Aprenda tudo sobre a doença Gota e o Ácido Úrico

16 mar 2017 | By


A gota é uma doença caracterizada por ataques episódicos de artrite (inflamação das articulações) em pacientes que apresentam níveis sanguíneos elevados de ácido úrico. A gota é um condição extremamente dolorosa que, se não for tratada adequadamente, pode, a longo prazo, levar a deformidades articulares e doença dos rins.
Neste artigo, além de abordar as causas, os sintomas e os tratamentos da gota, vamos também dar dicas sobre dieta e como evitar alimentos ricos em ácido úrico.

A gota e a hiperuricemia (aumento acima do normal de ácido úrico no sangue)   encontram-se associadas a certas doenças subjacentes: obesidade, hipertensão arterial, diabetes mellitus, nefropatia, hipertiroidismo, hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia e arteriosclerose.
Na maioria das vezes, a gota manifesta-se numa crise aguda de artrite; é muito comum a primeira articulação do dedo grande do pé ser afetada (cerca de 50% dos casos), posteriormente, o tornozelo, o calcanhar e o dorso do pé.
O que é o ácido úrico? O que é a doença gota?
O ácido úrico é uma substância produzida no fígado, derivada do metabolismo da purina, um tipo de proteína presente nos alimento que ingerimos. Quanto mais purina ingerimos, mais ácido úrico é produzido pelo nosso organismo.
Durante a evolução das espécies, o ser humano perdeu a capacidade de produzir uma enzima chamada uricase, que transforma o ácido úrico em alantoína, uma substância muito mais solúvel no sangue. Como resultado, os humanos apresentam níveis de ácido úrico muito mais altos do que a maioria dos outros mamíferos. Os nossos níveis de ácido úrico sanguíneo só não atingem níveis tóxicos porque a maioria de nós consegue eliminar o excesso através dos rins. Nas mulheres em idade reprodutiva, os níveis costumam ser um pouco mais baixos devido a influência do estrogênio, que potencializa a eliminação do ácido úrico pelos rins.
Apesar do bom trabalho dos rins, ainda assim os nossos níveis sanguíneos habituais de ácido úrico estão muito próximos do limite de solubilidade, fazendo com que pequenos aumentos na sua concentração causem precipitação (cristalização) deste nos tecidos. O ácido úrico é mais solúvel em temperaturas acima de 37ºC, que é a temperatura do sangue. Todavia, nas nossas articulações a temperatura é mais baixa, chegando a 32ºC em algumas delas, o que favorece a deposição de cristais nestes locais (toque no seu joelho e compare a temperatura deste com as das coxas ou pernas). O ácido úrico se deposita nos tecidos na forma de urato de sódio.
Quando ocorre deposição de cristais de ácido úrico (urato de sódio) nas articulações, estes provocam uma intensa reação inflamatória levando a uma artrite (inflamação das articulações) muito dolorosa que recebe o nome de gota.

Gota - ácido urico

Resumindo: O ácido úrico mantém-se dissolvido no sangue até níveis próximos de 7,0 mg/dl. A partir deste valor, quanto mais elevada for sua concentração, maior é a chance de cristalização e deposição nos tecidos, principalmente nas articulações, que são as regiões de menor temperatura do corpo. Caso a concentração sanguínea de ácido úrico continue se elevando, a cristalização pode passar a ocorrer mesmo em tecidos mais quentes, como a pele. É importante destacar, porém, que são necessários alguns anos de ácido úrico elevado para se desenvolver a doença gota.
Sintomas do ácido úrico alto
A elevação do ácido úrico sanguíneo, chamado de hiperuricemia, não causa sintomas. Na verdade, mais de 2/3 das pessoas com ácido úrico elevado nem sequer desconfiam do fato. O fato de causar sintomas não significa, entretanto, que níveis elevados de ácido úrico não possam levar a complicações. As duas mais comuns são as crises gota e as pedras de ácido úrico nos rins.
Algumas pessoas com histórico de gota referem descamação das mãos e pés quando os níveis de ácido úrico estão elevados. Na verdade, não existe nenhuma comprovação de tal relação. Descamação das mãos e pés é geralmente causada por ressecamento da pele e não por ácido úrico elevado.

Sintomas da gota

A manifestação clínica da gota é a artrite, ou seja, inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, vermelhidão, inchaço e calor local .
A gota é classicamente uma monoartrite, ou seja, uma artrite que atinge apenas uma articulação em cada crise. As articulações mais acometidas são as dos pés, principalmente o primeiro dedo do pé (dedão do pé) e joelhos.
A artrite da gota é tão dolorosa, que algumas pessoas não conseguem nem cobrir os pés, pois só o contato do cobertor com a área inflamada já causa uma fortíssima dor. Podem haver calafrios e febre, simulando um quadro infeccioso.
O ataque de gota dura alguns dias e depois desaparece espontaneamente. O intervalo entre a primeira e segunda crises pode durar até dois anos. Se não tratada, as crises de gota começam a ficar mais frequentes e intensas, podendo acometer mais de uma articulação por vez.
Ao longo dos anos a gota não tratada leva a formação de tofos nas articulações, causados por deposição crônica de cristais de urato. Os tofos podem ser únicos ou múltiplos,  levando a deformidades . Essa fase da gota é chamada de gota tofácea.
O excesso de ácido úrico também pode levar à formação de cálculos renais de ácido úrico. Existe também o risco de deposição de urato e formação de tofos nos rins, causando insuficiência renal crônica
Como já explicado, a gota é causada por prolongados níveis elevados de ácido úrico sanguíneo. Porém, nem todo mundo que tem ácido úrico alto, desenvolve gota. Algumas pessoas mantém-se anos com níveis de ácido úrico maiores que 7 mg/dl e nunca apresentam artrite gotosa ou doença renal. O porquê disto, ninguém sabe.
A gota é muito mais comum em homens e ocorre entre 35 e 45 anos. Nas mulheres costuma ocorrer somente após a menopausa.
O diagnóstico da gota é feito quando há um quadro clínico típico associado a níveis elevados de ácido úrico. Quando há dúvida sobre a causa da artrite, o médico geralmente punciona o líquido da articulação inflamada, procurando pelos depósitos de cristais de urato.
Fatores de risco para gota

Obesidade
Hipertensão
Trauma nas articulações.
Longos períodos de jejum.
Consumo de álcool
Grande ingestão de alimentos ricos em purina.
Uso de medicamentos que aumentam o ácido úrico, como diuréticos

Dieta para ácido úrico e gota

Pacientes com gota ou com níveis elevados de ácido úrico devem ter uma dieta especial, evitando alimentos ricos em purinas.

Os alimentos ricos em purina (ácido úrico) são:

Carnes: bacon, porco, vitela, cabrito, carneiro, miúdos (fígado, coração, rim, língua).
Peixes e frutos do mar: salmão, sardinha, truta, bacalhau, ovas de peixe, caviar, marisco, ostra, camarão.
Aves: peru e ganso.
Bebidas alcoólicas.

Alimentos com moderada quantidade de purinas (ácido úrico):

Carnes: vaca, novilho e coelho.
Aves: frango e pato.
Frutos do mar: lagosta e caranguejo.
Leguminosas: feijão, grão-de-bico, ervilha, lentilha, aspargos, cogumelos, couve-flor, espinafre.

Alimentos com baixo ou nenhum teor de purina (ácido úrico):

Leite, chá, café, chocolate, queijo amarelo magro, ovo cozido, cereais como pão, macarrão, fubá, batata, arroz branco, milho, mandioca, sagu, vegetais (couve, repolho, alface, acelga e agrião), frutos secos, doces e frutas (mesmo as ácidas)

Tratamento da gota e do ácido úrico

O tratamento da gota se divide em duas fases: tratamento das crises e a profilaxia das crises. A gota não tem cura, mas pode ser muito bem controlada.

a. Tratamento da crise de gota

Durante a crise de gota o tratamento é feito com anti-inflamatórios comuns (AINE)  e/ou colchicina.
A colchicina é menos tóxica do que os anti-inflamatórios (especialmente para os rins e estômago) e controla a gota eficazmente, mas pode causar efeitos colaterais desagradáveis, como náuseas, vômitos e diarreia. Esse efeito adverso é geralmente relacionado à dose usada, sendo menos comum em doses baixas.
Nos pacientes que não toleram AINE ou colchicina, uma opção é o uso de corticoides, potentes anti-inflamatórios de origem esteroidal
A aspirina (ácido acetilsalicílico) deve ser evitada sempre que possível, pois a mesma, apesar de ter efeito anti-inflamatório, reduz a excreção de ácido úrico pelos rins

b. Prevenção da crise de gota

Uma vez cessada a crise de gota, o tratamento se volta para a diminuição dos níveis de ácido úrico. A droga mais usada para este objetivo é o alopurinol. É importante ressaltar que não se deve começar o alopurinol durante as crises, pois há risco de piora do quadro. O alopurinol durante as crises só é aceitável se o paciente já fazia uso crônico dele antes do início da crise.
Sugere-se manter a colchicina para evitar novas crises enquanto os níveis de ácido úrico ainda não tiverem sido reduzidos pelo alopurinol. Podem ser necessários alguns meses de tratamento até se atingir valores desejáveis.
Uma outra opção para baixar os níveis de ácido úrico é a probenecida, um medicamento que aumenta a sua eliminação pelos rins. A probenecida não deve ser usada em pacientes com histórico de cálculo renal por ácido úrico.
Desde 2008 existe uma novo mediamento chamado Febuxostat, que serve de alternativa para os pacientes que não podem tomar nem alopurinol nem probenecida. O Febuxostat ainda não está disponível no Brasil.
Ácido úrico elevado sem sintomas – hiperuricemia assintomática
Como a maioria dos pacientes com ácido úrico elevado não desenvolve crises de gota ou cálculo renal, o consenso atual indica não usar alopurinol nestes casos. Só se começa tratamento com remédios se houver um primeiro episódio de crise de gota, cálculo renal, ou se os níveis de ácido úrico estiverem acima de 13 mg/dl no homem e 10 mg/dl na mulher.
Nos pacientes com hiperuricemia assintomática indica-se apenas uma alteração da dieta, visando evitar alimentos ricos em purinas.

Remédios botânicos – devem ser prescritos de acordo com os sintomas e sinais de cada paciente – Harpagophytum procumbens (garra-do-diabo): anti-inflamatório e analgésico, amplamente utilizado no combate da artrite, gota e reumatismo, reduz o ácido úrico; Echinodorus macrophyllus (chapéu-de-couro): anti-inflamatório, depurativo do sangue, diurético, auxilia no combate da artrite, do reumatismo, das afecções renais e das vias urinárias; Bowdichia virgilioides (batata-de-sucupira): depurativo do sangue, antigotoso e antirreumático; Banisteria argyrophilla (cipó-prata): anti-inflamatório, diurético, indicado no combate das afecções renais e do ácido úrico; Leonotis nepetaefolia (cordão-de-frade): tônico, combate dores artríticas e auxilia na eliminação do ácido úrico; Smilax japecanga (japecanga): antirreumático, depurativo e diurético; Barosma betulina (buchu): diurético, combate excesso de ácido úrico, antisséptico, tônico renal e antilítico (dissolve cálculos renais); Uncaria tomentosa (unha-de-gato): anti-inflamatório, combate artrite reumatoide, melhora as defesas imunológicas, antialérgico e cicatrizante.

Suplementação nutricional – devem ser evitadas altas doses acima de 50 mg/dia de niacina e excessos de Vitamina A, que podem agravar as crises de gota. Devem ser indicados: ácido fólico (inibe a xantina oxidase, necessária à síntese de ácido úrico); ácido pantotênico; betacaroteno; vitamina C (aumenta a excreção de ácido úrico pelos rins; evitar megadoses); vitamina E; zinco (apresenta ação antiinflamatória); Sulfato de Glucosamina (apresenta propriedades benéficas às articulações); coenzima Q10; complexo B; ômega-6 (poderoso anti-inflamatório natural do organismo); quercetina (bioflavonoide indicado no combate da gota, inibe a xantina oxidase e protege as estruturas articulares); bromelaína (enzima proteolítica com intenso poder anti-inflamatório; acredita-se que ela amplie a absorção da quercetina e de outros suplementos e remédios).

Muito repouso – das regiões afetadas, durante a fase aguda, até sua normalização.

Receitas que irão ajudar vc a começar a aliviar o seu problema:

1. Vinagre de maçã

Por ser um “limpador” natural, isto é, um desintoxicante, o vinagre de maçã ajuda a remover do corpo resíduos tóxicos como o ácido úrico excessivo.
Além disso, o vinagre de maçã contém ácido málico, que ajuda a quebrar e eliminar o ácido úrico.
O vinagre de maçã também ajuda a restaurar o equilíbrio ácido-alcalino no corpo e exerce forte atividade anti-inflamatória e antioxidante.
Como usar:
Adicione 1 colher (chá) de vinagre de maçã de boa procedência, de preferência orgânico, em um copo de água.
Beba duas ou três vezes por dia.
Importante: não tome vinagre de maçã em excesso, pois pode diminuir os níveis de potássio no organismo.
Além disso, pode interferir com drogas diuréticas.
Portanto, tome-o moderadamente.

2. Suco de limão

Pode parecer que o suco de limão vai deixar o corpo mais ácido, mas na realidade ele produz um efeito alcalino e ajuda a neutralizar o ácido úrico.
Além disso, seu teor de vitamina C também ajuda a reduzir os níveis de ácido úrico.
Como usar:
Esprema o suco de um limão em um copo de água morna.
Beba-o na parte da manhã com o estômago vazio.
Continue por pelo menos algumas semanas.

3. Cereja

Se você mora em região onde há facilidade de encontrar cerejas, agradeça a Deus!
Esta fruta contém substâncias químicas que ajudam a reduzir rapidamente os níveis de ácido úrico.
Além disso, ela possui flavonoides chamados antocianinas, que ajudam a baixar o ácido úrico e reduzem a inflamação.
Como usar:
Coma meia xícara de cerejas diariamente por algumas semanas.
Você também pode beber um ou dois copos de suco de cereja fresco durante quatro semanas.

4. Melancia

A melancia é rica em licopeno.
Pesquisas constataram que o licopeno é um varredor de radicais livres, prevenindo várias doenças, inclusive o câncer.
O suco da polpa da melancia com as sementes elimina o ácido úrico do organismo, pois faz faz com que os filtros renais funcionem melhor.
A melancia é composta em sua grande maioria de água (90%) e possui apenas 31 calorias.
Como usar:
Bata no liquidificador 2 xícaras com pedaços de polpa de melancia com sementes e 1 copo de água de coco ou água mineral.
Coe e tome em seguida.
A dose recomendada são três vezes por dia.

5. Pepino

O pepino é um forte alcalinizante e excelente fonte de minerais, como fósforo, potássio, cálcio e enxofre.
Por sua forte capacidade de alcalinizar o corpo, ele é usado com muito sucesso no combate à gota e ao ácido úrico.
Como usar:
Liquidifique meio pepino médio e meia cenoura média com 1 copo de água de coco ou água mineral.
Coe e beba na hora.
A dose recomendada são duas vezes por dia.

6. Bicarbonato de sódio

Também é excelente para alcalinizar o sangue e equilibrar o pH do corpo.  Ele evita a formação de cristais de ácido úrico e facilita sua eliminação na urina.
Como usar:
Consuma meia colher (chá) de bicarbonato de sódio dissolvido em 200 mL de água, em jejum, durante 15 dias (ou até menos) para se livrar da gota e ácido úrico.

 

MDSsaude

3 comentários em “Aprenda tudo sobre a doença Gota e o Ácido Úrico

  1. Gostei das orientações vou seguir as postagens, obrigada.

  2. RickReymondNo Gravatar disse:

    Boa tarde Vera , bem vinda ao nosso site
    Indico a voce ver tambem as postagens completas que temos sobre o cloreto de magnesio PA -- perfeito para seu problema e tambem sobre o óleo de Copaiba
    veja aqui — cloreto -- http://www.blackangelsl.net/2017/a-importancia-do-magnesio-no-organismo-humano/
    Oleo de Copaiba- http://www.blackangelsl.net/2017/a-cura-atraves-do-oleo-de-copaiba/

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