Problemas no fígado – Sintomas e tratamentos naturais

30 mar 2017 | By

Os primeiros sinais e sintomas de problemas no fígado são a dor abdominal do lado direito e a barriga inchada. Além desses, também podem ocorrer os  sinais de cor amarelada na pele e nos olhos e urina escura, de cor amarelo forte.
Algumas das causas comuns de problemas no fígado são o excesso de gordura neste órgão, que ocorre principalmente em pessoas com excesso de peso ou que não praticam atividade física, o excesso de álcool, o uso abusivo de medicamentos e doenças como hepatite, cirrose, ascite, esquistossomose e hipertensão portal.
Outros sinais e sintomas que também podem indicar problemas neste órgão são:

Tontura;
Dor de cabeça;
Coceira generalizada;
Boca seca ou Gosto amargo na boca;
Pode haver diarreia;
Enjoo e vômito;
Falta de apetite;
Cansaço fácil;
Aumento de peso;
Fezes amareladas, cinzentas, negras ou sem cor;
Facilidade em ficar com manchas roxas na pele;
Vasinhos na pele;
Aumento da mama nos homens, também chamado de ginecomastia;
Diminuição das plaquetas do sangue.
Diante da presença destes sintomas, é importante procurar o médico para investigar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado. 
Exames de diagnóstico
Para diagnosticar problemas no fígado, deve-se fazer um exame de sangue chamado hepatograma, que avalia as funções deste órgão a partir dos níveis de:
AST e ALT;
GGT, também chama de Gama GT;
Fosfatase alcalina;
Bilirrubina direta, indireta e total;
Albumina;
LHD;
INR e TAP ou TP;
5′ nucleotidase (5’NTD);
LDH.
Além dos exames de sangue, o médico também pode pedir exames complementares como ultrassonografia e tomografia computadorizada.
Tratamento
O tratamento a ser feito depende das causas da doença, mas os casos mais leves são tratados apenas com alterações na dieta. No entanto, nas situações de maior gravidade, também podem ser necessários tomar remédios para diminuir a inflamação, o colesterol, a glicemia e outros fatores que afetam o fígado.
Além disso, deve-se conversar com o médico e pedir autorização para complementar o tratamento com remédios caseiros que ajudam a limpar este órgão, como os feitos com boldo, alface ou alfazema. Veja mais detalhes em:
Alimentação para tratar o fígado
Em caso de problemas no fígado, recomenda-se beber pelo menos 1,5 L de água por dia e consumir alimentos de fácil digestão e com pouca gordura, como peixes, carnes brancas, frutas, legumes, sucos naturais, queijos brancos e leite e derivados desnatados.
Além disso, deve-se preferir preparações cozidas, assadas ou grelhadas, evitando frituras, refrigerantes, biscoitos recheados, manteiga, carnes vermelhadas, salsicha, linguiça, bacon, chocolate e doces em geral, sendo também importante evitar o consumo de qualquer tipo de bebidas alcoólicas. Veja mais detalhes da dieta para o fígado.
O gastroenterologista é o médico especialista mais indicado para o tratamento das doenças do fígado, e ele deve ser consultado se os sintomas persistirem, mesmo após as alterações na dieta.
Assista ao vídeo e veja mais dicas para tratar os problemas no fígado:

 

Hepatite também uma doença relacionada ao fígado

 

​Os sintomas de hepatite podem incluir enjoo, perda de apetite, cansaço, dor de cabeça e pele e olhos amarelados e os sintomas surgem geralmente após 15 a 45 dias depois de situações de risco como contato intimo desprotegido ou uso de banheiros públicos muito sujos.
Existem diferentes tipos de hepatite como Hepatite A, B, C, D, E, F, G, hepatite autoimune, hepatite medicamentosa, crônica e de contágio e por isso os sintomas, a forma de contágio e o tratamento podem ser diferentes de um caso para o outro. Saiba mais sobre os diferentes tipos de hepatite que existem em Tipos de hepatite.

 

 


Principais Sintomas de Hepatite
Os principais sintomas de Hepatite incluem:
Perda do apetite;
Enjoo e vômito;
Cansaço extremo e mal-estar geral;
Dor nos músculos;
Dor nas articulações;
Dor de cabeça;
Hipersensibilidade à luz;
Tosse constante e coriza;
Fezes claras e urina escura;
Pele e olhos amarelados;
Dor abdominal na região superior direita.

Todos estes sintomas, são mais frequentes nas hepatites A, B, D e E, não sendo comum nos casos de hepatite C, que pode muitas vezes ser descoberta apenas em exames de rotina.
Nos casos mais graves, além destes sintomas também pode surgir um inchaço no lado direito da barriga, pois o fígado faz um maior esforço para trabalhar, o que leva ao aumento do seu tamanho.
Quando devo ir ao Médico
É importante consultar um hepatologista quando surgem mais do que um destes sintomas, especialmente se tiver pele e olhos amarelados, urina escura e fazes claras, inchaço na barriga e dor abdominal superior direita.
Nestes casos o médico pede exames de sangue, ultrassonografia ou tomografia computadorizada para confirmar o diagnóstico e orientar corretamente o tratamento.
Veja o que comer para ajudar a curar essa doença:

Como se pega Hepatite

A hepatite pode ser transmitida de diversas formas e as principais formas de contágio incluem:
Contato com sangue contaminado;
Contato com fezes com o vírus;
Contato íntimo desprotegido (Sexo);
Uso de vasos sanitários públicos;
Ingestão de comida contaminada;
Falta de higiene;
Contato com maçanetas, descargas e torneiras de locais públicos;
Uso de materiais não esterilizados para fazer tatuagens, piercings ou para fazer a unha por exemplo;
Alimentos crus ou carne mal passada.

Estas são as formas de contágio mais comuns das hepatites A, B, C, D, E, F, G, crônica e de contágio, pois são contagiosas e podem ser transmitidas facilmente. Veja algumas formas para prevenir pegar hepatite clicando aqui.
Por outro lado, a hepatite medicamentosa e a hepatite autoimune são tipos de hepatite que não são contagiosos, podendo surgir por causas como abuso de álcool ou drogas, doenças autoimunes ou devido a uma predisposição genética para ter a doença.
O tratamento varia de acordo com o tipo de hepatite, da gravidade das lesões e da forma de contágio. Porém, na maioria dos casos o tratamento é iniciado com repouso, hidratação e fazer uma alimentação equilibrada e com poucas gorduras.

Dieta para tratar hepatite

A dieta para tratar a hepatite envolve beber bastante água para ajudar a purificar o organismo e ingerir alimentos de fácil digestão, como legumes, frutas ou grãos, por exemplo.
Além disso, na dieta para hepatite é importante evitar ingerir gorduras presentes em alguns alimentos como carnes vermelhas, frituras ou molhos, para facilitar o trabalho do fígado, assim como, as bebidas alcoólicas, que estão proibidas em qualquer tipo de hepatite.

Alimentação para doenças do fígado
A alimentação para doenças do fígado é muito importante no tratamento de qualquer doença hepática, pois ajuda na regeneração das células do fígado e faz com que fígado continue a exercer a sua função de converter os alimentos em energia e desintoxicar o organismo.
Assim, o que comer nas doenças do fígado inclui alimentos de fácil digestão, como:
Peixe grelhado;
Frango cozido sem pele;
Saladas;
Gelatina;
Frutas sem casca e, principalmente, cozidas;
Arroz branco;
Legumes e verduras, especialmente os de folhas verde-escuras.
Além disso, é importante o indivíduo beber cerca de 2 litros de água por dia.
O que não comer nas doenças do fígado inclui:
Alimentos gordurosos;
Refrigerantes;
Frituras;
Doces;
Café;
Condimentos;
Carnes vermelhas;
Ovos fritos;
Enlatados, embutidos e enchidos.
O indivíduo com doença do fígado também não deve de beber álcool para não lesar as células hepáticas.

TRATAMENTO NATURAL PARA DOENÇAS DO FÍGADO

O tratamento para doenças do fígado, como cirrose ou hepatite, por exemplo, geralmente, inclui repouso, medicamentos prescritos pelo médico, cirurgia, dieta indicada pelo nutricionista e a prática de exercício físico regularmente ou fisioterapia, caso o indivíduo não consiga praticar exercício.
O tratamento pode ser feito em casa ou pode ser necessário que o indivíduo fique internado para ser hidratado e receber os remédios pela veia. O gastroenterologista é o médico que deve indicar qual o melhor tratamento.
Recomendações para o tratamento das doenças do fígado
Algumas recomendações para o tratamento das doenças do fígado são não consumir drogas, bebidas alcoólicas ou medicamentos desnecessários. No entanto, o tratamento para doenças do fígado pode ser prolongado, por isso, pode ser necessário que o indivíduo tome os medicamentos indicados pelo médico por toda vida.
No caso de câncer do fígado, o tratamento, geralmente, inclui radioterapia e quimioterapia. O transplante de fígado também pode ser uma opção de tratamento em caso de câncer ou cirrose hepática, por exemplo, pois é quando o fígado deixa de funcionar.
O indivíduo com uma doença no fígado, normalmente, apresenta sintomas como dor no abdômen do lado direito, inchaço da barriga, cor da pele e olhos amarelados e fezes amareladas, cinzentas, negras ou brancas, por isso, quando algum destes sintomas está presente, o indivíduo deve consultar um gastroenterologista para determinar qual o tipo de doença no fígado, a sua causa e indicar o tratamento adequado.
Tratamento natural para doenças do fígado
O tratamento natural para doenças do fígado pode ser feito com as cápsulas de cardo-mariano, vendidas em lojas de produtos naturais, sob orientação do médico ou o chá de cardo-mariano, pois esta planta medicinal tem propriedades anti-inflamatórias, adstringentes, antioxidantes, depurativas e facilitadores da digestão que ajudam a tratar problemas no fígado e não substituem outras medicações prescritas pelo médico.
Para fazer o chá de cardo-mariano, basta adicionar 1 colher de sopa de folhas de cardo-mariano seco a 1 xícara de água fervente e beber o chá cerca de 3 vezes ao dia.

Remédios caseiros para o fígado

Um ótimo remédio caseiro para tratar problemas do fígado é chá de boldo pois tem propriedades que melhoram o funcionamento do órgão. No entanto, outra opção é escolher o chá de jurebeba, que é uma planta com excelentes propriedades digestivas, que facilitam a digestão e protegem o fígado.
Mas, além de tomar este chá, aconselha-se evitar alimentos estimulantes e de difícil digestão, dando preferências aos amargos, água morna, frutas, legumes e verduras. É muito importante não consumir nenhum tipo de bebida alcoólica até que o fígado esteja totalmente recuperado, pois as causas mais comuns de problemas no fígado são o consumo de bebidas alcoólicas em exagero e alimentos muito gordurosos.
1. Remédio caseiro com boldo
O boldo é um excelente remédio caseiro para tratar fígado gorduroso ou fígado inchado, pois possui propriedades que melhoram a secreção da bile, que é produzida pelo fígado, aliviando sintomas como enjoo, dor e desconforto abdominal.
Ingredientes
2 folhas de boldo
1 copo de água

Modo de preparo
Coloque os ingredientes numa panela e deixe ferver por 5 minutos. Apague o fogo, deixe amornar, coe e beba a seguir, sem adoçar, de 3 a 4 vezes ao dia. Para uma maior concentração de propriedades terapêuticas, recomenda-se tomar o chá logo após o seu preparo.
Dependendo dos sintomas de problemas no fígado, recomenda-se seguir este tratamento caseiro por 2 dias. Mas, se os sintomas persistirem ou se agravarem, o ideal é ir ao hospital rapidamente, pois pode ser algo mais grave.

2. Remédio caseiro com jurubeba

A infusão de jurubeba é um excelente remédio caseiro para problemas de fígado, porque ela é uma planta medicinal que possui propriedades diuréticas e digestivas, ajudando no tratamento das doenças do fígado.
Ingredientes
30 g de folhas e frutos de jurubeba
1 litro de água
Modo de preparo
Colocar as folhas e frutos de jurubeba em um litro de água fervente e deixar esfriar por 10 minutos. Coar e beber 3 xícaras por dia. Esta infusão não deve ser tomada por grávidas.

 

Tratamento para gordura no fígado

 

Como não existem medicamentos específicos para gordura no fígado, o tratamento dessa doença é feito principalmente através de mudanças no estilo de vida, fazendo uma alimentação saudável com pouca gordura, perdendo peso e praticando atividade física regularmente.
Além disso, é importante controlar doenças que prejudicam o funcionamento do fígado, como diabetes e colesterol, pois quando o tratamento adequado não é feito, pode ocorrer cirrose e necessidade de um transplante hepático. Veja como o transplante é feito aqui.

Atividade Física
Praticar atividade física regularmente ajuda a aumentar o metabolismo, queimar gordurar e controlar o peso, que são fatores importantes para ajudar na eliminação da gordura no fígado.
Assim, deve fazer parte do tratamento a prática de atividades como caminhada, corrida ou andar de bicicleta pelo menos 4 vezes por semana, durante 30 a 60 minutos por dia.

Remédios Caseiros
Algumas plantas medicinais, como alcachofra, boldo, jaborandi e picão preto, têm propriedades que ajudam a digerir as gorduras e reduzir os níveis de colesterol no sangue, auxiliando no controle da gordura no fígado.
Para utilizar a alcachofra, deve-se beber 3 xícaras do seu chá por dia, de 15 a 20 minutos antes das refeições. O chá é feito adicionando 15 g de folhas secas da planta em 500 ml de água fervente e deixando a mistura descansar por 10 minutos. Outra alternativa é usar a alcachofra em cápsulas. Saiba mais em: Cápsula de Alcachofra.

Controlar doenças
Controlar doenças como diabetes e colesterol alto com alimentação adequada e uso de medicamentos é importante para regular o metabolismo do corpo e evitar o acúmulo de gordura.
Quando a diabetes está elevada, o corpo precisa transformar o excesso de açúcar em gordura para tentar controlar a glicemia. Além disso, o colesterol alto é sinal de excesso de gordura circulando no sangue, o também aumenta o risco de doenças cardíacas como a aterosclerose.

Tratamento alternativo
A acupuntura pode ser utilizada para auxiliar no tratamento da gordura no fígado, principalmente por aliviar os sintomas que a doença causa, mas ela não deve substituir o tratamento indicado pelo médico com uso de medicamentos e dieta.

O acúmulo de gordura no fígado, tecnicamente chamado de esteatose hepática, é um problema bastante comum que pode ser causado por fatores de risco como obesidade, diabetes, colesterol alto e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.
Apesar de nem sempre o paciente apresentar sintomas, ele pode sentir dor no lado direito do abdômen, barriga inchada, enjoos, vômitos e mal-estar geral. Na presença desses sintomas, deve-se consultar um hepatologista para realizar exames que avaliam o funcionamento do fígado e a gravidade da doença.
A gordura no fígado pode ser controlada com alterações na dieta e a prática regular de exercício físico, sendo importante seguir o tratamento adequadopara evitar complicações como a cirrose.
Graus de gordura no fígado
A gordura no fígado pode ser classificada de acordo com a sua gravidade como mostrado a seguir:
Grau 1 ou Esteatose hepática simples: o excesso de gordura é considerada inofensivo. Geralmente o paciente não tem sintomas e só descobre o problema através de um exame de sangue de rotina;
Grau 2 ou Esteatose hepática não alcoólica: além do excesso de gordura, o fígado fica inflamado. Geralmente, o paciente sente sintomas como dor no lado direito do abdômen e barriga inchada;
Grau 3 ou Fibrose hepática: existem gordura e inflamação que causam alterações no órgão e nos vasos sanguíneos ao seu redor, mas o fígado ainda funciona normalmente;
Grau 4 ou Cirrose hepática: é a fase mais grave da doença e surge após anos de inflamação, sendo caracterizada por alteração em todo o fígado que causam redução do seu tamanho e deixam sua forma irregular. A cirrose pode evoluir para câncer ou morte do fígado, quando é necessário fazer um transplante de órgão.
Assim, além de avaliar a quantidade de gordura no órgão, também é importante verificar a presença de inflamação, pois ela é a principal causa da morte das células deste órgão. Para avaliar a progressão da doença, pode-se utilizar a Elastografia Hepática, que é um exame rápido e sem dor.

Sintomas
Normalmente durante os primeiros estágios da doença o paciente não sente sintomas, descobrindo o problemas ocasionalmente através de exames para diagnosticar outras doenças. No entanto, nos estágios mais avançados, podem surgir dor no lado direito superior do abdômen, perda de peso sem explicação, cansaço e mal-estar geral, enjoos e vômitos.
Em casos de cirrose, outros sintomas também podem surgir, como pele e olhos amarelados, coceira no corpo e inchaço na barriga, nas pernas e nos tornozelos.
Fatores de Risco
O risco de desenvolver gordura no fígado não ligada ao consumo excessivo de álcool é maior em casos de:
Obesidade;
Diabetes tipo 2;
Pressão alta;
Colesterol alto;
Idade maior que 50 anos;
Fumar;
Hipotireoidismo;
Cirurgia bariátrica.
A cirurgia bariátrica e outros procedimentos para emagrecer aumentam o risco de desenvolver gordura no fígado devido a alterações no metabolismo causadas pela perda rápida de peso. Além disso, esse problema também pode surgir em pessoas que não têm fatores de risco, em crianças e mulheres grávidas. Veja mais em: Entenda porque a Gordura no fígado na Gravidez é grave.
Diagnóstico
As alterações no fígado podem ser detectadas inicialmente através de um exame de sangue que avalia as substâncias produzidas por esse órgão. Na presença de valores alterados que indiquem que o fígado não está funcionando bem, o médico pode pedir exames complementares como o ultrassom, a tomografia, a elastrografia hepática, ressonância magnética ou uma biópsia.
No entanto, é importante destacar que nem sempre a gordura no fígado causa alterações nos exames de sangue, o que pode atrasar o diagnóstico da doença até que o paciente faça uma ultrassonografia para investigar outros problemas.
Tratamento
O tratamento para gordura no fígado é feito principalmente com alterações na dieta, prática regular de exercícios físicos e eliminação do consumo de álcool. Além disso, também é necessário perder peso e controlar doenças que pioram o problema, como diabetes, hipertensão e colesterol alto. Veja como deve ser a Dieta para gordura no fígado.
Não existem remédios específicos para tratar esse problema, mas o médico pode recomendar as vacinas contra hepatite B e C, para prevenir o aparecimento de mais doenças no fígado. Alguns remédios caseiros também podem ser utilizados para auxiliar no tratamento, como o chá de cardo-mariano ou o chá de alcachofra, sendo importante primeiro pedir autorização do médico antes de usá-los.
O vídeo a seguir traz dicas da nossa nutricionista para controlar e reduzir a gordura no fígado.

ESTEATOSE HEPÁTICA (GORDURA NO FIGADO)

 

EXAMES QUE DETECTAM PROBLEMAS NO FÍGADO 

Elastografia Hepática avalia a saúde do fígado sem dor
A elastografia hepática é um exame utilizado para avaliar a fibrose hepática, que reflete saúde e os danos no fígado causados por doenças crônicas nesse órgão, como hepatite, cirrose e presença de gordura.
Esse exame é rápido, não causa dor e não precisa de agulhas ou cortes, podendo também ser usado para diagnosticar doenças, substituindo a biópsia em muitos casos.
No entanto, esta tecnologia só foi incorporada ao SUS em outubro de 2015, e por isso ainda é raro a presença do exame na rede pública de saúde, mas é possível encontrá-lo mais facilmente em clínicas particulares, com preços que variam em torno de 1000 reais.
Como é feito o exame
A elastografia hepática dura em média de 5 a 10 minutos, não sendo necessário nenhum preparo ou jejum antes do procedimento. Ela pode ser chamada de ultrassônica transitória ou ARFI, dependendo do aparelho que é utilizado.
O exame é semelhante ao de ultrassonografia, em que o paciente fica deitado de costas e com a camisa levantada para expor o abdômen, onde o médico coloca o gel lubrificante antes de passar a sonda que irá gerar imagens na tela do aparelho, a partir das quais o diagnóstico e a progressão da doença serão avaliados.
Que doenças avalia
A elastografia hepática pode ser utilizada para avaliar os seguintes problemas de saúde:
Hepatite;
Gordura no fígado;
Cirrose;
Colangite esclerosante primária;
Hemocromatose;
Doença de Wilson.
Além de ser utilizada para diagnosticar e identificar a gravidade destas doenças, esse exame também pode ser utilizado para avaliar o sucesso do tratamento, pois consegue avaliar a melhora ou piora do tecido hepático. Veja os sintomas de esteatose hepática, que é a gordura no fígado.
Quando o resultado pode dar errado
Apenas uma pequena parcela dos resultados de exames de elastografia podem não ser confiáveis, um problema que ocorre principalmente em casos de sobrepeso, obesidade e idade avançada do paciente.
Além disso, o exame também pode falhar quando feito em pessoas com IMC menor que 19 kg/m2 ou quando o avaliador não tem experiência em fazer o exame.
Vantagens sobre a biópsia
Por ser um exame indolor e que não precisa de preparação, a elastografia não traz riscos ao paciente, ao contrário do que pode ocorrer durante a biópsia do fígado, em que o paciente tem que ser internado para que um pequeno pedaço do órgão seja retirado para análise.
A biópsia costuma causar dor no local do procedimento e hematoma na barriga, e em casos mais raros também pode causar complicações como hemorragia e pneumotórax. Assim, o ideal é conversar com o médico para avaliar qual o melhor exame para identificar e acompanhar a doença em questão. Veja como é o tratamento para gordura no fígado e os graus de gravidade desta doença.

 

As Transaminases
AST ou TGO e ALT ou TGP

O que são as Transaminases?

Um passo inicial para detectar problemas no fígado é um exame de sangue para determinar a presença de certas enzimas no sangue, comumente chamadas de transaminases. Debaixo de circunstâncias normais, estas enzimas residem dentro das células do fígado. Mas quando o fígado está com problemas, estas enzimas são derramadas no fluxo de sangue.

Entre as mais sensíveis destas enzimas é as mais representativas estão as transaminases. Elas incluem a aminotransferase de aspartate (AST ou SGOT ou TGO ou GOT) e a aminotransferase de alanine (ALT ou SGPT ou TGP ou GPT). Estas enzimas normalmente são contidas dentro das células do fígado. Se o fígado estiver com algum problema, as células derramam as enzimas na corrente sanguínea, elevando os níveis destas enzimas no sangue e sinalizando o problema que possa existir.

As transaminases catalisam reações químicas nas células nas quais um grupo de amino é transferido de uma molécula doadora a uma molécula recipiente. Conseqüentemente, disto deriva o nome “transaminases”.

Normalmente, onde as transaminases são produzidas?

TGO ( AST ou SGOT ou GOT) normalmente é encontrado em uma diversidade de tecidos inclusive o fígado, coração, músculos, rim, e cérebro. É liberado no sangue quando qualquer um destes tecidos estiver estragado. Por exemplo, seu nível no sangue sobe com ataques de coração e com desordens nos músculos. Não é então um indicador altamente específico de dano no fígado.

TGP (ALT ou SGPT ou GPT) é encontrado em grande parte no fígado. Este não é produzido exclusivamente pelo fígado, porém é onde se encontra mais concentrado. É liberado na circulação sangüínea como o resultado de dano hepático. Serve então como um indicador bastante específico do estado do fígado.

 

O que são níveis normais de TGO e TGP?

 

A gama normal de valores para TGO é de 5 a 40 unidades por litro de soro (a parte líquida do sangue).

A gama normal de valores para TGP é de 7 a 56 unidades por litro de soro.

 

Estes valores dependem do fabricante do teste. É necessário sempre verificar quais são os valores de referencia para poder comparar os resultados. Tente, sempre que possível, fazer o exame no mesmo laboratório, assim poderá ser feita uma media comparativa dos resultados.

O que significam ter resultados de TGO e TGP elevados?

TGP e TGO são indicadores sensíveis de dano hepático em diferentes tipos de doenças. Mas deve ser enfatizado que ter níveis mais altos que o normal destas enzimas não indicam, necessariamente, uma doença hepática estabelecida. Eles podem indicar algum problema ou não. A interpretação dos níveis altos de TGO e TGP depende do quadro clínico em geral e assim é melhor que isto seja determinado por médicos experimentados em hepatologia.

Os níveis destas enzimas não medem a extensão de dano no fígado ou mostram um prognostico da evolução futura. Assim, os níveis de TGO e TGP não podem ser usados para determinar o grau de dano hepático ou predizer o futuro. Em pacientes com hepatite A aguda, as TGO e TGP são muito altas (às vezes alcançam milhares de unidades), porém a maioria destes pacientes com hepatite A recupera completamente o fígado, não ficando nenhum dano.

Na hepatite C só e observada uma pequena elevação nas TGO e TGP, sendo que alguns destes pacientes podem ter evoluído para uma doença crônica com fibroses ou cirroses.

Que doenças causam níveis de transaminases anormais?

São encontrados níveis mais altos de TGO e TGO em desordens que causam a morte de numerosas células (necrose hepática extensa). Isto acontece nas hepatites agudas A ou B, no dano pronunciado infligido por toxinas como o de uma overdose de acetaminofen (TYLENOL) ou quando o fígado é privado de sangue fresco que traz oxigênio e nutrientes. As transaminases nestas situações podem variar de dez vezes os limites superiores do normal para milhares de unidades por mililitro.

Moderadas elevações das transaminases são comuns. Elas são encontradas freqüentemente em exames de sangue de rotina em indivíduos saudáveis. Os níveis das transaminases em tais casos normalmente se situam entre duas vezes os limites superiores do normal e várias centenas de unidades. É sempre importante se fazer a media dos últimos quatro resultados encontrados, para saber ao certo como estão as transaminases.

A causa mais comum de moderadas elevações destas enzimas é o fígado gorduroso (esteatose). A causa mais freqüente de fígado gorduroso é o abuso de álcool. Outras causas de fígado gorduroso incluem a diabete e a obesidade. A hepatite C também está se tornando uma causa importante de elevações das transaminases.

Que medicamentos causam níveis de transaminases anormais?

Alguns medicamentos podem elevar as transaminases, entre eles temos os que contem os seguintes princípios ativos:

Medicamentos para alívio da dor com aspirina, acetaminofen, ibuprofen, neproxen, diclofenac e feenybutazone.

Medicamentos de anti-ataque apopléctico com fenytoin, ácido valproico, carbamazepine e fenobarbital.

Antibióticos como as tetraciclinas, sulfonamides, isoniazid (INH), sulfametoxazole, trimetoprim, nitrofurantoin, etc.

Drogas para o colesterol como o “statins” e niacina.

Drogas cardiovasculares como amiodarone, hidralazine, quinidine, etc.

Anti-depressivos do tipo de tricyclic.

Com anormalidades das transaminases, originadas por medicamentos, os valores voltam ao normal semanas ou meses depois de parar com os medicamentos.

Quais são as causas menos comuns de níveis de transaminases anormais?

Causas menos comuns de transaminases anormais incluem a hepatite B crônica, a hemocromatoses, a doença de Wilson, e a hepatite autoimune.

Embora não tão comum quanto na hepatite C, a hepatite B pode ficar crônica com resultados anormais nas transaminases.

Hemacromatose é uma desordem genética no qual há absorção excessiva de ferro ingerido na alimentação conduzindo a acumulação de ferro no fígado produzindo inflamação que pode levar a fibroses e cirroses.

A doença de Wilson é uma desordem hereditária com acumulação excessiva de cobre em tecidos diversos inclusive o fígado e o cérebro. Cobre no fígado pode produzir inflamação, enquanto que o cobre no cérebro pode causar problemas psiquiátricos e perturbações motoras.

A hepatite autoinmune e provocada pelos próprios anticorpos do corpo e sistemas de defesa que atacam o fígado.

Raramente as transaminases anormais podem ser um sinal de câncer no fígado.

Como as pessoas saudáveis, com transaminases anormais devem ser avaliadas?

Avaliação de pacientes saudáveis com transaminases anormais devem ser feitas de forma individualizada. O médico pode pedir resultados de exame de sangue antigos para comparação. Se nenhum registro antigo estiver disponível, será necessário repetir os exames de sangue por semanas ou meses para ver se estas anormalidades persistem. O médico procurará fatores de risco para hepatites B e C que incluem múltiplos parceiros sexuais, história de transfusões de sangue, uso de drogas injetáveis ou aspiradas e exposição profissional. Uma história familiar de doenças pode indicar a possibilidade de doenças hereditárias como hemocromatoses ou a doença de Wilson,

O padrão de anormalidades das transaminases pode prover pistas úteis da causa da doença. Por exemplo, a maioria de pacientes com doença de fígado alcoólica tem níveis de transaminases que não são tão altas quanto os níveis observados na hepatites viróticas agudas e o TGO tende a ficar maior que o TGP. Assim, em doença de fígado alcoólica, o TGO está normalmente debaixo de 300 unidades enquanto o TGP normalmente fica debaixo de 100 unidades.

Se o álcool ou medicamentos são os responsáveis pelos níveis anormais das transaminases, ao eliminar o uso de álcool ou do medicamento os níveis deverão voltar ao normal em semanas ou meses. Se for suspeitada obesidade como a causa de fígado gorduroso, uma redução do peso de 5% a 10% também deveria trazer as transaminases a níveis normais ou próximos do normal.

Se as transaminases anormais persistirem apesar de abstinência de álcool, redução de peso e com a eliminação das drogas suspeitas, deverão ser realizados exames de sangue para diagnosticar outras doenças no fígado. Deve-se testar a presença de hepatites B e C, o nível de ferro, e a ferritina, que e normalmente elevada em pacientes com hemocromatosis. Os níveis de certos anticorpos específicos podem estar elevados em pacientes com hepatite autoimune.

O ultra-som pode ser usado para excluir suspeitas de tumores que possam estar obstruindo os canais que conectam o fígado.

A biópsia é um procedimento onde uma agulha é inserida pela pele em cima do abdômen superior para obter uma pequena quantidade de tecido hepático para ser examinado em um microscópio. Não todos os que têm transaminases anormais precisam de uma biópsia. O médico normalmente recomendará este procedimento se:

1) as informações obtidas da biópsia serão úteis para planejar o tratamento,

2) o médico precisa saber a extensão e a severidade do dano hepático, ou

3) avaliar a efetividade ou necessidade de tratamento.

Existem outras enzimas?

Alem da TGO e TGP, há outras enzimas que incluem a fosfatasse alcalina e a gama glutamil transaminases (GGT) as quais são testadas durante o tratamento da hepatite ou em pacientes com doenças mais avançadas.

Neste artigo nós restringimos as AST ou TGO e ALT ou TGP porque elas são as mais úteis e importantes no controle da hepatite C.
Hepatograma

O que é
Também chamado de provas de função hepática, esse conjunto de exames de sangue é rotineiramente composto por: bilirrubinas, fosfatase alcalina, aminotransferases, albumina e tempo de protrombina.

Para que serve
Ajuda no diagnóstico de lesão hepática resultante de múltiplas causas. As substâncias analisadas são um conjunto de elementos que, mantidos em equilíbrio, evidenciam o bom funcionamento do fígado.

Como é feito
É feito por meio da coleta de sangue de veia do braço.

Preparo
Sem necessidade de dieta ou preparo especial, exceto jejum de oito horas. Uso de medicação deve ser informado no agendamento do exame.

Valores de referência
Bilirrubina direta: 0,0 a 0,2 mg/dL
Bilirrubina indireta: 0,2 a 0,8 mg/dL
Bilirrubina total: 0,2 a 1,0 mg/dL
Fosfatase Alcalina: 40 a 129 U/L
Albumina: 3,5 a 5,2 g/dL
Tempo de protrombina: até 13,1 segundos
Aminotransferases:
AST/TGO = até 37 U/L
ALT/TGP = até 41 U/L

 

Bilirrubinas
Também chamado: Bilirrubina total, bilirrubina direta, bilirrubina indireta
Nome formal: Bilirrubinas
Exames relacionados: Hepatograma,
Como o exame é usado?
As bilirrubinas são medidas (dosadas) para avaliar anemias hemolíticas ou doenças hepáticas e das vias biliares. Essa dosagem é especialmente importante em recém-nascidos com icterícia. A barreira entre o sangue e o líquido cefalorraquiano está incompleta nas primeiras semanas de vida, e um excesso de bilirrubina não conjugada no sangue pode se depositar em partes do cérebro do bebê, causando lesões irreversíveis.
Quando o exame é pedido?
A dosagem das bilirrubinas no sangue é solicitada quando há suspeita de anemia hemolítica ou de doença hepática ou das vias biliares. Nesses casos, em geral, também é solicitada com outros exames. Quando há suspeita de anemia hemolítica, podem ser pedidos os exames de hemograma, contagem de reticulócitos, haptoglobinas e desidrogenase lática (LDH). Quando se investiga uma doença hepática, outros exames que podem ser solicitados são fosfatase alcalina, aspartato aminotransferase (AST), alanina aminotransferase (ALT) e gama-glutamil transferase (gama-GT).

Em outras palavras é super importante cuidar da saúde em geral, mas há partes do nosso organismo que precisam de um cuidado todo especial.o Fígado é apenas um deles.

Hepatite  fígado  Bilirrubina Hepatograma

 

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