AVC – Sintomas, tratamentos e causas

11 mar 2017 | By

Um AVC é um ataque cerebral.
Um AVC é o que acontece quando o fornecimento de sangue para uma parte do cérebro é impedido. O sangue leva nutrientes essenciais e oxigénio para o cérebro. Sem o fornecimento de sangue, as células cerebrais podem ficar danificadas impossibilitando-as de cumprir a sua função.
O cérebro controla tudo que o corpo faz, por isso, uma lesão no cérebro afetará as funções corporais. Por exemplo, se um AVC danificar a parte do cérebro que controla o movimento dos membros, ficaremos com essa função afetada.
O cérebro controla a forma como pensamos, aprendemos, sentimos e comunicamos. Um AVC também poderá afetar estes processos mentais.

Um AVC é repentino e os efeitos no corpo são imediatos.

Enfarte Cerebral

O AVC pode causar a morte do tecido cerebral e a isto se designa de enfarte cerebral. Um enfarte é uma área de tecido morto que poderá ser pequena ou afetar uma parte maior do cérebro.

Existem dois tipos principais de AVC

1. O tipo de AVC mais comum é o Isquêmico, o qual acontece quando um coágulo bloqueia a artéria que leva o sangue para o cérebro. Pode ser provocado por:
Uma trombose cerebral, quando um coágulo de sangue se forma numa artéria principal em direção ao cérebro.

Uma embolia cerebral, quando o bloqueio causado pelo coágulo, bolha de ar glóbulo de gordura (embolismo) se forma num vaso sanguíneo em alguma parte do corpo e é levado na corrente sanguínea para o cérebro.
Um bloqueio nos pequenos vasos sanguíneos da parte mais profunda do cérebro.
2. O segundo tipo de AVC (hemorrágico) é um derrame, quando um vaso sanguíneo rebenta, causando um derrame (hemorragia) no cérebro, a isto se designa de AVC Hemorrágico.

Pode ser provocado por:
Uma hemorragia intra-cerebral, quando um vaso sanguíneo rebenta dentro do cérebro.
Uma hemorragia subacnóidea, quando um vaso sanguíneo na superfície do cérebro sangra para a área entre o cérebro e o crânio (espaço subacnóide).

  • Os primeiros sinais que aparecem quando se sofre um AVC são muito repentinos. Os sintomas incluem:
  • Dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo (pode ser um braço, perna ou parte inferior da pálpebra descaídos, ou a boca torta e salivante).
  • Fala arrastada ou dificuldade em encontrar palavras ou discurso compreensível.
  • Visão subitamente enublada ou perda de visão.
  • Confusão ou instabilidade.
  • Forte dor de cabeça.

Use um teste simples que o pode ajudar a reconhecer se uma pessoa teve um AVC ou a sofrer de um ataque isquêmico transitório.
Fraqueza Facial: a pessoa pode sorrir? Tem a sua boca ou um olho caído?
Fraqueza no braço: a pessoa consegue levantar os braços?
Problemas de expressão: a pessoa consegue falar com clareza e entender o que lhe dizem?
Se reconhecer algum destes sinais, ligue o 112 imediatamente.

Sinais fique atento:

Se todos estes sinais desapareceram depois de apenas alguns minutos ou algumas horas, é porque um Ataque Isquêmico Transitório (AIT) pode ter ocorrido. O AIT, também conhecido como um mini-AVC, deve ser tratado como uma emergência, porque é necessário uma avaliação médica urgente
Um ataque isquêmico transitório (AIT) é frequentemente designado por Mini-AVC e acontece quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período de tempo. O AIT deve ser tratado como uma emergência. Deve procurar atendimento médico de urgência para avaliação.
Os sintomas são muito semelhantes a um acidente vascular cerebral (tais como a fraqueza de um lado do corpo, perturbações visuais e fala arrastada), contudo são temporários – duram alguns minutos ou horas, e depois desaparecem completamente dentro de 24 horas.
Num AIT, a parte afetada do cérebro fica sem oxigênio apenas alguns minutos. O AIT é um sinal de que uma parte do cérebro não está a receber sangue suficiente e que há um risco de um acidente vascular cerebral mais grave no futuro.
Na avaliação, na maioria dos casos, o médico vai iniciar o tratamento imediatamente com uma aspirina diariamente. O médico também irá avaliar o risco presente de contrair um acidente vascular cerebral mais grave:
Se o risco é elevado, deverá ser acompanhado por um especialista dentro das 24 horas do início dos sintomas e, se possível, também deverá fazer uma ressonância magnética ao cérebro nessas 24 horas.
Se o risco é baixo, deverá ser acompanhado por um especialista dentro de uma semana e deverá fazer uma ressonância magnética ainda nessa semana.
Se o especialista acreditar que o ataque isquêmico transitório ou Mini AVC poderá ser provocado pelo bloqueio de uma artéria na parte da frente do pescoço, deverá fazer um scan das artérias carótidas no prazo de uma semana desde o início dos sintomas.
Se o bloqueio passa a ser significativo, então poderá ter de fazer uma operação à carótida dentro de duas semanas desde o AIT, se for seguro e adequado à sua saúde.
Um AVC pode acontecer sem causa aparente, para pessoas de qualquer idade – mas há factores que reconhecidamente aumentam a probabilidade de isso acontecer. Alguns desses factores são coisas que não podem ser alteradas. Outros riscos podem ser reduzidos por mudanças no estilo de vida ou por medicação.

O que não pode ser alterado:

Sexo
Nas pessoas com menos de 75 anos, os homens sofrem mais AVC do que as mulheres.

Idade

Os AVCs são mais comuns nas pessoas com mais de 55 anos e o risco continua a aumentar com o decorrer da idade. As artérias endurecem e ficam incrustadas pela acumulação de colesterol e de outros detritos (aterosclerose) formados ao longo dos anos.

Histórico Familiar

Ter um parente próximo que teve um AVC aumenta o risco, possivelmente porque, condições como alta pressão arterial e diabetes tendem a expandirem-se pelas famílias.

Condições Físicas

Se não forem tratadas, com o tempo estas condições podem danificar as artérias:
– Pressão Arterial Alta (hipertensão)
– Doenças de coração e batimento cardíaco irregular (fibrilação atrial)
– Diabetes
O que poderemos fazer por nós:

Dieta
Uma dieta rica em gorduras faz com que o colesterol se acumule no sangue e estreite as artérias. Demasiado sal pode levar a pressão arterial elevada. Ter peso a mais (obeso) coloca pressão extra sobre o coração.
Álcool em demasia
Beber com muita frequência aumenta a pressão arterial. Beber uma grande quantidade de álcool num curto espaço de tempo pode fazer com que um vaso sanguíneo se rompa.
Exercício
Um estilo de vida inativo pode contribuir para a obstrução das artérias. Exercício regular ajudar a manter a corrente sanguínea e o coração saudáveis.
Fumar
Fumar causa pressão arterial alta e torna o sangue mais espesso. Os químicos no fumo do tabaco absorvidos pelo corpo, danificando a paredes dos vaso sanguíneos.

Reduza o Risco:
– Confira a sua pressão arterial regularmente
– Deixe de fumar
– Faça exercício regularmente
– Evite beber em demasia
– Corte no sal e nos alimentos com gorduras
– Coma muita fruta e vegetais

Um AVC provoca danos no cérebro afetando o modo como o corpo funciona

Uma vez que o AVC é uma lesão cerebral, os seus efeitos ou sintomas vão depender da parte do cérebro que é afetada.
Cada AVC é diferente e as pessoas que o sofrem são afetadas de diferentes formas. Para alguns, os sintomas são bem leves e duram um curto período de tempo (apenas alguns minutos ou horas, no caso de um acidente isquêmico transitório, AIT). Outros AVCs podem causar danos mais graves e duradouros.
Quando acontece um AVC, algumas células do cérebro são danificadas e outras morrem. As células cerebrais mortas não podem começar a trabalhar novamente, mas apenas aquelas que estão fora da área das células mortas é que poderão recuperar à medida que o inchaço causado pelo AVC diminui.
Também é passível que outras partes do cérebro possam aprender a ocupar as áreas que ficaram mortas. A maioria da recuperação acontece nos primeiros meses, mas as pessoas podem continuar a recuperar por mais anos depois do AVC.

Diferentes partes do cérebro controlam diferentes partes do corpo

A metade direita do cérebro controla o lado esquerdo do corpo e vice versa. Sintomas comuns como fraqueza em partes do corpo ou não ser capaz de usar um braço ou uma perna (paralisia) acontecem no lado oposto do corpo de onde se deu o AVC no cérebro.
Na maioria das pessoas, o lado esquerdo do cérebro é responsável pela linguagem (conversar, compreender, ler e escrever), e o lado direito é responsável pelas capacidades perceptivas (fazer-se sentido do que se vê, ouvir e tocar) e das capacidades espaciais (julgar tamanho, velocidade, distância ou posição no espaço).

Os efeitos de um AVC dependerão de:

  • Da parte do cérebro que foi danificada;
  • Da gravidade da lesão;
  • Da sua saúde geral quando o AVC acontece

Existem vários problemas ou incapacidades que os sobreviventes de AVC terão que enfrentar nas primeiras semanas após sofrerem de um AVC. A maioria destas irão melhorar ao longo do tempo à mediada que o cérebro recupera. Em casos severos, poderão causar incapacidades a longo termo.
Fraqueza ou paralisia
Fraqueza, imperícia ou paralisia (hemiplagia) são um dos sintomas mais comuns e reconhecíveis de um AVC. Geralmente acontece num lado do corpo. A fraqueza ou paralisia de um braço ou perna é muitas vezes agravada pela rigidez (espasticidade) dos músculos e articulações.
Equilíbrio
A perda de equilíbrio pode ser causada por danos na parte do cérebro que controla o equilíbrio. Ou pode acontecer devido à paralisia consequente da fraqueza muscular.
Engolir
Cerca de 50% das pessoas têm dificuldades de deglutição após o AVC (disfagia). Isto pode ser perigoso se os alimentos ‘forem pelo sentido errado’ e descerem pela traqueia. Algumas pessoas poderão necessitar de espessantes para auxiliar a sua alimentação durante algum tempo.
Sono e Cansaço
A maioria das pessoas sofrem de um cansaço extremo (fadiga) nas primeiras semanas após o AVC. Muitas também têm dificuldades de sono, o que as faz sentirem ainda mais cansadas.
Discurso e linguagem
Muitas pessoas sofrem de problemas de discurso e compreensão, e de leitura e escrita. Esta dificuldade com a linguagem designa-se de disfasia (também conhecida por afasia).
Quando uma pessoa tem dificuldades em perceber o que lhe está a ser dito, sofre de disfasia de recepção. Algumas vezes, uma pessoa pode perceber o que lhe está a ser dito mas não consegue encontrar as palavras certas para expressar o que quer dizer – neste caso sofre de disfasia de expressão. Normalmente as pessoas sofrem de um misto destes tipos de disfasia.
A disfasia é mais comum nas pessoas que sofreram um AVC no lado esquerdo do cérebro.
Visão

Um AVC pode danificar partes do cérebro que recebem, processam e interpretam informação que os olhos emitem. Algumas vezes, pessoas que sofreram um AVC poderão ter visão dupla ou perder metade do seu campo de visão – podem ver tudo para um lado, mas são cegos do outro.
Isto pode causar alguma atrapalhação e evidente comportamento estranho (tal como não comer a comida de um lado do prato).
Percepção e Interpretação
As pessoas poderão ter dificuldade em reconhecer objetos familiares ou saber como os usar. Também poderão ter problemas com algumas capacidades, por exemplo como dizer as horas já que o cérebro não consegue interpretar o que os olhos vêem.
Processos mentais
Um AVC frequentemente causa problemas com os processos mentais tais como, pensar, aprender, concentrar, relembrar, tomar decisões, raciocinar e planear. As pessoas podem perder a memória a curto prazo, o que torna mais difícil de prestar atenção e de se concentrarem.
Bexiga e Intestinos
Dificuldades de controlo da bexiga e dos intestinos (incontinência) não são invulgares após o AVC. A maioria das pessoas volta a ganhar este controlo em poucas semanas.
Alterações de Humor
Oscilações de humor são muitos prováveis após o AVC. A depressão, tristeza, raiva, ansiedade, baixa auto-estima e perda de confiança são muito comuns. Às vezes as pessoas têm dificuldades em controlar as suas emoções e podem chorar ou rir em ocasiões inapropriadas. O seu comportamento poderá parecer fora ou deslocado da sua normalidade.
Sensação
Algumas pessoas têm problemas relacionados com a sensação – ou sentem pouco ou sentem muito. Poderão ser sensíveis às cores, sons e luz. Ou poderão não sentir sensações dolorosas como o calor ou objetos afiados, os quais poderão causar acidentes e lesões.
Dor
A dor pode ser provocada pelo AVC (por exemplo, dor no ombro e espasticidade), ou pode ser causada por problemas que a pessoa teve antes e que o AVC os agravou.
Recuperação de um AVC requer tempo
Após um surto inicial de recuperação nas primeiras semanas, o processo de recuperação é muito gradual. Pode demorar mais de um ano para que uma pessoa tenha feito a recuperação da melhor forma possível, e em alguns casos continuam a melhorar durante um período muito mais longo.
Esta secção diz-lhe como poderá reduzir o risco do Acidente Vascular Cerebral para si ou para alguém de quem cuida.
Algumas pessoas têm um risco maior do que outras. Alguns factores poderão não ser mudados – os genes ou a sua idade. Contudo, mudanças simples de estilo de vida poderão prevenir o AVC. Se já sofreu um AVC, estas mudanças poderão, efetivamente, ajudar a prevenir a repetição.
Um AVC ocorre quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro é impedido por:
uma obstrução – que se designa de AVC Isquêmico, ou
uma hemorragia – que se designa por AVC hemorrágico.
Quando o fornecimento de sangue é interrompido o cérebro não obtém o oxigênio necessário e as células do cérebro param e morrem. As células mortas do cérebro não se recuperam.
Uma vez que o cérebro controla tudo que fazemos, sentimos, pensamos e lembramos, danos no cérebro afetam essas capacidades conforme a parte onde ocorreu o AVC e o que essa parte controla.
Sintomas comuns de um AVC incluem:
Paralisia num lado do corpo;
Esmorecimento e fraqueza num lado do corpo;
Problemas de comunicação;
Perda de visão ou visão turva.

O que provoca um AVC?
O AVC ocorre quando há algo errado no fluxo sanguíneo – o sistema vascular de uma pessoa. As duas causas principais são:
Estreitamento, revestimento, endurecimento ou enfraquecimento dos vasos sanguíneos (artérias);
Engrossamento do sangue.
As pessoas mais vulneráveis a um AVC são, por exemplo, os idosos e pessoas com certos problemas de saúde como pressão arterial alta (hipertensão) e diabetes.
Factores de estilo de vida como dieta, tabagismo, bebidas alcoólicas e atividades físicas podem alterar o risco da pessoa.
Tomar medidas para alterar o maior número de factores de risco possíveis, contribuirá para diminuir os seus riscos.
Parar de fumar
O fumo duplica os riscos de AVC porque causa endurecimento (arteriosclerose) das paredes das artérias e faz com que o sangue fique mais propenso a coagular. Isso aumenta o risco de AVC.
Parar de fumar pode cortar os riscos pela metade – não importa a idade nem por quanto tempo a pessoa fumou. Não é fácil, mas vale a pena o esforço para melhorar a sua saúde.

Há muita orientação disponível para quem quer parar de fumar:

Livros de auto-ajuda para dicas e conselhos,
Folhetos informativos do centro médico da sua área
Terapia de substituição de nicotina por gomas de mascar, aerossóis e adesivos. (Observe que a nicotina pode não ser boa para pessoas que já tiveram AVC. Solicite orientação do seu médico.)
Não fumar é uma das coisas mais importantes para quem quer evitar ter AVC.
Beber demasiadamente álcool eleva a pressão arterial. Beber mais de seis unidades em seis horas, poderá ser perigoso porque pode elevar rapidamente a pressão.
Se a ingestão de álcool for limitada dentro dessas orientações, não há nada de errado em tomar uma bebida ocasionalmente – com moderação até poderá fazer bem.
As mulheres não devem ingerir mais que duas ou três unidades de bebida alcoólica por dia. (grávidas não devem ingerir nenhuma bebida alcoólica.)
Os homens não devem tomar mais que três ou quatro unidades por dia.
Não beba todos os dias. Procure ter dias sem ingestão de bebidas alcoólicas.
Um copo de vinho pode ter entre 1.5 e 3 unidades, dependendo do tamanho.
Uma medida de bar de bebida destilada ou meia caneca de cerveja fraca ou leve é uma unidade de álcool.
Alimentação saudável é essencial para a saúde do coração e da corrente sanguínea.
Coma frutas e vegetais
Prefira comer frutas frescas, vegetais e frutas secas ao seu gosto. Recomenda-se comer pelo menos cinco porções de frutas e vegetais por dia. Uma porção é aproximadamente 80 gramas – por exemplo: uma maça, uma laranja ou um copo de sumo de uva, uma cenoura grande, um punhado de uvas, uma manga ou três colheres de sopa de ervilhas.
Escolha proteínas com pouca gordura
Não coma muita carne vermelha – prefira peixe, aves (sem pele), caça ou alternativas vegetarianas. A maioria das carnes vermelhas tem muita gordura saturada, o que contribui para o engrossamento das paredes das artérias.
Reduza o sal
O sal eleva a pressão sanguínea. Não acrescente sal à comida e evite alimentos processados que contenham muito sal.
Coma mais fibras
Alimentos ricos em fibras ajudam a controlar os níveis de gordura no sangue. Prefira cereais integrais, aveia, arroz integral, massa e pão de farinha integral.
Limite a quantidade de gordura ingerida
É necessário um pouco de gordura na sua dieta, mas muita poderá entupir as artérias e acrescentar problemas de peso. Procure limitar a quantidade usada e prefira óleos de noz, sementes e vegetais à margarina e manteiga.
Mantenha o peso
Estar acima do peso é um fator de risco para pressão arterial alta, doença coronária e diabetes. Estes factores aumentam o risco de AVC. Uma dieta saudável e exercícios regulares ajudarão a controlar o seu peso.

Faça mais exercício

Atividades físicas regulares ajudam a baixar a pressão arterial, criam um equilíbrio saudável das gorduras do sangue e melhoram a capacidade do seu corpo para lidar com a insulina. Algumas dicas por onde começar:
Escolha uma actividade da qual goste  Atividades como caminhar, dançar, nadar, andar de bicicleta, jogar ténis ou golfe. O que importa é que faça algo que o(a) ponha aquecido(a) e levemente sem fôlego. Jardinagem e trabalho doméstico também são bons exercícios
Não se exceda
Procure começar devagar, principalmente se não está acostumado(a) com exercícios físicos. Aumente gradualmente para 30 minutos por dia. Apenas 30 minutos de atividades cinco dias por semana são suficientes para reduzir os riscos de AVC. Não é necessário fazê-lo de uma só vez – é igualmente eficiente exercitar-se algumas vezes por dia em sessões de 10, 15 ou 20 minutos.
Aquecimento e esfriamento

Para prevenir cãibras e rigidez, comece com um aquecimento de alguns minutos (exercícios leves de alongamento) e diminua gradualmente (novamente com alongamento) no final para que sua batida cardíaca volte ao normal.
Exercite-se com outra pessoa
Fazer exercícios com um(a) amigo(a) torna a atividade mais divertida e ajuda a manter a sua motivação, caso o seu entusiasmo comece a diminuir.
Varie a rotina

Faça diferentes atividades de vez em quando para exercitar diferentes músculos – e mantenha-se alerto(a).
Faça mais atividades de dia
Procure formas de acrescentar mais exercício à sua rotina diária. Por exemplo:
Use as escadas e não o elevador;
Vá a pé às lojas ao invés de conduzir;
Desça do autocarro antes do seu ponto e siga a pé até sua casa.
Se sentir tonturas, dor (principalmente no peito) ou tiver dificuldade para respirar, pare o exercício imediatamente e fale com o seu médico.
Existem alguns passos que pode tomar em conjunto com o seu médico.
Verifique a sua pressão arterial

A pressão alta causa o endurecimento das paredes das artérias (arteriosclerose) e coloca um maior esforço nos vasos sanguíneos. A pessoa pode não saber que tem pressão arterial alta, por isso deverá verificá-la regularmente. (A pressão normal saudável de um adulto é menos de 140/90mmHg.)
Tenha a sua saúde controlada

Outros problemas podem aumentar o risco de AVC, incluindo:

Doença coronária;
Fibrilação atrial (batimento irregular do coração);
Colesterol alto;
O seu médico poderá prescrever medicamentos para manter estes problemas sob controle.
Stress e Depressão

Muitas coisas na vida – como excesso de trabalho, desemprego, problemas familiares e luto – podem causar stress e depressão. Isto pode afectar o físico e, se não tratado, provocar problemas de saúde a longo prazo.
É importante obter ajuda do seu médico ou de outro profissional de saúde.
Sobre anticoncepcionais e terapia hormonal

As hormonas podem deixar o sangue mais grosso e mais propenso a coagular, e podem aumentar o risco de pressão arterial alta. Os tratamentos com hormonas incluem:

A pílula anticoncepcional combinada (que contém estrogênio e progesterona);
Terapia de reposição hormonal.
Converse sempre com o seu médico sobre os tratamentos hormonais e escolha a melhor opção.
Esteja atento àquilo que não pode mudar.
Infelizmente, algumas pessoas correm mais riscos de sofrer AVC que outras devido a factores que não podem ser mudados. Esses incluem:
Histórico familiar – a pessoa tem mais risco se alguém da família já teve um AVC;
Idade – com a idade, as artérias endurecem e ficam com as paredes grossas, isso significa que os mais velhos estão mais vulneráveis ao AVC;
Sexo – nas pessoas com menos de 75 anos, os homens têm mais AVC’s que as mulheres;
Etnia – as pessoas com antecedentes africanos, afro-caribenhos ou sul-asiáticos correm mais riscos;
Problemas como a doença coronária e diabetes.
Mas o AVC não é inevitável. Mudar o seu estilo de vida pode ajudar a reduzir os riscos.
Se não se tomarem medidas preventivas, outro AVC pode ocorrer. Mesmo depois de um AVC, não é tarde para mudar o seu estilo de vida e melhorar a sua saúde.
Procure avaliação urgente após um AIT
Um ataque isquêmico transitório, AIT (mini-AVC), é um sinal de alerta de que poderá estar em risco de um acidente vascular cerebral mais grave no futuro. Qualquer suspeita de AIT deve ser tratada como uma emergência, necessitando de avaliação médica urgente.
Se o seu risco de acidente vascular cerebral ainda é considerada como alto após o AIT, deverá ser encaminhado para um especialista e, se possível, receber uma ressonância magnética ou TAC ao cérebro – no prazo de 24 horas. Caso contrário, deve ainda ser visto por um especialista dentro de 7 dias do início dos sintomas.
Não deixe acontecer de novo
Os riscos de AVC aumentam nas pessoas que já tiveram um mini AVC (AIT). Para reduzir os riscos:

Siga os conselhos do seu médico para mudar o seu estilo de vida (dieta, peso, tabaco, exercício e álcool);
Controle e verifique a sua pressão arterial regularmente;
Tome os medicamentos prescritos para prevenir o coágulo do sangue ou baixar o colesterol (continue a medicação nas férias)
Integrar um Grupo de Auto Ajuda e de Apoio é uma boa forma de partilhar experiências e de comunicar com outras pessoas sobre como lidar com o problema, depois do AVC.

Contacte a ASSOCIAÇÃO AVC – Linha de Apoio – 253 812 547

Um AVC pode ser uma experiência assustadora, tanto para a pessoa como para a família. Se está a ser difícil lidar com toda esta experiência, esta secção faz um esboço do que poderá esperar nas primeiras horas, dias e semanas, após o AVC.
Um AVC envolve muito tratamento médico no imediato e, às vezes, meses e anos de recuperação contínua. As seguintes ligações providenciam informação para o ajudar a compreender o que lhe aconteceu e porquê, como o plano de tratamento está estruturado de acordo com as necessidades individuais e outros passos práticos necessários para a melhor recuperação possível.
Um AVC acontece quando o fornecimento de sangue a uma parte do cérebro é subitamente bloqueada ou reduzida. O cérebro necessita dos nutrientes e do oxigénio que o sangue transporta e sem eles, as células cerebrais poderão sofrer danos ou morrerem.
Diferentes partes do cérebro controlam tudo o que pensamos e sentimos – coisas que tomamos como garantidas, como sermos capazes de mover equilibrar, falar, entender, relembrar, ver e ouvir. Se a parte do cérebro que controla alguma destas atividades é danificada, a nossa capacidade de as fazer será afetada.
É uma doença muito séria
De todas as pessoas que sofreram um AVC, cerca de um terço poderão fazer uma recuperação significativa dentro de um mês. Mas infelizmente, nem toda gente fica melhor. Se um AVC for muito severo, os danos permanentes nas células cerebrais podem resultar numa incapacidade a longo termo. Nos casos piores, um AVC pode ser fatal se as partes do cérebro que controlam funções vitais como a respiração forem ‘desligadas’.
Os sintomas são repentinos
Um AVC tem um efeito imediato na forma como o corpo e a mente funcionam. Sintomas típicos incluem:

Dormência, fraqueza ou paralisia de um lado do corpo;
Fala arrastada ou dificuldades em encontrar palavras ou de entendimento;
Visão turva ou perda de visão;
Confusão ou instabilidade.
Uma avaliação imediata é fundamental
Quando o primeiro AVC acontece, os testes são necessários para se certificar de que o tratamento urgente seja facultado.

A avaliação hospitalar inicial certificar-se-á por:

O tipo de AVC, a área da lesão e gravidade;
A condição do coração e dos pulmões;
Problemas com deglutição.

A equipa médica hospitalar executará uma serie de testes para descobrir aonde é que o AVC se deu, qual a gravidade e o que o causou ( um derrame no cérebro ou um coágulo no sangue). A este processo designa-se de avaliação.
É importante que estes testes se realizem o mais cedo possível, esteja a pessoa no ambulatório ou no hospital. Quanto mais rápido a pessoa que sofreu um AVC for diagnosticada e tratada, maior será a chance de recuperar. Um tratamento chamado de Trombólise poderá ser dado para alguns AVC’s, mas para ser efectivo este terá de ser administrado dentro das primeiras 3 horas após o AVC.
Pressão arterial

Alta pressão arterial (hipertensão) é a causa mais comum de AVC. A tensão arterial da pessoa será medida imediatamente e, se necessário, será administrada medicação para estabilizar nos estádios iniciais após o AVC.

Electrocardiograma

Testa se existem ritmos cardíacos não usuais. Um tipo de ritmo cardíaco irregular, fibrilação atrial, é um factor de risco para o AVC.
Análises ao sangue

Podem verificar:

Níveis de colesterol;
Coágulos;
Nível de açúcar no sangue
Isto pode ajudar explicar porque é que alguém sofreu um AVC. Examinar amostras de sangue também poderá ajudar a confirmar se outras partes do corpo, como o fígado ou os rins estão saudáveis e se algum tratamento medicamentoso após AVC estará a fazer algum efeito colateral.
Imagiologia cerebral

Terá de se fazer um scan cerebral nas primeiras 24 horas após o AVC.
O TAC (Tomografia axial computadorizada) é uma forma de raio-x ao cérebro. O doutor pode injetar corante nas veias do paciente para ver os resultados mais claramente.
A Ressonância Magnética é feita numa máquina que usa ondas para produzir aspectos detalhados do cérebro.
Problemas de deglutição afetam cerca de um terço das pessoas após o AVC. Quando uma pessoa não consegue engolir de forma adequada, existe um risco de a comida e os líquidos descerem pela traqueia para os pulmões (chama-se aspiração), o que poderá levar a infecções pulmonares e a pneumonias.
O teste inicial de deglutição é muito simples. É dada à pessoa algumas colheres de chá de água para beber. Se conseguirem engolir sem se engasgarem ou tossirem, é-lhes pedido que bebam metade de um copo de água.
Se tiverem dificuldades a engolir, deverão se encaminhados para um terapeuta da fala, o qual poderá fazer uma avaliação clínica mais cuidada deste problema. Não lhes será permitido beber ou comer sem ajuda e se os problemas de deglutição continuarem por mais alguns dias, terá de se elaborar uma dieta de forma a que se assegure que obtenham toda a nutrição necessária através de comida ‘passada’ e de bebidas transformadas (espessadas)
A recuperação e a qualidade de vida da pessoa que teve um AVC melhorará se conseguirem alimentarem-se pela boca, mas em casos extremos, métodos de alimentação artificial poderão ser necessários.

Tratamento médico
Assim que o AVC tenha sido diagnosticado, a medicação poderá impedir que o AVC se torne pior, controlar a pressão arterial ou tratar problemas subjacentes.
Por exemplo:

Medicação antiplaquetária e anticoagulante tornam o sangue menos viscoso e impedem a formação de coágulos;
Fluidos intravenosos podem ser administrados para impedir que a pessoa fique desidratada, especialmente se não conseguir engolir;
Insulina mantém os níveis de açúcar no sangue estáveis e aos fumadores será lhes dado apoio para pararem de fumar.

Testes ao coração e artérias sanguíneas
Poderão ser feitos outros testes ao coração e às artérias sanguíneas para confirmar o que causou o AVC.
O doppler carotídeo é um teste que usa ultra-som para verificar a velocidade do fluxo sanguíneo através da artéria carótida no pescoço. É usado se o médico suspeitar que o AVC possa ter sido provocado pelo estreitamento dessa artéria que leva sangue ao cérebro.
O Ecocardiograma com doppler usa uma sonda para estudar o modo como o coração está a trabalhar. Normalmente isso é feito movendo a sonda sobre o peito da pessoa.
A radiografia do tórax vai ajudar a mostrar a condição do coração e pulmões de uma pessoa, e destacar as causas óbvias do AVC.
Nos primeiros dias após um acidente vascular cerebral, os bons cuidados de enfermagem centram-se na avaliação e prevenção de complicações. Uma vez que a pessoa está estável, a equipa hospitalar elabora um programa de reabilitação individual (muitas vezes inserida nos cuidados continuados), concebido em torno de necessidades específicas da pessoa.

Um AVC pode causar:
Paralisia ou perda do controle muscular, geralmente num lado do rosto e do corpo;

Dificuldades com a linguagem – falar, compreender o que as pessoas dizem, leitura e escrita;

Visão turva ou dupla, ou perda da visão;

Problemas de pensamento, memória, concentração e atenção;

Depressão, ansiedade, mudanças de humor e cansaço extremo.
A reabilitação é destinada a ajudar as pessoas, tanto quanto possível, a recuperar a independência, por reaprender as capacidades que perderam, aprendendo outras novas e a encontrar formas para gerir qualquer deficiência permanente.

Fisioterapeuta

A Fisioterapia ajuda nos problemas de equilíbrio, paralisia ou fraqueza muscular. O fisioterapeuta pode:

Desenvolver exercícios para melhorar o movimento e impedir que os membros fracos se tornem duros e dolorosos (espasticidade);

Ajudar a pessoa a sentar-se, movimentar-se com segurança e recuperar o equilíbrio;

Certificar-se que a pessoa está na posição correta, seja deitado, sentado ou em pé.

 

Terapeuta da Fala
Vai avaliar as dificuldades de deglutição e de comunicação, e:
Recomendar soluções para os problemas de deglutição;
Falar com a família e amigos sobre o que podem fazer para ajudar a compreender e a comunicar;
Ajudar a falar, ler e escrever.

Nutricionista

Se a pessoa que teve um AVC tem dificuldade em engolir, perdeu o apetite, está abaixo do peso ou tem diabetes, um nutricionista pode desenvolver uma dieta nutricional segura e fácil de comer.

Terapeuta ocupacional

Todas as atividades diárias podem ser difíceis para as pessoas que perderam a sua coordenação e movimento, ou ter problemas com a visão. O terapeuta ocupacional pode:

Ensinar as pessoas a fazer as coisas por si mesmas, tais como se vestir, usar a casa de banho e lavarem-se;
Aconselhar sobre equipamentos úteis, como cadeiras de rodas e outros.

Oftalmologista
Um oftalmologista pode avaliar as dificuldades de visão e pode ser capaz de prescrever óculos especiais ou auxílios de visão.

Psicólogo Clínico

As alterações psicológicas que acompanham um AVC podem ser extremas e inesperadas. Um psicólogo clínico pode avaliar e intervir em:
Problemas emocionais, cansaço, alterações de humor, stress, ansiedade e depressão;
Dificuldades com os processos mentais: raciocínio, memória, reconhecimento, concentração e planeamento.

Inicialmente, as pessoas que sofreram um AVC poderão necessitar de tratamento hospitalar intensivo e de cuidados de enfermagem diários. Uma significativa percentagem de recuperação frequentemente acontece dentro das primeiras semanas, mas os progressos vão se dando ao longo dos anos.
A Reabilitação é um processo que continua em casa ou na Rede Nacional de Cuidados Continuados. A prioridade é que a pessoa abandone o hospital assim que esteja suficientemente capaz e quando for o mais seguro possível para o fazer.
Plano de Alta
A evolução do doente é cuidadosamente avaliada pela equipa médica e pela Assistente Social, que é a ponte para os recursos existentes na comunidade. Juntos elaboram o plano de alta de modo a que todo o suporte necessário dos serviços de saúde e sociais estejam devidamente preparados antes de a pessoa sair do hospital.
Antes da pessoa sair do hospital, a Assistente Social poderá aceder ao domicílio do doente para fazer uma avaliação das necessidades. Também poderá convocar a família para conversar acerca do corrente processo de reabilitação e de qualquer outra informação relacionada com a situação social do doente.
Um AVC pode mudar a vida das pessoas e terá um impacto tanto nas pessoas que sofreram o AVC como nos seus familiares e amigos. Esta secção descreve um pouco daquilo que alguns serviços e pessoas poderão fazer para ajudar o “sobrevivente” de AVC e a sua respectiva família a lidar com os efeitos a longo prazo do AVC.
Se sofreu um AVC, certamente quererá saber o máximo que puder acerca do suporte prático, emocional e financeiro que está disponível para as pessoas que sofreram um AVC e para os seus cuidadores. Os serviços variam de área para área, por isso converse com o maior numero de pessoas possível – por exemplo com a serviços sociais da sua área, com o seu médico de família e se for o caso, com a ASSOCIAÇÃO AVC.
É muito importante obter ajuda médica o mais rápido possível após um AVC, para identificar aonde é que o AVC se deu e limitar as lesões para o cérebro.
O Tratamento hospitalar imediato inclui, scans (imagens) cerebrais, testes às funções de deglutição e movimento, monitorização do oxigénio, glicose e pressão arterial e, quando apropriado, medicação para impedir que o AVC se torne pior.
Assim que o AVC tenha sido diagnosticado, é provável que a pessoa fique no hospital pelo menos por um curto período de tempo. Se o AVC for grave, é possível que fiquem no hospital semanas ou meses.
A equipe de AVC envolvida nos cuidados poderão incluir médicos especialistas, enfermeiros, terapeutas e assistentes sociais. Juntos, definem o plano de cuidados para cada individuo e ajudarão a transferir o doente do hospital para casa que o momento for o apropriado.
O plano de alta certifica que são feitos todos os arranjos necessários para que os cuidados da pessoa em casa sejam feitos, incluindo os contactos com os recursos comunitários e qualquer equipamento especial que possa ser necessário.
Voltar para casa pode ser assustador para as pessoas que sofreram um AVC e para os seus cuidadores. A maioria das pessoas não estará totalmente recuperada no momento de deixar o hospital, sendo muito provável que continuem o processo de reabilitação do AVC em casa.
Cuidar de alguém que teve um AVC é, fisicamente e emocionalmente exigente. A pessoa pode precisar de ajuda, mesmo em tarefas simples como tomar banho e vestir-se. Podem ter dificuldades de compreensão e de comunicação dos seus desejos e sentimentos. Podem sentir-se deprimidos ou com variações de humor. Depois do primeiro surto de recuperação após o AVC, as melhorias são graduais e isto pode ser frustrante para todos.
Para uma melhor recuperação a longo termo, é importante obter o maior suporte possível dos serviços de saúde e serviços sociais locais.
Serviços de suporte para ajudar a pessoa que sofreu um AVC a lidar com doença em casa são usualmente providenciados pelo departamento de serviço social local. A pessoa poderá já ter tido uma entrevista com a Assiste Social no hospital. Se não teve, o seu médico de família poderá referenciá-la para esse serviço no seu centro de saúde ou para outro local.

Avaliação Social
Esta avaliação deverá ocorrer antes da pessoa ter alta hospitalar, contudo também poderá ocorrer depois.
Para que esta avaliação tenha os resultados esperados, seja honesto e providencie o máximo de detalhes possíveis acerca das suas circunstâncias como paciente ou como cuidador – a sua saúde, como gere o seu tempo, que suporte prático precisa e como se está a sentir com esta nova situação que está a viver.
Que ajuda eu posso esperar?
Assim que as suas necessidades sejam avaliadas, a assistente social pode-lhe dizer quais são os serviços disponíveis para a sua situação. Os serviços podem variar de área para área, mas podem incluir:
Aconselhamento geral e ajuda para suporte financeiro;
Providenciar subsídios e equipamento técnico;
Um lugar num centro de dia, lar ou outro equipamento social ajustado à situação.

Apoio ao domicílio.

Os cuidadores familiares podem aprender as medidas práticas necessárias para tomar conta de alguém que está a recuperar de um AVC, mas também terão de enfrentar mudanças mentais e emocionais que poderão ser muito difíceis de se lidar.
Depois de um AVC, o stress, ansiedade, sentimentos de tristeza e outras mudanças psicológicas são inevitáveis. Estas poderão causar depressão na pessoa que sofreu o AVC assim como na restante família. É importante que os cuidadores não deixem que estes sentimentos negativos sejam um obstáculo no processo de recuperação e reabilitação.
Seja o mais paciente possível – algumas vezes o progresso pode parecer ser lento, mas a pessoa pode continuar a recuperar anos depois do AVC.
Tenha cuidados na sua saúde – durma o suficiente e assegure-se que se alimenta correctamente.
Continue com os seus hobbies e actividade sociais – precisa de uma vida fora da sua casa.
Peça ajuda – descubra quais os serviços e recursos que estão disponíveis e contacte-os.
Voltar ao trabalho irá depender do nível de recuperação da pessoa e do tipo de trabalho que tem. O médico de família ou o médico especialista poderão ajudar a decidir se a pessoa está saudável o suficiente para voltar ao trabalho.
É aconselhável informar o empregador acerca desta problemática de modo a que a reintegração seja feita de uma maneira harmoniosa e segura. Eventualmente poderá ser possível retornar ao trabalho em part-time ou mudar para uma função diferente da anterior.
Se você ou alguém de quem cuida sofreu um AVC, necessitará de acesso a reabilitação, suporte e informação para melhorar a sua condição e qualidade de vida. Esta secção aborda as diferentes formas que uma pessoa que sofreu um AVC poderá recuperar capacidades e adaptar-se a uma vida “após” o AVC. Também considera os profissionais que o poderão ajudar voltar à vida normal ou em aprender a viver com os efeitos a longo prazo de um AVC.

 

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fonte : Associação AVC

 

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