Espinheira Santa uma milagrosa planta

02 mar 2017 | By

A ação da espinheira santa nos casos de disfunções estomacais seria por meio de vários mecanismos, além de não depender de um componente específico da planta mas sim da ação conjunta de diferentes fito complexos. Um dos mecanismos foi demonstrado em um estudo com sapos, que é o de inibição da ativação de receptores histamínicos do tipo H2, diminuindo assim a quantidade de ácido secretada pela mucosa estomacal, o mesmo mecanismo dos medicamentos citados, ranitidina e cimetidina. Além disso, há inibição da gastrina, um hormônio que também estimula a secreção ácida e a motilidade do estômago. Alguns taninos e óleos essenciais seriam ainda, responsáveis por parte do efeito protetor da muscosa gástrica.
Alguns casos de gastrite, úlcera e até câncer gástricos, podem ainda ser induzidos pela presença da bactéria Helicobacter pylori, e além de todas as ações já citadas, componentes da espinheira santa também apresentaram ação in vitro e in vivo contra essa bactéria.
Garantindo a eficácia da espinheira santa ela pode ser indicada para todos os seguinte quadros clínicos:

Má digestão;
Azia e acidez estomacais;
Refluxo;
Gastrites, inclusive as causadas por Helicobacter pylori;
Úlceras gástricas e duodenais;
Perturbações do trato gastrointestinal;
Enterites (inflamações do intestino);
Flatulência;
Mau hálito causado por distúrbios estomacais.

Em todas as indicações seu poder digestivo, cicatrizante, anti-inflamatório e protetor da mucosa gástrica são os mais acentuados. O médico deve sempre ser consultado para avaliar o benefício da inclusão da espinheira santa como auxiliar no tratamento dessas doenças.
– Ação anticancerígena
Estudos in vitro e in vivo demonstraram a atividade de substâncias presentes na espinheira santa contra células cancerosas e tumores em concentração bastante baixas. Muitos deles tendo sido realizados aqui no Brasil. O potencial da planta foi tal, que chamou a atenção de pesquisadores americanos e Europeus, e mais pesquisas foram realizadas.
A substância maitansina, um alcaloide, levou a expressivas regressões de carcinoma de ovário e linfomas, mais pesquisas não foram conduzidas pois observou-se alta toxicidade nas doses usadas.
Já um outro alcaloide, maiteína, apresentou baixa ou nenhuma toxicidade e teve excelentes resultados na redução de tumores epidermoides, ou seja, que se originam de células epiteliais, de até 60% com expressiva melhora na condição de vida dos pacientes.
Em 1990, pesquisadores japoneses descobriram a ação antineoplásica em um outro grupo de moléculas presente na espinheira santa pertencentes à classe dos triterpenos. Os experimentos mostraram citotoxidade ou inibição de vários tipos de leucemia e tumores.
Hoje a espinheira santa é utilizada topicamente por pacientes com câncer de pele na forma de unguentos ou lavagem com o extrato aquoso das folhas.
Apesar da capacidade da espinheira santa em auxiliar nos tratamentos contra o câncer, nenhuma substituição ou a inclusão desse fitoterápico nas terapias já utilizadas por pacientes devem ser feitas sem o aval médico.

A espinheira santa é perfeita para a saúde dos rins e glândulas adrenais, como laxativo e antiespasmódico, para alívio das dores de cólica menstrual, para eliminação de toxinas do organismo, “limpando” o sangue, como anti-inflamatório, antisséptico, antiasmático, e diurético. Mais estudos são necessários para comprovar os resultados da espinheira santa no tratamento dessas doenças.

A espinheira santa é um chá considerado abortivo por isso tome cuidado  se houver possibilidades de gravidez ao ingerir

Como Tomar:
Para cada forma de consumo as doses recomendadas são:

Chá: três xícaras ao dia. Para fazer o chá ferva cerca de 30g de folhas picadas em meio litro de água e deixe esfriar.
    Tintura: 15 gotas diluídas em água três vezes ao dia. Já comprada pronta em lojas de produtos naturais e farmácias de manipulação.
   Cápsulas: 2 cápsulas de 380mg três vezes ao dia.
    Compressas: ferver 10 folhas picadas em meio litro de água, esfriar e aplicar topicamente.

Contra indicações

Mulheres fazendo tratamento para fertilidade ou que estejam tentando engravidar naturalmente não devem fazer uso de espinheira santa devido ao seu efeito de reduzir a fertilidade;
Por ter ação estrogênica, pessoas com doenças causadas, ou que sofrem influência dos níveis desse hormônio não devem consumir espinheira santa, como por exemplo câncer de mama;
Mulheres amamentando também não devem fazer uso da espinheira santa pois um estudo demonstrou que pode ocorrer redução do leite materno;
É contraindicado o uso por crianças menores de 6 anos por não haver estudos que comprovem sua segurança em crianças;
Apesar de o efeito contraceptivo ter sido atribuído apenas uma ação de diminuição da receptividade do útero para implantação do feto, recomenda-se que mulheres grávidas evitem o consumo de espinheira santa até pelo menos o terceiro mês de gravidez;
A tintura, que é o resultado da extração dos componentes vegetais com álcool, não deve ser administrada a pessoas com dependência alcoólica ou que sejam sensíveis ao álcool;
Um estudo em camundongos demonstrou a interação do extrato aquoso de espinheira santa, quando administrado via injetável, com barbitúricos, intensificando a ação do sedativo. Porém nenhuma interação foi detectada com a administração via oral.

Efeitos colaterais da Espinheira Santa

Em um estudo envolvendo 43 pacientes ingerindo o dobro da quantidade recomendada do chá de espinheira santa por 14 dias não foram relatados ocorrência de nenhum efeito colateral grave, apenas sensação de boca seca, náuseas, e dores no estômago, que desaparecem com o tempo. Além disso, a incidência desses efeitos foi igual entre os grupos teste e placebo, o que sugere que a ocorrência desses efeitos seja realmente muito baixa.
Estudos em animais ingerindo doses altíssimas, de até 1 g por quilo de peso corporal, muito maiores que as recomendadas para os seres humanos também não apresentaram nenhuma complicação.
Nenhum estudo toxicológico foi igualmente capaz de demonstrar efeitos sobre os indicadores sanguíneos, de atividade do fígado ou ainda teratogenicidade.
Assim, a espinheira santa é um fitoterápico extremamente seguro nas doses recomendadas.

Precaução

A espinheira santa, cuja espécie é Maytenus ilicifolia, é facilmente encontrada no mercado informal, porém existem muitos casos de adulteração com uma outra planta, chamada Sorocea bomplandii. Devido a essa recorrente adulteração, algumas pesquisas foram conduzidas com a planta e foram encontradas ações anti-ulcerogênicas semelhantes à verdadeira espinheira santa, devido à presença de alguns flavonoides. Entretanto, a toxicidade crônica do consumo da planta não foi investigada e pessoas que compram Sorocea bomplandii pensando ser Maytenus ilicifolia estão sob o risco dos seus efeitos e toxicidade .

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