Estresse, depressão e ansiedade como identificar e tratar – Maus do século

08 jan 2018 | By

Como diferenciar estresse, depressão e ansiedade
O estresse, a depressão e a ansiedade são os três transtornos psicológico mais comuns. É imprescindível conhecer seus sintomas para buscar uma solução adequada.

A cada dia, escutamos essas três palavras com mais frequência. De fato, hoje em dia esses são os três transtornos psicológicos mais habituais. O estresse, a depressão e a ansiedade podem manifestar-se separadamente ou em conjunto. Por isso, é imprescindível conhecer os sintomas de cada um desses problemas que, felizmente, têm solução.
Como tais transtornos nos afetam
De acordo com estudos, estes três transtornos mudam nossas percepções de vida diretamente. Afetam o nosso cérebro e a forma como nos relacionamos com os demais. Modificam também a nossa autoconfiança, o entusiasmo e as expectativas em uma tarefa ou trabalho.
E, entre outros problemas, fazem com que as nossas defesas imunológicas baixem. A zona pré-frontal do cérebro é onde a depressão, a ansiedade e o estresse atacam, isto é, onde o pensamento mais avançado se desenvolve, onde imaginamos o futuro, avaliamos estratégias para solucionar problemas e tomamos decisões. Além disso, esta zona está bastante relacionada com o sistema límbico ou cérebro emocional.

 

Estresse: o que devemos saber?
O estresse é uma palavra que hoje em dia está na boca de todos. Pode aparecer após qualquer situação ou pensamento e nos fazer sentir ansiosos, furiosos ou frustrados. Por isso, os médicos dizem que ter estresse em níveis baixos é bom. No entanto, a situação é inversa quando ele aumenta. Estresse em excesso nos predispõe a sofrer todo o tipo de doenças, tanto físicas, como psicológicas. Por exemplo, o estresse pode levar a um baixo nível de açúcar no sangue, à hiperatividade das tireoides, ao ataque cardíaco, ao aumento da secreção da bílis ou do colesterol nas artérias.
Alguns dos sintomas habituais são as dores abdominais ou de cabeça, dificuldades para tragar ou digerir alimentos, enjoos, respiração agitada, insônia, frequência cardíaca irregular, sudorese excessiva, transtornos do sono, cansaço, fadiga, falta de concentração, problemas no rendimento sexual e pesadelos. Em alguns casos, o estresse se manifesta em forma de fobias ou transtornos psicológicos.

Pesquisas afirmam que uma dieta deficiente em vitamina B12 também pode levar ao estresse. O mesmo acontece com o consumo excessivo de substâncias como o álcool, a nicotina ou medicamentos para a tireoide.

 

Quando o estresse faz parte da rotina, a pele é uma das mais afetadas. A tensão provoca alterações hormonais diversas no corpo e libera algumas substâncias na corrente sanguínea. Com isso, há uma queda na imunidade e o corpo fica mais vulnerável a infecções e outros problemas. “No rosto, por exemplo, é visível o surgimento de descamações, áreas avermelhadas e ressecadas, olheiras e pele sem brilho”, conta o dermatologista Anderson Bertolini, diretor médico da Clínica Bertolini, em São Paulo. Peles oleosas também ficam com os poros mais dilatados e a derme mais grossa. Conheça outros problemas da pele estressada e veja dicas para amenizá-los, além – é claro – de combater o estresse.

⇔ Acne

Cravos e espinhas são muito mais comuns na adolescência, mas podem surgir na fase adulta por alguns fatores, incluindo o excesso de tensão. “O estresse aumenta a produção das glândulas sebáceas e deixa a pele mais oleosa, favorecendo o surgimento da acne”, explica o dermatologista Anderson.

A primeira recomendação dos dermatologistas é não cutucar esses cravinhos. “Os micro-organismos presentes nas unhas podem causar um processo inflamatório na acne, piorando o estado da pele e aumentando as chances de virar uma cicatriz”, afirma o dermatologista Fernando de Freitas, de São Paulo. Em vez disso, lave o rosto duas vezes por dia com sabonete neutro, use apenas produtos indicados por seu médico para a sua pele e evite abusar de doces, frituras e gorduras, que aumentam a oleosidade da pele.
⇔ Alergias

Segundo o dermatologista Anderson, o estresse age nas células do tecido conjuntivo associadas às reações alérgicas, chamadas mastócitos. “Com isso, aumenta a coceira e o prurido”, diz o médico. Para evitar que a alergia de pele piore, adote as dicas da dermatologista Pietra Martini, da Clínica Priméra, em Campinas (SP):

– Aplique uma camada espessa de hidratante com filtro solar na área afetada para evitar manchas;
– Lave a pele apenas com água fria enquanto houver alergia;
– Evite coçar, para não aumentar a lesão;
– Caso a irritação persista, consulte um dermatologista.
⇔ Dermatite Seborreica

Essa doença provoca lesões avermelhadas e que descamam a pele – sobretudo o couro cabeludo – e é causada por um fundo chamado pityrosporum ovale, que se alimenta do sebo produzido pelas glândulas da pele. Segundo a dermatologista Thais Pepe, médica especialista da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a dermatite seborreica é facilmente tratada. “Os tratamentos costumam envolver o uso de xampus que combatem oleosidade, caspa ou fungos; loções para o controle da inflamação e das caspas e até mesmo medicações de uso oral que venham a controlar a oleosidade”, conta a médica. Além disso, ela lembra a importância de expor a pele ao sol (com filtro solar e fora do período entre as 10h e 16h), pois os raios solares ajudam a amenizar o problema.
⇔ Furúnculo

Essa infecção é muito comum em regiões com dobras ou pelos, como virilha e bumbum. “O furúnculo se transforma em um nódulo endurecido, vermelho e bem dolorido e, se não for tratado, pode virar uma ferida com pus”, conta Anderson Bertolini. Além do tratamento antibiótico, o furúnculo precisa ser drenado. “Mas é um médico que vai determinar a hora certa e fazer esse procedimento com higiene e técnica adequadas”, reforça Thais Pepe.
⇔ Herpes

Esse problema é causado por um vírus do próprio organismo e desencadeado por fatores como estresse, sol e baixa imunidade. Feridas em formato de bolhas aparecem no corpo – principalmente nos lábios e nos genitais. “É preciso iniciar uma medicação oral para evitar o aumento de herpes, além de aplicar creme tópico para diminuir a transmissão”, conta a dermatologista Thais.
⇔ Micose

A micose é uma infecção é causada por fungos que se proliferam em ambientes úmidos, fechados e quentes. “Ela é um dos sinais de que o sistema imunológico está deficiente”, conta o dermatologista Anderson. Para conter esse problema, Thais Pepe dá a seguinte orientação: seque o local após o banho todos os dias e use antifúngicos orais e tópicos (pomadas) indicados por um dermatologista.
⇔ Rosácea

Caracterizada por uma vermelhidão no rosto, a rosácea também pode apresentar nódulos, pus, inchaços e vasinhos. “Tensão, ansiedade, estresse são fatores desencadeantes e o quadro pode piorar com o consumo excessivo de álcool e exposição solar”, alerta Anderson Bertolini. Além disso, a pele com rosácea é muito mais sensível a produtos cosméticos, sendo importante evitar substâncias que possuem ácidos e álcool. Dependendo do grau de rosácea, é necessário realizar tratamento medicamentoso.
⇔ Psoríase

Ela é uma doença inflamatória crônica, não contagiosa e caracterizada por lesões avermelhadas e que descamam. “A psoríase costuma aparecer no couro cabeludo, nos cotovelos e nos joelhos”, conta Anderson Bertolini. Além de controlar o estresse – que é um agravante do quadro -, é importante tomar sol e hidratar a pele. “Use de preferência hidratantes sem ureia na formulação e sem perfume”, orienta a dermatologista Thais Pepe.
⇔ Envelhecimento precoce

Perda da vitalidade, diminuição da elasticidade, linhas de expressão e manchas são os principais sinais do envelhecimento da pele, de acordo com o dermatologista Anderson. Para evitar que esse problema seja precoce, vale a pena controlar as emoções, uma vez que o estresse pode acelerar a ação dos radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento das células. Exposição solar exagerada, falta de hidratação adequada e tabagismo são outros fatores que podem antecipar o aparecimento de rugas.
⇔ Olheiras

As bolsas e manchas escuras embaixo dos olhos são decorrentes, principalmente, de noites mal dormidas. “Um bom corretivo ajuda a disfarçar, mas, se as olheiras forem permanentes, a solução é procurar um dermatologista para tratar da forma correta”, conta o maquiador Marcelo Marques, de São Paulo. Ele lembra que a pele do resto é muito sensível – ainda mais nessa região – e pode ser manchada com facilidade. “Por isso, devemos tomar muito cuidado com receitas caseiras para não piorar a situação”, alerta.

Segundo a dermatologista Cristina Graneiro, diretora médica da clínica La Liq, os cremes mais indicados para amenizar as olheiras são à base de ácido tioglicólico ou vitamina K. A vitamina C também ajuda, tanto como antioxidante, quanto como clareador. “É fundamental também usar filtro solar, pois o acúmulo de melanina pode piorar a aparência da olheira”, conta a profissional.

 

Depressão: o que devemos saber?

Esse problema pode ser descrito como o fato de se estar triste, infeliz, melancólico, desolado ou descontente. Às vezes, existem motivos para tal, às vezes não. A maioria das pessoas sente depressão ao menos uma vez na vida, quase sempre em períodos curtos. A depressão clínica é um transtorno que se mantém ao longo do tempo e que modifica o estado de ânimo. A pessoa afetada sente ira ou frustração por qualquer coisa e tem vontade de chorar a qualquer momento. A depressão é classificada em termos de gravidade: leve, moderada ou severa. Um médico psiquiatra pode determinar este nível com uma ou várias sessões e recomendar o tratamento correto.
Os sintomas mais comuns da depressão são: dificuldades para dormir, excesso de sono, mudanças no apetite (desde a ansiedade para comer tudo, até períodos nos quais não se pode ingerir nada), aumento ou perda de peso, falta de energia, fadiga, ódio de si, sentimentos de inutilidade, culpa inapropriada, agitação, irritabilidade, inquietude, dificuldade para se concentrar, retraição das atividades usuais, inatividade, abandono, desesperança, pensamentos de morte ou suicídio.

A baixa autoestima é um dos sintomas mais comuns da depressão. Outro sintoma é a falta de prazer em atividades que usualmente nos faziam felizes, como passar algum tempo com a família ou ter relações sexuais. Para que o que sentimos possa ser diagnosticado como depressão, devemos apresentar cinco ou mais destes sintomas durante duas semanas consecutivas. A má notícia é que um terço dos pacientes que busca ajuda profissional padecem do transtorno.
Podemos também encontrar a distimia, um tipo de depressão leve que dura anos. Agora, conheça alguns fatos que provocam a depressão: o parto (muitas mulheres sofrem da chamada depressão pós-parto ao ter o bebê), o ciclo menstrual (uma semana antes do período; os sintomas desaparecem durante a menstruação) e o estacional (ocorre em meses frios de inverno ou outono, mas acaba quando chegam a primavera e o verão; deve-se à falta de luz solar).

Ansiedade: o que devemos saber?
Trata-se de uma resposta emocional a um ou a vários estímulos, que podem estar tanto dentro quanto fora do paciente. Isso quer dizer que a ansiedade pode surgir a partir de pensamentos, sentimentos ou acontecimentos da vida em geral.
Engloba aspectos corporais, grande ativação do sistema periférico e motor, e implica mudanças de comportamento. A ansiedade está relacionada com a sobrevivência, assim como o medo, a ira, a felicidade e a tristeza.
Foi comprovado que, para preservar a integridade física frente a um ataque ou ameaça, as pessoas colocam em funcionamento respostas rápidas, adaptativas e eficazes. Estima-se que hoje em dia mais de 20% da população padece de transtorno de ansiedade e muitas pessoas sequer sabem disso. A explicação médica para esse problema é que, diante de uma situação de alerta, o organismo coloca o sistema adrenérgico em funcionamento, liberando sinais para o sistema nervoso central.
Os sintomas da ansiedade são: a hiperatividade, a taquicardia, a sensação de afogo, a perda do controle e do raciocínio, tremores nas extremidades, transpiração excessiva, náuseas, insônia, debilitação ou rigidez muscular, inquietude motora, pensamentos negativos, obsessão ou problemas em comunicar-se com os demais.
Por sua vez, ela também pode causar hipoglicemia ou arritmia cardíaca e transformar-se no transtorno de pânico. Nesse caso, o paciente pensa na própria morte ou que algo de mau vai acontecer com ele. A tensão arterial é enorreia nas mulheres e securelevada, há palpitações, rubor ou palidez no rosto, pressão no peito, aerofagia, perda de peso ou ansiedade por comidas, ama na boca e nos olhos.

Os maus do seculo 

 

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