Doenças Psicossomáticas – A Relação entre o corpo e a mente

09 jan 2018 | By Leila Sobral

Corpo e mente não suportam muitos sentimentos ruins, e encontram formas de manifestar os problemas por meio de doenças.

O termo doença psicossomática é bastante utilizado quando uma doença física ou não, tem seu princípio na mente. O que leva os pacientes de vários hospitais a uma consulta em conjunto com um psicólogo, psicoterapeuta e psiquiatra.

Essa conduta, que pode partir dos médicos que acompanham o caso, gera muitas dúvidas ao paciente. “Como algo é psicológico se dói no corpo?” O fato de que uma pessoa tenha uma doença psicossomática não significa que a dor e a enfermidade não existem. Pelo contrário, o corpo realmente está em sofrimento, com dores, feridas, descontroles e descompensações orgânicas, que inclusive são até dificilmente controladas com medicamentos e os recursos da medicina tradicional.
As doenças psicossomáticas podem se manifestar em diversos sistemas que constituem nosso corpo, como por exemplo: gastrointestinal (úlcera, gastrite, retocolite); respiratório (asma, bronquite); cardiovascular (hipertensão, taquicardia, angina); dermatológico (vitiligo, psoríase, dermatite, herpes, urticária, eczema); endócrino e metabólico (diabetes); nervoso (enxaqueca, vertigens); das articulações (artrite, artrose, tendinite, reumatismos).

É comum, nos casos de doenças psicossomáticas, que o paciente enfrente dificuldades no diagnóstico e até insucesso dos tratamentos propostos, gerando uma passagem por vários médicos especialistas em busca da cura ou alívio.

O diferencial mais importante para se considerar uma doença como psicossomática é entender que a causa principal desta descompensação física que aparece no corpo, está dentro do emocional da pessoa, ligada, portanto à sua mente, aos seus sentimentos, à sua afetividade. E esta variável emocional se torna importante tanto no desencadeamento de um episódio, de uma crise, quanto no aumento e/ou manutenção do sintoma, conforme cada pessoa.
A mente e o corpo formam um sistema único e os mecanismos inconscientes são muito presentes nesta ligação. Por isso é comum a sensação inicial de que os sintomas “vieram de repente”, “ou não existir nenhum motivo para que os sintomas aparecessem”. É difícil para um paciente com gastrite identificar quais podem ter sido as causas emocionais de desencadeamento de uma nova crise. A ansiedade e a irritabilidade são sentimentos comuns nos quadros psicossomáticos, e há uma tendência a identificar e culpabilizar eventos externos pelo problema, aumentando a sensação de impotência diante das dificuldades.

O estresse, a ansiedade, a frustração e outras emoções, quando não controladas, acabam sobrecarregando a mente provocando um desequilíbrio que pode causar depressão. A impotência da mente, sobrecarregada de desafios e dilemas pessoais podem levar a um colapso generalizado das glândulas endócrinas, as quais são interligadas ao sistema nervoso central: o plexo solar, localizado na região estomacal superior, podendo causar inicialmente um desiquilíbrio gastrointestinal.
O complexo sistema formado pelas glândulas endócrinas é extremamente sensível ao estado emocional do indivíduo, porque faz a ligação entre a mente e o corpo. Sendo composto pela Hipófise, Hipotálamo, Tireóide, Timo, Plexo solar, Glândulas coronárias, Glândulas supra-renais e Glândulas genitais. O desiquilíbrio emocional pode provocar o colapso de todo este sistema resultando em perturbações e doenças generalizadas em todo o corpo. A isto chamamos de desiquilíbrio psicossomático. Diante deste quadro, os tratamentos convencionais do corpo, embora necessários, apenas remediam a situação.

A cura definitiva só poderá ser alcançada se as causas do desiquilíbrio emocional forem erradicadas. Por isso as doenças psicossomáticas são difíceis de serem diagnosticadas e exigem um acompanhamento psicológico e, em quadros mais graves, um tratamento psiquiátrico. Geralmente o processo terapêutico é demorado porque na maioria das vezes, se as causas forem externas, não se pode isolar o indivíduo do meio social em que convive e que o está pressionando. Pior ainda é quando as causas são internas, isto é, oriundas da própria mente da pessoa. Neste caso, o indivíduo pode desenvolver uma paranóia: ideia fixa sobre algo que lhe causa frustração. Mas a paranóia é apenas um sintoma inicial e se não for diagnosticada e tratada a tempo por um psicólogo, pode se transformar numa esquizofrenia, exigindo, daí em frente, do acompanhamento de um psiquiatra.
É importante deixar claro que o corpo também deve ser cuidado com os tratamentos adequados (A pessoa com gastrite deve procurar o médico e realizar exames solicitados, tomar os remédios prescritos, fazer uma dieta alimentar caso seja indicada). O aconselhável é um atendimento psicológico associado, que possibilite auxiliar o sujeito a nomear os sofrimentos que vivencia, para além do real do seu corpo. A importância deste tipo de abordagem nos transtornos psicossomáticos também se deve ao fato romper uma possível evolução crônica do problema, que limite progressivamente a vida social e emocional da pessoa.

Por mais que muitas pessoas ainda duvidem disso, um dos principais fatores que determinam o aparecimento de uma doença é o quanto o indivíduo está vulnerável e desprotegido. Medo, tristeza, raiva, culpa, mágoa, frustração e sentimento de rejeição deixam a pessoa muito carregada. O corpo e a mente não foram feitos para carregar sentimentos ruins e, quando eles acabam acumulados, o corpo encontra formas de manifestar os problemas — dando origem às doenças.

Como agem os sentimentos negativos

Sentimentos e emoções negativas alteram a produção de hormônios e fazem com que o cérebro produza uma série de substâncias que desestabilizam o funcionamento do corpo, gerando doenças físicas e psicológicas. Por isso, é comum vermos pessoas sentindo dores físicas quando estão passando por algum problema.

A Inteligência Emocional considera que todas as doenças são originadas pelas emoções e sentimentos em desequilíbrio. Os problemas de saúde são manifestações do inconsciente, que está sinalizando situações mal resolvidas, emoções em deficiência ou excesso, resistência às mudanças ou padrões limitantes de comportamento.

Se você está alimentando muitos sentimentos negativos em relação à sua vida, talvez seja a hora de fazer uma revisão antes que o corpo se manifeste por meio de doenças. A falta de consciência e de ação pode piorar ainda mais as coisas, uma vez que dar força a esses sentimentos pode fazer com que eles acabem se tornando uma constante em sua vida.

A escritora americana Louise Hay é uma das maiores referências no assunto. Após se curar de um câncer sem ajuda da medicina convencional, a autora criou um método chamado “Você pode curar sua vida” e, desde então, se dedica a ajudar milhares de pessoas doentes a se curarem a partir da ideia de que toda enfermidade é um reflexo de um padrão de comportamento.

Conheça as causas emocionais por trás de algumas doenças, segundo Louise Hay

Amigdalite: emoções reprimidas, criatividade sufocada;
Anorexia: ódio extremo de si mesmo;
Apendicite: medo da vida, bloqueio do fluxo de coisas positivas;
Arteriosclerose: resistência em ver o bem;
Asma: sentimento contido e choro reprimido;
Bronquite: ambiente familiar “inflamado”, com muitos gritos e discussões;
Câncer: mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo;
Colesterol: medo de aceitar alegria;
Derrame: resistência, rejeição à vida;
Diabetes: tristeza profunda (vida sem doçura);
Diarreia: medo, rejeição, fuga (eliminar o que está ruim por dentro);
Dor de cabeça: autocrítica, falta de autovalorização;
Enxaqueca: medos sexuais, raiva reprimida, excesso de perfeccionismo;
Fibromas: alimentar mágoas causadas pelo parceiro;
Frigidez: medo e negação do prazer;
Gastrite: incerteza profunda e ideias mal digeridas;
Hemorroidas: medo de prazos determinados, raiva reprimida, excesso de perfeccionismo;
Hepatite: raiva, ódio e resistência às mudanças;
Insônia: medo e culpa;
Labirintite: medo de não estar no controle;
Meningite: tumulto interior e falta de apoio;
Nódulo: ressentimento, frustração, ego ferido;
Problemas de pele (acne): individualidade ameaçada, falta de aceitação de si mesmo;
Pneumonia: desespero, cansaço da vida;
Pressão alta: problema emocionalmente duradouro e não resolvido;
Prisão de ventre: problemas passados não resolvidos, medo de não ter dinheiro suficiente;
Problemas nos pulmões: medo de absorver a vida;
Quistos: alimentar mágoa, falsa evolução;
Resfriados: confusão mental, desordem, mágoas;
Reumatismo: sentir-se vítima, falta de amor e amargura;
Rinite alérgica: congestão emocional, culpa e mania de perseguição;
Problemas renais: crítica, desapontamento e fracasso;
Ronco: teimosia e apego ao passado;
Sinusite: irritação com pessoas próximas;
Problemas na tireoide: humilhação;
Úlceras: medo e crença de não ser bom o bastante;
Varizes: desencorajamento e sensação de estar sobrecarregado.

Doenças Psicossomáticas

 

Doenças a relação entre nosso corpo e a nossa mente

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