BUCHINHA-DO-NORTE – PERFEITA PARA TUA SINUSITE

03 ago 2018 | By RickReymond

Esta planta cucurbitácea, parecida com a bucha de tomar banho, é a Luffa operculata, conhecida como buchinha-do-norte, tem uso popular consagrado para o tratamento da sinusite. Conheça!

Além de buchinha-do-norte, buchinha-do-nordeste e bucha-do-norte, a Luffa operculata também é conhecidas pelos seguintes nomes populares:

cabacinha
buchinha
bucha-dos-paulistas
purga-de-joão-pais
abobrinha-do-norte
abobrinha-do-mato
bucha-dos-caçador
purga-de-bicho
purga-de-bucha
purga-de-falope
endoço
burcha-dos-pescador
purga-dos-paulistas
capa-de-bode
A planta é espontânea, originária da América do Sul e nativa do Brasil. Usa-se dela, para o tratamento da sinusite (e também da rinite e outros problemas respiratórios) o seu fruto seco.

Mas muita atenção! A planta é altamente tóxica e seu uso deveria ser feito apenas por pessoa experiente, nunca por leigos.

Embora seja uma planta de largo uso popular (é inclusive vendida em feiras) seu uso deve ser mais do que muito cuidadoso.

COMO USAR A BUCHINHA-DO-NORTE PARA TRATAR SINUSITE
Nunca ferva esta planta pois seus princípios ativos podem provocar irritação e hemorragia na mucosa nasal:

Receita de solução nasal< ! Colocar 1 colherzinha de café de cloreto de sódio puro em uma xícara de chá de água Descasque a buchinha e corte um pedacinho fino de 1 cm Coloque o pedacinho na xícara com água, tampe e deixe macerar por poucos dias Coe e pingue apenas 1 gota em cada narina, de manhã e de noite, sem assoar o nariz, deixando que o líquido escorra naturalmente. Não use esta solução por mais de 5 dias seguidos Inalação Há quem use a buchinha-do-norte fazendo inalação, ou seja, respirando o vapor obtido da planta fervida em água mas, dada a sua toxidade, seria melhor perguntar à quem já a usou antes, pois a fervura aumenta a disponibilidade dos seus princípios ativos, aumentando ainda mais o seu efeito cáustico sobre a mucosa. OUTROS USOS E BENEFÍCIOS DA BUCHINHA-DO-NORTE

Além de ser usada para tratar sinusite e outros problemas respitatórios, a buchinha-do-norte tem as seguintes propriedades medicinais e indicações de tratamento:

como descongestionante nasal
para provocar o espirro
para provocar vômito
como purgante, laxante
para tratar a ameba
para tratar a herpes
para tratar a amenorreia (ausência de menstruação)
para tratar a barriga d’água
para tratar inflamações genitais e do trato urinário
para tratar inflamações oftálmicas
para curar úlceras e feridas, anemia e hematomas

CONTRAINDICAÇÕES E CUIDADOS
A buchinha-do-norte também é muito conhecida popularmente por sua propriedade abortiva e pode causar intoxicação séria – no caso da ingestão para fins abortivos – e sérias hemorragias nasais, no caso do uso como descongestionante nasal.

Seu uso prolongado pode causar alterações do fígado e da função renal.

Doses elevadas podem causar náuseas, cólicas e vômitos. Não existem recomendações de dosagem para uso seguro, portanto, procure um especialista para garantir o bom uso desta planta.

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Descrição: Planta da família das Cucurbitaceae, também conhecida como cabacinha, buchinha, bucha dos paulistas, purga de João Pais, abobrinha do norte, abobrinha do mato, bucha dos caçadores, purga de bicho, purga de bucha, purga de alope, endoço, burcha dos pescadores, purga dos paulistas, bucha do norte, capa de bode, buchinha do nordeste. É uma trepadeira. Flores amarelas, , pequenas, axilares. Frutos ovóides, moles, pequenos, ásperos e com pequenas nervuras. Sementes compridas, lisas.

Parte utilizada: Fruto Seco.

Plantio: Multiplicação: reproduz-se por sementes; Cultivo: em solos arenosos e secos; Colheita: colhem-se as buchinhas quando maduras.

Habitat: E cultivada em vários países de clima quente, com fins medicinais. É erva uma invasora e daninha, aparecendo em pastos e terrenos baldios.

História: Planta de uso popular, encontrada em mateiros e raizeiros, feiras-livres, lojas de produtos naturais e algumas farmácias costuma ser usada como abortiva, com resultados perigosos devido a sua toxidade. Jamais deveria ser usada por leigos, mas sendo espontânea em várias regiões, é impossível controlar seu uso. Somente o esclarecimento poderá coloca-la no seu devido lugar – planta de uso restrito, sob a supervisão de profissionais gabaritados.

Origem: A buchinha é originária da América do Sul, e nativa no Brasil.

Principal uso: A aspiração do infuso aquoso dos frutos há muito tempo tem sido utilizada empiricamente contra a rinite e a sinusite. Porém, existem muitos relatos da ocorrência de hemorragias nasais após estas aspirações, resguardando seu uso. Entretanto, não foi da utilização desta planta no tratamento da sinusite que resultaram as intoxicações atendidas no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. Neste, todas as ocorrências relacionadas à buchinha tiveram como vítimas mulheres, entre 16 e 25 anos, que ingeriram quantidades variáveis de chás preparados com os frutos, na tentativa de causar aborto. Um caso de óbito foi registrado. São poucos os relatos na literatura referentes a intoxicações por esta espécie. Os que existem fazem alusões a intoxicações experimentais em animais. O mecanismo de ação do vegetal não está esclarecido e ainda existem dúvidas sobre o princípio causador do quadro toxicológico.

Principais Propriedades: Das espécies Luffa acutangula Roxb., L. cylindrica (L.) Roem. e L. aegyptiaca Mill. foram isoladas glicoproteínas com ações inibidoras da síntese protéica, embriotóxicas e abortivas, propriedades estas demonstradas em animais de laboratório (Ngai et al. 1992a, 1992b e 1993 apud Schenkel et al., 2001). Da espécie L. operculata propriamente dita, não há experimentos específicos com o objetivo de elucidar a ação abortiva do fruto. O trabalho mais significante foi realizado por Matos & Gottlieb em 1967. Neste, os autores isolaram o extrato aquoso do fruto um princípio amargo denominado isocucurbitacina B. As cucurbitacinas são esteróides resultantes da oxidação de triterpenos tetracíclicos e estão largamente distribuídas na família Cucurbitaceae. Para estas substâncias as atividades biológicas descritas na literatura são ações descongestionantes, laxativas, hemolíticas, embriotóxicas e abortivas. Recentemente trabalhos sobre o efeito necrótico destas substâncias em tumores estão sendo publicados. Assim, em virtude da série de relatos confirmando a toxicidade das cucurbitacinas, admite-se que a isocucurbitacina B seja o princípio tóxico de L. operculata.

Toxologia: Nos casos descritos de intoxicação os sintomas apareceram cerca de 24 horas após a ingestão do chá. Náuseas, vômitos, dores abdominais e dores de cabeça são os sintomas primários, subsequentemente advêm hemorragias, podendo ocorrer o coma e a morte. Para o tratamento são recomendados apenas a administração de carvão ativado, e tratamento sintomático para distúrbios gastrintestinais.

 

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