta planta e daí em diante levaram para todos os lugares, adquirindo características e nomes próprios em cada um deles, fazendo parte de cada cultura. Os índios das Américas já utilizavam as pimentas de forma contínua em sua alimentação, os europeus iniciaram sua domesticação.
Os pontos “quentes” no mundo das comidas picantes são: México, Guatemala, a maior parte do Caribe e África, parte da América do Sul, Índia, Indonésia, Malásia, Coréia, Tailândia, sudoeste da China, os Balcãs e América do Norte. A culinária é uma das mais características e menos complicadas expressões da cultura de um povo. Os nativos destas regiões quentes eram acostumados a comer comidas condimentadas e a nova planta foi logo bem vinda.

 

História da pimenta 
As pimentas parecem ter surgido a 7.000 anos a.C. na região do México Central. O primeiro europeu a descobrir foi Cristovão Colombo em uma das suas viagens para a América em 1493, quando procurava uma fonte alternativa de pimenta preta, condimento favorito na Europa na época. Após um século, as pimentas vermelhas tinham se espalhado por todos os continentes.
A pimenta vermelha é nativa do Hemisfério Ocidental e provavelmente evoluiu de uma forma ancestral na região da Bolívia e Peru. As primeiras pimentas consumidas foram coletadas provavelmente de plantas selvagens. Aparentemente os índios já cultivavam pimentas entre 5.200 e 3.400 a.C., o que coloca as pimentas entre as plantas cultivadas mais antigas das Américas.
Não é exatamente conhecido quando foram introduzidas as pimentas no Novo México. Elas podem ter sido usadas pelos nativos indígenas como um medicamento, uma prática comum entre os Maias. Até que o espanhol chegasse no México, os fazendeiros Astecas já tinham desenvolvido dúzias de variedades.

Informação nutricional da pimenta
A tabela abaixo traz a informação nutricional para 100 g de cada tipo de pimenta, o que equivale a 10 pimentas de tamanho médio.

Aspectos Nutricionais
Pimentas não são apenas boas mas também nutritivas. Elas contém mais vitamina A que qualquer outra planta e são excelente fonte de vitamina C e B. Elas possuem também quantidade significante de magnésio, ferro e aminoácidos. As pimentas aumentam a taxa metabólica do organismo e este efeito térmico faz com que aproximadamente 6 gramas de pimenta queimem cerca de 45 calorias. Mas as pessoas não comem pimenta pelas vitaminas ou minerais mas pela sua ardência e todas, inclusive as ornamentais, são comestíveis.
Aroma, Cor e Sabor
O componente do sabor é encontrado na parte mais externa da planta, muito pouco internamente e nada nas sementes. Cor e sabor caminham lado a lado e o “condimento” parece estar associado com o pigmento carotenoide. Cores e sabores fortes estão intimamente ligados. Pimentas vermelho vivo são superiores em sabor que as verdes. A variedade Habanero é uma das mais aromáticas e seu sabor inigualável. É considerada a mais forte que existe. Sabor e cheiro são percepções distintas que adicionam agradável sensação quando comemos.
A cor é em elemento importante na composição de um prato. Poucas comidas são mais estimulantes que um prato com pimentas vermelha, amarela, verde, marrom, laranja e púrpura. Toda pimenta muda de cor de acordo com sua maturação, indo do verde para outra matiz, principalmente o vermelho.
Pimenta
Partes usadas: Seus frutos secos com casca (pimenta negra) ou sem ela (pimenta branca)
Família: Piperáceae
Outros Nomes: Pimenta-preta, pimenta-da-india, motanga, malago. Port.: pimenta, pimenta-comum, pimenta-negra, pimenta-branca, pimenta-da-india, pimenta-canarim, pimenta-redonda; Esp.: pimentero, pimienta [blanca de la india], pimienta negra [de la india],; Fr.: poivrier; Ing.: peper [common], white pepper.
Espécies de Pimenta.

Cultivo e conservas
VARIEDADES
As variedades de pimenta mais cultivadas no Brasil são:
a) pimenta malagueta – fruto de 2cm
de comprimento e em média 0,5 cm de largura e coloração vermelha forte.
b) pimenta comari – fruto esférico e vermelho-escuro;
c) pimenta de cheiro – fruto esférico e cor amarela;
d) pimenta chifre de veado – cor vermelha ou amarela e frutos com 5 a 7 cm de comprimento
e 1,5 de largura e apresentam curvas na extremidade.
PLANTIO
Nas regiões mais frias, o plantio deve ser feito de agosto a outubro e nas regiões mais quentes em qualquer época do ano. As sementes 2 ou 3 g por metro quadrado vão primeiro para sementeiras, distribuídas em sulcos distanciados 10 cm. Um grama contém 300 sementes. Para o plantio de 1 ha é preciso cerca de 300g de sementes. A germinação ocorrerá de 15 a 20 dias após o plantio e as mudinhas devem ser mudadas quando apresentarem de 4 a 6 folhas.As mudas devem ser transplantadas para o campo, canteiro ou vaso, com 15-20 cm de altura, cerca de 50-60 dias após a semeadura.
ADUBAÇÃO E CALAGEM
Fazer a correção da acidez do solo e adubação com base na análise química do solo. O solo deve ter boa drenagem e pH entre 5,5 a 6,8. Aplicar calcário para elevar a saturação de bases a 80%. Em situações onde é muito difícil fazer a análise química do solo, existem algumas aproximações que auxiliam o produtor quanto às quantidades e tipos de adubos a serem utilizados.
Recomenda-se o uso de 1 a 2 kg de esterco de curral curtido, 200 g de superfosfato simples e 20 g de cloreto de potássio por metro linear. A adubação com micronutrientes é importante, recomenda-se 2 kg/ha de B, 2 kg/ha de Zn e 10 kg/ha de S. Até a fase de florescimento, as adubações de cobertura são feitas com em intervalos de 30-45 dias até o final do ciclo. Normalmente utilizam-se 30 kg/ha de N e 30 kg/ha de K2O.
TRATOS CULTURAIS
Manter a área livre de plantas daninhas por meio de capinas. As hastes lenhosas da maioria das variedades de pimenta dispensam o uso de tutor. Fazer a adubação de manutenção, utilizando 20 g de sulfato de amônio em cobertura com cerca de 30 dias após o plantio.
PRAGAS E DOENÇAS
Os insetos e ácaros estão associados com o cultivo desde a sementeira até a colheita dos frutos. A maioria das espécies não causa dano econômico e algumas são consideradas benéficas, podendo ser predadores de outros insetos. A forma mais eficiente e econômica de prevenir os danos causados por pragas e doenças é através do monitoramento da cultura Portanto é prudente consultar um técnico com experiência e conhecimento na área de controle de pragas e doenças.
COLHEITA E RENDIMENTO
A colheita é feita manualmente, de 100 a 120 dias após o plantio. O rendimento médio por ha varia de cultivar para outra. A malagueta produz 10 t/ha. A colheita no primeiro ano sempre é maior, muitos plantadores preferem renovar anualmente as suas culturas.
COMPOSIÇÃO
O valor nutricional da pimenta é relativamente alto, por constituir boas fontes de vitaminas, principalmente C e, em tipos ingeridos secos, vitamina A. Apresenta ainda cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina e fibras.
COMERCIALIZAÇÃO
O mercado para a industrialização da pimenta consiste, basicamente, na secagem, na conserva do fruto inteiro e na produção de molho. No processo de conserva do fruto inteiro, a pimenta é acondicionada em embalagens de vidro em solução com álcool, cachaça, vinagre, óleo de cozinha ou azeite. A variedade deve apresentar frutos com boa aparência, uniformidade no tamanho e na forma, polpa firme e boa conservação. Geralmente se comercializa em caixas de 12 kg.
As pimentas menores são embaladas em garrafas, em conserva com vinagre, sal e óleos comestíveis. É muito comum a comercialização em feiras livres ou indústrias de conservas.
Como Fazer Pimenta em Conserva:
Esterilização
Antes de fazer qualquer conserva é fundamental que os potes de vidro sejam esterilizados.
Escolha um pote de vidro que possua uma tampa que vede bem e lave com água e sabão ou detergente.
Pegue uma panela e forre o fundo com um pano limpo. Coloque o pote e cubra com água.
Deixe ferver por 15 minutos.
Quando faltar 5 minutos, jogue a tampa, para também ser esterilizada.
Deixe esfriar naturalmente, para que não quebre.
Depois que esfriar um pouco, coloque o pote e a tampa sobre um pano limpo com a boca para baixo e deixe secar.
Vinagre: Use preferencialmente, vinagre branco com acidez entre 4 e 6% (40 a 60 gl).
Sal: Utilize sal marinho ou sal limpo. Evite o sal iodado e o sal de mesa.
Branqueamento:
É um processo bastante utilizado em receitas de conserva.
Se faz da seguinte maneira:
Coloque água numa panela e deixe que ferva.
Quando ferver, coloque o vegetal e deixe por 20 segundos.
Retire e transfira imediatamente para uma tigela com água gelada.
Álcool e Pinga: Se você adicionar uma colher de álcool ou pinga nas conservas de vinagre ou azeite depois que estiverem prontas, a pimenta ficará bem mais picante.
Ervas e Especiarias
Experimente adicionar ervas e especiarias às conservas para dar um toque especial.
As mais utilizadas são: louro, manjericão, tomilho, pimenta do reino, gengibre, cebolinha, salsinha e sementes de mostarda.
Formulação básica de Pimenta em Conserva:
Pimenta no Vinagre
2 copos de vinagre branco de maça ou arroz
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de chá de sal
pimentas selecionadas
Modo de preparo
Faça uma calda com o vinagre, o sal e o açúcar levando esta mistura para ferver por 2
minutos.
Faça o branqueamento das pimentas.
Coloque as pimentas num vidro esterilizado e jogue a calda quente de vinagre por cima. Deixe
esfriar.
Conserve na geladeira.
Pimenta no Conhaque
Conhaque
Pimentas Selecionadas
1 colher de açúcar
Esterilize o pote em que vão ser colocadas as pimentas.
Branqueie as pimentas.

Modo de preparo
Faça um corte pequeno longitudinal em cada pimenta e deixe os talos para uma melhor
manipulação.
Encha o vidro com as pimentas e espalhe uma colher de açúcar por cima.
Complete o vidro com conhaque.
Deixe descansar em local fresco e seco de 15 a 30 dias, invertendo o vidro a cada dois dias.
Conserve depois na geladeira.
Pimenta no Azeite
1 xícara de azeite de oliva extra virgem
1 dente de alho picado
6 gotas de suco de limão
pimentas selecionadas
Modo de preparo
Retire as sementes, as veias e o talo das pimentas
Frite o alho no azeite até ficar levemente dourado. Cuidado para não queimar.
Coloque as pimentas num vidro de conserva deixando um espaço livre de 2cm.
Aqueça uma xícara de azeite a 300 graus C.
Enfie o cabo de uma colher no meio das pimentas e abra um buraco.
Despeje o azeite quente, lentamente, para evitar que o azeite suba.
Complete o pote com azeite até atingir 0,5 cm da boca e tampe bem firme.
Deixe esfriar naturalmente.
Conserve na geladeira.

Outros tipos de Pimenta
Pimenta Calabresa: É obtida a partir da desidratação e flocagem da pimenta vermelha. Muito usada na culinária brasileira, principalmente na elaboração de linguiças e outros embutidos, que ficam com um sabor mais picante.
Pimenta Chile: Cultivada pela primeira vez no México, é uma das 150 variedades da malagueta. Usa-se seca, substituindo a pimenta vermelha fresca, mas com moderação, pois seu ardume é intenso, porém saboroso.
Pimenta Habanero: Em forma de lanterna, é a mais forte das pimentas e seu sabor persiste bastante na boca. As cores variam entre amarelo, laranja e vermelho. Originária do Caribe e da costa norte do México, foi a primeira pimenta a ser cultivada pelos Maias. É usada fresca, seca ou em molhos bem diluída.
Pimenta da Jamaica: Encontra-se em forma de baga, usada preferencialmente moída na hora. Aplica-se bem em conservas, marinadas, carnes de caça, charcutaria, doces, tortas e pudins, devido ao seu sabor pouco picante e ligeiramente adocicado.
Pimenta de Cheiro: Esta é uma das duas principais pimentas usadas na culinária brasileira. Conhecida também como pimenta bode, típica da culinária baiana e nordestina.
Pimenta do Reino: É a baga de uma trepadeira, cultivada nas regiões norte e nordeste do Brasil. É considerada a rainha das especiarias. Pode ser usada inteira ou moída na hora. É encontrada nas variedades branca, preta ou verde.
Pimenta Caiena: É uma variedade da malagueta. Além de saborosa, é uma pimenta que concentra a maior quantidade de vitaminas. Em pó, é usada em pratos que pedem um sabor mais picante.
Pimenta Cumari: Pimenta verde pequena, muito picante e ligeiramente amarga, vendida fresca e em conserva. É brasileira nativa, mas pode ser encontrada também na Itália.
Pimenta Jalapeno: Pequena pimenta de sabor picante e coloração verde ou vermelha quando madura, sendo amplamente utilizada na culinária mexicana. Esta pimenta é muito popular não só pelo seu sabor mas também pela facilidade com que suas sementes são removidas.
Pimenta Malagueta: Ideal para feijoada. Altamente picante, é uma das mais populares no país, medindo de 2 a 3 cm de comprimento.
Pimenta Dedo-de-moça: Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeno, é também bastante difundida no Brasil. Presta-se a uma grande variedade de pratos. Saborosa, integra molhos e acompanha peixes.
Pimenta Síria: Usada para condimentar pratos da culinária árabe, como carne de esfiha, quibe, recheio de charuto, legumes, entre outros.

Além de todos os benefícios  pesquisas científicas mostraram que o uso da pimenta vermelha durante às refeições, proporciona ação no Sistema Nervoso Simpático com respectivo aumento da liberação de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina) e conseqüente diminuição do apetite e da ingestão de calorias, proteínas e gorduras nas refeições seguintes.
A adrenalina e a noradrenalina também são responsáveis pelo estado de alerta, daí a ingestão de pimenta estar também associada à melhora de ânimo em pessoas deprimidas.
Recomenda-se que indivíduos com problemas no trato gastrintestinal (gastrite, úlcera, hemorroidas e outros) evitem a ingestão, uma vez que a capsaicina funciona como um agente agressor das mucosas.

Picante é saudável?
Excesso de pimenta vermelha pode levar a problemas de saúde, mas consumo moderado faz bem.
Nos últimos anos, uma série de estigmas sobre alguns alimentos, considerados prejudiciais à saúde, tem sido colocada em questão por médicos e especialistas.
Foi provado, por exemplo, que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, uma taça de vinho por dia faz bem ao coração, evitando problemas cardíacos. O chocolate, muito discutido por conter substâncias que viciam, também passou a ser recomendado, em quantidade controlada, já que sua ingestão produz endorfina no organismo de quem o consome, o que causa uma sensação saudável de prazer e bem-estar.
Recentes estudos têm apontado também os benefícios da pimenta, alimento culturalmente considerado “veneno”, principalmente para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão. De acordo com a nutricionista Daniella Fialho, o excesso no consumo de pimenta vermelha pode levar a problemas de saúde, mas seu consumo moderado até faz bem.
Segundo a nutricionista, a capsaicina é a substância contida na pimenta vermelha, que causa a sensação de ardor e é justamente essa substância a responsável por seus três efeitos farmacológicos: antiinflamatório, antioxidante e capacidade de liberar endorfina. No caso da pimenta-do-reino, essa substância é a piperina, que tem efeitos semelhantes. Daniella explica que, ao ingerir alimentos apimentados, a capsaicina ativa receptores sensíveis na língua.
Diante da sensação de que a boca está “pegando fogo”, o cérebro recebe o estímulo de apagá-lo, liberando a endorfina, que causa uma sensação de bem-estar e faz da pimenta um alimento aconselhável para quem tem enxaqueca ou dores de cabeça crônicas. “A pimenta engana o cérebro, simulando um fogo que não existe. Com isso, o organismo produz uma substância benéfica à saúde, inclusive nos casos de depressão”, afirma a especialista. A salivação, transpiração e o rosto vermelho, provocados pela vasodilatação causada pela pimenta, são, na verdade, uma defesa do organismo e nenhum dano físico pode ser causado por esses sintomas, afirma a nutricionista.
Por ser antioxidante, rica em flavonóides e vitamina C, a pimenta pode ainda reduzir o risco de doenças crônicas como câncer de próstata, catarata, diabetes e mal de Alzheimer. “Ela limpa o sangue, removendo substâncias tóxicas, que vêm da alimentação e poluição.”
No caso de gastrite, a pimenta pode ser prejudicial, se ingerida em grande quantidade. Ela provoca o aumento das enzimas digestivas, inclusive as ácidas, o que agravaria a gastrite, mas, segundo o médico, nesse caso, a pimenta não é mais maléfica que o suco de laranja, refrigerante a base de cola, chips e abacaxi, alimentos que também não são aconselháveis a quem sofre de gastrite. “Se não houver exagero, não tem nenhum problema.
A pimenta não causa mais acidez que esses alimentos. É claro que existem inúmeros tipos de pimenta. Se o consumidor temer a mais forte, que é a abanero, uma pimenta mexicana, ele pode optar pela pimenta-do-reino, que é a mais fraquinha”, aconselha a nutricionista.
Para as pessoas que têm hemorróidas, a ingestão do alimento também não está proibida. “A doença é a dilatação de varizes na região do orifício retal, causada por sedentarismo, ingestão de gorduras e problemas cardiovasculares. Portanto, a pimenta não pode causar hemorróidas, apenas agravá-la.” O mesmo alerta pode ser dado aos casos de hipertensão.
A pimenta tem seis vezes mais vitamina C do que a laranja, um dos principais representantes desse grupo de alimentos. “Não é para comer só pimenta como fonte de vitamina C, mas, para se ter uma idéia, 28 gramas do alimento é a quantidade diária para suprir o que precisamos”.
Estômago
A nutricionista explica que a pimenta tem um poder de irritar mucosas e, por isso, poderia atacar o estômago e as hemorróidas. Porém, a capsaicina apresenta um poder de cicatrização, o que poderia proteger o organismo contra esses problemas. “O critério de desempate é a quantidade. Moderação é o segredo da pimenta“, alerta. Como o alimento impede a coagulação do sangue, ele pode ser também uma forma importante de evitar doenças como trombose.
Daniella destaca uma questão importante para quem gosta muito de pimenta a ponto de não controlar a quantidade ingerida. “Ela ativa receptores na língua que fazem com que a pessoa perca a sensibilidade e coma mais, sem perceber. Por mais que ela faça bem, é importante não consumir em excesso, porque, na verdade, qualquer alimento em excesso faz mal”, ressalta.
Mesmo sem consultar um médico, muitas pessoas tomam a iniciativa de reduzir ou mesmo interromper o consumo de pimenta para verificar se determinados problemas de saúde ou estéticos se amenizam. É o caso do estudante Munif Saliba Achoche, de 21 anos, que se considera viciado em pimenta, mas, há um ano e meio, reduziu o consumo por causa de espinhas. “Comia pimenta todos os dias, no almoço e no jantar. Até com pão eu comia, mas resolvi parar, assim como parei também com o chocolate, frituras, carne de porco, mesmo sem consultar um médico. Depois do tratamento dermatológico, minha pele melhorou.”
Segundo Daniella, ainda não existe nenhuma comprovação científica de que a pimenta cause ou agrave espinhas. “Espinha é causada por gordura e a pimenta tem índice baixíssimo de gordura. Casos como o dele podem ser provocados pela própria idade, por questões hormonais ou até fatores alérgicos, mas não a pimenta.”

Pimentas do Brasil

PIMENTA MALAGUETA
Nome científico: Capsicum frutescens.
Grau de Ardência: 150.000
Formato e posição dos frutos: alongados e cônicos.
Tamanho dos frutos (compr. x larg.): 1,5-3,5 x 0,3-0,5 cm.
Coloração dos frutos: verde (imaturos) e vermelho (maduros)
Pungência: picante médio a alto.
Aroma: baixo.
Características especiais: Paredes muito finas.
Existe a malaguetinha com tamanho mais reduzido.
Uso: condimento no preparo de peixes, acarajés e carnes; molhos de pimentas e conservas.
PIMENTA DE CHEIRO
Nome científico: Capsicum chinense.
Grau de Ardência: 45.000
Formato dos Frutos: Grande variabilidade.
Tamanho dos frutos: (compr. x larg.): 1,5-1 x 1-3 cm.
Coloração dos frutos: amarela leitosa, amarela forte, alaranjada, salmão e vermelha até preta (maduros).
Pungência: Picante baixo a picante alta. SHU = 15.000 a 30.000
Aroma: Forte e característico
Uso: Condimento para saladas, arroz e preparo de peixes.
PIMENTA CUMARI
Nome científico: Capsicum baccatum, var. baccatum e var. praetermissum
Grau de Ardência: 220.000
Cor: Verde (imaturo), vermelha e alaranjada (madura)
Tamanho: 0,4 a 1,3 x 0,3 a 0,7 cm
Formato: Arredondado a ovalado, com ápice arredondado
Pungência: Picante alto. SHU= 15.000 a 30.000
Aroma: Baixo
Usos:Conservas
Outros Nomes: Passarinho, cumari-miúda, comari e pimentinha
PIMENTA BODE
Nome científico: Capsicum chinense
Grau de Ardência: 105.000
Cor: amarela ou vermelha
Tamanho: 1,0 X 1,0 cm
Formato: Arredondado ou achatado
Pungência: Picante médio a alto. SHU= 15.000 a 30.000
Aroma: Forte
Usos: Temperos para carne, arroz, feijão, pamonha salgada e biscoitos de polvilho. Os frutos maduros
são usados em conservas e molhos.
PIMENTA MURUPI
Nome científico: Capsicum chinense
Cor: Verde (imaturo), amarela pálida, amarela viva ou vermelha (maduro)
Tamanho: 3,5 a 6,0 X 1,0 cm
Formato: Alongado
Pungência: Picante média a alta. SHU = 15.000 a 30.000
Aroma: Forte e característico
Usos: Condimentos, molhos misturado ao caldo do tucupi e conservas com vinagre, óleo ou soro de leite
PIMENTA JALAPEÑO
Nome científico: Capsicum annuum var. annuum
Grau de Ardência: 35.000
Cor: Verde clara ou escura (imaturo), vermelha (maduro)
Tamanho: 5,0 a 8,0 X 2,5 a 3,0 cm
Formato: Cônico, triangular
Pungência: Picante médio. SHU= 2.500 a 5.000
Aroma: Alto
Características especiais: Paredes grossas e estrias
Usos: Consumo fresco, molhos líquidos, conservas em vinagre ou azeite e desidratados (condimentos)
PIMENTA DEDO-DE-MOÇA
Nome científico: Capsicum baccatum var. pendulum
Outros nomes: Chifre-de-veado, pimenta vermelha e calabresa
Cor: Vermelha (maduro)
Tamanho: 7,0 a 7,5 X 1,0 a 1,5
Formato: Alongado
Pungência: Picante baixo. SHU = 500 a 2.500
Aroma: Baixo
Usos: Molhos líquidos, conservas e calabresa (desidratado na forma de flocos com sementes)
PIMENTA CUMARI-DO-PARÁ
Nome científico: Capsicum chinense.
Grau de Ardência: 220.000.
Formato dos frutos: Triangular
Tamanho dos frutos: 3,0 x 1,0 cm.
Coloração dos frutos: Amarelo.
Pungência: Picante alto.
Aroma: Médio.
Uso: Principalmente em conservas.

Tipos mais comuns de pimenta
O que a pimenta tem…
Pimenta é um termo popularmente utilizado para designar uma série de espécies de condimentos com sabor picante, cujo grau pode variar de quase nulo (pimentão) a muito forte (malagueta). De origem tropical, podem ser provenientes da Ásia ou da América Central, dependendo da espécie.
Além de ingrediente indispensável nas culinárias por todo o mundo, a pimenta já teve outras funções ao longo dos séculos: foi utilizada como oferenda aos deuses e até mesmo como moeda. Durante a Idade Média, seu principal objetivo era disfarçar a falta de frescor dos alimentos, principalmente das carnes curadas. No campo da saúde, porém, há muitas informações controversas com relação aos benefícios que a pimenta pode causar. Várias das propriedades que lhe são popularmente atribuídas ainda não foram comprovadas cientificamente. A seguir, conheça algumas informações sobre as pimentas vermelha e preta e saiba quais efeitos cada uma delas pode causar ao organismo.
Pimenta vermelha
Inclui as espécies jalapeño, dedo-de-moça, malagueta, caiena, bode, páprica e até mesmo o pimentão. O ardor depende da concentração da substância capsaicina, presente no interior da baga. Para obter uma pimenta menos ardida, basta retirar essas partes. A capsaicina é antioxidante, ou seja, combate o envelhecimento celular. Estudos também indicam seu poder termogênico. Isso quer dizer que ela eleva o gasto calórico e ajuda no emagrecimento. Além disso, a pimenta é rica em betacaroteno e em vitamina C, outros potentes antioxidantes. Acredita-se popularmente que, devido ao seu ardor, esse condimento contribua para o surgimento de úlceras. Mas estudos mostram que a capsaicina ajuda na produção de uma secreção que protege o revestimento do estômago da gastrite e das úlceras. A capsaicina também neutraliza a produção de uma substância causadora da dor. Por isso, pesquisam-se cremes, anestésicos e remédios para enxaqueca à base dela.
Pimenta-preta
A partir da planta “Piper nigrum” são fabricados três tipos de pimenta: preta (ou do reino), verde e branca. A pimenta-preta, um dos condimentos mais usados em todo o mundo, é feita da baga inteira e madura, enquanto que a verde é feita com a baga imatura. A branca, por sua vez, é produzida a partir das sementes. Essas variedades de pimenta são ricas em piperina, a qual alguns estudos associam a uma melhora da digestão. Também está relacionada à ação antioxidante. Apesar da associação popular, a pimenta-preta não causa hemorróidas, mas pode desencadear crise, por irritar os vasos sanguíneos da região do reto.
Curiosidades
As principais responsáveis pela ardência da pimenta são as sementes e a placenta, no interior da planta. Caso queira que fique menos picante, utilize somente a casca. Quando comemos um prato muito ardido, a primeira coisa que fazemos é tomar um copo d’água. É errado. Pode não parecer, mas a água acentua a sensação de ardência. O melhor são os derivados do leite, porque possui caseína, uma substância que retira a capsaicina dos receptores nervosos localizados na boca. Por isso, alguns pratos da culinária indiana são acompanhados de molho de iogurte.
Cada espécie de pimenta tem um grau de ardência, que é medido de forma simplificada numa escala de 0 a 10. A Marupi, encontrada na Amazônia, é uma das mais ardidas entre as nativas do Brasil, atingindo o grau nove na escala. A pimenta mais ardida do mundo é a Red Savina Habanero que atingiu o grau +10 na escala!!
A pimenta é um alimento termogênico. O metabolismo funcionando a todo vapor já ajuda o organismo a queimar mais calorias, mas a prova definitiva de que você deveria apimentar suas receitas é que 6 gramas de pimenta queimam até 45 calorias – ou seja, ajudam a emagrecer.
Tem mais: ao estimular o sistema nervoso, provocam a liberação de catecolaminas (noradrenalina e adrenalina), o que reduz o apetite e a ingestão de calorias, proteínas e gorduras na refeição seguinte. Por quebrar os nutrientes dos alimentos e absorvê-los, a capsaicina faz com que tal sistema abasteça-se nos depósitos gordurosos, aumentando a queima calórica. Também produz endorfinas, reduzindo assim a ansiedade alimentar.
Entre outros benefícios, a pimenta impede a coagulação do sangue e, portanto, evita tromboses, contendo vitamina E e chegando a ter seis vezes mais vitamina C do que a laranja. Ela também reduz o risco de doenças como o câncer, a catarata, o mal de Alzheimer e até o diabetes. Pesquisa científica também elevou o status da pimenta de simples tempero para poderoso aliado no auxílio da saúde e prevenção à depressão e outros males que afetam o humor e a disposição dos seres humanos.

Apimente seu cardápio fáceis de preparar, estes molhos fazem um bem danado à saúde.
Molho de pimenta-malagueta para salada:
2 tomates médios sem casca e sem sementes
2 pimentas-malagueta
1 cebola média
6 ramos de salsa
2 colheres (sopa) de suco de limão
2 colheres (sopa) de vinagre
Sal a gosto
Modo de preparo: Bata tudo no liquidificador até obter um molho homogêneo.
Molho de pimenta-caiena para legumes cozidos:
1/2 maço médio de agrião
1/2 xícara (chá) de iogurte natural
2 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 colher (chá) de pimenta-caiena em pó
1 colher (chá) de sal
Modo de preparo: Ponha no liquidificador as folhas e os talos mais macios do agrião e os demais ingredientes. Bata até ficar cremoso. Junte o agrião com o iogurte, o azeite de oliva a pimenta e o sal. Bata novamente.
Geléia de pimenta-cumari e melão:
1 quilo de polpa de melão tipo pele de sapo
5 colheres (sopa) de pimenta-cumari fresca
5 colheres (sopa) de azeite de oliva
1 xícara (chá) de açúcar
Modo de preparo: Depois de bater todos os ingredientes no liquidificador, coloque-os numa panela, leve ao fogo e cozinhe por 35 minutos ou até encorpar, mexendo de vez em quando. A geléia deve ser guardada na geladeira, em vidro previamente esterilizado. Ideal para carne assada.

 

Trinidad Moruga : Pimenta que mais arde no mundo

Trinidad Moruga : Pimenta que mais arde no mundo

CURIOSIDADES:

Confira a lista das 10 pimentas, mais fortes do mundo segundo a escala de Scoville:

 10ª RED SAVINA (500.000 SHU)
De origem chinesa, a Red Savina é uma pimenta de criação seletiva para obtenção de frutos maiores, mais picantes e mais ácidos.

 9ª 7 POT BARRACKPORE (987.000 SHU)
Apesar de ser originária de Trinidad e Tobago, a pimenta recebeu o nome de uma cidade indiana. A “7 Pot Barrackporre” é o resultado da combinação de híbridos.

 8ª 7 POT BRAIN STRAIN (1.000.000 SHU)
Com uma aparência ondulada, a Brain Strain recebeu esse nome por se parecer com um cérebro.

 7ª BHUT JOLOKIA (1.041.427 SHU)
De origem Indiana, foi a primeira pimenta a testada cientificamente a atingir mais de 1 milhão na escala Scoville. Também é onhecida como Naga Jolokia, Ghost Chili, Ghost Pepper (pimenta fantasma) e Naga Morich.

6ª 7 POT PRIMO (1.268.250 SHU)
A “7 Pot Primo” é muito distinta, pois possui uma fina e pequena “cauda” que lembra a ponta da pimenta dedo de moça. Alguns cultivadores tentaram criar uma réplica dessa pimenta sem a cauda, por considerarem “algo terrível”.

NAGA VIPER (1.349.000 SHU)
É uma pimenta considerada extremamente rara, cultivada no Reno Unido através da combinação de varias pimentas diferentes.

TRINIDAD SCORPION BUTCH T (1.463.700 SHU)
De origem australiana, é uma pimenta tão forte que é preciso usar luvas para manipulá-la. Recebeu o nome como prova de que para saboreá-la tem q ser macho: traduzindo para o português, Trinidad Scorpion Butch significa “Escorpião Macho de Trinidad”.

7 POT DOUGLAH (1.853.936 SHU)
Também é conhecida como “7 Pod Douglah” e “Chocolate 7 Pod”, por ser uma pimenta de cor marrom. Além de ser a terceira mais forte do mundo pela escala de Scoville, é considerada uma das que possuem o melhor sabor.

 2ª TRINIDAD MORUGA SCORPION (2.009.231 SHU)
A pimenta leva o nome em razão de sua origem, o distrito de Moruga, em Trinidad e Tobago. Segundo o Instituto da Pimenta da Universidade do Estado do Novo México, a pimenta atingiu 2.009.231 unidades na Escala de Calor de Scoville. Haja água depois de experimentar…

CAROLINA REAPER (2.200.000 SHU)
Também chamada de “HP22B” (nome científico) a pimenta mais ardida do mundo é originária de Fort Mill, Carolina do Sul (EUA), criada por Ed Currie, um cultivador de pimentas americano. Desde 2013, a pimenta é a recordista na escala Scoville validado pelo Guinness World Records, atingindo picos de mais de 2.200.000 SHU.

OBS: SHU  >>>> grau de ardência ou pungência de plantas como as pimentas.

Fonte: Pimentas  Pimentas

 

 

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