Beneficios que o mel pode nos proporcionar

18 mar 2017 | By

Os tipos de méis mais conhecidos:
Mel não é tudo igual! Já notou como existem diferenças entre os tons, viscosidade e sabor dos que são encontrados à venda? Isso acontece porque ele toma características diferentes conforme a planta que fornece o néctar. Por esse motivo, o fluído é classificado de acordo com a florada, ou seja, as espécies de flores das quais as abelhas retiram o néctar. As nutricionistas Juliana Rossi Di Croce e Cátia Medeiros ajudam a definir as características do mel de acordo com sua origem:
Mel de flores de café: tem florada rara. Seu sabor tem características cítricas, porém, é suave. Tem efeito energizante.
Mel silvestre: proveniente de diversas flores, é o mais ingerido no Brasil. É favorável para a saúde das vias respiratórias, tem efeito antioxidante e propriedades calmantes. É rico em minerais.
Mel de flor de eucalipto: possui um sabor mais forte e coloração escura, devido à alta concentração de ferro, magnésio, cálcio e enxofre. É interessante para o tratamento auxiliar e alívio de infecções intestinais, vias urinárias e doenças respiratórias. Bastante indicado para tosses, resfriados, sinusite, irritação da garganta e bronquite.
Mel de assa-peixe: extraído da planta típica brasileira, possui aroma e sabor agradáveis e ainda é identificado por seu efeito calmante e expectorante.
Mel de Cipó-uva: é reconhecido por sua ação antioxidante, especialmente no fígado.
Mel de flor de laranjeira: auxilia no tratamento de distúrbios intestinais. Também pode ser utilizado como tranquilizante natural, para adoçar bebidas, assim como em preparações matinais como frutas, cereais e pães.
Mel de flores de limão: sabor mais cítrico. Funciona como um xarope natural e controla a acidez do estômago.

Uma verdadeira maravilha da natureza! O mel, esse fluído viscoso, elaborado pelas abelhas a partir do néctar coletado das flores e armazenado nos favos de suas colmeias, é um alimento poderoso. Seus principais constituintes são carboidratos, principalmente frutose e glicose – está aí a fonte de sua doçura – e mais 25 polissacarídeos, dentre os quais estão a sacarose e a maltose. Ainda se pode dizer que ele é um alimento “vitaminado”, já que conta com vitaminas A, B1, B2, B3, B5, B6, C e Biotina (vitamina H). Diferentes sais minerais também estão presentes em sua composição: cálcio, fósforo, ferro, enxofre, potássio, selênio, cloro, manganês, cobre e zinco aparecem na fórmula. Em menor quantidade, apresenta conteúdos de proteínas de origem animal e vegetal.
Com tantos elementos em sua composição, não é de se admirar que o mel apresente muitas propriedades e tenha boas funções sobre a saúde. Porém, toda essa potência precisa ser dosada no consumo, já que, como todo carboidrato, pode contribuir para o aumento de peso, quando ingerido em excesso, como informa a nutricionista Cátia Medeiros. E não é mesmo necessário abusar da quantidade: basta uma colher de sopa (ou 10 ml) do fluído ao dia para se tirar proveito das vantagens desse alimento tão saboroso.

Tosse, gripe, tuberculose…

A tradicional receita caseira que indica a ingestão de mel quando se contrai tosse, gripe ou resfriado funciona mesmo! A nutricionista Gabriela Marcelino, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) endossa a sabedoria popular: “Ele é mesmo eficaz contra problemas respiratórios”. E nessa área de tratamentos, a especialista vai além: “As bactérias causadoras de algumas doenças são sensíveis à ação antibacteriana do mel. Entre elas estão a Haemophilusinfluenzae, responsável por infecções respiratórias e sinusites, a Mycobacterium tuberculosis, que leva à tuberculose, a Klebsiellapneumoniae e a Streptococcus pneumoniae, ambas causadoras da pneumonia”.
Mas as funções terapêuticas do mel não se limitam às doenças do aparelho respiratório. O consumo diário provoca o aumento da resistência do organismo a uma série de enfermidades. “Ele tem propriedades antissépticas, antibacterianas, imunológicas, expectorantes, sendo então utilizado como coadjuvante na área terapêutica em diversos tratamentos profiláticos”, conta a nutricionista Gabriela. Vale ressaltar que o mel alivia os sintomas e o desconforto das patologias a ele relacionadas, mas não promove suas curas. O tratamento dessas enfermidades, portanto, deve ser indicado por um especialista.

Antimicrobiano e antibacteriano

Mel possui ação antimicrobiana, impedindo o crescimento de bactérias patogênicas e oferecendo proteção contra algumas doenças. “Ele contém alguns ácidos, sendo que um deles, o glucônico, contribui para a formação do peróxido de hidrogênio, um poderoso antibacteriano.O ferro e o cobre nele presentes contribuem para a ação antimicrobiana”, diz a nutricionista Cátia Medeiros (SP).
Ainda tem ação fungicida e cicatrizante. “O uso tópico do mel estimula a cicatrização de feridas e a atividade anti-inflamatória que diminui dor e edema. Por este motivo, é muito utilizado em ‘pé diabético’ (complicação decorrente do diabetes e que promove o aparecimento de úlceras, infecções, entre outros sintomas nos pés), com ação semelhante à da insulina. Sua aplicação deve sempre ser indicada por um profissional”, explica a nutricionista Juliana Rossi Di Croce (SP).

Bom para o intestino

Devido ao conteúdo de oligossacarídeos presentes no alimento, possui propriedades probióticas, ou seja, serve de substrato para as bactérias benéficas do intestino. “Foi mostrado, em um estudo, que seu consumo aumenta a população intestinal de bífido bactéria e lactobacilos, devido ao seu conteúdo de fruto oligossacarídeos, um tipo de prebiótico”, explica Juliana. Por essa razão, ajuda no equilíbrio da microbiota intestinal, estimulando o crescimento e atividade de bactérias favoráveis ao organismo. No aparelho excretor, o mel ainda diminui os riscos de infecção urinária: “Algumas bactérias, como streptococcusfaecalis, proteus species e pseudomonasaeruginosa, podem causar a infecção urinária e elas são sensíveis à ação antibacteriana do mel”, explica a nutricionista Cátia.

Pressão, cérebro e coração

Como é fonte de potássio, o mel se torna um alimento interessante para o equilíbrio da pressão arterial, como explica a nutricionista Cátia. Além disso, o mel pode conter boas quantidades de colina, que é essencial para a função cerebral e cardiovascular, bem como para a composição da membrana celular.
O substrato produzido pelas abelhas apresenta ainda ação antioxidante, que promove maior proteção ao organismo contra os danos causados pela formação diária de radicais livres. Os polifenois são as substâncias responsáveis por essas propriedades: quanto mais escuro o mel, maior a quantidade de polifenois e melhor seu poder antioxidante. Os principais são os flavonoides (como aquercetina, luteolina, kaempferol, apigenina,crisina e galangina) e ácidos fenólicos. “Essas substâncias combatem os danos causados por agentes oxidantes, presentes nos alimentose no corpo humano, e assim previnem o envelhecimento e doenças como o Alzheimer, cardiovasculares, entre outras”, atesta Cátia.

Relaxamento na dose certa

O fluído ainda estimula a produção de serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e bem-estar. É fonte ainda de triptofano, um aminoácido precursor da serotonina, que é o hormônio responsável por baixar os níveis de estresse do organismo, melhorando os ânimos.

Verdade ou falso sobre o mel:

Fique atento à quantidade. Por conta do carboidrato, o mel pode contribuir para o aumento de
peso quando consumido em excesso.
A qualidade do mel vai além da doçura, pois tem se mostrado eficaz para combater bactérias resistentes aos antibióticos tradicionais. Confira abaixo as verdades e mentiras sobre o alimento:

Pode substituir o açúcar na alimentação

Verdadeiro. O mel é o melhor substituto do açúcar, justamente porque tem um grande valor energético. É rico em glicose e principalmente frutose, além de trazer em sua composição minerais e várias vitaminas em pequenas quantidades. Para utilizá-lo em sua textura normal, recomenda-se guardá-lo fora da geladeira, pois se armazenado em temperaturas abaixo de 37° C tende a cristalizar, ou seja, fica semelhante ao açúcar.

Criança pode ingerir

Verdadeiro. O mel pode ser oferecido para as crianças, pois é um alimento energético, rico em minerais e vitaminas e com um índice glicêmico moderado. A única ressalva é para bebês de até 12 meses de idade, pois eles estão mais suscetíveis a desenvolver botulismo infantil (também denominado de botulismo intestinal) que ocorre pela ingestão do Clostridium botulinum, que irá produzir a toxina no intestino do bebê. O mel é uma fonte potencial de transmissão do botulismo, principalmente pela deficiência de fiscalização nas propriedades produtoras do mel in natura e pela suscetibilidade da imunidade do bebê em seu primeiro ano de vida.

Devo comer quando estou com tosse

Verdadeiro. Com certeza o consumo de mel é benefico quando se está com tosse. Hoje, ele é um dos ingredientes mais usados para produção de pastilhas e xaropes para a garganta. Um estudo realizado pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, isolou os componentes do mel com ação antibiótica e os testou contra vários tipos de bactérias resistentes aos antibióticos tradicionais, demonstrando que seu efeito microbicida pode combater um amplo espectro de bactérias.

Não faz engordar

Falso. Como todo carboidrato, o mel pode contribuir para o aumento de peso quando consumido em excesso. Entretanto, ele pode ser ingerido diariamente desde que seja com moderação. Para que você possa calcular as calorias, saiba que uma 1 colher (sopa) possui 64 kcal, logo, o ideal, para não comprometer a dieta, é nunca ultrapassar 2 colheres (sopa) ao dia.

Cura a gripe

Falso. Com o passar dos dias, a pessoa com gripe tem mais secreção nasal, tosse, congestão, dor de garganta e febre. Nesse caso, o mel vai agir como um agente bactericida, aliviando os principais sintomas, mas não curando a doença, uma vez que a gripe é causada por um vírus. Assim, o consumo regular do alimento apenas fortalecerá as defesas naturais do organismo.

Todo mel é igual, não existe nenhuma diferença entre eles

Falso. A cor e o sabor dependem da espécie de flor de onde o néctar foi retirado. A coloração varia do branco ao marrom, sendo que os tipos mais claros têm sabor mais suave. No Brasil, as plantas cultivadas para fornecimento de mel são o cafeeiro, cambará, eucalipto, maria-mole, ingá, alecrim, entre outras. Não há um tipo de mel melhor que o outro, mas o mais apreciado é o de flor de laranjeira, por ser considerado o mais saboroso.

ATENÇÃO – Faz bem para as crianças: O mel pode ser oferecido para as crianças, pois é um alimento energético, rico em minerais e vitaminas e com um índice glicêmico moderado. A única ressalva é para bebês de até 12 meses de idade, pois eles estão mais suscetíveis a desenvolver botulismo infantil (também denominado de botulismo intestinal) que ocorre pela ingestão do Clostridium botulinum, que irá produzir a toxina no intestino do bebê. O mel é uma fonte potencial de transmissão do botulismo, principalmente pela deficiência de fiscalização nas propriedades produtoras do mel in natura e pela suscetibilidade da imunidade do bebê em seu primeiro ano de vida.

Revista vida e saúde

 

 

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